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7 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Esmagamento de soja em MT bate recorde em julho

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Em julho de 2025, o esmagamento de soja em Mato Grosso alcançou 1,18 milhão de toneladas, estabelecendo um novo recorde para o mês. O volume representa alta de 3,61% em relação a junho e avanço de 12,70% frente a julho de 2024.

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Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea), o aumento no volume processado está relacionado à maior demanda por óleo de soja no estado e à retomada das indústrias esmagadoras, após pausas programadas para manutenção no mês anterior.

No acumulado do ano, que corresponde a janeiro a julho, o estado processou 7,90 milhões de toneladas, alta de 3,77% sobre igual período do ano passado. A projeção do Imea indica que, em 2025, o total de soja esmagada no estado deverá atingir 12,99 milhões de toneladas, o que, se confirmado, será um novo recorde para Mato Grosso.

Apesar do volume histórico, a margem bruta de esmagamento das indústrias apresentou queda de 14,93% em relação ao mês anterior, encerrando julho com média de R$ 433,78 por tonelada. A retração reflete a redução nas cotações do farelo de soja e a alta no preço da oleaginosa no estado.

As informações constam no Boletim Semanal do Imea.

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Sustentabilidade

Ceema/Trigo: Chicago recua com cenário global, enquanto quebra da safra eleva alerta no Brasil – MAIS SOJA

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A cotação do trigo, para o primeiro mês cotado, deu continuidade ao recuo iniciado na semana anterior. O bushel do cereal fechou a quinta-feira (06) em US$ 6,31, contra US$6,63 uma semana antes. A média de julho ficou em US$ 6,48, contra US$ 5,89 em junho, o que representa um aumento de 10% no período. Já a média de julho de 2025 ficou em US$ 5,40/bushel.

Assim, em Chicago, o bushel de trigo, após ter atingido a um recorde recente em 22/07, ao bater em US$ 7,05, recuou fortemente nos dias seguintes, atingindo a US$ 6,31 no dia 06/08. A nova possibilidade de um acordo de paz entre EUA e Irã, e a liberação do estreito de Ormuz, puxou o mercado para baixo. Ao mesmo tempo, o movimento de recuo reflete a expectativa de boas safras nos principais países exportadores e o avanço da colheita no Hemisfério Norte, fatores que continuam aumentando a disponibilidade do cereal no mercado internacional e pressionando as cotações, apesar de uma safra menor nos EUA.

Já na Argentina, os preços na posição dezembro oscilaram entre US$ 220,00 e US$225,00/tonelada, tendo alcançado até US$ 230,00 no final de julho. E no Brasil, com graves problemas climáticos (excesso de chuvas, granizo e temporais) no sul do país, o mercado já considera que a produção final nacional possa nem chegar aos 6 milhões de toneladas, devendo ficar entre 5,5 e 5,8 milhões.

Assim, os preços internos do cereal se mantiveram entre R$ 70,00/saco no Rio Grande do Sul e R$ 75,00 junto às principais praças do Paraná. Com isso, as importações de trigo, por parte do Brasil, podem, muito bem, ultrapassar as 8 milhões de toneladas no ano comercial 2026/27. Vale destacar que, no Paraná, as cotações do trigo voltaram aos patamares observados em agosto de 2025, em termos reais, refletindo a restrição da oferta disponível no mercado a pronta entrega.

Diante da necessidade de recompor estoques, compradores elevaram gradualmente suas ofertas em busca de lotes de melhor qualidade. No entanto, os vendedores seguem com disponibilidade limitada de trigo da safra 2025, mantendo as negociações pontuais (cf. Cepea).

Enfim, o setor moageiro brasileiro de trigo lançou um alerta nesta semana, com forte preocupação com a queda na oferta da safra nacional no corrente ano. “Segundo dados do mercado, a combinação de fatores internacionais e domésticos intensificam a pressão sobre os custos da cadeia de moagem, com possíveis reflexos em toda a indústria de alimentos”. Para o setor, a elevada dependência de importações, sobretudo da Argentina, torna o país particularmente sensível às oscilações do mercado internacional.

Outro fator de impacto na cadeia tritícola está no mercado do farelo de trigo. A queda nos preços do milho reduziu o valor do farelo de trigo, comprometendo as margens dos moinhos. Com isso, cresce a pressão sobre os custos de produção e sobre a formação dos preços da farinha. “Quando o farelo perde valor, parte importante da receita da indústria é afetada. Isso acaba pressionando o custo final da farinha e, por consequência, de diversos alimentos consumidos diariamente pela população (cf. Abitrigo).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

Inovação nanotecnológica aumenta a resistência da soja ao excesso de luz e favorecer o crescimento inicial das plantas – MAIS SOJA

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De acordo com o mais recente relatório “Oilseeds: World Markets and Trade” do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, a soja é a principal oleaginosa produzida globalmente, com produção superior a 370 milhões de toneladas anuais. No Brasil, maior produtor mundial do grão, dados da Companhia Nacional de Abastecimento indicam que a cultura ocupa mais de 44 milhões de hectares, mas apesar dessa expressiva importância, estudos técnicos da Embrapa Soja e revisões científicas publicadas em periódicos como Field Crops Research e Plant Physiology mostram que a cultura ainda é extremamente sensível a estresses abióticos, incluindo o excesso de radiação solar, que pode causar fotoinibição, reduzir a eficiência fotossintética e comprometer o crescimento inicial e a produtividade.

Diante desse cenário, uma pesquisa com participação de pesquisadores parceiros do INCT NanoAgro – Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável identificou uma alternativa promissora para fortalecer o desenvolvimento da cultura em condições cada vez mais frequentes no contexto das mudanças climáticas. Publicado na revista científica Plants, o estudo demonstrou que a aplicação foliar de pontos de carbono, nanomateriais à base de carbono conhecidos pela capacidade de captar luz e proteger as plantas contra parte da radiação ultravioleta, foi capaz de reduzir os efeitos da fotoinibição, processo em que o excesso de luz compromete a eficiência da fotossíntese e, consequentemente, o crescimento das plantas.

A pesquisa foi conduzida em casa de vegetação com plantas de soja submetidas a condições de alta luminosidade. Os pesquisadores avaliaram diferentes concentrações dos pontos de carbono e verificaram que a dose de 0,05 mg mL⁻¹ apresentou os melhores resultados, preservando a atividade do fotossistema II, responsável por uma das etapas fundamentais da fotossíntese, sem intensificar os efeitos do estresse luminoso.

Os resultados também indicaram ganhos importantes no desenvolvimento das plantas. Em comparação ao tratamento controle, a concentração considerada mais eficiente proporcionou aumento de 14% no índice de clorofila, crescimento de 26% na parte aérea e incremento de até 41% na massa seca total durante a fase inicial da cultura.

Além de favorecer o crescimento, a tecnologia contribuiu para uma melhor adaptação fisiológica das plantas ao ambiente de alta luminosidade. As plantas tratadas apresentaram redução da transpiração e da condutância estomática, mantendo, ao mesmo tempo, a capacidade fotossintética, característica importante para o uso mais eficiente da água em condições de estresse. Embora concentrações mais elevadas tenham apresentado efeitos negativos sobre o desempenho fotossintético, os resultados reforçam o potencial dos pontos de carbono como nanobioestimulantes quando utilizados em doses adequadas.

O estudo foi desenvolvido por pesquisadores parceiros do INCT NanoAgro, vinculados à Universidade Estadual de Londrina (UEL) e à Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Participaram da pesquisa Marina M. Kawazoe, Adriana de Paula Cardoso, Marilza Castilho, Ailton J. Terezo, Adriano B. Siqueira, Halley C. Oliveira e Diego G. Gomes.

Os resultados ampliam as evidências sobre o uso estratégico da nanotecnologia para aumentar a resiliência das culturas agrícolas frente aos desafios impostos pelas mudanças climáticas. Ao proteger o aparato fotossintético das plantas e favorecer seu crescimento inicial, os pontos de carbono despontam como uma tecnologia com potencial para contribuir com sistemas agrícolas mais sustentáveis e produtivos.

Fonte: Assessoria de imprensa



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Sustentabilidade

Exportação de soja cresce 9,3% em julho e receita avança 17,4%

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O Brasil exportou 13,401 milhões de toneladas de soja em grão em julho, volume 9,3% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. A receita com os embarques alcançou US$ 5,874 bilhões, avanço de 17,4% na mesma comparação. Os dados foram divulgados na quinta-feira (6) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), considerando 23 dias úteis em ambos os períodos.

Na média diária, os embarques de soja chegaram a 582.649 toneladas em julho, acima das 532.927 toneladas por dia útil observadas em igual mês do ano passado. Em valor, a média diária das exportações foi de US$ 255,389 milhões, também 17,4% superior aos US$ 217,474 milhões registrados em julho de 2025.

O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 438,30, alta de 7,4% ante os US$ 408,10 de julho do ano passado. O dado mostra avanço simultâneo de volume e de valor nas vendas externas do grão no comparativo anual.

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Na comparação com junho deste ano, porém, o ritmo de embarques foi menor. O volume caiu 7,6%, passando de 14,499 milhões para 13,401 milhões de toneladas. A receita recuou 6,1%, de US$ 6,258 bilhões para US$ 5,874 bilhões. Já o preço médio subiu 1,6%, de US$ 431,60 para US$ 438,30 por tonelada.

No acumulado de janeiro a julho de 2026, o Brasil exportou 82,980 milhões de toneladas de soja em grão. O volume representa alta de 7,5% frente às 77,210 milhões de toneladas embarcadas no mesmo intervalo de 2025. A receita no período somou US$ 35,091 bilhões, avanço de 15,2% sobre os US$ 30,45 bilhões registrados um ano antes.

Os dados da Secex mostram que julho teve crescimento anual nas exportações brasileiras de soja em volume, receita e preço médio da tonelada. No acumulado dos sete primeiros meses de 2026, os embarques e o faturamento também ficaram acima dos níveis observados em igual período de 2025.

Fonte: Estadão Conteúdo

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