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26 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

Novo milho não usa fertilizante ao captar nitrogênio do ar

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Esse avanço científico pode representar uma mudança de paradigma para culturas como o milho, que dependem fortemente de fertilizantes nitrogenados para suprir suas necessidades nutricionais. Novo milho não usa fertilizante ao captar nitrogênio do ar: uma revolução para o agronegócio?

Em uma descoberta promissora para o futuro da agricultura sustentável, pesquisadores identificaram uma variedade de milho capaz de capturar nitrogênio diretamente do ar, dispensando o uso de fertilizantes nitrogenados.

A novidade, apresentada no Congresso Aapresid 2021, na Argentina, por Alan Bennett, professor da Universidade da Califórnia, pode transformar a forma como o agronegócio lida com a adubação, um dos principais custos de produção.

Seria esse o fim do uso de nitrogenados no cultivo e produção do milho no mundo? Sim, é um passo importante para reduzir a dependência do fornecimento e utilização de adubos nitrogenados pela cultura. Porém, destacam os pesquisadores, que esse ainda é um processo que deve levar um tempo até a sua validação e produção em escala comercial.

O cultivo de milho é uma das atividades agrícolas mais importantes no mundo, sendo essencial tanto para a alimentação humana quanto animal, além de ser matéria-prima para a indústria. Originário das Américas, o milho se espalhou globalmente e é amplamente cultivado em países como os Estados Unidos, Brasil, China e Argentina, que são os maiores produtores do grão. O grão é altamente adaptável a diferentes climas e solos, o que permite seu cultivo em várias regiões do globo. Além disso, o milho é fundamental na produção de biocombustíveis, como o etanol, contribuindo para a diversificação da matriz energética global.

O aumento da demanda por alimentos e energia tem impulsionado sua produção, apesar de desafios como mudanças climáticas e questões de sustentabilidade agrícola. A revolução verde do milho de Sierra Mixe A variedade foi encontrada na região de Sierra Mixe, no México, onde solos pobres em nitrogênio abrigam esse milho capaz de sobreviver sem a necessidade de fertilizantes sintéticos. O grande diferencial dessa planta está na formação de raízes aéreas que continuam se desenvolvendo após a fase adulta – algo incomum nas variedades convencionais. Essas raízes produzem uma mucilagem rica em açúcares, que cria um ambiente propício para bactérias diazotróficas, responsáveis por fixar o nitrogênio da atmosfera.

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“Esse milho pode obter entre 29% a 82% do seu nitrogênio diretamente do ar”, explica Bennett. O processo é semelhante ao que ocorre nas leguminosas, mas até agora, apenas essas plantas eram conhecidas por essa capacidade. Esse avanço científico pode representar uma mudança de paradigma para culturas como o milho, que dependem fortemente de fertilizantes nitrogenados para suprir suas necessidades nutricionais.

Impactos no agronegócio: economia e sustentabilidade A descoberta de Bennett e sua equipe pode trazer benefícios significativos para o agronegócio global. O uso de fertilizantes nitrogenados não apenas gera custos elevados, mas também tem um impacto ambiental significativo.

Esses insumos são produzidos a partir de combustíveis fósseis, consumindo até 2% da energia mundial e contribuindo para a emissão de gases de efeito estufa. Ao reduzir a necessidade de fertilizantes, o milho de Sierra Mixe oferece uma solução mais sustentável, o que pode ser especialmente benéfico para países em desenvolvimento, onde o acesso a fertilizantes é limitado.

“Embora estejamos longe de aplicar essa capacidade em milho comercial, esse é o primeiro passo para melhorar a sustentabilidade agrícola”, ressalta Bennett. A adoção de uma cultura com essa característica poderia melhorar a segurança alimentar, ao mesmo tempo em que reduz os impactos ambientais da produção agrícola, combatendo problemas como a eutrofização dos solos, causada pelo excesso de nitrogênio. “Embora estejamos longe de aplicar essa capacidade em milho comercial, esse é o primeiro passo para melhorar a sustentabilidade agrícola”, ressalta Bennett Milho não usa fertilizante para captar nitrogênio: O caminho para o futuro O desenvolvimento de variedades comerciais de milho com essa capacidade pode demorar, mas o potencial é inegável.

Menos fertilizantes significa menos dependência de recursos não renováveis e menos poluição, além de uma produção agrícola mais viável economicamente para pequenos produtores.

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Além disso, essa inovação pode abrir portas para novos avanços na engenharia genética de outras culturas que também exigem altos níveis de nitrogênio, como trigo e arroz, ampliando o impacto positivo no setor agropecuário.

Com essa descoberta, o agronegócio tem diante de si uma oportunidade de se posicionar na vanguarda da sustentabilidade, mostrando que, ao investir em tecnologia e pesquisa, o setor pode contribuir decisivamente para a solução de grandes desafios globais, como mudanças climáticas e a segurança alimentar. Em um cenário em que as pressões por práticas agrícolas mais sustentáveis crescem, o milho de Sierra Mixe surge como uma resposta promissora – uma prova de que a inovação no campo pode ser a chave para um futuro mais próspero e equilibrado.

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Avião de pequeno porte que caiu em fazenda havia decolado de Primavera do Leste MT

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O avião que caiu e matou dois pilotos em uma fazenda na zona rural de Poxoréu, a 259 km de Cuiabá, na sexta-feira (18), havia decolado do Aeródromo de Primavera do Leste, a 239 km da capital. Segundo o registro preliminar do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), a aeronave realizava um voo local quando caiu durante o trajeto.

De acordo com o registro, o voo era local e tinha um tripulante e um passageiro a bordo, identificados como Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, sendo o piloto da aeronave, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos. Durante o trajeto, enquanto a aeronave fazia o circuito de tráfego do aeródromo, colidiu contra o solo.

A ocorrência foi classificada preliminarmente pelo Cenipa como SCF-PP – falha ou mau funcionamento do motor. A classificação é inicial e não representa, neste momento, a definição da causa do acidente.

De acordo com o órgão, a investigação não tem como objetivo apontar culpa ou responsabilização, mas identificar possíveis fatores que contribuíram para a ocorrência e propor medidas para evitar que acidentes semelhantes aconteçam novamente.

O Cenipa é responsável pela invesigação de ocorrências aeronáuticas com foco na prevenção de novos acidentes.

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Entenda o caso

Avião de pequeno porte cai em fazenda e deixa dois mortos em MT — Foto: Reprodução

Avião de pequeno porte cai em fazenda e deixa dois mortos em MT — Foto: Reprodução

O acidente ocorreu na Fazenda Água Funda, na região da MT-130. Segundo a Polícia Civil, a aeronave estava em manutenção em Primavera do Leste e fazia um voo de teste quando caiu na região de Poxoréu. Ainda não há informações sobre quanto tempo o avião permaneceu no ar antes da queda.

Com o impacto, a aeronave pegou fogo e as chamas se espalharam pela vegetação da propriedade, provocando um incêndio na área de pastagem. Um vídeo registrado antes do acidente mostra a decolagem do avião de pequeno porte. As circunstâncias do acidente ainda serão investigadas.

Essa foi a segunda queda de aeronave no estado em menos de 10 dias. No dia 10 de setembro, outro avião de pequeno porte caiu em uma região de fazenda, a cerca de 20 km da área urbana de Água Boa, e deixou três mortos. Até o momento, foi identificado oficialmente: Vanderlei Sattler, de 65 anos e Luis Alberto Martinezz, de 44 anos, de nacionalidade Paraguaia.

Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos, morreram na queda de avião em MT — Foto: Reprodução/Redes sociais

Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos, morreram na queda de avião em MT — Foto: Reprodução/Redes sociais

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Pais morrem e filha fica em estado grave após batida entre carro e carreta em MT

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Um casal de empresários, identificado como Cleodir Darci Barreto e Iracy Leonilda Werkhausen Barreto, morreram após a caminhonete em que estava bater de frente com uma carreta no km 702 da BR-163, em Sorriso, a 420 km de Cuiabá, nesta sexta-feira (25). A filha deles, Kauane Barreto, ficou gravemente ferida.

Segundo a Nova Rota do Oeste, concessionária que administra a rodovia, a equipe de resgate foi acionada às 17h19 para atender a ocorrência. Com o impacto, Cleodir e Iracy morreram ainda no local. A filha do casal foi socorrida e encaminhada para atendimento médico. O estado de saúde dela é considerado grave. (video abaixo)

Conforme apurado, a família é de Sorriso e seguia do município com destino a Lucas do Rio Verde quando ocorreu o acidente. O condutor da carreta também ficou ferido e foi encaminhado para uma unidade de saúde.

O tráfego no trecho da BR-163 é operado em sistema de Pare e Siga durante o atendimento à ocorrência. As circunstâncias da batida ainda não foram informadas.

veja;

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Mato Grosso tem 3ª maior taxa de mortes no trânsito causadas pelo álcool

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Mato Grosso teve a terceira maior taxa do país de mortes no trânsito ligadas ao consumo de álcool em, segundo análise do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), publicada neste mês de setembro. Ao todo, foram registradas 426 mortes no estado em 2024, contra 419 em 2023 e 389 em 2010.

Apesar do aumento no número de mortes, a taxa por 100 mil habitantes caiu de 12,5, em 2010, para 11,1, em 2024. Mesmo com essa redução, Mato Grosso teve a terceira maior taxa do país, atrás apenas de Tocantins e Piauí.

A maior parte das vítimas era formada por homens. Eles representaram 86,1% das mortes registradas em 2024, enquanto as mulheres corresponderam a 13,9% dos casos. O levantamento também mostra que os homens foram maioria entre as pessoas internadas em casos ligados ao álcool e à direção.

Além das mortes, o número de internações também cresceu em Mato Grosso. Em 2025, foram registradas 2.037 internações relacionadas ao consumo de álcool e à direção. O número representa 258 casos a mais que em 2024 e 785 a mais que em 2010.

A taxa de internações chegou a 52,3 casos por 100 mil habitantes em 2025. Entre os pacientes, 77,2% eram homens e 22,8% eram mulheres, mantendo a diferença observada entre as vítimas de mortes no trânsito.

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O levantamento também aponta possíveis fatores relacionados aos números, como a quantidade de operações de fiscalização com bafômetro, o aumento da frota de veículos e os acidentes envolvendo motocicletas.

Em 2023, os motociclistas representaram 40% das mortes no trânsito, segundo dados citados pelo CISA.

Casos registrados

Em agosto deste ano, após ser expulso de uma boate, Hercílio Junio Freitas Cordeiro, de 22 anos, saiu dirigindo e atropelou o motociclista Paulo Messias Simão Costa, de 23 anos, que morreu no local, em Cuiabá. Antes de deixar o estabelecimento, segundo a esposa, ele havia ingerido bebida alcoólica, ficou alterado, quebrou um copo e foi retirado pelos seguranças.

Antes do atropelamento de Paulo, o motorista já havia se envolvido em outro acidente na Avenida Isaac Póvoas, onde bateu na traseira de uma moto. O motociclista ficou ferido, e o motorista deixou o local sem prestar socorro.

Na sequência, ele continuou dirigindo e atingiu a moto de Paulo. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas o médico confirmou a morte do entregador.

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Hercílio foi indiciado pela Polícia Civil.

Hercílio Junio Freitas Cordeiro foi preso preventivamente no dia 5 de setembro e segue detido. — Foto: Tv Centro América

Hercílio Junio Freitas Cordeiro foi preso preventivamente no dia 5 de setembro e segue detido. — Foto: Tv Centro América

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