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Novo município do Brasil estreia no ranking populacional à frente de 1,8 mil cidades do país MT

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🔎 Emancipado oficialmente em 1º de janeiro de 2025, Boa Esperança do Norte (MT)o novo município do Brasil, tem 5.877 moradores e estreou no ranking populacional superando 1.867 cidades brasileiras em número de habitantes, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nessa quinta-feira (28).

O número considera a contagem de pessoas até 1º de julho de 2025.

👨‍👩‍👧Embora seja 77 anos mais velho que Boa Esperança do Norte, o município Serra da Saudade, no Centro-Oeste de Minas Gerais, continua sendo a cidade menos populosa do Brasil, com 856 habitantes em 2025. Criada em dezembro de 1948, a cidade mantém esse posto há 12 anos.

Boa Esperança do Norte, em menos de um ano de instalação oficial, surpreende por ocupar lugar acima de 1.867 cidades no ranking nacional. Esse avanço é reflexo da forte presença do agronegócio na região, da infraestrutura já existente como distrito e da migração de famílias em busca de novas oportunidades.

Localizado a 420 km de Cuiabá, a cidade começou como distrito do município de Sorriso, no norte do estado. No ano passado, foi eleito o primeiro prefeito para comandar a cidade.

No início do ano, a Secretaria de Fazenda (Sefaz) divulgou o projeto de lei que regulamenta a distribuição do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para o município, que recebeu cerca de R$ 30,4 milhões, divididos em repasses mensais de aproximadamente R$ 2,5 milhões.

Boa Esperança do Norte, em Mato Grosso, terá primeiras eleições municipais

Boa Esperança do Norte, em Mato Grosso, terá primeiras eleições municipais

🏡Curiosidades sobre Boa Esperança do Norte

  • Criação inicial: Boa Esperança do Norte foi criado, mas não instalado, pela Lei nº 7.264, de 29 de março de 2000
  • Inconstitucionalidade: No mesmo ano, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), por unanimidade e acompanhando o voto do desembargador Flávio Bertin, acolheu decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso que declarou, em Mandado de Segurança, a lei de criação do município como inconstitucional
  • Cancelamento de eleições: A decisão do tribunal levou ao cancelamento das eleições para prefeito, vice-prefeito e vereadores, e Boa Esperança do Norte retornou à condição de distrito do município de Sorriso, a 420 km de Cuiabá
  • Origem do questionamento: A lei de criação do município foi contestada pelo município de Nova Ubiratã, que ajuizou o mandado de segurança
  • Recurso ao STJ: A Assembleia Legislativa recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas a Primeira Turma, em 6 de abril de 2000, decidiu não conhecer do recurso especial, mantendo a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
  • Nome do município: Inicialmente a denominação era Boa Esperança. O termo “do Norte” foi acrescentado para diferenciá-lo do município homônimo no Paraná e para indicar a localização geográfica em Mato Grosso.

Conheça Boa Esperança do Norte, novo município de Mato Grosso

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Sararé é a Terra Indígena mais desmatada da Amazônia Legal em 2024, aponta relatório

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A Terra Indígena (TI) Sararé, localizada em Pontes e Lacerda, a 483 km de Cuiabá, liderou o ranking das terras indígenas mais desmatadas do país na Amazônia Legal em 2024. Entre 2021 e 2024, o desmatamento associado na TI Sararé cresceu 729%. Os dados fazem parte do relatório Cartografias da Violência na Amazônia 2025, divulgado em novembro, que analisou nove estados que compõem a região.

Segundo o levantamento, o principal fator associado à devastação é a expansão do garimpo ilegal na região. O relatório identificou a presença de garimpos ativos dentro da TI Sararé, com uso de escavadeiras hidráulicas, balsas e bombas de sucção.

Operação da PF destrói túneis, minas e maquinários na Terra Indígena Sararé (MT)

Operação da PF destrói túneis, minas e maquinários na Terra Indígena Sararé (MT)

Na última semana, uma operação da Polícia Federal (PF) destruiu túneis, minas, maquinários e dezenas de acampamentos utilizados pelos garimpeiros. Durante a ação, também foram localizados 14 bunkers, com estoques de alimentos e grande quantidade de equipamentos e insumos usados nas atividades ilegais.

De acordo com o levantamento, o garimpo na TI Sararé cresceu 825% entre 2022 e 2024. A atividade passou a ser financiada e protegida por grupos armados envolvidos também com o tráfico de drogas e de armas na faixa de fronteira. “A TI Sararé dá indícios de ser o novo polo do garimpo amazônico após operações de desintrusão em outros estados”, aponta o relatório.

A pesquisa também identificou registros de cooperação entre garimpeiros e intermediários ligados ao Comando Vermelho (CV), além da atuação de células menores do Comando Classe A (CCA) e de facções bolivianas envolvidas no comércio ilegal de ouro.

Segundo o documento, essas redes criminosas utilizam os garimpos tanto para lavagem de dinheiro quanto para a aquisição de insumos químicos empregados no refino de cocaína, ampliando a interconexão entre as economias do ouro e do tráfico de drogas.

“O impacto é duplo: ambiental, com poluição e desmatamento intensos, e criminal, com aumento da violência armada e ameaças a lideranças indígenas Nambikwára”, diz o relatório.

O documento também ressalta que queimadas criminosas destruíram roçados e áreas consideradas sagradas pelos indígenas, além de apontar que a contaminação por mercúrio e óleo vem degradando rios e igarapés, afetando diretamente a saúde do povo Nambikwara.

Outros dados

Com a destruição e apreensão de maquinários durante as operações, a estimativa é de um prejuízo de R$ 237,5 milhões aos grupos criminosos. Entre os itens estão 10 caminhões, um caminhão-tanque, 16 caminhonetes, 40 veículos, 12 tratores, uma balsa de apoio com motor estacionário, 12 máquinas leves e 269 escavadeiras hidráulicas.

O levantamento identificou ainda a formalização fraudulenta da posse de terras dentro da reserva por meio da falsificação do Cadastro Ambiental Rural (CAR). A análise da sobreposição de imóveis inscritos no sistema revelou 30 registros irregulares dentro da TI Sararé.

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Doenças da soja exigem atenção redobrada no início da safra em MT

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A safra 2025/26 começou a desenhar um cenário que exige maior vigilância dos produtores em relação às doenças que acometem a cultura da soja. Embora a ferrugem asiática tenha registrado diversos casos no Sul do Brasil nas últimas semanas, não há, até o momento, nenhum registro confirmado da doença em Mato Grosso. A informação é da pesquisadora e coordenadora do Laboratório de Fitopatologia da Fundação Rio Verde, Luana Beluffi, que reforça a importância do monitoramento constante neste período de transição climática.

Segundo ela, as condições observadas no Estado apresentam nuances em comparação ao ciclo anterior. O volume de chuvas ficou abaixo do registrado no ano passado e, além disso, a distribuição foi irregular, com algumas regiões acumulando bons índices e outras enfrentando precipitações inferiores ao ideal. Esse comportamento atípico resultou em picos de estresse hídrico, que marcaram o desenvolvimento inicial da safra.

Ainda assim, dezembro trouxe uma mudança importante no padrão climático. Dias consecutivos de nebulosidade, umidade elevada e chuvas mais frequentes começaram a predominar — um ambiente reconhecidamente favorável ao avanço de doenças foliares.

Embora a ferrugem asiática seja sempre tratada como uma ameaça de alto risco pelo potencial de danos, o calendário de semeadura da região norte de Mato Grosso tem contribuído para reduzir a probabilidade de infecções antecipadas. “A região sul do Estado pode sentir mais impacto por conta do escalonamento de plantio, influenciado pelas condições climáticas do início da safra”, explica a pesquisadora.

A Fundação Rio Verde mantém acompanhamento contínuo das lavouras e integra o Consórcio Antiferrugem, que compila e divulga oficialmente os registros de ocorrência da doença em todo o País. “Seguimos monitorando e informando qualquer alteração no cenário fitossanitário. O produtor deve manter visitas regulares às áreas, observar sintomas iniciais e ajustar estratégias de manejo conforme a evolução do clima”, reforça Beluffi.

Com a chegada das chuvas mais frequentes, a combinação de atenção, manejo adequado e monitoramento técnico torna-se decisiva para preservar o potencial produtivo da safra nas regiões de plantio.

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Caminhoneiro é preso com 600 kg de maconha escondidos em embalagens agrícolas em MT

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