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21 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

Sicredi lidera operações do MT Garante e avança para a linha de crédito aos associados

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Intercâmbio institucional realizado entre colaboradores do Sicredi, Desenvolve MT e da Sedec proporcionou realinhamento de processos para ampliar acesso à linha de crédito com fundo de aval do governo de Mato Grosso

O apoio aos pequenos e médios negócios faz parte da atuação do Sicredi. Por meio da oferta de crédito para diferentes finalidades, a instituição financeira cooperativa contribui para que empreendedores e produtores rurais possam iniciar projetos, manter suas atividades e planejar novos investimentos. Para quem empreende em Mato Grosso, contar com crédito no momento certo pode ser o ponto de partida para começar um negócio ou o impulsar o crescimento.
É esse recurso que permite montar a estrutura do empreendimento, adquirir máquinas e insumos, formar estoque, contratar pessoas, ampliar a produção e atender novos clientes. Uma das alternativas disponíveis aos empreendedores, produtores e associados do Sicredi são as linhas de crédito do MT Garante, um fundo de aval do Governo de Mato Grosso que garante até 80% do valor da operação de crédito em caso de inadimplência.
Entre as instituições financeiras credenciadas para operar os recursos, o Sicredi lidera, com 73% de todo o volume concedido. Desde 2022 foram liberados mais de R$ 366 milhões pelas cooperativas do Sicredi, em 4.216 operações realizadas em 116 municípios de Mato Grosso.
As operações alcançaram diferentes segmentos da economia mato-grossense. O comércio e os serviços concentram a maior participação, seguidos pela produção rural, indústria, transporte, alimentação e construção. Entre os municípios com os maiores volumes estão Cuiabá, Sorriso, Sinop, Rondonópolis, Lucas do Rio Verde, Campo Verde, Paranaíta, Alta Floresta, Marcelândia e Jaciara. Juntas, essas 10 cidades concentram R$ 207 milhões em crédito, distribuídos em 2.262 operações.
Samir Reis, gerente de Risco de Crédito do Sicredi, afirma que o alcance registrado é possível porque a garantia oferecida pelo fundo amplia as condições para a concessão dos recursos e porque o Sicredi está presente em 130 cidades, onde atua como um agente de fomento para o desenvolvimento local. “O objetivo do MT Garante, do qual somos parceiros do governo do Estado, é ampliar o acesso ao crédito para MEIs, micro e pequenas empresas, agricultores familiares e produtores rurais. O fundo garante 80% da operação em caso de inadimplência, dando mais segurança aos parceiros para conceder o crédito. Isso permite que os recursos cheguem a associados que não têm garantias sólidas”.
Criado pelo Governo de Mato Grosso em 2021 e em funcionamento desde 2022, o MT Garante complementa a garantia necessária para a contratação do financiamento. Assim, o empreendedor ou produtor rural pode utilizar o fundo como parte da garantia da operação, após passar pela análise de crédito. A cobertura pode chegar a 80% do valor contratado.
Os recursos podem ser destinados à compra de máquinas, equipamentos e outros investimentos, ao capital de giro ou às despesas da produção rural. Podem utilizar o MT Garante microempreendedores individuais, micro e pequenas empresas, agricultores familiares e pequenos e médios produtores rurais.
Próximos passos da parceria
Os resultados alcançados desde que o Sicredi iniciou as operações com o MT Garante, em 2022, serviram de base para discutir os próximos passos da parceria. Na última sexta-feira (31), profissionais da instituição, da Desenvolve MT e da Sedec se reuniram na sede da Central Sicredi Centro Norte, em Cuiabá, para aproximar as equipes, alinhar procedimentos e avaliar melhorias que possam dar mais agilidade às operações e ampliar o acesso ao crédito no estado.
Segundo a secretária-adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec-MT, Linacis Roberta Pinho, o cooperativismo é fundamental para ampliar o alcance do MT Garante. Segundo ela, cerca de 90% das operações realizadas com o aval do programa passaram pelas cooperativas de crédito, e o Sicredi se destacou com a maior participação entre as instituições credenciadas. “O cooperativismo foi muito importante para o desenvolvimento do MT Garante. As cooperativas conseguiram interiorizar a linha de crédito e ampliar a adesão nos municípios. De forma particular, o Sicredi alcançou a maior participação nas operações, com cerca de 70%, e é um grande parceiro do Governo do Estado na democratização do crédito em Mato Grosso”, afirmou.
Para Cândido Rosa Junior, da área de Relações Institucionais do Sicredi, o encontro fortaleceu a parceria entre Sicredi e Sedec e abriu espaço para melhorias na concessão de crédito pelo MT Garante. “Agradecemos à Desenvolve MT e à Sedec pela abertura ao diálogo e pela construção conjunta. Manter esse contato próximo com os parceiros é fundamental para alinhar os procedimentos, tornar mais ágil a liberação dos recursos e ampliar o acesso ao crédito para os associados, empreendedores e produtores rurais do Estado”, afirmou.
Como contratar e limites 
Os associados do Sicredi interessados podem solicitar o crédito com a garantia do MT Garante diretamente nas agências. Em Mato Grosso, a instituição possui mais de 190 pontos físicos de atendimento. O recurso disponível varia conforme o porte do negócio. Para microempreendedores individuais (MEIs), o limite é de até R$ 70 mil; para microempresas, de até R$ 200 mil; e para empresas de pequeno porte, de até R$ 300 mil. Pequenos produtores rurais podem contratar até R$ 250 mil, enquanto médios produtores têm limite de até R$ 430 mil. Para a instalação de aviários, o valor pode chegar, excepcionalmente, a R$ 2 milhões.
Para contratar crédito com o Fundo de Aval é preciso estar enquadrado em um dos portes empresariais, passar pela análise de risco da instituição e pagar a Comissão de Concessão de Aval (CCA). Esta comissão é destinada à manutenção do próprio fundo e tem o objetivo de contribuir para o aumento de recursos e beneficiar o maior número de negócios ao longo do tempo.
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Agro Mato Grosso

MT responde por 15,6% do Valor Bruto da Produção Agropecuária do país

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Estimativa do Mapa aponta VBP de R$ 218,2 bilhões para Mato Grosso; soja, milho e pecuária estão entre os principais componentes do resultado nacional

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Resistência de Diabrotica virgifera reduz eficácia do refúgio no milho Bt

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Estudo aponta herança não recessiva da resistência a Gpp34/Tpp35Ab1 e custos de aptidão na praga

A resistência de Diabrotica virgifera virgifera ao milho Bt que expressa as proteínas Gpp34/Tpp35Ab1 é herdada de forma não recessiva. Segundo os autores, isso provavelmente reduz a capacidade da estratégia de refúgio de retardar a evolução da resistência e aumenta o risco de que ela ocorra. Pesquisadores da Iowa State University e do USDA-ARS avaliaram duas linhagens de laboratório, DBQ e WAT, derivadas de populações de campo com resistência evoluída e comparadas com uma linhagem suscetível de fundo genético semelhante.

Os valores de dominância genética (h) foram de 0,76 na DBQ e de 0,72 na WAT. Em ambas as linhagens, os heterozigotos sobreviveram no milho Bt significativamente mais que os suscetíveis, embora menos que no milho não Bt. A WAT apresentou resistência completa, sem diferença significativa de sobrevivência entre milho Bt e não Bt, enquanto a DBQ apresentou resistência incompleta. As razões de resistência foram de 124 para a WAT e de 38 para a DBQ.

O trabalho também identificou custos de aptidão associados à resistência, medidos em milho não Bt e em indivíduos homozigotos resistentes. Os percentuais abaixo são reduções relativas em comparação com a linhagem suscetível. Na DBQ, as fêmeas produziram 44,4% menos ovos viáveis (efeito significativo, mas de margem estreita: P = 0,044 em teste unicaudal), e nenhum outro custo foi detectado.

Na WAT, a sobrevivência até a fase adulta foi 17,1% menor, o desenvolvimento durou 2,81% mais e a largura da cápsula cefálica (indicador de tamanho corporal) foi 0,81% menor. Esses custos podem contrabalançar em parte o efeito da herança não recessiva, ao selecionar contra os alelos de resistência na ausência de pressão do milho Bt. Os autores ressalvam, porém, que os custos, sozinhos, podem não garantir um atraso duradouro da resistência sem refúgios maiores e manejo integrado.

Para reduzir o risco de evolução da resistência, os autores apontam refúgios maiores e abordagens de manejo mais diversificadas. Em locais onde a resistência a Gpp34/Tpp35Ab1 ainda não está amplamente disseminada, a rotação de culturas e o plantio de milho não Bt também podem aumentar a proporção de insetos suscetíveis na população e retardar a evolução da resistência (doi 10.1002/ps.71301).

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Persistência da família Ceni construiu parte da história de Santa Carmem

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Rudimar Ceni conta sobre a trajetória iniciada pelo pai, os desafios enfrentados, o trabalho que hoje divide com o filho e a fé na próxima geração, sua netinha

Na década de 70, um agricultor paranaense decidiu conhecer Sinop e encontrou uma cidade que ainda era pouco mais que uma promessa aberta na floresta. Não tinha nada por ali, mas ele se encantou com o que viu. Quatro anos depois comprou a área de terra em Santa Carmem que a família cultiva até hoje.

“Eu tenho muito orgulho do meu pai, porque ele foi um visionário. Ele veio conhecer Sinop em 1977, não tinha nada em Sinop, e ele se encantou com isso aqui. E daí em 1981 adquiriu essa área de terra. Tinha que desbravar tudo. Mas mesmo assim ele teve essa visão e veio”, conta Rudimar Ceni, produtor rural do Núcleo de Sinop da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT).

Naquele mesmo ano, Rudimar cursava faculdade em Curitiba e veio ao norte de Mato Grosso passar as férias de julho e conhecer a terra recém-comprada pelo pai. Voltou para a sala de aula sem conseguir tirar a região da cabeça. No ano seguinte, trancou a matrícula e resolveu criar raízes em Mato Grosso.  “Eu vim conhecer aqui em 1981, em julho. Fiquei apaixonado por isso aqui e já queria até ficar. Só que não me deixaram, queriam que eu terminasse a faculdade. Mas no ano seguinte eu não aguentei, tranquei a faculdade e em 1982 vim pra cá”, lembra. O cenário que encontrou exigia mais teimosia do que planejamento.

Não havia estrutura, e o trajeto entre Sinop e a fazenda era um obstáculo em qualquer época do ano. Os anos seguintes trouxeram um desafio: a mãe faleceu em 1993 e a família perdeu o eixo. O pai desanimou e chegou a considerar vender a propriedade. Rudimar, que mantinha um beneficiamento de madeira em Sinop, decidiu recomeçar longe dali.

“Não, eu já desisti, inclusive. Em 1993 minha mãe faleceu e o pai também deu uma boa desanimada, pretendia vender a fazenda e ir embora. Vendi o beneficiamento e fui embora para o Paraná”, afirma.

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A saída durou pouco. Em 1998, o pai mudou de ideia e decidiu entrar na agricultura. Bastou isso para que o filho refizesse o caminho de volta.“Aí eu fiquei louco e voltei pra cá de novo. E daí começamos na agricultura que está hoje”, diz.

A esposa Rudimar conheceu ainda no Paraná, onde se casaram antes de ela vir para Mato Grosso. Dessa união veio Felipe, hoje responsável por toda a parte financeira da propriedade. Ele acompanhava o avô no escritório e assumiu a função quando ele se aposentou.

A divisão de tarefas entre pai e filho funciona por afinidade.“Ele fica lá no escritório, na cidade, e eu fico mais aqui na fazenda. Eu gosto mais de ficar aqui”, revela. A sucessão já está no horizonte e ganhou uma personagem a mais. “Estou com esperança na minha neta. Estou com bastante esperança na minha neta. Ela é um espetáculo”, conta.

Aos 63 anos, Rudimar avalia que a escolha feita aos 19, segue valendo a pena em todos os ciclos que vieram depois e que ainda estão por vir. “A agricultura é uma coisa essencial no mundo, é o que leva a comida à mesa de cada um. É uma coisa que a gente tem orgulho de fazer. É cheia de riscos, a gente sabe que os riscos são enormes, mas a gente se acostumou. Vai passando um ano, vai entrando o outro e quando vê, está plantando de novo, está colhendo de novo. Eu tenho muito orgulho, sim”, finaliza.

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