Agro Mato Grosso
Governo cria nova classificação de manejo agrícola

Sistema ZarcNM permitirá ranqueamento técnico das áreas de cultivo
O Ministério da Agricultura (Mapa) editou a Instrução Normativa SPA/Mapa nº 2/2025. A norma estabelece os critérios para classificar áreas de produção agropecuária em quatro Níveis de Manejo (NM) no âmbito do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). A medida visa quantificar tecnicamente o grau de adoção de boas práticas agrícolas em cada talhão cultivado, começando pela cultura da soja.
O novo sistema, chamado ZarcNM, baseia-se em metodologia desenvolvida pela Embrapa. Ele considera múltiplos indicadores de manejo, como saturação de bases, teor de cálcio, saturação por alumínio, tempo sem revolvimento do solo, cobertura com palhada e diversidade de cultivos.
A classificação resultante serve como subsídio para a formulação de políticas públicas, avaliação de riscos e estratégias do setor privado.
A norma prevê que os dados sejam processados e validados no Sistema de Informações de Níveis de Manejo (SINM), uma plataforma digital operada por entidades credenciadas. Esses agentes serão responsáveis por registrar e enviar informações coletadas por sensoriamento remoto, geoprocessamento e análises laboratoriais do solo.
Quatro níveis de manejo
Cada talhão será classificado em um dos quatro níveis. A classificação depende da média dos indicadores técnicos, mas pode ser rebaixada automaticamente se determinadas condições não forem atendidas.
Por exemplo, a repetição de cultivos de soja em sucessão ou ausência de plantio em contorno em áreas inclinadas limita o nível ao mais baixo (NM1). Já o uso diversificado de espécies vegetais e manutenção de cobertura do solo por mais de 90% no pré-plantio podem elevar o ranqueamento para NM4.
A pontuação média dos indicadores segue a seguinte escala:
- NM1: até 1,75 pontos
- NM2: entre 1,75 e 2,75
- NM3: entre 2,75 e 3,5
- NM4: acima de 3,5
Procedimentos de validação
Para que a classificação seja validada, todos os dados devem estar completos e registrados no SINM. As análises do solo devem ser feitas por laboratórios aprovados em programas oficiais de proficiência. A validade das análises químicas é de 24 meses, enquanto as físicas duram até 10 anos. A geolocalização precisa e a rastreabilidade das amostras são obrigatórias.
A coleta dos dados de manejo ocorre em três frentes: (a) informações fornecidas pelo produtor sobre o histórico do talhão; (b) sensoriamento remoto e geoprocessamento da área; e (c) análises físicas e químicas do solo.
Cada agente de dados, como laboratórios ou empresas de geoprocessamento, precisa ter CNPJ ativo e corpo técnico qualificado.
Primeira aplicação: soja
O anexo da Instrução Normativa detalha a aplicação inicial para a cultura da soja, voltada à produção de grãos. Os parâmetros poderão ser expandidos para outras culturas por meio de novos anexos. A Embrapa será responsável por desenvolver e validar as metodologias futuras.
Entre os indicadores para a soja estão:
- Saturação por bases (V%) entre 0 e 20 cm de profundidade
- Teor de cálcio entre 20 e 40 cm
- Saturação por alumínio (m%)
- Tempo sem revolvimento do solo
- Percentual de cobertura com palhada
- Diversidade de cultivos nos últimos três anos
O não atendimento a determinados critérios implica rebaixamento automático do nível, mesmo que a média ponderada indique categoria superior.
Conexão com o crédito rural
A nova classificação poderá influenciar o acesso a programas como o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e o crédito rural do Plano Safra. Segundo a norma, o Mapa e a Embrapa decidirão, em conjunto, como aplicar os dados nas políticas públicas. A fiscalização dos dados inseridos também está prevista e poderá levar a sanções em caso de fraudes.
A plataforma SINM exige que todos os dados utilizados na classificação sejam auditáveis. Cada amostra de solo precisa de identificação única, coordenadas geográficas e metadados como data de coleta e camada de solo analisada. A rastreabilidade será feita por QR codes e sistemas digitais integrados.
Prazos e validações
A classificação é válida apenas para o cultivo e safra avaliados. Novas medições serão exigidas em ciclos posteriores. As análises químicas podem ser renovadas antes do prazo, caso ocorram mudanças no manejo, adubação ou correção do solo.
O uso da classificação como critério para acesso a benefícios dependerá de regulamentações complementares. A publicação de novos parâmetros para outras culturas será feita por ato do Secretário de Política Agrícola, após proposta técnica da Embrapa.
Agro Mato Grosso
MT é o único estado brasileiro onde homens são maioria entre solteiros

Impulsionado pela força do agronegócio e pela migração de trabalhadores de várias regiões do país, Mato Grosso registra 102,5 solteiros para cada 100 solteiras, segundo o Censo 2022.
Mato Grosso ocupa uma posição única no mapa demográfico brasileiro. Segundo dados do Censo 2022, é o único estado do país onde há mais homens solteiros do que mulheres solteiras: são 102,5 solteiros para cada 100 solteiras.
A explicação passa pela forte expansão do agronegócio. O estado atrai trabalhadores de diferentes partes do Brasil para atuar nas lavouras de soja, milho e algodão, gerando uma migração predominantemente masculina em busca de oportunidades profissionais.
Migração e trabalho no campo
Nas fazendas mato-grossenses, histórias parecidas ajudam a explicar os números. Muitos trabalhadores deixam suas cidades de origem ainda jovens para buscar crescimento profissional.
É o caso de Alan Augusto da Silva Weinch, de 20 anos, operador de máquinas agrícolas. Natural de Novo Machado (RS), ele deixou a casa dos pais para trabalhar no estado.
“Foi preciso coragem, né? Bastante coragem. Se não tem coragem, não vem não”, contou.
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Mato Grosso é o único estado do Brasil onde homens solteiros são maioria, aponta IBGE — Foto: Reprodução/TV Globo
Casamento ficou para depois
A trajetória dos trabalhadores do campo acompanha uma tendência observada em todo o país: os brasileiros estão se casando mais tarde.
Segundo dados do IBGE citados na reportagem, as mulheres se casam, em média, aos 29 anos, enquanto os homens chegam ao casamento aos 31.
Nesse cenário, a prioridade costuma ser a construção da carreira, da estabilidade financeira e dos projetos pessoais antes da formação de uma união.
Willian Balen, técnico em agropecuária vindo de Santa Catarina, também priorizou a carreira. Aos 27 anos, ele afirma que a meta de formar uma família ficou para mais tarde.
“Meu foco principal é o agro, o trabalho”, disse. “Minha meta é ter um casamento a partir dos 30 anos.”
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Mato Grosso é o único estado do Brasil onde homens solteiros são maioria, aponta IBGE — Foto: Reprodução/TV Globo
Entre a liberdade e a solidão
Para muitos dos trabalhadores que vivem longe da família, a solteirice é marcada por sentimentos contraditórios.
Ao ser questionado sobre as vantagens de não estar em um relacionamento, Willian citou a autonomia: “Sai a hora que quer, volta a hora que quer e não depende de ninguém”.
Mas ele também reconhece o lado mais difícil da rotina. “A desvantagem é um pouco a solidão, né? Que ela bate.”
Já Erisom Marinho de Barros, operador de máquina agrícola que deixou Alagoas para trabalhar em Mato Grosso, afirma que a busca por melhores condições de vida teve um custo emocional.
“Abri mão de muita coisa”, disse. “De estar perto da minha família, da minha filha, para estar em busca da realização dos sonhos.”
Mesmo assim, ele não desistiu da vida amorosa. No ritmo das safras, acredita que os relacionamentos podem surgir nos períodos de entressafra, quando há mais tempo para sair e conhecer pessoas.
Retrato raro no país
O caso de Mato Grosso chama atenção porque vai na contramão da realidade nacional. A população brasileira tem mais mulheres do que homens, resultado de uma mortalidade masculina mais elevada ao longo da vida, segundo especialistas ouvidos pelo programa.
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O novo retrato dos solteiros no Brasil — Foto: Reprodução/TV Globo
Agro Mato Grosso
Por que Cuiabá ficou mais quente? Estudo aponta perda de árvores, antigas obras do VLT

Área desmatada corresponde a cerca de 2,5 vezes a extensão da atual zona urbana da capital.
Entre 1988 e 2017, Cuiabá perdeu 55.763 hectares de vegetação nativa, o equivalente a 17% da cobertura vegetal do município. Segundo um estudo do Instituto Centro de Vida (ICV), a área desmatada corresponde a cerca de 2,5 vezes a extensão da atual zona urbana da capital.
O levantamento aponta que a expansão urbana e grandes obras de infraestrutura, como a antiga tentativa de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), estão entre os principais fatores que contribuíram para a redução das áreas verdes.
Para a professora do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Flávia Maria de Moura Santos, a retirada de árvores em cidades de clima quente, como Cuiabá, agrava diretamente o calor e reduz a qualidade de vida da população. Segundo ela, a vegetação tem papel essencial na regulação da temperatura por meio do sombreamento e da evapotranspiração, processo em que as plantas liberam umidade para a atmosfera.
“A vegetação contribui de forma direta para a redução da temperatura do ar. Primeiro pelo sombreamento e também por meio da evapotranspiração, que ajuda a aumentar a umidade e torna o clima menos seco”, afirmou.
A pesquisadora explicou que a substituição da vegetação por asfalto e concreto altera o comportamento térmico da cidade. Esses materiais absorvem mais calor ao longo do dia e o devolvem para a atmosfera, aumentando a temperatura do ambiente. Segundo ela, o problema é agravado pelo aumento da circulação de veículos, favorecendo a formação das chamadas ilhas de calor.
“Esses materiais absorvem muito calor, armazenam essa energia e a devolvem para a atmosfera, aquecendo o ambiente ao redor […] Essa substituição da cobertura vegetal por pavimentos impermeáveis intensifica a ilha de calor. Lugares com mais concreto e asfalto tendem a registrar temperaturas mais altas”, explicou.
O coordenador do Núcleo de Inteligência Territorial do Instituto Centro de Vida (ICV), Vinícius Silgueiro, afirma que a perda de vegetação em Cuiabá tem se intensificado nas últimas décadas em razão da expansão urbana e das obras de infraestrutura. Segundo ele, o estudo publicado pelo instituto em 2019 identificou que, entre 1988 e 2017, o município perdeu 55 mil hectares de vegetação nativa, o equivalente a 17% da cobertura vegetal do território.
“Na época, também analisamos o impacto da retirada de cerca de 2.500 árvores para as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), projeto da Copa do Mundo de 2014 que nunca foi concluído”, afirmou.
Silgueiro destaca ainda que uma nova análise, focada apenas na área urbana de Cuiabá, mostra que a cidade perdeu 7.211 hectares de vegetação nativa entre 1985 e 2024.
“Isso significa que, em 40 anos, Cuiabá perdeu 52% das áreas verdes da sua zona urbana, principalmente em decorrência de novos loteamentos e obras de infraestrutura”, disse.
🌳 Exemplos da perda de vegetação
Ao analisar imagens de satélite e a expansão urbana, os pesquisadores identificaram diferentes situações que contribuíram para a redução da cobertura vegetal em Cuiabá.
- Implantação do VLT
Cerca de 2,5 mil árvores foram retiradas ao longo do trajeto previsto para a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Cuiabá e Várzea Grande. As obras do modal foram interrompidas e, posteriormente, substituídas pelo projeto do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT).
Em nota, o Consórcio Integra BRT informou que atua apenas como executor da obra e afirmou que informações sobre o cronograma, as medidas de compensação ambiental e outros detalhes do empreendimento devem ser prestadas pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), responsável pelo contrato.
Já a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) informou que o licenciamento ambiental autorizou a retirada de árvores apenas nas áreas necessárias para a execução das obras. Segundo a pasta, a compensação ambiental prevê a reposição florestal das espécies suprimidas, com replantio previsto para ocorrer durante a implantação do parque linear, entre o 10º e o 20º mês do cronograma da obra.
O Horto Florestal de Cuiabá informou que não há registros de recebimento de árvores doadas pelo Consórcio VLT após a retirada da vegetação, em 2014. De acordo com a instituição, a remoção, a destinação e o eventual replantio das árvores eram de responsabilidade do consórcio, conforme estabelecido no processo de licenciamento ambiental.l replantio da vegetação eram de responsabilidade do consórcio, conforme previsto no licenciamento ambiental.
- Avenida Professora Edna Affi (Avenida das Torres)
A abertura da via impulsionou a expansão urbana da região, com a substituição de áreas de vegetação nativa por loteamentos, condomínios e novos empreendimentos.
- Margens do Rio Cuiabá
O estudo identificou redução da vegetação ciliar devido ao avanço da ocupação urbana e de construções em Áreas de Preservação Permanente (APPs), comprometendo a proteção do rio.
- Região do bairro Porto
Imagens comparativas mostram que áreas verdes foram substituídas pela urbanização ao longo dos anos, reduzindo a cobertura vegetal.
- Expansão de loteamentos e novos bairros
A abertura de áreas para ocupação urbana é apontada como uma das principais causas da supressão da vegetação nativa em diferentes regiões da capital.
🌳 Reflorestamento
Para minimizar os impactos, Flávia defende o incentivo ao plantio de árvores, mas ressalta que a reposição da vegetação deve ocorrer com planejamento. Segundo a pesquisadora, a escolha das espécies é determinante para garantir benefícios ambientais. Ela alerta que, sem políticas de arborização e preservação da cobertura vegetal, Cuiabá tende a registrar temperaturas cada vez mais elevadas, impulsionadas pelo crescimento urbano e pelo aumento da frota de veículos.
“Não basta plantar qualquer árvore. Algumas espécies, como as palmeiras, têm valor paisagístico, mas oferecem pouca sombra e pouca contribuição para a redução da temperatura. É preciso escolher espécies adequadas para cada local”, explicou.
🌳 Iniciativas
Para auxiliar nesse processo, o Governo de Mato Grosso lançou o Guia para Identificação de Espécies Arbóreas Produtoras de Madeira. O material foi elaborado para auxiliar empresas do setor florestal e profissionais do manejo na identificação correta das principais espécies comercializadas no estado.
O guia reúne informações botânicas, fotografias e características morfológicas e anatômicas da madeira para reduzir erros de identificação e aumentar a segurança na comercialização dos produtos florestais.
O material foi desenvolvido a partir de coletas realizadas em áreas de manejo florestal de 10 municípios mato-grossenses. Ao todo, os pesquisadores analisaram 433 árvores, associando nomes populares e científicos das espécies, além de registrar amostras de folhas, madeira e estruturas vegetais que serviram de base para a publicação.
A obra reúne informações sobre 51 espécies de maior importância para o mercado madeireiro de Mato Grosso e apresenta critérios para o reconhecimento das árvores durante os inventários florestais e nos pátios de madeira, além de orientar a identificação de grupos de espécies com características semelhantes.
Rua Baltazar Navarro: antes e depois
Um vídeo divulgado nas redes sociais em maio deste ano, mostra o antes e depois da Rua Baltazar Navarro, no bairro Bandeirantes, em Cuiabá, após a retirada de árvores no local em um intervalo de um ano. O vídeo repercutiu e gerou um debate sobre arborização urbana na capital.
Na época, a Prefeitura de Cuiabá emitiu uma nota informando que a retirada de cinco árvores da espécie figueira (Ficus benjamina), localizadas em um imóvel da rua, foi autorizada pela Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb). Segundo o município, a autorização prevê o replantio imediato de cinco árvores nativas no mesmo terreno, como medida compensatória prevista na legislação ambiental.
“A autorização para retirada das árvores foi emitida após avaliação técnica que identificou risco potencial à segurança da população e à infraestrutura urbana. Conforme o laudo, os exemplares apresentavam porte elevado, raízes expostas e avançado estado de senescência, além da presença de cupins e apodrecimento do caule, fatores que comprometem a estabilidade estrutural das árvores e aumentam o risco de queda”, diz trecho da nota.
Em nota, o Governo de Mato Grosso afirmou na época que a retirada foi realizada com autorização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano de Cuiabá.
Agro Mato Grosso
MT amplia consumo interno de milho e reduz dependência das exportações

Uma safra recorde de milho não significa, necessariamente, que haverá excesso de oferta em Mato Grosso. O crescimento das usinas de etanol e o aumento do consumo interno têm feito uma parcela cada vez maior da produção permanecer no próprio estado, reduzindo a dependência das exportações.
De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a demanda pela safra 2024/25 foi revisada para 54,98 milhões de toneladas em agosto, alta de 0,85% em relação à estimativa anterior. O principal fator para a revisão foi o aumento da moagem nas usinas de etanol, que ampliou o consumo de milho dentro do estado.
Com maior volume sendo absorvido pelo mercado estadual, a projeção de estoques finais da safra foi reduzida para 974,03 mil toneladas, queda de 32,14% em relação ao levantamento anterior.
A tendência deve ganhar força na safra 2025/26. A estimativa aponta consumo interno de 22,10 milhões de toneladas, aumento de 9,12% em relação ao ciclo anterior. O avanço é atribuído principalmente à expansão da capacidade das usinas de etanol produzido a partir do milho.
A demanda também deve crescer fora de Mato Grosso. A menor produção projetada em outros estados contribuiu para elevar a estimativa de consumo interestadual para 11 milhões de toneladas, alta de 6,18% na comparação com a safra anterior.
Exportações perdem espaço
Com o avanço do consumo interno, as exportações devem representar uma parcela menor da produção mato-grossense. Para a safra 2025/26, o Imea estima que Mato Grosso deverá embarcar 24,10 milhões de toneladas de milho para o mercado internacional, redução de 1,09% em relação ao ciclo anterior.
A queda, segundo o cenário projetado, não está relacionada à falta de produção, mas ao aumento da quantidade de milho destinada ao mercado brasileiro.
Mesmo com a maior absorção interna, a projeção de estoques finais para a próxima safra é de 1,17 milhão de toneladas, crescimento de 19,99% em relação ao ano anterior.
O cenário reflete a expectativa de uma produção recorde, que deverá ser suficiente para atender ao crescimento da demanda dentro de Mato Grosso, abastecer outros estados e ainda garantir volumes relevantes para o mercado internacional.
Fonte: MidiaJur
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