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4 de maio de 2026

MaisAgro

CAT Sorriso celebra 23 anos com incentivo à sustentabilidade e práticas conservacionistas no agro

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Instituição sem fins lucrativos transforma o campo com inovação, educação ambiental e certificações globais

No dia 9 de julho, a Associação Clube Amigos da Terra – CAT Sorriso comemora 23 anos de atuação com um histórico sólido e inspirador de contribuições para o desenvolvimento sustentável do agronegócio. Atuando principalmente nos municípios do médio-norte e norte de Mato Grosso, a instituição privada e sem fins lucrativos foi criada por produtores rurais que buscam o desenvolvimento tecnológico da produção rural, em harmonia com o meio ambiente.

“O CAT Sorriso é um parceiro do campo que impulsiona o agro sustentável através da assistência técnica especializada, da educação rural e do apoio direto ao produtor”, comenta a coordenadora do CAT, Cristina Delicato, que foi uma das fundadoras da associação e está à frente da instituição desde 2017. “Com presença ativa nas propriedades e compromisso com a produção responsável, o CAT atua promovendo práticas que aliam produtividade, conservação ambiental e valorização das pessoas”, afirma.

O Clube Amigos da Terra é um articulador regional para a difusão das boas práticas agrícolas. Além dos produtores de Sorriso, atende também produtores rurais de outros 14 municípios do estado. Atualmente, 54 propriedades rurais estão certificadas ou em processo de certificação da produção de soja pela Associação Internacional de Soja Responsável (RTRS, na sigla em inglês). No total, são quase 290 mil hectares que participam da certificação internacional, por meio do incentivo e das atividades desenvolvidas pelas equipes do CAT.

Para obter o selo de certificação, a propriedade rural deve atender a 108 indicadores que comprovam o cumprimento da legislação, boas práticas agrícolas e empresariais, condições de trabalho responsáveis, relações com a comunidade e responsabilidade ambiental. A exigência é gradativa e atinge o número total de indicadores a partir do terceiro ano da certificação. O grupo Morena Agro, de Campo Novo do Parecis, é uma das propriedades rurais que têm a certificação de soja responsável pelo CAT. A produtora rural e diretora administrativa Dulce Ciochetta elogia a atuação do Clube: “É um trabalho muito sério. Essa assessoria que a gente tem do CAT é um diferencial muito grande para a nossa propriedade.”

Em 2024, os produtores rurais do CAT Sorriso responderam por 9,06% da soja certificada pelo padrão RTRS no mundo. “O trabalho do CAT Sorriso, desenvolvido em Mato Grosso, é fundamental para a expansão da certificação da soja RTRS nas propriedades. Deixando a propriedade pronta para receber a auditoria externa final, que é feita por organismos de certificação internacionais”, avalia o consultor externo da RTRS no Brasil, Cid Sanches.

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Fortalecimento da agricultura familiar

Outra frente de atuação do CAT Sorriso é o fortalecimento da agricultura familiar, com ações voltadas à capacitação de produtores, assistência técnica especializada e orientação para acesso ao crédito rural. Ao longo de mais de duas décadas de trabalho, já foram atendidas 270 propriedades rurais, com foco na implantação de sistemas produtivos sustentáveis. Uma das instituições atendidas é a Associação de Pequenos Produtores Rurais do Rio Celeste (Aprocel), formada por agricultores do assentamento Jonas Pinheiro, com áreas em Sorriso e Vera. “O trabalho de consultoria, realizado pelo CAT, nos auxilia com a documentação, na parte de organização, de acesso aos créditos. Nós queremos produzir com qualidade e sustentabilidade e esse direcionamento é fundamental para isso”, argumenta o presidente da Aprocel, Lindomar Ferraz.

Dos 15 produtores rurais da região, que já conquistaram o Selo de Identificação de Origem da Agricultura Familiar, oito são do Assentamento Jonas Pinheiro. Desenvolvido pelo CAT, o selo vem acompanhado de um QR Code, que permite ao consumidor fazer a rastreabilidade do produto. Com a maior visibilidade do que sai do campo, os produtos com selo chegam com diferenciais ao mercado.

Os serviços realizados pelo CAT também atendem aos membros da Cooperativa dos Produtores de Hortifrutigranjeiro de Sorriso (Cooperriso). Os cooperados produzem diversas variedades de hortaliças, verduras e frutas, que abastecem supermercados, feiras e escolas públicas de cinco municípios da região. “Sem essa parceria com o CAT, a gente não conseguiria chegar ao patamar de produção e comercialização que temos hoje”, reconhece o presidente da Cooperriso, Ivaldino Hahn.

Conheça programas e projetos do CAT: da educação ambiental à preservação de nascentes

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Agro na Escola é um programa de educação ambiental que faz parte da formação dos alunos da rede municipal de Sorriso. Ao longo dos anos levando informações para estudantes, o CAT contribui com conhecimento para mais de 160 mil crianças, que participaram de atividades educativas voltadas à preservação ambiental. Atualmente, estudantes do 4º e 5º ano fazem visitas técnicas às Vitrines Tecnológicas de Reposição Florestal, recebem cartilhas educativas com conteúdos didáticos e lúdicos sobre meio ambiente, aprendem sobre o uso consciente dos recursos naturais e as boas práticas agrícolas.

Orientados por equipes do CAT, os alunos também visitam projetos de recuperação de nascentes. Uma delas ocorre na fazenda Santana, onde já foram plantadas quatro mil mudas de árvores nativas. “Tem dois anos que os estudantes fazem esse acompanhamento. Quando eles voltam lá e veem o crescimento das árvores, eles ficam maravilhados porque cresceu muito, eles dizem: ‘olha, está maior do que eu’”, explica com entusiasmo a engenheira agrônoma e técnica de campo do CAT Sorriso, Luciana Pereira.

O projeto “Águas do Lira – Seja Amigo das Nascentes” também se destaca como uma ação transformadora promovida pelo CAT e tem foco na revitalização das nascentes da Bacia do Rio Tenente Lira, curso d’água com mais de 58 km de extensão e que já foi reconhecido como patrimônio histórico, cultural, ecológico e paisagístico de Sorriso, por uma lei municipal (Lei nº 2.179/2013).

Desde o início das atividades do projeto “Águas do Lira”, quatro nascentes já foram revitalizadas e outras quatro estão em processo de recuperação.

Apoios fundamentais para um caminho de sucesso

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Durante toda a trajetória de serviços e projetos do CAT Sorriso, muitas empresas e instituições se destacam pelas parcerias realizadas, como o Ministério Público Estadual, Prefeitura Municipal de Sorriso, Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), John Deere Agro Baggio, Fix Incorporadora, entre outros.

O projeto Cultivando Vida Sustentável, co-financiado pela organização IDH e empresa Cargill, é responsável pela certificação de 54 propriedades rurais, valorizando a produção responsável da soja; promove a restauração de áreas degradadas e oferece assistência técnica para pequenos produtores da agricultura familiar.

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Agro Mato Grosso

Veja; os diferenciais do trator M5 lançado pela Valtra na Agrishow 2026

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Confira os diferenciais do trator M5 lançado pela Valtra na Agrishow 2026

Segundo Afonso Pavan, coordenador de marca e produto, o modelo chega com novo chassi, três opções de potência e pacote focado em conforto, hidráulica e versatilidade para cana, grãos e pecuária.

Apresentado no estande da Valtra na Agrishow 2026, o M5 é o novo passo da marca no segmento que consagrou a linha BH. Em entrevista à CanaOnline, Afonso Pavan afirmou que o lançamento preserva a robustez histórica, mas evolui em projeto, ergonomia e capacidade hidráulica para operações intensivas, com atenção especial à cana-de-açúcar.

A série chega com três motorizações: 165 cv e 185 cv (quatro cilindros) e 205 cv (seis cilindros). O trator estreia chassi remodulado e frente mais robusta, inspirada na linguagem da série T, além de adotar padrões globais de identidade visual, com a identificação concentrada na plaqueta frontal. A proposta é ser um trator para diferentes operações, do transbordo na cana ao uso com implementos em grãos e pecuária.

No conforto, a cabine ficou mais ampla e teve ergonomia aprimorada, com comandos na coluna lateral. Um diferencial é a geladeira integrada, com acionamento próprio e desligamento automático ao apagar o trator. Na transmissão, o M5 mantém a robustez da família BH, mas busca mais suavidade: o câmbio é sincronizado e a troca entre faixas também pode ocorrer sob carga. Há ainda “steps” de marcha no botão (mais/menos), com atuação automática para reduzir marchas quando o esforço aumenta e retomar quando a carga alivia.

Voltado à realidade da cana, o M5 evolui em hidráulica, com mais capacidade de levante e maior vazão que o BH: segundo Pavan, são 205 litros, destaque na categoria. Para usinas, pode sair de fábrica com preparação de frenagem e freio auxiliar, aumentando a segurança com carretas e implementos. Na cabine, há opção de piloto automático e tomadas elétricas dedicadas, com proteção por fusíveis e relés. Lançado na Agrishow 2026, o M5 já está à venda na rede Valtra, com versões definidas para o mercado brasileiro.

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C/canaonline

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Agro Mato Grosso

Desenrola 2.0: Produtor rural MT entra no programa pela primeira vez

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Programa fica aberto por 90 dias e cobre dívidas de famílias, estudantes, pequenas empresas e assentados da reforma agrária

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta segunda-feira o Novo Desenrola Brasil, nova edição do programa federal de renegociação de dívidas. A iniciativa oferece juros de até 1,99% ao mês, descontos de até 90% sobre o valor total devido e possibilidade de usar o FGTS para quitar débitos. Uma das principais novidades é a inclusão do produtor rural e de famílias assentadas pelo programa de reforma agrária,público que não integrava o Desenrola original.

O programa funciona por 90 dias e se divide em quatro categorias:
  • Desenrola Famílias — para quem tem renda de até cinco salários mínimos
  • Desenrola Fies — para estudantes do ensino superior com financiamento estudantil
  • Desenrola Empreendedor — para micro e pequenas empresas
  • Desenrola Rural — para pequenos produtores rurais e assentados da reforma agrária

O foco recai sobre dívidas de cartão de crédito, cheque especial, Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e crédito rural.

A inclusão do setor rural representa a principal inovação do Desenrola 2.0. Pelo Desenrola Rural, pequenos agricultores e famílias assentadas podem renegociar dívidas com prazo estendido até dezembro. O governo ampliou o limite de adesão especificamente para esse público, que historicamente enfrenta dificuldades de acesso a programas de crédito urbano.

Famílias podem parcelar em até quatro anos

Para o público geral, o Desenrola Famílias garante descontos entre 30% e 90% do valor devido, com parcelamento em até 48 meses e prazo de 35 dias para o pagamento da primeira parcela. Famílias com renda mensal de até R$ 8.105 ainda podem liberar até 20% do saldo do FGTS para abater as dívidas.

Quem tem dívidas do Fies vencidas há mais de 90 dias pode negociar descontos entre 12% e 99% sobre juros e multas. O valor principal pode ser parcelado em até 150 vezes.

Para micro e pequenas empresas, o programa ampliou prazos e limites. A carência de pagamento sobe de 12 para 24 meses, o prazo máximo passa de 72 para 96 meses e a tolerância no atraso vai de 14 para 90 dias. O teto de crédito sobe para R$ 180 mil (ante R$ 130 mil) para empresas com faturamento anual de até R$ 360 mil, e para R$ 500 mil (ante R$ 250 mil) para CNPJs com faturamento de até R$ 4,8 milhões.

Recursos vêm do FGO e de valores esquecidos nos bancos

O programa acessa o Fundo de Garantia de Operações (FGO), que já conta com R$ 2 bilhões disponíveis e pode receber um aporte adicional de até R$ 5 bilhões. O governo também prevê uso de recursos do SVR (Sistema de Valores a Receber), que reúne dinheiro esquecido em instituições financeiras.

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O Novo Desenrola também altera as regras do crédito consignado do INSS e do servidor público. As duas modalidades deixam de vincular o cartão ao empréstimo. Para aposentados e pensionistas do INSS, o prazo das operações sobe de 96 para 108 meses, a carência chega a 90 dias e a margem de comprometimento de renda cai de 45% para 40%.

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Agro Mato Grosso

Pecuária de MT lucra com a venda de pênis bovino para a Ásia

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Na exportação de carne, Estado se destaca também pela comercialização de subprodutos. Como o vergalho

Enquanto os cortes nobres seguem como protagonistas nas exportações de carne bovina brasileira, outros produtos vêm ganhando relevância estratégica no comércio internacional.

Nos últimos anos, Mato Grosso tem se destacado não apenas na venda de carne bovina, mas também na comercialização de subprodutos.

Como o pênis bovino, conhecido como vergalho, destinado, principalmente, ao mercado asiático.

A ampliação desse tipo de comércio contribui para o melhor aproveitamento do animal e para o aumento da rentabilidade da cadeia produtiva da pecuária.

Além da venda no mercado interno, com preço médio de R$ 21 o quilo, o vergalho bovino tem entre os principais destinos internacionais Hong Kong, onde o valor da tonelada pode chegar a US$ 6 mil.

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O produto é exportado na forma in natura, seguindo rigorosos protocolos sanitários.

“A comercialização do vergalho in natura é contínua, com volume médio mensal entre quatro e cinco toneladas”, afirma o gerente de marketing da SulBeef, Alan Gutierrez, uma das indústrias mato-grossenses autorizadas a exportar esse subproduto.

Segundo ele, a regularidade das vendas demonstra a existência de um mercado consolidado para esse tipo de produto.

Na culinária asiática, especialmente em países e regiões com forte tradição no consumo integral do animal, o vergalho é utilizado em preparações cozidas, ensopadas e pratos típicos, sendo valorizado pela textura e pela capacidade de absorver temperos e caldos.

Essa característica cultural sustenta uma demanda estável por subprodutos bovinos, como miúdos e partes menos convencionais para o paladar ocidental, ampliando as oportunidades comerciais para países exportadores.

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Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, esse tipo de mercado evidencia a força e a competitividade da pecuária mato-grossense.

“Mato Grosso tem uma pecuária robusta, eficiente e cada vez mais alinhada às exigências internacionais. A capacidade de acessar diferentes mercados, inclusive para subprodutos, mostra o nível de organização da cadeia produtiva e o potencial do estado em agregar valor em todas as etapas”.

“Quando ampliamos o portfólio e atendemos mercados com diferentes perfis de consumo, fortalecemos a economia, reduzimos riscos e aumentamos a competitividade da carne produzida em Mato Grosso no cenário global”, diz o diretor de Projetos do Imac.

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Agro MT