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6 de novembro de 2026

Agro Mato Grosso

Município com 42 moradores acima de 100 anos aparece com 224 eleitores I MT

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Campinápolis, a 565 km de Cuiabá, reúne 16,8% dos eleitores com mais de 100 anos em Mato Grosso para as eleições de 2026. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a cidade tem 224 eleitores centenários registrados em um universo de 11.515 votantes nesta faixa etária.

O número chama a atenção quando comparado aos dados da população. O Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou apenas 42 moradores com mais de um século de vida na cidade, à época. A diferença é de 182 pessoas a mais no cadastro eleitoral, um total de centenários cinco vezes superior ao registrado pelo Instituto.

Um estudo divulgado pela Câmara Nacional de Municípios (CNM), nas eleições municipais de 2024, aponta que o fenômeno pode estar relacionado a efeitos migratórios das cidades de pequeno porte, como o caso daqueles que se mudam por motivações econômicas e educacionais, mas que retornam à cidade natal para exercer o voto.

O desalinhamento também pode ocorrer por falta de comunicação de mortes entre os cartórios civis e a Justiça Eleitoral, além das mudanças de cidade sem atualização do título ou cadastros antigos que precisam de revisão.

Além da disparidade entre os idosos, o levantamento indica que, em números, quase toda a população local está apta a votar. Os 11.515 eleitores cadastrados representam 75% dos 15.347 habitantes contabilizados pelo IBGE no município.

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Eleitores com mais de 100 anos

Em todo o estado, o TSE contabiliza 1.327 eleitores com 100 anos ou mais. Sozinha, a cidade de Campinápolis lidera o ranking estadual com margem folgada sobre os demais municípios. A segunda colocada é Juína, que possui 77 eleitores nessa faixa etária, número três vezes menor.

Em Mato Grosso, Campinápolis concentra o maior número de eleitores com 100 anos ou mais, com 224 pessoas aptas a votar nas eleições de 2026, segundo o TSE. Em seguida aparecem Juína, com 77 eleitores centenários, Terra Nova do Norte (73), São Félix do Araguaia (66) e Comodoro, empatado com Santa Terezinha, ambos com 48 eleitores nessa faixa etária.

Entre os maiores colégios eleitorais do estado, os números são menores. Cuiabá registra 21 eleitores com 100 anos ou mais, enquanto Rondonópolis tem 29, Várzea Grande contabiliza 10 e Sinop, 4. Ao todo, dezenas de municípios mato-grossenses possuem pelo menos um eleitor centenário registrado para as eleições deste ano.

Diferença populacional TSE x IBGE

A divergência entre as estatísticas fica mais visível ao comparar a evolução da idade dos moradores.

De acordo com o Censo do IBGE, Campinápolis possui 52 pessoas entre 90 e 94 anos, 37 entre 95 e 99 anos e 42 moradores com 100 anos ou mais.

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No entanto, o painel do TSE mostra um cenário oposto no eleitorado: o grupo de moradores com 100 anos ou mais é superior a qualquer outra faixa etária acima dos 80 anos no cadastro eleitoral do município.

Eleitores com mais de 100 anos no Brasil

Em 2026, o Brasil tem 297.977 eleitores com 100 anos ou mais, segundo dados do TSE. A Região Sudeste concentra a maior parte desse eleitorado, com destaque para o Rio de Janeiro, que lidera o ranking nacional com 105.262 eleitores centenários. Na sequência aparecem Minas Gerais, com 79.874, e São Paulo, com 52.424.

Na sequência aparecem Rio Grande do Sul (21.022), Pernambuco (8.722), Santa Catarina (3.431), Maranhão (2.438), Mato Grosso do Sul (2.017), Mato Grosso (1.484), Rio Grande do Norte (1.327), Paraíba (1.044), Amazonas (719), Sergipe (563), Tocantins (258), Acre (180) e Roraima, com o menor número, 10 eleitores centenários.

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MT intensifica combate ao bicudo na reta final da safra de algodão

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Com o beneficiamento do algodão entrando na reta final em Mato Grosso, a atenção do setor produtivo se volta para o controle do bicudo-do-algodoeiro. Na última semana de outubro, a incidência da praga aumentou na maioria das regiões do estado, segundo levantamento do IMAmt, braço técnico da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), em parceria com o Imea.

O cenário levou a Ampa a reforçar o alerta aos agricultores sobre a necessidade de manter as medidas de combate ao inseto mesmo durante o desenvolvimento da soja. As tigueras, plantas voluntárias de algodão que nascem entre as lavouras de grãos, servem de abrigo e alimento para o bicudo. Por isso, a recomendação é eliminar esses focos imediatamente, manter as armadilhas ativas e recorrer à aplicação de inseticidas quando necessário.

Nas unidades de beneficiamento, os trabalhos também se aproximam da conclusão. A maior parte das algodoeiras já processou entre 65% e 80% da produção, enquanto algumas instalações da região Centro-Leste atingiram 97% do volume previsto.

Plantio da soja chega a 89%

Paralelamente aos cuidados fitossanitários, Mato Grosso se aproxima da conclusão da semeadura da soja 2026/27. Até 30 de outubro, a operação havia alcançado 89,05% da área estimada, favorecida pelo retorno das chuvas em regiões que enfrentavam maior irregularidade climática, como o Noroeste do estado.

Com as lavouras apresentando bom desenvolvimento, o ritmo da semeadura contribui para o planejamento da próxima etapa do calendário agrícola. A conclusão dos trabalhos dentro do período adequado é importante para assegurar condições mais favoráveis ao cultivo do milho e do algodão de segunda safra no início do próximo ano.

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O processamento da fibra, a proximidade do fim da semeadura e a vigilância contra o bicudo marcam a transição entre as etapas da produção agrícola em Mato Grosso. Nesse período, o cumprimento das recomendações fitossanitárias e a atenção aos prazos de cultivo são fundamentais para preservar o potencial produtivo da próxima temporada.

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MT lidera o Brasil na produção de biomassa nativa e salto impressiona entre 2021 e 2025

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Levantamento do IBGE aponta que participação do estado no cenário nacional saltou de 8,2% para 21,5%, impulsionada pelo uso nas caldeiras das agroindústrias.

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Grupo de teatro de MT leva Amazônia, Cerrado e Pantanal a festival internacional na África

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O grupo mato-grossense Tibanaré leva os três biomas de Mato Grosso ao palco de um festival internacional de teatro em Cabo Verde, na África. Com a Amazônia, Cerrado e Pantanal em foco, a companhia foi selecionada para apresentar o espetáculo infantojuvenil Fubá Play na 32ª edição do Festival Internacional de Teatro do Mindelo (Mindelact 2026), realizada entre os dias 2 e 7 de novembro, na ilha de São Vicente.

A montagem tem cenário inspirado na diversidade ambiental do estado e mistura teatro, tecnologia e jogos interativos. Durante a apresentação, as crianças participam de votações que definem os rumos da história e influenciam as ações do personagem, as imagens projetadas e a trilha sonora.

O espetáculo acompanha Fubá, protagonista que vive em uma casa-bolha tecnológica e enfrenta desafios ao longo da narrativa. As escolhas do público interferem diretamente no desenvolvimento das cenas.

A apresentação marca o retorno do grupo ao festival. Na edição anterior, o Tibanaré levou ao evento o espetáculo ‘Fiu Fiu – Um encontro entre pássaros’, que combina teatro e dança sem diálogos.

Trajetória internacional

Fundado em 2006, em Mato Grosso, o Grupo Tibanaré desenvolve trabalhos que misturam teatro, palhaçaria, dança e outras linguagens artísticas.

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O Mindelact é um dos principais encontros de artes cênicas da África de língua portuguesa e reúne artistas e companhias de diferentes países. A seleção é resultado de uma articulação iniciada no Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MICBR) 2025, realizado em Fortaleza (CE).

O encontro reúne profissionais do setor cultural e cria oportunidades para a circulação de produções brasileiras no exterior. Além das participações no Mindelact, a companhia já esteve em feiras internacionais de artes cênicas no Chile e nos Estados Unidos e em festivais na Turquia, China, Chile e Angola.

A viagem conta com apoio do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), que custeou as passagens aéreas. O festival não cobre as despesas de deslocamento dos artistas.

Grupo Tibanaré encena 'Tomara que Chova' no palco do programa É Bem Mato Grosso, em 2015

Grupo Tibanaré encena ‘Tomara que Chova’ no palco do programa É Bem Mato Grosso, em 2015

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