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3 de agosto de 2026

MaisAgro

CAT Sorriso celebra 23 anos com incentivo à sustentabilidade e práticas conservacionistas no agro

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Instituição sem fins lucrativos transforma o campo com inovação, educação ambiental e certificações globais

No dia 9 de julho, a Associação Clube Amigos da Terra – CAT Sorriso comemora 23 anos de atuação com um histórico sólido e inspirador de contribuições para o desenvolvimento sustentável do agronegócio. Atuando principalmente nos municípios do médio-norte e norte de Mato Grosso, a instituição privada e sem fins lucrativos foi criada por produtores rurais que buscam o desenvolvimento tecnológico da produção rural, em harmonia com o meio ambiente.

“O CAT Sorriso é um parceiro do campo que impulsiona o agro sustentável através da assistência técnica especializada, da educação rural e do apoio direto ao produtor”, comenta a coordenadora do CAT, Cristina Delicato, que foi uma das fundadoras da associação e está à frente da instituição desde 2017. “Com presença ativa nas propriedades e compromisso com a produção responsável, o CAT atua promovendo práticas que aliam produtividade, conservação ambiental e valorização das pessoas”, afirma.

O Clube Amigos da Terra é um articulador regional para a difusão das boas práticas agrícolas. Além dos produtores de Sorriso, atende também produtores rurais de outros 14 municípios do estado. Atualmente, 54 propriedades rurais estão certificadas ou em processo de certificação da produção de soja pela Associação Internacional de Soja Responsável (RTRS, na sigla em inglês). No total, são quase 290 mil hectares que participam da certificação internacional, por meio do incentivo e das atividades desenvolvidas pelas equipes do CAT.

Para obter o selo de certificação, a propriedade rural deve atender a 108 indicadores que comprovam o cumprimento da legislação, boas práticas agrícolas e empresariais, condições de trabalho responsáveis, relações com a comunidade e responsabilidade ambiental. A exigência é gradativa e atinge o número total de indicadores a partir do terceiro ano da certificação. O grupo Morena Agro, de Campo Novo do Parecis, é uma das propriedades rurais que têm a certificação de soja responsável pelo CAT. A produtora rural e diretora administrativa Dulce Ciochetta elogia a atuação do Clube: “É um trabalho muito sério. Essa assessoria que a gente tem do CAT é um diferencial muito grande para a nossa propriedade.”

Em 2024, os produtores rurais do CAT Sorriso responderam por 9,06% da soja certificada pelo padrão RTRS no mundo. “O trabalho do CAT Sorriso, desenvolvido em Mato Grosso, é fundamental para a expansão da certificação da soja RTRS nas propriedades. Deixando a propriedade pronta para receber a auditoria externa final, que é feita por organismos de certificação internacionais”, avalia o consultor externo da RTRS no Brasil, Cid Sanches.

Fortalecimento da agricultura familiar

Outra frente de atuação do CAT Sorriso é o fortalecimento da agricultura familiar, com ações voltadas à capacitação de produtores, assistência técnica especializada e orientação para acesso ao crédito rural. Ao longo de mais de duas décadas de trabalho, já foram atendidas 270 propriedades rurais, com foco na implantação de sistemas produtivos sustentáveis. Uma das instituições atendidas é a Associação de Pequenos Produtores Rurais do Rio Celeste (Aprocel), formada por agricultores do assentamento Jonas Pinheiro, com áreas em Sorriso e Vera. “O trabalho de consultoria, realizado pelo CAT, nos auxilia com a documentação, na parte de organização, de acesso aos créditos. Nós queremos produzir com qualidade e sustentabilidade e esse direcionamento é fundamental para isso”, argumenta o presidente da Aprocel, Lindomar Ferraz.

Dos 15 produtores rurais da região, que já conquistaram o Selo de Identificação de Origem da Agricultura Familiar, oito são do Assentamento Jonas Pinheiro. Desenvolvido pelo CAT, o selo vem acompanhado de um QR Code, que permite ao consumidor fazer a rastreabilidade do produto. Com a maior visibilidade do que sai do campo, os produtos com selo chegam com diferenciais ao mercado.

Os serviços realizados pelo CAT também atendem aos membros da Cooperativa dos Produtores de Hortifrutigranjeiro de Sorriso (Cooperriso). Os cooperados produzem diversas variedades de hortaliças, verduras e frutas, que abastecem supermercados, feiras e escolas públicas de cinco municípios da região. “Sem essa parceria com o CAT, a gente não conseguiria chegar ao patamar de produção e comercialização que temos hoje”, reconhece o presidente da Cooperriso, Ivaldino Hahn.

Conheça programas e projetos do CAT: da educação ambiental à preservação de nascentes

Agro na Escola é um programa de educação ambiental que faz parte da formação dos alunos da rede municipal de Sorriso. Ao longo dos anos levando informações para estudantes, o CAT contribui com conhecimento para mais de 160 mil crianças, que participaram de atividades educativas voltadas à preservação ambiental. Atualmente, estudantes do 4º e 5º ano fazem visitas técnicas às Vitrines Tecnológicas de Reposição Florestal, recebem cartilhas educativas com conteúdos didáticos e lúdicos sobre meio ambiente, aprendem sobre o uso consciente dos recursos naturais e as boas práticas agrícolas.

Orientados por equipes do CAT, os alunos também visitam projetos de recuperação de nascentes. Uma delas ocorre na fazenda Santana, onde já foram plantadas quatro mil mudas de árvores nativas. “Tem dois anos que os estudantes fazem esse acompanhamento. Quando eles voltam lá e veem o crescimento das árvores, eles ficam maravilhados porque cresceu muito, eles dizem: ‘olha, está maior do que eu’”, explica com entusiasmo a engenheira agrônoma e técnica de campo do CAT Sorriso, Luciana Pereira.

O projeto “Águas do Lira – Seja Amigo das Nascentes” também se destaca como uma ação transformadora promovida pelo CAT e tem foco na revitalização das nascentes da Bacia do Rio Tenente Lira, curso d’água com mais de 58 km de extensão e que já foi reconhecido como patrimônio histórico, cultural, ecológico e paisagístico de Sorriso, por uma lei municipal (Lei nº 2.179/2013).

Desde o início das atividades do projeto “Águas do Lira”, quatro nascentes já foram revitalizadas e outras quatro estão em processo de recuperação.

Apoios fundamentais para um caminho de sucesso

Durante toda a trajetória de serviços e projetos do CAT Sorriso, muitas empresas e instituições se destacam pelas parcerias realizadas, como o Ministério Público Estadual, Prefeitura Municipal de Sorriso, Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), John Deere Agro Baggio, Fix Incorporadora, entre outros.

O projeto Cultivando Vida Sustentável, co-financiado pela organização IDH e empresa Cargill, é responsável pela certificação de 54 propriedades rurais, valorizando a produção responsável da soja; promove a restauração de áreas degradadas e oferece assistência técnica para pequenos produtores da agricultura familiar.

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Agro Mato Grosso

Lucas do Rio Verde é a campeã entre as médias no Centro-Oeste I MT

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A cidade se tornou um dos casos mais bem-sucedidos de desenvolvimento econômico do país

O projeto de transformar produção agrícola em riqueza industrial deu certo em Lucas do Rio Verde. Em pouco mais de quatro décadas, a cidade mato-grossense se tornou um dos casos mais bem-sucedidos de desenvolvimento econômico do país. Não por acaso, conquistou o primeiro lugar entre as cidades de médio porte da Região Centro-Oeste no ranking de VEJA NEGÓCIOS.

A classificação leva em conta indicadores como emprego, renda, educação, saúde e gestão pública e confirma que planejamento de longo prazo, continuidade administrativa e vocação produtiva podem se traduzir em qualidade de vida e prosperidade. Desde a emancipação, em 1988, a população do município saltou de pouco mais de 5 000 habitantes para mais de 80 000.

O PIB per capita já supera os 100 000 reais anuais, cerca do dobro da média brasileira. Em ruas largas, arborizadas e planejadas, o desenvolvimento não ocorreu por acaso.

Desde os anos 2000, lideranças do agronegócio e sucessivas administrações municipais passaram a seguir um plano voltado à atração de investimentos e à industrialização da produção agrícola do entorno da cidade. O resultado foi um modelo de crescimento raro no Brasil.

Nas últimas duas décadas, Lucas do Rio Verde atraiu alguns dos maiores grupos do agronegócio nacional. A FS, uma das principais produtoras de etanol de milho do país, comprou neste ano toda a safra próximo de 1 milhão de toneladas do grão.

A beneficiadora de soja Amaggi e a processadora de proteína animal BRF mantêm no município, há mais de uma década, algumas de suas principais unidades industriais.

A localização estratégica às margens da BR-163, corredor logístico que liga o Centro-Oeste aos portos das regiões Norte e Sul, e a perspectiva de se tornar um importante entroncamento ferroviário de cargas nos próximos anos reforçam o potencial de expansão da economia local.

“O desenvolvimento de Lucas superou todas as melhores expectativas”, afirma o catarinense Osvaldo Martinello, que chegou à cidade há 37 anos e fundou a rede varejista que leva o sobrenome da família. A primeira loja, de apenas 150 metros quadrados, deu origem a um grupo com 113 pontos de venda distribuídos por 75 municípios mato-grossenses. “Chegamos com uma malinha nas costas e hoje somos uma empresa com 3 500 colaboradores. Essa trajetória só foi possível graças ao dinamismo econômico de Lucas do Rio Verde”, diz Martinello.

A força da agroindústria impulsionou também um amplo ecossistema de serviços.

“Ao longo do tempo, construímos um ciclo de crescimento acelerado, mas com equilíbrio social”, afirma o prefeito Miguel Vaz. O avanço da atividade econômica se refletiu no dinâmico mercado de trabalho local.

“Vivemos em pleno emprego desde o período pós-pandemia”, afirma o secretário municipal de Planejamento, Danilo Messias. Em 2025, considerando os municípios enquadrados na mesma faixa populacional dos critérios do Fundo de Participação dos Municípios, Lucas do Rio Verde liderou a geração de empregos no país. A boa gestão das contas públicas completa a equação. A arrecadação anual, próximo de 800 milhões de reais, supera despesas e investimentos, que giram em torno de 700 milhões.

Mais da metade do orçamento é destinada à saúde e à educação. O próximo desafio já está definido: ampliar a qualificação da mão de obra em inovação e tecnologia para atender às demandas de uma agroindústria cada vez mais sofisticada e preservar o ciclo de prosperidade que transformou Lucas do Rio Verde em uma referência nacional de desenvolvimento.

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Agro Mato Grosso

VÍDEO: homem se depara com onça-pintada durante trilha em cachoeira de MT

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O consultor de vendas Joelton Ares viveu momentos de tensão ao encontrar uma onça-pintada durante uma trilha na região da Cachoeira dos Namorados, em Vila Bela da Santíssima Trindade, a 562 km de Cuiabá, na terça-feira (28). Enquanto filmava a paisagem, ele acabou registrando o instante em que o felino surge de trás de uma pedra (assista abaixo).

Nas imagens, a onça aparece com pouca nitidez por causa da distância, da sombra e da vegetação. Mesmo assim, é possível perceber o momento em que o animal deixa o esconderijo e observa o visitante.

Joelton contou que não conseguiu filmar a onça porque a prioridade passou a ser encontrar uma forma de se proteger assim que percebeu a presença do animal.

“Quando eu vi ela saindo da pedra, eu nem filmei direito porque não pensei em filmar a onça, pensei em me defender. Tentei guardar o celular no bolso para ficar com as duas mãos livres. Quando vi o tamanho dela, a única coisa que pensei foi: ‘ferrou'”, contou.

O consultor fazia a trilha sozinho e estima que estava cerca de três quilômetros distante da moto, deixada no início do percurso. Sem outras pessoas por perto, ele disse que o medo aumentou ainda mais.

“Estava sozinho na trilha e não tinha ninguém comigo. Não sabia o que fazer”.

Joelton afirmou que se lembrou das orientações mais conhecidas para esse tipo de situação: evitar correr, não dar as costas para o animal e não avançar em direção a ele, para não provocar um ataque. Segundo ele, a onça permaneceu imóvel durante alguns segundos, apenas observando seus movimentos.

Diante da reação do animal, Joelton começou a recuar lentamente, caminhando de costas por cerca de dez metros. Quando perdeu a onça de vista, decidiu correr por um trecho da trilha para aumentar a distância.

“Quando eu não vi mais ela, corri um pouco para trás e olhava para ver se ela estava me seguindo. O medo foi muito grande. Depois, no caminho, fiquei pensando que, se ela tivesse atacado, eu estava ferrado. Não teria como brigar com uma onça daquele tamanho”, relatou.

O biólogo João Carlos Biagini explicou que a principal orientação em um encontro com uma onça-pintada é manter a calma e jamais sair correndo.

“Não corra, porque tudo que corre no mato é presa. Provavelmente, se você correr, ela vai pensar que você é uma presa e pode vir atrás”, alertou.

Segundo o especialista, outra estratégia importante é tentar parecer maior diante do animal. Caso a pessoa esteja acompanhada, o ideal é permanecer próxima dos demais para transmitir a impressão de um único corpo maior. Se houver um galho no chão, especialmente com folhas, ele recomenda segurá-lo e fazer movimentos lentos em direção ao felino, enquanto recua devagar até alcançar um local seguro.

Biagini também orienta que a pessoa mantenha a onça sempre no campo de visão e evite atitudes impulsivas. “Não adianta subir em árvore, não adianta pular no rio e não adianta correr, porque isso tudo ela faz melhor do que a gente. O importante é não correr, tentar parecer maior, fazer movimentos com um galho, se possível, e ir se afastando lentamente, sempre observando onde ela está”, explicou.

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Agro Mato Grosso

Suspeita de voo vindo da Bolívia leva à apreensão de 500 kg de maconha em fazenda de MT

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Três homens foram presos durante uma operação integrada entre forças estaduais e federais que apreendeu cerca de 500 quilos de maconha enterrados em uma fazenda Colniza, a 1.065 km de Cuiabá, nesta quarta-feira (29).

Segundo as forças de segurança, a investigação começou no último domingo (26), após informações de inteligência apontarem que duas aeronaves vindas da Bolívia teriam utilizado uma pista de pouso clandestina na fazenda para descarregar drogas.

Na primeira vistoria, os policiais não encontraram as aeronaves nem o carregamento. No entanto, abordaram dois funcionários da propriedade, de 24 e 30 anos. Na casa de um deles, foram apreendidas duas porções de maconha, uma espingarda, um celular utilizado para comunicação e outros materiais relacionados à atividade criminosa.

Durante a ação, um homem de 32 anos chegou à fazenda dirigindo uma caminhonete sem placas. Com ele, os policiais encontraram um revólver calibre .38 e munições. Como ele não possuía porte de arma, também foi preso.

As buscas continuaram e, nesta quarta-feira, os policiais retornaram ao local. Durante a ação, encontraram 12 fardos de maconha semienterrados em uma área da propriedade, totalizando aproximadamente 500 quilos da droga.

A operação foi realizada pelo Grupo Especial de Fronteira (Gefron), Polícia Militar, Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e Polícia Federal.

O material apreendido e os suspeitos foram encaminhados à Polícia Federal para as devidas providência.

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