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Primeiro dia de shows nacionais da 57ª Expoagro começam neste sábado I MT

Dois shows em uma só noite! Últimos ingressos à venda para Ana Castela e Maiara & Maraisa na Expoagro 2025.
A contagem regressiva já começou! Os ingressos estão quase esgotados para uma das noites mais aguardadas da 57ª Expoagro de Cuiabá. No sábado, 12 de julho, a boiadeira Ana Castela e a dupla Maiara & Maraísa dividem o palco da arena de shows do Centro de Eventos Senador Jonas Pinheiro. Consideradas duas das maiores estrelas do sertanejo feminino brasileiro, as três artistas prometem uma apresentação histórica.
Os ingressos estão à venda pelo site www.blackticket.com.br e q2ingressos.com.br, e presencial nas lojas Prime Eventos (Shopping 3 Américas), Casa de Festas (Pantanal Shopping) e Livraria Janina (Várzea Grande Shopping). As opções variam entre pista, área VIP e o Camarote Open Brahma, com valores que vão de R$70 (meia/solidária) a R$500 (inteira, camarote open bar).
A “noite das patroas” é apenas uma das dez noites de shows da Expoagro 2025, que ocorre de 11 a 20 de julho e é promovida pelo Sindicato Rural de Cuiabá. Além de Ana Castela e Maiara & Maraísa, também subirão ao palco Léo Santana e Ferrugem (18, sexta), as duplas Zé Neto & Cristiano e Hugo & Guilherme (19, sábado).
A noite Gospel será no dia 14 de julho (segunda-feira), com a apresentação regional de Silvani Chaves, Yuri Lima, Banda Voz da Verdade e Arimateia Music. Já o dia católico fechará a programação, no último domingo (20), com Padre Adriano Zandoná e Irmã Ana Paula, além de músicos e bandas locais.
Com exceção dos dias 12, 18 e 19, todos os dias da Expoagro 2025 terão acesso gratuito ao público. Para isso, basta doar 2 kg de alimentos não perecíveis, que serão destinados ao programa social Sesc Mesa Brasil.
A 57ª Expoagro é realizada pelo Sindicato Rural de Cuiabá em parceria com a Ditado Produções. O evento recebe apoio do Governo do Estado de Mato Grosso, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e das federações do setor produtivo: Famato, Fiemt e Fecomércio.
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Exclusivo: “Reeleição de Lula pode trazer ainda mais insegurança para o agro”, avalia presidente da Aprosoja

Em entrevista exclusiva ao O LIVRE, o presidente da Aprosoja Brasil, Lucas Costa Beber, comentou as expectativas do setor para 2026, ano marcado pelas eleições presidenciais — um período considerado sensível para o agronegócio.
Segundo Beber, o cenário é desafiador para os produtores rurais, especialmente diante das incertezas econômicas e jurídicas que ainda persistem.
“Este é um ano desafiador. O maior problema continua sendo o preço das commodities. Além disso, temos outros assuntos que impactam diretamente o setor, como a ampliação das áreas indígenas. No fim do ano passado, após a COP, esse tema nos preocupou muito, pois trouxe insegurança jurídica.”
Oscilações devem marcar 2026
O presidente da Aprosoja destacou que períodos eleitorais costumam gerar instabilidade econômica, o que afeta diretamente o planejamento do produtor rural.
“As eleições são normais, mas é um ano com mais oscilações: câmbio, juros altos, entre outros fatores. Tudo isso acaba sendo impactado pelo processo eleitoral.”
Para Beber, o cenário de 2026 tende a ser ainda mais turbulento, independentemente do controle do setor produtivo.
“É claro que promete ser uma eleição muito turbulenta, com muita oscilação, mas isso é algo que foge do nosso controle.”
Insegurança jurídica preocupa o agro
Ele também alertou que o resultado das urnas pode trazer consequências diretas ao agronegócio.
“O produtor pode, sim, ser prejudicado, dependendo de quem for eleito ou reeleito para a Presidência.”
Ao comentar o atual governo, Beber foi direto ao avaliar os impactos para o setor.
“O atual governo (Lula) tem trazido bastante insegurança jurídica para o agronegócio.”
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Colheita de soja avança mais rápido que no ano passado, aponta Imea

A colheita da safra de soja 2025/26 no Mato Grosso avançou de forma expressiva e alcançou 6,69% da área cultivada, segundo boletim divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com dados atualizados até esta quinta-feira (15).
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Na semana anterior, em 9 de janeiro, o índice de área colhida era de 1,98%, o que mostra clara aceleração dos trabalhos nas lavouras.
Já no mesmo período do ano passado, o percentual era ainda menor, de 1,41%.
O avanço mais rápido reflete condições climáticas favoráveis em grande parte do estado e o início mais antecipado das operações em regiões produtoras estratégicas.
Com informações da Safras & Mercado.
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Centro científico da Aprosoja mostra que sustentabilidade também dá lucro

A ciência aplicada ao campo deixou de ser discurso e virou número na lavoura de Mato Grosso. Com uma década de atuação, o Centro de Pesquisas Científicas (CTECNO) da Aprosoja, instalado em Campo Novo do Parecis, acumula resultados que comprovam o impacto direto da pesquisa na produtividade agrícola. Um dos exemplos mais expressivos é o salto médio da produção de soja, que com as pesquisas da Aprosoja pode produzir até 30 sacas a mais por hectar plantado, conforme os experimentos conduzidos ao longo dos anos.
O LiVRE acompanhou de perto o evento que marcou os 10 anos do CTECNO, reunindo produtores rurais, agrônomos, consultores e lideranças do setor em um dia de palestras técnicas, troca de experiências e apresentação dos principais avanços obtidos pelo centro.
Ciência no agro
Instalado em uma área de 86 hectares, o CTECNO Parecis funciona como uma estação experimental permanente, onde são realizados entre 35 e 40 experimentos por ano, muitos deles de longa duração. O foco está na avaliação de manejos de solo, rotação de culturas e sistemas produtivos capazes de aumentar a eficiência da lavoura sem abrir mão da sustentabilidade.
O centro mantém dois pesquisadores em dedicação integral, responsáveis por planejar, executar e acompanhar todos os experimentos. Entre eles está a pesquisadora Danila Facco, especialista em solos, que destaca que os ganhos observados hoje são fruto de persistência e visão de longo prazo.
“Os resultados não aparecem de um ano para o outro. Muitas práticas precisam de tempo para mostrar efeito, principalmente quando falamos de solo. O produtor que entende isso colhe benefícios maiores lá na frente”, explica.
Diferentes solos, mesma solução: técnologia
As pesquisas desenvolvidas no CTECNO avaliam diferentes tipos de solo, incluindo áreas de textura média e arenosa, comuns em Mato Grosso. Os estudos mostram que, com correções químicas adequadas, uso de plantas de cobertura e sistemas de rotação bem ajustados, é possível reduzir perdas de nutrientes e melhorar o aproveitamento do ambiente produtivo.
Entre os sistemas que mais se destacaram ao longo da década está a rotação soja-braquiária, apontada como uma das mais eficientes tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental. O modelo contribui para o aumento do carbono no solo, melhora a estrutura física da terra e ajuda no controle de pragas como nematoides.

O presidente da Aprosoja, Lucas Costa Beber, reforçou que o papel dos centros de pesquisa é transformar ciência em ferramenta prática para o produtor. “Aqui não é pesquisa de laboratório isolado. Tudo o que é testado precisa fazer sentido dentro da porteira”, afirmou.
Ao completar 10 anos, o CTECNO se consolida como uma vitrine de soluções para o agronegócio mato-grossense, mostrando que investimento em ciência, mesmo com equipes reduzidas, pode gerar ganhos reais de produtividade, sustentabilidade e segurança para quem vive da terra.
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