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31 de julho de 2026

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Aprosoja MT adverte que vetos à Lei do Licenciamento Ambiental podem causar “colapso no campo”

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) manifestou preocupação com os vetos aplicados pelo governo federal à nova Lei nº 15.190/2025, que trata do licenciamento ambiental. Segundo a entidade, os vetos comprometem dispositivos cruciais da legislação e podem trazer sérios riscos para a atividade agropecuária e para o desenvolvimento de infraestrutura no país.

Conforme a entidade, um dos aspectos mais críticos está ligado ao Cadastro Ambiental Rural (CAR). O texto aprovado pelo Congresso dispensava a necessidade de licenciamento ambiental para atividades agropecuárias, mas a nova exigência de que a dispensa só se aplique a imóveis com CAR validado pode gerar insegurança no campo.

“Considerando que mais de 98% dos imóveis rurais ainda aguardam análise e validação do CAR, isso pode gerar um verdadeiro colapso no campo”, afirma a nota da associação. A entidade alerta que essa medida poderia, na prática, levar ao embargo da produção e à perda de acesso a crédito para produtores rurais.

Além disso, a Aprosoja MT aponta prejuízos para projetos de infraestrutura essenciais para o escoamento da produção agrícola. A associação lamenta que a nova lei tenha vetado dispositivos que previam o licenciamento simplificado para obras de manutenção e ampliação de rodovias, saneamento, energia e barragens de pequeno porte. Para a entidade, essa decisão “atrasa investimentos em infraestrutura, elevando custos, prolongando processos e limitando a modernização do país”.

Outro ponto de tensão é a responsabilização solidária de financiadores e contratantes por eventuais danos ambientais, sem a existência de critérios de proporcionalidade. A Aprosoja MT acredita que essa medida “pode encarecer e restringir o crédito rural, afastando investidores e instituições financeiras do setor agropecuário”. A associação classifica a medida como um “desincentivo grave” em um momento em que o campo demanda cada vez mais modernização tecnológica e acesso a linhas de financiamento.

A entidade defende que a derrubada dos vetos no Congresso será fundamental para garantir segurança jurídica e viabilidade ao setor produtivo. “O produtor rural não pode ser penalizado por entraves burocráticos que não refletem a realidade do campo. A legislação precisa garantir equilíbrio entre proteção ambiental e desenvolvimento sustentável, sem paralisar a produção nem inviabilizar investimentos em infraestrutura”.


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Chuva destrói experimento com tomates do IAC em Ribeirão Preto

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Uma chuva forte com ventos e granizo destruiu, há uma semana, uma plantação de tomates usada em um experimento do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), em Ribeirão Preto, no norte do Estado de São Paulo. O estudo havia sido iniciado no ano passado e estava a menos de um mês da conclusão da etapa de campo.

A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) informou que o objetivo da pesquisa era analisar características genéticas das cultivares e renovar o banco de sementes do IAC.

Em comunicado divulgado pela APqC, o pesquisador do IAC Roberto Blanco afirmou que os acessos plantados já estavam formados, com frutos desenvolvidos, quando o temporal atingiu a área experimental. Segundo ele, a chuva veio acompanhada de ventos muito fortes e granizo, destruindo toda a plantação, inclusive a folhagem utilizada na pesquisa genética.

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Conforme a APqC, o trabalho é realizado em parceria com uma empresa japonesa de sementes, responsável pelo financiamento do estudo. Na primeira etapa do experimento, no ano passado, foram utilizados 300 acessos para produção de sementes, entre variedades selvagens e híbridas com maior resistência a pragas.

Ainda segundo Roberto Blanco, os materiais da primeira fase apresentaram resultados considerados promissores e geraram sementes posteriormente plantadas na área atingida pelo temporal. De acordo com o pesquisador, os acessos mostraram resistência a dez doenças diferentes.

As sementes remanescentes da primeira fase estão armazenadas em uma câmara fria. Com danos nos prédios do IAC em Ribeirão Preto, que foram destelhados e ficaram sem energia, o material será transferido para a sede do instituto, em Campinas.

A APqC também relatou danos parciais em outra estufa, onde havia acervo e sementes de pimentas. A entidade acrescentou que, na área de pesquisa dedicada ao tomate, o pesquisador atualmente depende de contratação de terceiros para parte do manejo da área.

A destruição do experimento com tomates e os danos à infraestrutura do Instituto Agronômico de Campinas em Ribeirão Preto ocorreram poucos dias após a APqC alertar o governo paulista sobre a necessidade de planejamento e recursos para enfrentar eventos climáticos extremos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Colheita de café no Brasil chega a 78% e segue atrasada, aponta consultoria

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Foto: Kim-Ir-Sen Pires Leal/Embrapa

A colheita de café no Brasil alcançou 78% da safra 2026/27 até o dia 29 de julho, segundo levantamento da Safras & Mercado. O avanço foi de cinco pontos percentuais em relação à semana anterior, mas os trabalhos seguem atrasados devido às chuvas, que dificultaram a retirada dos grãos das lavouras e as atividades de secagem.

O percentual registrado neste ano permanece abaixo dos 90% colhidos no mesmo período de 2025 e também da média dos últimos cinco anos, entre 2021 e 2025, de 85%.

Entre os tipos de café, a colheita do canéfora, que inclui conilon e robusta, está próxima do fim. Os trabalhos alcançaram 97% da produção até 29 de julho, ante 98% no mesmo período do ano passado. O resultado, porém, supera a média dos últimos cinco anos, de 96%. No Espírito Santo, principal estado produtor de conilon, a colheita chegou a 96%.

Já a colheita do café arábica perdeu ritmo na última semana com o aumento da umidade. As condições dificultaram tanto a retirada dos frutos das lavouras quanto a secagem do café.

Até 29 de julho, 69% da produção de arábica havia sido colhida. O resultado está significativamente abaixo dos 85% registrados no mesmo período de 2025 e também da média dos últimos cinco anos, de 78%.

Com a maior concentração de chuvas e umidade, o avanço da colheita do arábica continua sendo acompanhado pelo mercado, especialmente pelos impactos que o atraso pode trazer para a qualidade dos grãos e para o ritmo de entrada da nova safra.

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Maior demanda sustenta valorização do algodão em pluma no mercado interno

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Foto: Pixabay

Diante da maior presença de compradores no mercado spot e das valorizações externas, as cotações do algodão em pluma seguem firmes no mercado brasileiro.

Segundo o Cepea, enquanto demandantes buscam novas aquisições para atender às necessidades imediatas e recompor estoques, os vendedores se mantêm firmes nas ofertas, sobretudo para lotes de qualidade superior.

Nesse contexto, parte dos compradores demonstra maior flexibilidade nas negociações, favorecendo a recuperação dos preços.

Pesquisadores do Cepea destacam que a liquidez permanece limitada pelo desacordo entre agentes, enquanto o ritmo ainda moderado das vendas de manufaturados mantém as indústrias cautelosas quanto às aquisições de pluma.

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