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Sementes e defensivos pesam custeio do algodão 25/26 em Mato Grosso

O custeio do algodão 2025/26 ficou projetado em Mato Grosso a R$ 10.706,79 o hectare em julho. O valor representa um aumento de 0,56% na variação mensal ocasionado pelas despesas, principalmente, com a classe das sementes (+1,56%) e dos defensivos (+0,70%).
As informações do Custo de Produção Agropecuária (CPA) da safra 2025/26 constam no boletim semanal da fibra divulgado na segunda-feira (18) pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Conforme o levantamento, com o ajuste no custeio, o Custo Operacional Efetivo (COE) e o Custo Operacional Total (COT) ficaram contados em julho a R$ 15.371,73 o hectare e R$ 16.348,84, altas de 0,46% e 0,43% respectivamente.
Quanto ao Custo Total (CT) este ficou em R$ 18.454,20 o hectare, aumento de 1,03% na variação mensal. O Imea aponta ainda em relação ao valor total do hectare para a próxima temporada que a alta da taxa Selic também foi um fator contribuinte para tal elevação.
“Diante desse contexto, e considerando a produtividade média da pluma em 124,82 arrobas por hectare, para conseguir cobrir o COE, o cotonicultor teria que vender a pluma a pelo menos R$ 123,15 a arroba. Já para cobrir o CT, o preço mínimo de venda seria de R$ 147,84 a arroba”, salienta o Instituto.
Em seu boletim semanal, o Imea destaca ainda que “o preço médio ponderado da comercialização da safra 2025/26, até julho, ficou de R$ 137,11 a arroba, insuficiente para cobrir o CT”. Ele ressalta também que “os atuais patamares dos preços da pluma mantêm o
alerta para a rentabilidade do produtor, visto que os custos estão mais altos em relação à safra passada”.
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Inteligência artificial e satélites mapeiam áreas agrícolas abandonadas no Cerrado

O uso de inteligência artificial aliado a imagens de satélite está abrindo caminho para identificar áreas agrícolas abandonadas no Cerrado brasileiro com alto nível de precisão.
Um estudo conduzido pela Embrapa em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) mapeou mais de 13 mil hectares nessa condição apenas no município de Buritizeiro, no norte de Minas Gerais, entre 2018 e 2022. O volume representa quase 5% da área agrícola existente no início do período analisado.
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Segundo os pesquisadores, trata-se da primeira avaliação detalhada desse tipo no bioma, com potencial para apoiar políticas públicas de restauração ambiental, planejamento territorial e adaptação às mudanças climáticas.
Como foi feito o mapeamento
A pesquisa combinou imagens do satélite Sentinel-2, da Agência Espacial Europeia, com técnicas de aprendizado profundo (deep learning). A partir de uma rede neural, os cientistas conseguiram classificar diferentes usos do solo, incluindo, de forma inédita, áreas agrícolas abandonadas.
A acurácia do mapeamento chegou a 94,7%, índice considerado elevado para estudos de sensoriamento remoto.
Eucalipto lidera áreas abandonadas
O levantamento mostra que 87% das áreas abandonadas correspondem a antigas plantações de eucalipto voltadas à produção de carvão vegetal.
Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados, Edson Sano, fatores econômicos e produtivos ajudam a explicar o cenário.
“A região caracteriza-se por desafios produtivos, como baixa produtividade em pastagens durante períodos secos e custos crescentes de insumos fertilizantes, fatores que contribuem para o abandono de áreas agrícolas”, afirma.
Ele destaca que muitas dessas áreas eram plantios de eucalipto que perderam viabilidade ao longo do tempo.
“A predominância do abandono em áreas de eucalipto está associada à queda da atratividade econômica da produção de carvão vegetal, com aumento nos custos logísticos e de produção”, explica.
Lavouras seguem resilientes
Apesar do avanço do abandono em áreas de silvicultura e pastagens, o estudo não identificou recuo relevante em lavouras anuais, como soja e milho.
De acordo com Sano, isso indica maior resiliência dos sistemas agrícolas mais intensivos. Ele afirma que esses modelos “mantiveram sua produtividade ao longo dos cinco anos analisados”, mesmo diante do aumento de custos.
Impacto para políticas públicas
Os pesquisadores destacam que o mapeamento pode orientar ações estratégicas no campo. Para o analista da Embrapa Meio Ambiente, Gustavo Bayma, os dados permitem identificar áreas subutilizadas e direcionar iniciativas de recuperação.
Segundo ele, as informações podem ser usadas para “incluir áreas em estratégias nacionais de restauração ambiental e de mitigação das mudanças climáticas”, como projetos de sequestro de carbono e criação de corredores ecológicos.
Bayma também chama atenção para o peso dos custos de produção. Ele afirma que políticas que reduzam a volatilidade dos preços de insumos e incentivem alternativas sustentáveis são fundamentais, já que fatores econômicos foram determinantes para o abandono de áreas.
Limitações e próximos passos
Apesar dos avanços, os cientistas reconhecem desafios na metodologia. Um dos principais pontos é a dificuldade de diferenciar abandono permanente de períodos temporários de pousio.
O pesquisador da Embrapa Agricultura Digital, Édson Bolfe explica que a análise ainda depende de mais dados ao longo do tempo. “A confirmação de abandono ainda depende, em parte, da interpretação visual e do conhecimento local”, diz.
Outro obstáculo é distinguir pastagens degradadas de vegetação nativa apenas por imagens de satélite, já que apresentam características semelhantes.
Mesmo assim, os especialistas avaliam que o uso de inteligência artificial representa um avanço importante.
Segundo Bolfe, os resultados “fortalecem a necessidade de incorporar áreas abandonadas em políticas ambientais e agrícolas”, com foco em sustentabilidade e recuperação do Cerrado.
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China acelera cota e acende alerta para exportações de carne bovina do Brasil

Dados oficiais de importação de carne bovina pela China, compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) a partir de informações do Ministério do Comércio do país e da Administração Geral das Alfândegas (GACC, na siga em inglês), indicam um avanço relevante no primeiro bimestre de 2026.
Nesse contexto, o Brasil chama atenção pelo ritmo acelerado no preenchimento da cota anual.
Entre janeiro e fevereiro, o país embarcou 372,08 mil toneladas e, com isso, já ocupou 33,64% da cota total de 1,1 milhão de toneladas. Além disso, o Brasil lidera com folga os embarques para o mercado chinês, à frente de Argentina e Austrália.
Ao mesmo tempo, a China importou 627,8 mil toneladas no período, o que corresponde a 23,36% da cota global disponível para 2026.
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Ritmo de uso preocupa setor
Diante desse cenário, a Abiec adota um tom de cautela. Em nota, a entidade afirmou que “os números mostram um ritmo acelerado de utilização da cota”, o que, por sua vez, acende um sinal de alerta para o restante do ano.
Além disso, a associação avalia que a velocidade de consumo pode gerar efeitos mais adiante. Na prática, esse avanço antecipado tende a pressionar o desempenho das exportações no segundo semestre, caso a cota se esgote antes do previsto.
Por isso, a Abiec também destaca a necessidade de atenção ao equilíbrio do mercado e à previsibilidade das vendas externas ao longo do ano.
Pedido por monitoramento mais próximo
Nesse sentido, a entidade defende um acompanhamento mais próximo por parte do governo brasileiro. Em comunicado, afirmou que “é importante que mecanismos sejam adotados para acompanhar de forma mais próxima a evolução desse cenário”.
Ao mesmo tempo, a associação lembra que as salvaguardas estabelecidas pela China exigem monitoramento contínuo. Dessa forma, o objetivo é garantir maior segurança nas relações comerciais e evitar distorções ao longo do ano.
Por fim, a Abiec reforça que seguirá acompanhando o tema de perto, em diálogo com autoridades e parceiros comerciais, para assegurar a continuidade e a sustentabilidade das exportações brasileiras de carne bovina.
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Rota do café transforma produtores em anfitriões e atrai turistas no ES; conheça 10 experiências

A tradição cafeeira do município capixaba de Muniz Freire vem ganhando um novo significado com a consolidação da Rota Cafés de Muniz Freire, iniciativa que conecta a produção de cafés especiais ao turismo de experiência no Caparaó, região montanhosa do Espírito Santo. Mais do que apresentar o café como produto, a proposta valoriza o modo de vida no campo e convida moradores e visitantes a mergulharem na cultura, nos sabores e nas paisagens que fazem parte da identidade local.
A rota reúne dez experiências turísticas estruturadas para aproximar o público do universo dos cafés especiais e, ao mesmo tempo, fortalecer pequenos negócios rurais. O projeto articula produção, hospitalidade, gastronomia e natureza em um mesmo percurso, criando novas possibilidades de renda para quem vive da cafeicultura e ampliando o valor agregado do que é produzido nas propriedades.
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Construída a partir da atuação conjunta do poder público municipal, do Sebrae-ES, da Cresol Fronteiras e da OCB-ES, a iniciativa reflete o amadurecimento de um território que vem se destacando pela qualidade dos cafés e pela organização dos empreendedores locais.
O trabalho desenvolvido com os produtores contribui não apenas para qualificar os negócios, mas também para transformar as propriedades em espaços preparados para receber visitantes e oferecer vivências ligadas ao campo.
Experiências no universo do café
Ao longo da rota, o visitante encontra experiências que vão muito além da degustação. O percurso inclui visitas a lavouras, estufas e terreiros, oficinas, colheitas simbólicas, harmonizações, trilhas, vivências sensoriais e contato direto com as histórias das famílias produtoras. É uma forma de compreender o caminho do café da lavoura à xícara, em uma imersão que une conhecimento, afeto e paisagem.
Esse movimento também amplia os reflexos positivos sobre a economia local. Ao atrair pessoas interessadas em conhecer de perto a produção de cafés especiais, a rota ajuda a movimentar outros segmentos, como hospedagem, gastronomia, artesanato e comércio. Com isso, o turismo passa a funcionar como extensão da força produtiva do campo, gerando novas oportunidades e ampliando o tempo de permanência dos visitantes na região.
Rota Cafés de Muniz Freire – experiências turísticas
- Cafeteria Delícias do Caparaó – Sensorial Três Anas
Degustação de cafés especiais em dois métodos de extração, acompanhada de
chocolate, castanhas e queijos locais.
Telefone: (28) 99988-8188
Instagram: @delicias.do.caparao - Louir Cafés Especiais
Colheita simbólica, visitação à lavoura, estufa e terreiro, além de preparo de
biscoitos caseiros para degustação com café especial.
Telefone: (28) 98113-4704
Instagram: @cafelouir - Parque das Tilápias – Ecotilápia
Experiência que une natureza e sustentabilidade na piscicultura, com trilhas até
cachoeira, interação com peixes e degustação de receitas à base de tilápia.
Telefone: (28) 99884-3821
Instagram: @parquedastilapias - Cafeteria Alto Fioresi
Vivência ligada à tradição da família Fioresi, com percurso pela lavoura, estufa e
terreiro, encerrando com degustação de receitas típicas no deck da cafeteria.
Telefone: (28) 99984-8836
Instagram: @cafealtofioresi - Sítio Alto Cachoeira
Experiência “Mestre de Torra por um dia”, com participação no processo de torra
manual e degustação de cafés com diferentes perfis sensoriais.
Telefone: (28) 99931-8028
Instagram: @sitioaltocachoeira.cafe - Sítio Alto Bom Destino
Recepção com café de boas-vindas, trilha pelo cafezal e degustação de mel
harmonizado com receitas caseiras.
Telefone: (28) 99999-8128
Instagram: @sitioaltobomdestino - Sítio Vista Alegre e Café Pastore
Mesa de café especial na recepção, trilhas por cachoeiras, pomares e lavouras, com degustação ao final da experiência.
Telefone: (28) 99912-0721
Instagram: @cafepastore - Café Vale do Ipê
Visitação ao ciclo completo do café, com degustações sensoriais e produtos locais.
Telefones: (28) 99929-0565 / (28) 99944-2620
Instagram: @cafeipemf - Alto Ribeiro Cafés Especiais
Participação no preparo do café especial harmonizado com mini pudins e
orientações sobre aromas e técnicas.
Telefone: (28) 99617-9427
Instagram: @altoribeiro.cafesespeciais - Sítio Figueiredo
Visita à lavoura, beneficiamento do café especial e degustação guiada com foco nos cinco sentidos sensoriais.
Telefones: (28) 99995-8810 / (28) 99943-4048
Instagram: @sitio.figueiredo.menino.jesus
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