Sustentabilidade
O Imea divulgou o relatório de comercialização do algodão referente a jul/25 – MAIS SOJA

Em jul/25, o ciclo de exportações de algodão da safra 2023/24 encerrou-se com números recordes, totalizando 2,83 mi t embarcadas pelo Brasil. Como maior produtor, Mato Grosso foi responsável por 1,83 mi t desse volume, alta de 7,62% frente ao ciclo anterior e consolidando o maior resultado da série. Entre os principais destinos, destacam-se o Vietnã, com 375,93 mil t, o Paquistão, com 294,31 mil t importadas, e Bangladesh, com 279,92 mil t.
Por outro lado, chamou atenção a queda nas compras da China, que recuaram 66,94%, passando de 757,79 mil t no ciclo anterior para 250,54 mil t no atual, movimento associado ao maior equilíbrio nos estoques internos, além da boa safra local, o que reduziu a necessidade de importações. Para o ciclo que inicia em ago/25, a expectativa é que Mato Grosso mantenha o ritmo aquecido das exportações, que devem atingir 2,05 mi t, de acordo com estimativas do Imea.
QUEDA: o avanço da colheita, aliado ao progresso do beneficiamento, fez com que na última semana o preço da pluma Imea registrasse recuo de 2,43%, fechando em R$ 126,18/@.
PROGRESSO: a colheita da safra 2024/25 em Mato Grosso mantém bom ritmo alcançando 26,98% até a última sexta-feira (08/08), registrando avanço semanal de 8,71 p.p..
RECUO: influenciado pelas expectativas de desaceleração da economia americana, o dólar compra Ptax recuou 1,87% na semana passada, encerrando com média de R$ 5,48/US$.
O Imea divulgou o relatório de comercialização referente a jul/25
De acordo com o material, as negociações da safra 24/25 avançaram 1,12 p.p. no mês, alcançando 66,15% da produção estimada. No período, o preço médio foi de R$ 132,63/@, 0,61% menor que o observado em jun/25.
Como relatado pelos informantes do Instituto, tem havido dificuldade em negociar os lotes remanescentes, visto que são com qualidade inferior, o que contrasta com a exigência dos compradores por produtos de maior qualidade. Além disso, há cautela por parte dos produtores em negociar maiores volumes, dado que a colheita da safra 24/25 ainda está começando a se intensificar.
Já para a safra 25/26, as negociações atingiram 22,57%, avanço mensal de 1,88 p.p. O movimento é pautado pelos preços futuros do algodão mais atrativos do que os da safra atual, o que levou ao maior avanço em relação ao observado para a safra 24/25. Dessa forma, a pluma foi negociada com preço médio de R$ 136,60/@, incremento de 1,41% em relação ao mês anterior.
Confira o Boletim Semanal do Algodão n° 785 completo, clicando aqui!
Fonte: IMEA

Autor:Boletim Semanal do Algodão
Site: IMEA
Sustentabilidade
Valor Bruto da Produção Agropecuária deve atingir R$ 1,39 tri em 2026 – MAIS SOJA

O Valor Bruto da Produção (VBP), que mede o faturamento da agropecuária, deve atingir R$ 1,39 trilhão, queda de 4,8% em relação a 2025, segundo projeção da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Esse resultado reflete a combinação da redução dos preços reais e, em menor medida, de variações na produção.
Para a agricultura, o faturamento estimado para 2026 é de R$ 903,5 bilhões, redução de 5,9% na comparação com 2025. A soja, que tem maior participação no VBP agrícola, deve ter queda de apenas 0,5% no VBP, mesmo com aumento da produção (3,71%).
Para o milho, a previsão é de queda de 6,9% no VBP, devido à redução dos preços (-4,9%) e da produção (-2,05%). Já a cana-de-açúcar deve registrar diminuição de 5,6% no faturamento, em razão da queda nos preços (-5,2%), apesar da leve alta na produção (0,37%).
Por outro lado, o café arábica terá desempenho positivo, com crescimento de 10,4% no VBP, impulsionado principalmente pelo aumento expressivo da produção (23,29%), apesar da redução esperada nos preços (10,5%).
Para a pecuária, por sua vez, o VBP estimado é de R$ 485,3 bilhões, queda de 2,6% em relação a 2025. A carne bovina foi o único produto com projeção de faturamento (7,6%). Para os demais produtos do segmento, a previsão é de queda, reflexo de menores preços reais recebidos pelos produtores.
Neste contexto, as reduções de receitas projetadas são de 19,1% para o leite, 13,3% para os ovos, 10,2% para a carne suína e de 5,8% para a carne de frango.
Veja o Comunicado Técnico do VBP
Fonte: CNA
Autor:CNA
Site: CNA
Sustentabilidade
Colheita de soja em MT se aproxima do fim e ultrapassa 99%

A colheita da safra de soja 2025/26 no Mato Grosso atingiu 99,06% da área cultivada até o dia 20 de março, conforme boletim do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
- Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!
O avanço em relação à semana anterior, quando o índice era de 96,42%, indica a reta final dos trabalhos no principal estado produtor do país.
Na comparação anual, o ritmo está levemente abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando a colheita alcançava 99,48% da área. Ainda assim, os números mostram que os trabalhos seguem praticamente concluídos no estado.
O post Colheita de soja em MT se aproxima do fim e ultrapassa 99% apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade
Potencial de Produtividade da soja nos Estados Unidos – MAIS SOJA

Os Estados Unidos da América (EUA) possuem uma das maiores áreas de produção agrícola do mundo, com aproximadamente 97 milhões de hectares cultivados, nesse contexto, a soja se destaca ocupando 35% dessa área cultivada, colocando o país como o segundo maior produtor mundial de soja, atrás apenas do Brasil. Os principais estados produtores de soja nos EUA são Illinois, Iowa, Minnesota, Indiana e Nebraska, juntos são responsáveis por 52% da produção nacional. Esses estados estão localizados na região conhecida como “Corn Belt” ou na tradução “Cinturão do Milho” (Figura 1A), onde o sistema predominante baseia-se na rotação entre soja e milho, iniciando em abril com a soja e finalizando com a colheita de milho em outubro.
O potencial de produtividade da soja nos Estados Unidos foi estimado pelo Global Yield Gap Atlas (GYGA), onde os maiores valores médios de Potencial de produtividade irrigado (PI), são observados em Illinois (IL) (6,5 t ha-1), Kansas (KS) (6,3 t ha-1), Indiana (IN) (6,1 t ha-1), Missouri (MO) (6,1 t ha-1) e Nebraska (NE) (6,0 t ha-1) (Figura 1B). Por outro lado, o potencial de produtividade de sequeiro (PS) é maior nos estados do leste em comparação ao oeste (Figura 1C). Esse fenômeno é explicado pelo gradiente de chuvas do país e pela presença de solos profundos, férteis e ricos em matéria orgânica em estados como IN, IL, Iowa (IA) e Ohio (OH). Essas características favorecem o crescimento radicular e garantem um bom desempenho em condições de sequeiro. Em contraste, os menores valores de PS ocorrem no KS e na Dakota do Sul (SD), que, apesar de pertencerem ao Corn Belt, apresentam menor volume de chuvas durante o ciclo da cultura, limitando o potencial produtivo.
A produtividade média (de 2009 a 2018) (PM) da soja varia significativamente entre os locais avaliados nos EUA. O maior valor é registrado em Bondville/IL, de 3,9 t ha-1, enquanto o menor foi observado em Silverlake/KS, de 2,1 t ha-1. Os maiores valores de PM concentram-se nos estados de Illinois (IL) (3,7 t ha-1), Iowa (IA) (3,5 t ha-1) e Indiana (IN) (3,4 t ha-1). Por outro lado, os menores valores médios são encontrados em Dakota do Sul (SD) (2,4 t ha-1) e Kansas (KS) (2,5 t ha-1) (Figura 1D). Essa distribuição evidencia uma correlação direta entre a produtividade média (PM) observada e o potencial de produtividade de sequeiro (PS). Os estados com maior PM também apresentaram os maiores valores de PS, indicando que esses ambientes oferecem condições mais favoráveis ao desenvolvimento da cultura, especialmente em termos de disponibilidade hídrica ao longo do ciclo da soja.
Figura 1. Área de colheita de soja nos Estados Unidos (ha) e distribuição dos locais avaliados no estudo dos potenciais e das lacunas de produtividade da soja (as siglas identificam cada local) (A). potencial de produtividade irrigado (t ha-1) (B), potencial de produtividade de sequeiro (t ha-1) (C), produtividade média da soja (t ha-1) (D). Os valores de PI e PS apresentados para cada região refletem a média das simulações de 13 anos (2006 – 2018) e o valor de PM apresentado para cada região é a média de 10 anos entre 2009 e 2018.

Referências:
WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 2025.
GLOBAL YIELD GAP ATLAS – GYGA – www.yieldgap.org

Sustentabilidade22 horas agoCálcio: o nutriente que pode estar limitando sua lavoura – MAIS SOJA
Featured21 horas agoTrade turístico debate ampliação de voos regionais e conexão com Santa Cruz
Business20 horas agoComissão do Senado aprova redução de tributos que incidem sobre o calcário
Business22 horas agoBoi gordo sobe com oferta restrita e dificuldade nas escalas de abate
Sustentabilidade7 horas agoMilho/Ceema: Milho sobe em Chicago e mantém viés de alta no Brasil – MAIS SOJA
Business21 horas agoSTF adia julgamento sobre compra de terras rurais por empresas com capital estrangeiro
Sustentabilidade9 horas agoArroz/RS: Colheita do arroz avança no RS com boa produtividade – MAIS SOJA
Sustentabilidade23 horas agoSoja/RS: Soja no RS entra na fase final com queda de produtividade e impacto do clima – MAIS SOJA
















