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8 de maio de 2026

Sustentabilidade

USDA é divulgado e números não animam; confira as projeções da safra americana

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O relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado nesta terça-feira (12), indicou que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,292 bilhões de bushels em 25/26, o equivalente a 116,8 milhões de toneladas. A produtividade foi estimada em 53,6 bushels por acre.

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No levantamento anterior, os números eram de 4,335 bilhões de bushels (117,98 milhões de toneladas) e 52,5 bushels, respectivamente. O mercado aguardava uma produção de 4,371 bilhões de bushels ou 118,96 milhões de toneladas.

Os estoques finais foram projetados em 290 milhões de bushels, o equivalente a 7,89 milhões de toneladas, contra 310 milhões de bushels (8,44 milhões de toneladas) do relatório anterior. As expectativas do mercado apontavam para um carryover de 359 milhões de bushels ou 9,75 milhões de toneladas.

Esmagamento do USDA

O USDA manteve a projeção de esmagamento em 2,540 bilhões de bushels e reduziu as exportações para 1,705 bilhão de bushels, ante 1,745 bilhão indicado em julho.

Temporada 24/25 de soja

Para a temporada 2024/25, o USDA indicou estoques de passagem de 330 milhões de bushels, abaixo da estimativa de mercado de 344 milhões de bushels. As exportações estão projetadas em 1,875 bilhão de bushels e o esmagamento em 2,430 bilhões de bushels.

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Sustentabilidade

Como a planta de milho sabe quando tem que emitir uma nova folha? – MAIS SOJA

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Após o estabelecimento inicial, as plantas de milho desenvolvem sua estrutura com folhas surgindo de cada nó de forma alternada. Cada folha sucessiva é projetada para fora pelo alongamento do caule e pela expansão da folha subsequente. A emissão de folhas é o principal parâmetro morfológico para caracterizar o desenvolvimento vegetativo, sendo quantificada por meio do filocrono (definido como o intervalo de tempo térmico necessário para o surgimento de duas folhas consecutivas no colmo).

A dinâmica da emissão de folhas através do filocrono é comumente representada através de relações lineares ou bilineares (Abendroth et al., 2011; Santos et al., 2022) A relação linear pressupõe uma taxa constante desde a emergência até o florescimento. Em contrapartida, a relação bilinear descreve uma mudança de ritmo duranto o ciclo: inicialmente, observa-se um filocrono maior, no início do desenvolvimento da cultura, atrelado a um aparecimento mais lento das folhas (fase I), seguidamente, os valores de filocrono decrescem (fase II), indicando uma aceleração na emissão das folhas (Figura 1).

Figura 1. Número total de folhas desde a emergência até a floração e os dois modelos de predição de emissão de folhas utilizados. As setas pontilhadas verticais e horizontais azuis (modelo bilinear) indicam o ponto de transição da fase I para a fase II (por exemplo, 9 folhas ou 600 °C dia).

Adaptado de: Santos et al. (2022)

Embora ambos os modelos sejam aplicados na caracterização do desenvolvimento vegetativo, a relação bilinear apresenta maior precisão estatística. Valores comuns de filocrono mencionados na literatura são de 52 ºC dia folha-1 na fase I e 36ºc dia folha-1 na fase II (Birch et al., 1998; Van Esbroeck et al., 2008; Santos et al., 2022).



Referências:

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ABENDROTH, L. J. et al. Corn growth and development. Ames, Iowa: Iowa State University Extension, 2011. 49 p.

SANTOS, C. L. et al. Maize Leaf Appearance Rates: A Synthesis From the United States Corn Belt. Frontiers in Plant Science, v. 13, n. 872738, 2022. Disponível em: < https://www.frontiersin.org/journals/plant-science/articles/10.3389/fpls.2022.872738/full > , acesso: 06/04/2026

PILECCO, I. B. et. al. Ecofisiologia do milho visando altas produtividades. Santa Maria, ed. 2, 2024.

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Sustentabilidade

Colheita da soja avança para 85% no RS, mas chuvas causam interrupções e perdas pontuais – MAIS SOJA

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A cultura está em fase final de colheita, alcançando 85%. Houve celeridade nas operações nos últimos dias de abril, favorecida pelas janelas de tempo seco e pela baixa umidade relativa do ar, o que ampliou a capacidade operacional diária, inclusive com extensão das jornadas. A partir de 01/05, a ocorrência de chuvas provocou interrupções temporárias nos trabalhos, com posterior retomada em áreas de melhor drenagem.

No Sudoeste do Estado, onde os volumes precipitados alcançaram até 300 mm, registraram-se alagamentos pontuais, acamamento de plantas e processos erosivos, especialmente em lavouras com baixa cobertura e maior vulnerabilidade estrutural localizadas em terras baixas e proximidades de cursos d’água.

Restam por colher parcelas tardias e cultivos de safrinha, que ainda estão em maturação (14%) ou final de enchimento de grãos (1%). As produtividades médias regionais se situam em patamar moderado, e a variabilidade produtiva ainda é uma característica marcante da safra como reflexo da distribuição irregular de chuvas ao longo do ciclo, de períodos de estiagem em fases críticas e, posteriormente, de boas precipitações, que favoreceram o enchimento de grãos em lavouras tardias.

Esse comportamento resultou em amplitudes expressivas de rendimento tanto entre regiões quanto entre lavouras próximas. Em termos operacionais, observam-se impactos logísticos decorrentes da colheita sob condições de maior umidade, o que afetou a qualidade de grãos e o fluxo de recebimento.

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A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar está em 2.871 kg/ha, e a área cultivada em 6.624.988 hectare. Emater/RS-Ascar. Gerência de Planejamento. Núcleo de Informações e Análises. *Média safras 2021-2025.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, as chuvas intensas no início de maio causaram transtornos em lavouras de Rosário do Sul, São Gabriel, Santa Margarida do Sul e Alegrete, como alagamentos, acamamento e erosão hídrica em áreas mais vulneráveis. A colheita apresenta avanços diferenciados, alcançando cerca de 90% em Manoel Viana e Itacurubi, enquanto em São Gabriel atinge 60% dos 125.000 hectares. Na Campanha, em Dom Pedrito, o progresso chega a 57% dos 165.000 hectares cultivados.

Observa-se elevada variabilidade de produtividade, entre 1.200 e 4.800 kg/ha, sendo os maiores rendimentos concentrados em áreas de várzea. Há relatos pontuais de grãos avariados em função da umidade no momento da colheita. Na de Caxias do Sul, a colheita foi interrompida pelas chuvas intensas, que impossibilitaram a retomada imediata das atividades. A produtividade média regional está estimada em cerca de 3.000 kg/ha, ficando abaixo das expectativas iniciais.

Na de Erechim, a colheita atinge 97% da área, e restam 3% em maturação. A produtividade média regional está estimada em 3.690 kg/ha. Entretanto, há heterogeneidade entre os municípios de Getúlio Vargas, São Valentim e Campinas do Sul, onde os rendimentos variam de 2.200 a 4.200 kg/ha. As cultivares de ciclo intermediário apresentaram melhor desempenho produtivo.

Na de Frederico Westphalen, 98% foram colhidos, e 2% estão em maturação. A produtividade média estimada está próxima de 3.000 kg/ha, consolidando um desempenho
intermediário na safra e boa uniformidade na fase final. Na de Ijuí, a colheita atinge 94% da área cultivada. Restam áreas de safrinha, implantadas em sucessão ao milho, que se encontra em enchimento de grãos e maturação. Os cultivos implantados em início de janeiro apresentam potencial entre 3.000 e 3.600 kg/ha, ao passo que os de final de janeiro registram redução, variando de 1.800 a 2.100 kg/ha, em função de condições térmicas menos favoráveis durante o período reprodutivo.

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Na de Passo Fundo, a colheita está praticamente concluída, atingindo 99% da área. A produtividade média está em torno de 3.500 kg/ha, mas há variações pontuais entre talhões como resultado de diferenças locais de manejo e condições climáticas.

Na de Pelotas, 58% da área cultivada foi colhida. As chuvas em início de maio interromperam as operações. As áreas remanescentes se encontram majoritariamente em maturação (41%) e pequena fração em enchimento de grãos (1%). A produtividade média regional está estimada em aproximadamente 2.800 kg/ha.

Na de Santa Maria, a colheita supera 85%, mas houve interrupções pontuais devido às chuvas, sendo retomada em áreas menos afetadas. A produtividade média está estimada em aproximadamente 2.900 kg/ha, inferior à previsão inicial de 3.059 kg/ha. As precipitações em abril contribuíram para o enchimento de grãos em lavouras tardias, atenuando parcialmente os efeitos de restrições hídricas anteriores.

Na de Santa Rosa, a colheita dos plantios do cedo ou intermediários está concluída (86%), e restam áreas de safrinha em diferentes estádios fenológicos: 4% em enchimento de grãos e 9% maduros. A produtividade apresenta elevada variabilidade, com registros entre 2.100 e 4.200 kg/ha, refletindo a irregularidade no suprimento hídrico das lavouras.

Na de Soledade, a colheita atinge 96% da área; o restante corresponde a cultivos tardios e de ciclo longo. No Alto da Serra do Botucaraí e Centro-Serra, ainda há pequenas áreas por colher. No Baixo Vale do Rio Pardo, em Encruzilhada do Sul, Pantano Grande e Rio Pardo, os índices alcançam 90%. A produtividade média regional está estimada em aproximadamente 2.950 kg/ha, mas há relatos de cultivos atingindo cerca de 3.600 kg/ha.

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Em Campos Borges, Alto Alegre e Espumoso, as médias estão em 3.000 kg/ha, mas as perdas por déficit hídrico causaram redução de até 30% nos rendimentos de parte das lavouras, que chegaram a cerca de 2.100 kg/ha. As chuvas do período causaram interrupções e dificuldades operacionais, especialmente em áreas planas e mal drenadas.

Comercialização (saca de 60 quilos)

A cotação média da soja passou de R$ 115,25 para R$ 115,92, aumentando 0,58% em relação à semana anterior, conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar

Fonte: Emater/RS


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Sustentabilidade

Maiores grupos produtores de grãos do Brasil usam insumos biológicos em 100% da área durante o plantio

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Os três maiores grupos produtores de grãos do Brasil – SLC Agrícola, Bom Futuro e Scheffer – já fazem uso do controle biológico em 100% da sua área durante o plantio. Os dados foram apresentados hoje durante a 3ª edição do BioSummit, que durante dois dias reuniu cerca de 1.200 pessoas na Expo Dom Pedro, em Campinas, em painéis e palestras apresentados por 70 renomados especialistas do setor.

Durante o painel “Uso de Bioinsumos em Sistemas de Produção de Grãos”, os palestrantes Alexandre Pisoni, da SLC; Cid Ricardo dos Reis, do Bom Futuro; e Tiago Madalosso, do Scheffer, apresentaram um panorama sobre a extensão da aplicação de controle biológico em suas produções.

Em sua apresentação, Pisoni destacou que hoje 17,7% do manejo de pragas e doenças da SLC já é feito com insumos biológicos, o que equivale a 5,33 milhões de hectares tratados. Na cultura de soja algumas áreas chegam a 30% e no milho em torno de 25%. Porém, o “gargalo” se encontra no algodão, onde o uso ainda é menor, considerando a aplicação de inseticidas. “No plantio, os bioinsumos são usados em 100% da área, com inoculantes, tratamento de semente, promotores de crescimento e bionematicidas”, elencou.

No caso do Bom Futuro, Reis falou que o controle biológico também é feito em 100% da área, no sulco de plantio de tratamento de sementes, nas culturas de soja, milho e algodão. Já no controle de pragas e doenças, os biológicos são usados em todas as aplicações, juntamente com os produtos químicos. Mas ainda há espaço para o crescimento dessa aplicação. “Os maiores desafios hoje em grandes áreas são a redução do uso de defensivos, o controle no momento certo, o uso de defensivos e biológicos mais eficientes, a busca pela sustentabilidade com equilíbrio financeiro e as boas práticas para o uso de biológicos”, enumerou.

O representante do Grupo Scheffer destacou dados de Mato Grosso, onde se encontram as culturas da empresa também de soja, milho e algodão. Assim como nos dois outros grupos, o Scheffer usa os bioinsumos em 100% da área do plantio, no sulco de plantio, como inoculantes, promotores de crescimento e bionematicidas. Como resultado da produção on farm, são usados cerca de 2 milhões de litros em biológicos.

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Premiação

O segundo dia do evento também foi marcado pela premiação BioSummit Reconhece, que destaca práticas sustentáveis de produtores rurais. A vencedora desse ano foi Maira Coscrato Lelis da Silva, representante da terceira geração à frente da Fazenda Santa Helena, em Guaíra (SP), uma das grandes vozes da agricultura regenerativa no Brasil. Com uma gestão voltada à inovação e à sustentabilidade, a propriedade é hoje referência no cuidado com o solo, na produção responsável e no aumento da produtividade aliado à preservação ambiental.

Sob a liderança de Maira, a fazenda adotou práticas como rotação de culturas, cobertura vegetal e redução do uso de insumos químicos, alcançando um aumento de mais de 50% na produtividade sem expansão da área plantada. Em 2024, a Santa Helena conquistou a certificação RTRS, reconhecimento internacional pelas boas práticas ambientais, sociais e de governança na produção de soja. “Esse prêmio é o reconhecimento de um caminho que estamos seguindo há muitos anos e do trabalho que fazemos no dia a dia”, comemorou.

O segundo homenageado foi Armin Michael Scherer, produtor rural e proprietário das fazendas Serra Dourada e Palmeiras, do grupo ASKJ, que iniciou os testes com produtos biológicos ainda em 1995, quando mantinha propriedades no Paraná. Hoje, suas fazendas estão localizadas em Aparecida do Rio Negro, no Tocantins, onde segue investindo em inovação e tecnologia no campo.

Schrer também é sócio da SSA Biofarm, indústria de produtos biológicos criada em parceria com os grupos ASKJ Agro, Arapuá Agro e Santos Agropecuária. A operação, voltada exclusivamente para atender as áreas da sociedade, aplica anualmente cerca de 400 mil litros de produtos biológicos em aproximadamente 30 mil hectares de lavoura, consolidando um modelo de produção alinhado à sustentabilidade e à alta performance no campo. “Para mim esse reconhecimento mostra a importância do nosso trabalho, que vem sendo feito pensando no futuro, na terra que vou deixar para meus netos. Fico muito feliz com essa premiação.”

Avaliação

Com 1.200 participantes, o BioSummit 2026 apresentou um aumento de 20% no público em relação ao ano passado. O evento teve mais de 60 empresas patrocinadoras e participantes de todos os estados e de 11 países. “A terceira edição do BioSummit mostrou um salto na quantidade de participantes, palestrantes e temas. O evento evoluiu muito, assim como o setor”, finalizou Daiana Lopes, CEO da FB Group, idealizadora do BioSummit.

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Fonte: Assessoria de imprensa


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