Sustentabilidade
Comercialização de soja da safra 24/25 em MT alcançou 88,72% da produção total em jul/25, avanço de 6,79 p.p. frente ao mês anterior – MAIS SOJA

Em jul/25, o esmagamento de soja em Mato Grosso alcançou 1,18 milhão de t, estabelecendo um novo recorde para o mês, com alta de 3,61% em relação a jun/25 e de 12,70% frente a jul/24. Segundo informantes do Imea, esse aumento no volume processado está relacionado à maior demanda por óleo de soja no estado, além da retomada das indústrias esmagadoras após pausas programadas para manutenção no mês anterior.
No acumulado do ano (jan/25 a jul/25), o estado processou 7,90 mi de t, alta de 3,77% em relação ao mesmo período do ano passado. A projeção do Imea indica que, em 2025, o total de soja esmagada no estado deverá atingir 12,99 mi de t. Caso se confirme, será um novo recorde para o processamento em MT.
Por fim, apesar do volume recorde, a margem bruta de esmagamento das indústrias apresentou queda de 14,93% em relação ao mês anterior, encerrando julho com média mensal de R$ 433,78/t. Essa retração é reflexo da redução nas cotações do farelo de soja no último mês, somada a alta no preço da soja no estado.
MAIOR: com o aumento da demanda por soja nos portos, o prêmio em Santos registrou alta semanal de 16,03%, encerrando o período com média de ¢ US$ 207,00/bu.
VALORIZAÇÃO: na última semana, o preço da soja em Mato Grosso apresentou aumento de 0,94%, fechando com média de R$ 117,31/sc.
QUEDA: a paridade de exportação para mar/26 apresentou recuo de 1,65% em relação à semana passada, influenciado pela desvalorização do preço da soja na Bolsa de Chicago.
A comercialização de soja da safra 24/25 em Mato Grosso alcançou 88,72% da produção total em jul/25, avanço de 6,79 p.p. frente ao mês anterior
A elevação dos preços da oleaginosa, aliada à maior demanda pelo produto do estado, impulsionou as vendas no período. No entanto, o percentual é 3,63 p.p. inferior ao observado no mesmo mês do ano passado e 1,66 p.p. abaixo da média dos últimos cinco anos.
Quanto ao preço médio mensal da safra, em jul/25 fechou em R$ 117,93/sc, alta de 5,09% em relação a jun/25, sustentada pelos prêmios portuários. Para a safra 25/26, com a proximidade do início do cultivo no estado, produtores avançaram nas negociações visando ao travamento dos custos. Assim, em jul/25, as vendas cresceram 4,99 p.p. em relação ao mês anterior, alcançando 22,49% da produção estimada.
Apesar do volume comercializado no mês, o percentual está entre os ritmos mais baixos da série histórica para o período, reflexo de preços menos atrativos nesta temporada. Por fim, no que tange ao preço médio negociado, este ficou em R$ 109,22/sc, alta de 2,33% ante jun/25.
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Fonte: Imea

Autor:Boletim Semanal da Soja
Site: IMEA
Sustentabilidade
MILHO/CEPEA: Cotações do milho seguem firmes no Brasil e nos EUA – MAIS SOJA

Os preços do milho seguem firmes nos cenários interno e externo. No Brasil, o foco dos produtores nas atividades de campo limita a liquidez, enquanto a demanda segue aquecida, com compradores buscando a recomposição de estoques. Contudo, pesquisadores do Cepea indicam que o volume de negócios se mantém restrito, por conta de incertezas geradas pelo atual contexto geopolítico e das inseguranças relacionadas à logística nacional, diante de possíveis paralisações no transporte de cargas. Esse cenário reforça a posição retraída dos agentes.
Quanto ao mercado externo, os valores do cereal subiram, impulsionados pela boa demanda dos Estados Unidos e pela valorização do petróleo, que melhora a competitividade relativa do etanol, que é feito principalmente com milho no país norte-americano. Por outro lado, segundo pesquisadores do Cepea, as altas externas foram contidas por preocupações com a área a ser semeada nos Estados Unidos. Com os custos de insumos como fertilizantes e combustíveis mais altos, diante do conflito entre os Estados Unidos e o Irã, a produção de milho pode ser prejudicada.
Fonte: Cepea
Autor:CEPEA
Site: CEPEA
Sustentabilidade
Projeto ensina receitas com bebida de soja para comunidades do MT

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), realizou no dia 12 de março a primeira edição da Cozinha Experimental do Programa Agrosolidário. A estreia reuniu voluntários do Projeto Banco de Leite e da Pastoral da Criança da Diocese de Diamantino, que receberam a bebida de soja para um momento de aprendizado, troca de experiências e o preparo de diversas receitas. O evento de cozinha experimental ocorreu no núcleo de Nova Mutum.
A atividade teve o intuito mostrar as diferentes formas de utilizar a bebida de soja no dia a dia e instruir sobre o potencial nutritivo da oleaginosa. A ideia é que as famílias que participaram do preparo com orientação, possam levar para dentro de casa o aprendizado e espalhar para outras pessoas da comunidade.
Para a delegada coordenadora do núcleo da Aprosoja MT, Daiana Costa Beber, a iniciativa tem importância no lado social e de defesa dos produtores da soja. “Além de atuar na defesa dos produtores de soja e milho, a entidade também tem esse braço social próximo das comunidades.”.
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Além disso, Daiana também comentou a relevância desses ensinamentos para a nutrição das crianças nas comunidades, visto que juntos, os projetos voluntários que participaram, hoje atendem cerca de 1.300 crianças.
O evento também contou com a nutricionista Jaqueline Oliveira, que apresentou quatro receitas diferentes com a bebida: pão de queijo de frigideira, almôndega saborizada com maracujá, pudim de chocolate e massa ao molho branco. A profissional destacou a função da soja na alimentação diária do brasileiro, já que o alimento é rico em nutrientes importantes para o corpo.
Por parte das instituições, a cozinha experimental fortaleceu o trabalho que é realizado junto às comunidades. “É de extrema importância ter esse tipo de capacitação, porque lidamos diretamente com as famílias e com as crianças. Muitas vezes há restrições alimentares ou dificuldades na alimentação, e com esse conhecimento conseguimos orientar melhor e levar essas informações para as famílias”, destacou a líder da Pastoral da Criança, Thais Nicknig.
*Sob supervisão de Hildeberto Jr.
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Sustentabilidade
Retração vendedora e escoamento externo sustentam cotações do arroz – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de arroz segue operando em ritmo lento, porém com cotações sustentadas, refletindo um equilíbrio delicado entre oferta crescente e mecanismos de escoamento relativamente ativos. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.
Do lado da safra 2025/26, o avanço da colheita em março foi decisivo. O tempo firme permitiu melhor drenagem das áreas e redução da umidade do grão, diminuindo custos de secagem e favorecendo a eficiência operacional, conforme apontado pela Emater/RS.
“No campo comercial, um dos principais fatores de sustentação vem das exportações”, explica o analista. O volume embarcado em março, de 161,4 mil toneladas (base casca), “cumpre papel essencial ao retirar excedentes do mercado interno”.
O destaque é o forte fluxo de arroz em casca para México e Venezuela (85,9 mil toneladas), diretamente ligado à sustentação dos preços ao produtor. “Além disso, também foi registrado o escoamento de 51,3 mil toneladas de quebrados para África”, relata Oliveira.
Por outro lado, o varejo já sinaliza um ambiente mais pressionado. A queda de preços em diversas capitais indica expectativa de maior oferta e consumo mais cauteloso, o que limita a capacidade da indústria de pagar mais pela matéria-prima. “Esse fator explica, em parte, o ritmo demasiado lento dos negócios”, acrescenta.
Por fim, os riscos logísticos seguem no radar. “Possíveis problemas com combustíveis, transporte ou paralisações podem impactar diretamente o fluxo da cadeia e alterar rapidamente o comportamento dos preços”, pondera o consultor.
Em relação aos preços, a média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 59,86, alta de 3,19% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço era de 8,97%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 25,90%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
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