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21 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Comercialização de soja da safra 24/25 em MT alcançou 88,72% da produção total em jul/25, avanço de 6,79 p.p. frente ao mês anterior – MAIS SOJA

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Em jul/25, o esmagamento de soja em Mato Grosso alcançou 1,18 milhão de t, estabelecendo um novo recorde para o mês, com alta de 3,61% em relação a jun/25 e de 12,70% frente a jul/24. Segundo informantes do Imea, esse aumento no volume processado está relacionado à maior demanda por óleo de soja no estado, além da retomada das indústrias esmagadoras após pausas programadas para manutenção no mês anterior.

No acumulado do ano (jan/25 a jul/25), o estado processou 7,90 mi de t, alta de 3,77% em relação ao mesmo período do ano passado. A projeção do Imea indica que, em 2025, o total de soja esmagada no estado deverá atingir 12,99 mi de t. Caso se confirme, será um novo recorde para o processamento em MT.

Por fim, apesar do volume recorde, a margem bruta de esmagamento das indústrias apresentou queda de 14,93% em relação ao mês anterior, encerrando julho com média mensal de R$ 433,78/t. Essa retração é reflexo da redução nas cotações do farelo de soja no último mês, somada a alta no preço da soja no estado.

MAIOR: com o aumento da demanda por soja nos portos, o prêmio em Santos registrou alta semanal de 16,03%, encerrando o período com média de ¢ US$ 207,00/bu.

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VALORIZAÇÃO: na última semana, o preço da soja em Mato Grosso apresentou aumento de 0,94%, fechando com média de R$ 117,31/sc.

QUEDA: a paridade de exportação para mar/26 apresentou recuo de 1,65% em relação à semana passada, influenciado pela desvalorização do preço da soja na Bolsa de Chicago.

A comercialização de soja da safra 24/25 em Mato Grosso alcançou 88,72% da produção total em jul/25, avanço de 6,79 p.p. frente ao mês anterior

A elevação dos preços da oleaginosa, aliada à maior demanda pelo produto do estado, impulsionou as vendas no período. No entanto, o percentual é 3,63 p.p. inferior ao observado no mesmo mês do ano passado e 1,66 p.p. abaixo da média dos últimos cinco anos.

Quanto ao preço médio mensal da safra, em jul/25 fechou em R$ 117,93/sc, alta de 5,09% em relação a jun/25, sustentada pelos prêmios portuários. Para a safra 25/26, com a proximidade do início do cultivo no estado, produtores avançaram nas negociações visando ao travamento dos custos. Assim, em jul/25, as vendas cresceram 4,99 p.p. em relação ao mês anterior, alcançando 22,49% da produção estimada.

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Apesar do volume comercializado no mês, o percentual está entre os ritmos mais baixos da série histórica para o período, reflexo de preços menos atrativos nesta temporada. Por fim, no que tange ao preço médio negociado, este ficou em R$ 109,22/sc, alta de 2,33% ante jun/25.

Confira o Boletim Semanal da Soja n° 860 completo, clicando aqui!

Fonte: Imea



 

FONTE
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Autor:Boletim Semanal da Soja

Site: IMEA

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Sustentabilidade

Dessecação sequencial contribui para o manejo de plantas daninhas de difícil controle – MAIS SOJA

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Estabelecer a lavoura “no limpo” (sem a presença de plantas daninhas) é uma das principais e mais eficazes estratégias de manejo para reduzir o impacto decorrente da matocompetição inicial na soja. No entanto, espécies complexas como caruru, buva, capim-amargoso, capim-pé-de-galinha e trapoeraba, entre outras, apresentam difícil controle em função de características fisiológicas e resistência a determinados herbicidas, e nem sempre são controladas com apenas uma aplicação e herbicidas, resultando em muitos casos, em falhas de manejo como plantas rebrotadas e/ou plantas remanescentes no estabelecimento da soja.

Figura 1. Plantas de capim-amargoso em fase de rebrota após dessecação.

Nesse contexto, o posicionamento de herbicidas exerce um papel central no manejo e controle eficiente das plantas daninhas. Mesmo com o uso de herbicidas com amplo espectro de ação e eficácia comprovada, a complexidade que envolvem o controle de certas espécies daninhas demanda estratégias mais completas de controle, além da dessecação pré-semeadura.

Uma dessas estratégias é a dessecação sequencial, que consiste na realização de duas ou mais aplicações de herbicidas em momentos estratégicos na pré-semeadura da soja. Entre outros aspectos essa estratégia permite o uso de diferentes mecanismos de ação, ampliando a eficiência do manejo, o espectro de controle e o manejo da resistência das plantas daninhas aos herbicidas (HRAC-BR, 2026).

Figura 2. Aplicação sequencial de herbicidas na soja.
Fonte: HRAC-BR (2026)

Além de atuar sobre plantas remanescentes mais debilitadas, em processo de rebrote, a aplicação sequencial de herbicidas permite o controle de novos fluxos de emergência originários no intervalo entre as aplicações. Pesquisas demonstram que a aplicação sequencial de herbicidas é um dos métodos mais eficazes para o controle químico de espécies daninhas de difícil controle como a trapoeraba e que a associação entre herbicidas de diferentes mecanismos de ação é crucial para ampliar a eficácia do controle.

A exemplo, Bianchi; Sturmer; Somavilla (2018) observaram que para a trapoeraba, uma maior eficiência de controle é observada quando se adotam aplicações sequenciais, nas quais a primeira aplicação é composta por glifosato + 2,4-D (1458 g e.a. + 1340 g e.a. ha⁻¹), seguida de uma segunda aplicação com glufosinato de amônio (500 g ha⁻¹) ou diquat (400 g ha⁻¹), consolidando-se como uma estratégia tecnicamente consistente para a redução da infestação dessa espécie.

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Resultados similares demonstrando a importância da aplicação sequencial de herbicidas também foram observados por Grigolli (2017) e Raimond et al. (2019), que constataram que a aplicação de herbicidas no rebrote do capim-amargoso constitui uma importante estratégia e manejo. Não menos importante, a dessecação sequencial permite uma maior efetividade no controle de plantas daninhas decorrentes de novos fluxos de emergência, pós primeira aplicação de herbicidas e/ou sobreviventes em decorrência do “efeito guarda-chuva” desempenhado pelas plantas maiores, que limita a chegada de ingrediente ativo ao alvo.

Nesse contexto, principalmente se tratando de espécies de difícil controle e com resistência a herbicidas, a dessecação sequencial constitui uma importante estratégias de manejo para reduzir a população de plantas daninhas no estabelecimento da soja, possibilitando um maior controle de espécies invasoras e contribuindo para o manejo da resistência delas a herbicidas.



Referências:

BIANCHI, M. A.; STURMER, H.; SOMAVILLA, J. C. ESTRATÉGIAS DE CONTROLE PARA TRAPOERABA. CCGL. Boletim Técnica, n. 65, 2018. Disponível em: < https://upherb.com.br/ebook/boletim_t%C3%A9cnico_65.pdf >, acesso em: 21/09/2026.

GRIGOLLI, J. F. J. MANEJO E CONTROLE DE PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DA SOJA. Fundação MS, Tecnologia e Produção: Soja 2016/2017, 2017. Disponível em: < https://www.fundacaoms.org.br/wp-content/uploads/2021/02/Tecnologia-e-Producao-Soja-20162017.pdf >, acesso em: 21/09/2026.

HRAC-BR. NECESSIDADE DO USO DE APLICAÇÃO SEQUENCIA. Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas, 2026. Disponível em: < https://www.hrac-br.org/post/necessidade-do-uso-de-aplicacao-sequencial >, acesso em: 21/09/2026.

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RAIMONDI, R. T. et al. ALTURA DE ROÇADA AFETA O CONTROLE DE CAPIM-AMARGOSO PERENIZADO. Cultura Agronômica, 2019. Disponível em: < https://ojs.unesp.br/index.php/rculturaagronomica/article/view/2446-8355.2019v28n3p254-267 >, acesso em: 21/09/2026.

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Sustentabilidade

Ciclone extratropical e frente fria causam temporais com ventos de 100 km/h; saiba onde o tempo pode ficar perigoso

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Foto: Freepik

Uma frente fria avança pelo Brasil e mantém o alerta para temporais, chuva volumosa e condições de tempo severo nos próximos dias. O maior risco nesta segunda-feira (21) está concentrado no Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, mas a instabilidade deve avançar para outras regiões do país ao longo da terça-feira.

No Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, há possibilidade de chuva intensa, queda de granizo e rajadas de vento superiores a 100 km/h. De acordo com a previsão, os temporais também podem estar associados à formação de tornados e microexplosões, aumentando o risco de transtornos, principalmente em áreas urbanas.

No Rio Grande do Sul, a chuva pode ser volumosa durante a tarde desta segunda-feira (21), com potencial para provocar alagamentos e outros impactos. Na terça-feira, a instabilidade perde força no estado, mas os temporais continuam principalmente no Paraná e avançam para áreas do Sudeste e Centro-Oeste.

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Paraná pode receber até 80 mm

A partir de terça-feira (22), o Paraná passa a concentrar parte importante da chuva. No centro-norte do estado, os acumulados podem chegar a 60 a 80 milímetros em cinco dias, cenário que pode dificultar os trabalhos em campo justamente durante o início do ciclo da soja 2026/27.

Além disso, a previsão indica a possibilidade de um novo sistema de baixa pressão e áreas de instabilidade na virada para a próxima semana. Os acumulados podem superar 100 milímetros em algumas áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, segundo o cenário apresentado pelo meteorologista.

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A chuva frequente pode voltar a prejudicar as operações agrícolas e exigir atenção dos produtores que avançam com o plantio da soja.

Frio volta ao Sul e temperatura cai

A passagem da frente fria também provoca queda nas temperaturas no Rio Grande do Sul a partir de terça-feira. Há possibilidade de temperaturas abaixo de 10 °C e risco de geada, principalmente em áreas próximas à fronteira com o Uruguai, na Serra Gaúcha e na Serra Catarinense.

O frio também pode atingir outras áreas do norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A tendência, porém, é de recuperação das temperaturas ao longo da próxima semana.

Temporais avançam para Sudeste e Centro-Oeste

A frente fria também avança para São Paulo e Mato Grosso do Sul entre a noite desta segunda-feira e a madrugada de terça-feira. A instabilidade pode provocar temporais durante a madrugada e ao longo da terça.

Além de São Paulo e Mato Grosso do Sul, entram no radar áreas do sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro, sul de Mato Grosso e sul de Goiás, com possibilidade de granizo e rajadas de vento acima de 100 km/h.

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Brasil Central enfrenta calor e chuva irregular

Enquanto o Sul e parte do Sudeste enfrentam temporais, o Norte e o Nordeste continuam com temperaturas elevadas e pouca chuva. Na região Norte, as precipitações previstas são mais passageiras e não devem ser suficientes para uma recuperação significativa da umidade do solo.

Para os próximos cinco dias, não há indicação de chuva volumosa e generalizada sobre as áreas centrais do país. A precipitação deve ocorrer de maneira irregular, cenário que tende a continuar na próxima semana.

Até o fim de setembro e o início de outubro, áreas do Centro-Oeste e o interior de Tocantins e Maranhão ainda podem enfrentar distribuição irregular das chuvas.

O cenário exige atenção dos produtores neste início do plantio da soja 2026/27. De um lado, há áreas com chuva excessiva e dificuldade para entrar em campo. De outro, regiões produtoras enfrentam chuvas mal distribuídas e períodos de calor intenso, dificultando o estabelecimento das lavouras.

Além da irregularidade das precipitações, a previsão aponta para temperaturas máximas acima de 40 °C em algumas áreas do país nos próximos cinco dias.

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Sustentabilidade

Relação de troca abre janela para compras de fertilizantes para a safrinha 2027 – MAIS SOJA

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A relação de troca começa a ganhar ainda mais peso na decisão de compra de fertilizantes. Com a soja 2026/27 já próxima de concluir seu programa de adubação, a atenção se volta para o milho safrinha 2027, que ainda tem uma parcela relevante da necessidade em aberto. A melhora do preço do cereal aumentou o poder de compra do produtor e abriu espaço principalmente para os nitrogenados.

Cerca de 89% da necessidade de fertilizantes da soja 2026/27 já foi contratada, enquanto no milho safrinha 2027 as compras chegaram a aproximadamente 46%, contra 44% no mesmo período da temporada anterior. A ureia encerrou agosto entre US$435 e US$445 por tonelada CFR Brasil, mas voltou a ganhar firmeza após a correção observada no mês anterior.

“Mesmo com a ureia voltando a ganhar força, a melhora do milho criou uma condição mais interessante para o produtor avançar parcialmente nas compras da safrinha 2027. A relação de troca passa a ser um fator importante para definir quanto comprar e em que momento”, afirma Yedda Monteiro, analista de inteligência e estratégia da Biond Agro.

MAP segue pesando na decisão

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Nos fosfatados, o cenário é diferente. Os preços continuam em queda, mas a relação de troca permanece pesada, principalmente para o MAP, que ficou entre US$840 e US$860 por tonelada CFR Brasil. O superfosfato simples segue mais competitivo quando a comparação considera o custo por unidade do nutriente.

Na soja 2026/27, o MAP está 22,4% acima da média histórica em Sorriso (MT), enquanto o cloreto de potássio apresenta relação de troca de 22,4 sacas por tonelada, 4,5% melhor que a média dos últimos quatro anos.

“O momento de compra não é igual para todos os nutrientes. Enquanto o fósforo ainda exige mais cautela, o potássio apresenta uma relação mais favorável e o nitrogenado começa a encontrar espaço com a melhora do milho”, avalia Yedda.

Potássio já entra no radar da safra 2027/28

O movimento também começa a alcançar a próxima temporada. As primeiras compras de cloreto de potássio para a safra 2027/28 foram realizadas no Mato Grosso com relação de troca próxima de 21,5 sacas de soja por tonelada, abaixo da média histórica de cerca de 23,5 sacas.

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A antecipação ocorre em um mercado doméstico que ainda mostra ritmo menor. No primeiro semestre, as entregas de fertilizantes somaram 19 milhões de toneladas, queda de 5,4% em relação a 2025. Em junho, o recuo foi de 17,2%, para cerca de 3,56 milhões de toneladas.

“O mercado entra em setembro com situações diferentes entre culturas e nutrientes. Para o produtor, acompanhar a relação de troca ajuda a identificar onde existe uma janela de compra mais favorável e onde ainda vale esperar”, conclui Yedda.

Sobre a Biond Agro

Empresa especializada em gestão e comercialização de grãos para o produtor brasileiro, originária de um grupo de companhias com 25 anos de experiência (Fyo, CRESUD e Brasil Agro). Compreendendo os números e especificidades do negócio e como interagir com os mercados. A Biond Agro desenha estratégias de comercialização e execução de negócios, profissionalizando a gestão de riscos para tornar o agronegócio sustentável no longo prazo. Saiba mais clicando aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa


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