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4 de maio de 2026

Sustentabilidade

Milho: área colhida alcançou 10,2% do total estimado em MS – MAIS SOJA

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De acordo com informações do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS, até o dia 4 de julho, a área colhida de milho no Estado, alcançou 10,2% do total estimado.

A região centro está com a colheita mais avançada, com média de 12,5%, enquanto a região sul está com 10,8% e a região norte com 1,67% de média. A área colhida até o momento, conforme estimativa do Projeto SIGA-MS, é de aproximadamente 214 mil hectares.

A colheita iniciou no final de maio, com expectativa de que se estenda até a última semana de agosto. Contudo, o pico da colheita deve ocorrer no mês de julho.

De acordo com o coordenador técnico da Aprosoja/MS, o Gabriel Balta,  o atraso na colheita do milho no Estado é motivado por dois fatores principais: a umidade elevada dos grãos e a escassez de caminhões para o transporte.

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“Normalmente, o produtor evita os custos com a secagem artificial, preferindo deixar o milho secar naturalmente na lavoura. Como é uma cultura que tolera mais tempo no campo, não há tanta pressa para colher, especialmente quando os preços pagos pelo grão estão desfavoráveis”.

Ainda de acordo com Gabriel, a falta de caminhões tem sido mais evidente na região central do estado. “É um problema pontual e temporário, que deve ser normalizado em breve. O pico da colheita geralmente ocorre a partir de julho, então a tendência é que a situação se estabilize nas próximas semanas”.

Em Chapadão do Sul, umidade dos grãos deve fazer com que a colheita inicie mais tarde em algumas propriedades, como é o caso do que tem ocorrido com o produtor rural e diretor da Aprosoja/MS, Pompílio Silva.

 “O que ocorreu aqui no Chapadão, é que a gente teve um certo atraso no plantio da soja, ainda em 2024. Normalmente, o plantio começa no início de outubro, entre dia 1º e dia 10 de outubro, mas  a gente entrou entre dia 15 a dia 20 de outubro. Então, isso aí, automaticamente, já deu uns 10 dias, mais ou menos, de atraso,  que impactou, no final, na colheita da soja. Então,  a maioria do milho plantado na região do Chapadão do Sul, aqui na nossa região aqui, foi entre a data do dia 10, até o dia 25 de fevereiro.  Sendo que sempre a gente já tinha áreas já plantadas em janeiro, né? Muito pouco produtor conseguiu plantar em janeiro, e isso está impactando agora no inicío da colheita”.

Dados econômicos 

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De acordo com o analista de Economia da Aprosoja/MS, Mateus Fernandes, com o aumento de milho no mercado, os preços do grão estão sofrendo grande pressão, fazendo com que os preços caiam, devido a lei da oferta e demanda. “Ao analisarmos o mercado como um todo, o dólar tem diminuído também, o que interfere diretamente no preço do milho. Mas na comparação com o ano passado, as condições mercadológicas atualmente estão melhores.  Com o avanço da colheita, existem outros pontos que precisam ser levados em conta, como o custo logístico e a armazenagem. O déficit de armazenagem pode ser um fator crucial para determinar as margens de lucro dos produtores, visto que a expectativa para o preço do milho no futuro é de aumento no preço e os produtores que conseguirem armazenar poderão se beneficiar com momentos melhores, onde os preços estejam mais vantajosos”.

Previsão do Tempo

 A meteorologia  indica tempo firme, com predomínio de sol e variação de nebulosidade. Essa condição está associada à atuação de um sistema de alta pressão atmosférica, que inibe a formação de nuvens e a ocorrência de chuvas, mantendo o tempo estável em todo o estado. Nos próximos 10 dias, não há indicativos de chuva significativa sobre o estado.

Fonte: Crislaine Oliveira/ Aprosoja MS



 

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FONTE

Autor:Crislaine Oliveira/Aprosoja MS

Site: Aprosoja MS

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Sustentabilidade

Geada pode trazer danos irreversíveis ao trigo – MAIS SOJA

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O trigo é uma cultura estratégica nos sistemas de produção de grãos, especialmente em ambientes com condições edafoclimáticas favoráveis. Frequentemente cultivado em sucessão à soja, contribui para a rotação de culturas, promovendo maior uso da área, quebra do ciclo de pragas e patógenos e viabilizando práticas como a adubação de sistema.

No entanto, sua produtividade é fortemente influenciada por fatores edafoclimáticos, bióticos e abióticos, com destaque para as condições climáticas. Por se tratar de uma cultura de inverno, a ocorrência de geadas figura entre os principais fatores limitantes, sobretudo em fases sensíveis do desenvolvimento. A partir do estádio de alongamento, geadas podem causar sintomas como queima de folhas e estrangulamento do colmo, decorrente do rompimento das paredes celulares nos pontos de crescimento dos entrenós. Já durante o espigamento e o florescimento, os danos tendem a ser mais severos, resultando na redução do número de grãos por espigueta e, consequentemente, por espiga (Scheeren et al., 2000).


Veja mais: Adubação de sistema e manejo do nitrogênio em trigo


Figura 1. Danos decorrentes de geadas em plantas de trigo. Colmo com “estrangulamento”.
Foto: Coagril

Após a ocorrência da geada, dependendo do estádio em que o evento afeta as plantas, sintomas como danos as espigas também podem ser observados. No geral, espigas afetadas pela geada durante o fase de espigamento soltam facilmente da planta, além de apresentar aspecto esbranquiçado (Antunes, 2020).

Figura 2. Sintomas da ocorrência de geada em espigas trigo.
Foto: Embrapa Trigo
Período sensível

De acordo com Silva et al. (2008), o período do espigamento é a fase mais sensível do trigo a ocorrência de geadas, e período em que, maiores danos em decorrência desse evento são observados no trigo. Durante as fases iniciais de desenvolvimento do trigo, mesmo que ocorram geadas intensas capazes de causar a morte de algumas plantas, o rendimento da lavoura tende a não ser significativamente afetado. Isso se deve à elevada capacidade de compensação das plantas jovens, por meio da emissão e desenvolvimento de afilhos, que contribuem para a manutenção do estande e do potencial produtivo. (Antunes, 2020).

Estratégia de manejo

A principal estratégia para mitigar os efeitos da geada em trigo é posicionar adequadamente as cultivares quanto a época de semeadura com base nas orientações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC). Baseado em séries históricas de clima, modelagem e simulação de riscos, o ZARC permite identificar os períodos de semeadura em que há menor chance de frustração de safra devido a eventos climáticos extremos (Antunes, 2020). O ZARC é atualizado anualmente, sendo possível acessar, por meio do aplicativo ZARC – Plantio Certo. Clique aqui para acessar o ZARC – Plantio Certo e confira a melhor época de semeadura do trigo para sua região de cultivo.

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Referências:

ANTUNES, J. M. NOTÍCIAS: PLANEJAMENTO PODE EVITAR PERDAS POR GEADA NO TRIGO. Embrapa, 2020. Disponível em: < https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/53614175/planejamento-pode-evitar-perdas-por-geada-no-trigo >, acesso em: 04/05/2026.

SCHEEREN, P. L. et al. EFEITO DO FRIO EM TRIGO. Embrapa, Comunicado Técnico, n. 57, 2000. Disponível em: < http://www.cnpt.embrapa.br/biblio/p_co57.htm >, acesso em: 04/05/2026.

SILVA, E. P. et al. FATORES ABIÓTICOS ENVOLVIDOS NA TOLERÂNCIA DE TRIGO À GEADA. Pesq. agropec. Bras., 2008. Disponível em: < https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/824305/1/43n10a02.pdf >, acesso em: 04/05/2026.

Foto de capa: Aldemir Pasinato.

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Sustentabilidade

Brasil deve colher 3,86 milhões de toneladas de algodão na safra 2025/26, projeta StoneX – MAIS SOJA

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A StoneX, empresa global de serviços financeiros, revisou para cima sua estimativa para a safra brasileira de algodão 2025/26, elevando a produção total para 3,86 milhões de toneladas. O ajuste é sustentado pelo bom desempenho climático nas principais regiões produtoras, especialmente Bahia e Mato Grosso.

Na Bahia, os elevados volumes de chuva impulsionaram novas revisões positivas de produtividade. Mesmo com redução de área plantada, o estado caminha para registrar a segunda maior safra de sua história. Já no Mato Grosso, as condições climáticas também favoreceram o desenvolvimento das lavouras, levando a uma produtividade estimada em 1,88 tonelada por hectare e uma produção de 2,7 milhões de toneladas de pluma.

“As condições climáticas têm sido determinantes para o desempenho da safra até aqui, com destaque para Bahia e Mato Grosso, onde observamos ganhos relevantes de produtividade”, realça o analista de Inteligência de Mercado, Raphael Bulascoschi. Ainda assim, completa, o resultado final dependerá da manutenção de um clima favorável nas próximas semanas, sobretudo em regiões do sul e oeste mato-grossense.

Apesar do avanço na produção, o balanço de oferta e demanda permanece inalterado. A StoneX manteve suas projeções de consumo e exportação, com embarques estimados em 3,1 milhões de toneladas, número considerado confortável para a temporada, embora ainda haja incertezas, especialmente no segundo semestre.

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“O volume de exportações projetado segue robusto, mas o mercado ainda deve acompanhar com cautela o comportamento da demanda ao longo do ano, principalmente na segunda metade da safra”, conclui Bulascoschi.

Sobre a StoneX

A StoneX é uma empresa global e centenária de serviços financeiros customizados, com presença em mais de 80 escritórios pelo mundo, conectando mais de 480 mil clientes em 180 países. No Brasil, atua em estratégias de gestão de riscos, banco de câmbio, inteligência de mercado, corretagem, mercado de capitais de dívida, fusões e aquisições, investimentos, trading e consultoria de soluções sustentáveis.

Mais informações clique aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa StoneX


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Sustentabilidade

Condições climáticas favorecem desenvolvimento da soja na maior parte do país – MAIS SOJA

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O monitoramento agrícola dos cultivos de verão aponta condições favoráveis para o desenvolvimento da soja na maior parte das regiões produtoras do país. Os dados estão reunidos no último Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na sexta-feira (24). O documento avalia as condições meteorológicas e o índice de vegetação (IV) das principais lavouras brasileiras no período entre 01 e 21 de abril.

Segundo o Boletim, os maiores volumes de chuva da temporada foram registrados na região Norte e na faixa norte da região Nordeste, incluindo também o leste do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Com a elevação da umidade do solo nessas áreas, o desenvolvimento das lavouras de grãos foi favorecido.

No Norte, os maiores acumulados foram verificados no Pará, no leste do Amazonas e no Amapá. Se por um lado o regime hídrico atrasou a colheita da soja no Pará e do arroz no Tocantins, por outro, a segunda safra de milho foi beneficiada. Já no interior do Nordeste, a redução das chuvas, típica do período, interferiu no desenvolvimento de alguns cultivos na Bahia, no Piauí e no Sertão de Pernambuco. Apesar do déficit hídrico localizado, as condições gerais da região foram favoráveis.

A umidade do solo também se manteve suficiente no Centro-Oeste e no Sudeste, embora tenha sido observada redução no armazenamento hídrico no final do período analisado. Na maior região produtora de grãos no país, os índices pluviométricos mais elevados foram verificados em Mato Grosso, contribuindo para o milho segunda safra. Entretanto, o documento aponta diminuição na reserva hídrica do solo em áreas de Mato Grosso do Sul e Goiás, também constatada na região Sudeste, nos estados de Minas Gerais e de São Paulo, o que pode afetar o desenvolvimento do cereal.

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No Sul, com a irregularidade na distribuição das chuvas, o alerta foi para o Paraná, que teve restrição hídrica especialmente na porção norte. O período curto de chuvas intensas ainda impactou a colheita da soja e do arroz no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Apesar da dinâmica, no estado gaúcho o IV da safra atual foi superior ao das anteriores.

O panorama da evolução do IV aponta, de forma geral, um bom desenvolvimento das lavouras, com valores próximos aos das safras antecedentes de soja e milho. Além desses cultivos, o Boletim também apresenta o progresso dos plantios de algodão e arroz nos principais estados produtores.

BMA – Produzido em parceria entre a Conab, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam), o Boletim tem como objetivo divulgar informações sobre as condições agrometeorológicas e sobre o monitoramento  das lavouras, avaliado por meio de imagens de satélite e dados de campo. As informações são disponibilizadas periodicamente, considerando ainda a diversidade de cultivos e de manejo em diferentes regiões do território nacional.

As informações completas sobre regime de chuvas e índice de vegetação das safras de verão estão disponíveis na edição de abril do Boletim de Monitoramento Agrícola.

Fonte: Conab

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FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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