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Agro Mato Grosso

Agricultores são multados durante vazio sanitário e mais de 20 casos de praga são identificados na soja em MT

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Com um mês de implantação do vazio sanitário da soja, cerca de 12 multas foram aplicadas em Mato Grosso contra proprietários rurais por não cumprirem o período proibitivo e manterem a planta viva. Segundo o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea-MT), somente em junho, 22 amostras da planta resultaram positivo para ferrugem asiática da soja.

De acordo com o instituto, as multas foram aplicadas durante mais de 2 mil ações de fiscalização realizadas entre 8 de junho e 6 de julho deste ano.

O vazio sanitário, que termina no dia 6 de setembro, proíbe que os produtores plantem ou mantenham plantas vivas de soja, em qualquer fase de desenvolvimento, por 90 dias, a fim de evitar a incidência e proliferação do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática.

O Indea informou ainda que, entre os dias 8 e 25 de junho, a Coordenadoria de Defesa Sanitária Vegetal (CDSV) aplicou 12 autos de infração a produtores rurais, totalizando 1,6 mil Unidades Padrão Fiscal (UPFs) em multas.

🌱Ferrugem asiática

Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a ferrugem asiática está entre as doenças mais agressivas que atingem a soja. Ela prejudica o processo de fotossíntese, provoca a queda antecipada das folhas e reduz o peso dos grãos, o que impacta negativamente a produtividade e a qualidade da colheita. Além disso, o controle da doença exige o uso de fungicidas e outras práticas de manejo, o que eleva os custos de produção.

O fungo se espalha rapidamente, principalmente durante o período chuvoso, por meio dos ventos, respingos de água e também por restos de plantas contaminadas. A principal forma de prevenção é justamente o vazio sanitário, que impede a sobrevivência do fungo entre uma safra e outra.

🔍 Como identificar a ferrugem asiática na soja:

  • Manchas amareladas nas folhas — primeiros sinais da doença;
  • Pontos marrons ou de cor ferrugem — surgem principalmente na parte inferior das folhas;
  • Queda precoce das folhas — a planta perde as folhas antes do tempo;
  • Comprometimento dos grãos — com menos folhas, o desenvolvimento dos grãos é afetado;
  • Redução da produtividade da lavoura — consequência direta do avanço da doença.
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Agro Mato Grosso

Mesmo com ajustes na safra, MT mantém liderança nacional com apoio de incentivos e crédito

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Mato Grosso segue como o maior produtor de grãos do Brasil na safra 2025/2026, mesmo diante de ajustes na estimativa de produção apontados pelo 4º Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quinta-feira (15).

De acordo com o boletim, o estado deve colher cerca de 107,9 milhões de toneladas, mantendo posição estratégica no cenário nacional, apesar da leve redução provocada por fatores climáticos e queda de produtividade, um recuo de 4% em relação à safra recorde do ano passado.

A área cultivada em Mato Grosso alcança 22,76 milhões de hectares, crescimento de 2,1% em relação à safra anterior, o que reforça o protagonismo do estado no Centro-Oeste, região responsável por quase metade da produção brasileira de grãos. A soja segue como principal cultura e com expectativa de colher 48,6 milhões de toneladas, sustentando o desempenho estadual.

Dentre os grãos produzidos no Estado, apenas a produção de sorgo tem previsão de aumento de 13,5% na produção. Isso ocorre pela busca dos produtores rurais por uma cultura de segunda safra mais estável e com menos dependência hídrica diante das incertezas climáticas e da redução da janela de plantio.

Conforme a Conab, irregularidade climática ao longo do ciclo é um dos fatores que devem fazer Mato Grosso ter uma produção 4% menor do que a safra passada.  Apesar das chuvas acima da média em dezembro, o boletim registra períodos de estresse hídrico e térmico que afetaram o desenvolvimento e o enchimento dos grãos.

Além disso, mesmo com aumento da área plantada, a produtividade por hectare deve ser 5,9% menor ficando em 4,7 toneladas por hectare, o que reduziu o volume total colhido. O milho, especialmente na segunda safra, apresenta retração de produtividade. Já o algodão registra redução de área e rendimento, influenciada por custos elevados e menor atratividade econômica.

Apesar da soja manter estabilidade e ser a principal cultura do estado, não terá ganhos suficientes para compensar as perdas em outras lavouras.
Como o estado responde por cerca de um terço da produção brasileira de grãos, pequenas variações negativas têm impacto expressivo no volume total produzido.

Para enfrentar esse cenário e garantir a competitividade do setor, o Governo de Mato Grosso tem ampliado um conjunto de políticas públicas voltadas à redução de custos, estímulo à produção e ampliação do acesso ao crédito rural.

Segundo o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, as medidas adotadas pelo governo têm papel decisivo para dar segurança ao produtor rural.

“O governo prorrogou o diferimento do ICMS para fertilizantes até dezembro de 2026, uma medida importante que reduz os custos de produção para os agricultores. Além disso, mantemos incentivos fiscais estratégicos, como o Proalmat, voltado à cadeia do algodão, e ampliamos o acesso ao crédito por meio do Desenvolve Rural, que atende produtores de culturas temporárias, como a soja, com financiamentos que podem chegar a R$ 1,5 milhão”, destacou.

O secretário também ressaltou a importância do MT Garante, mecanismo que facilita o acesso ao crédito ao oferecer garantias complementares, especialmente para pequenos e médios produtores.

“Com o MT Garante, conseguimos reduzir barreiras e permitir que mais produtores tenham acesso a financiamento para investir, modernizar e manter a atividade no campo”, completou.

As ações do Estado buscam dar previsibilidade ao setor agropecuário, que responde por parcela significativa da economia mato-grossense, e garantir que Mato Grosso continue liderando a produção nacional de grãos, mesmo em um cenário de desafios climáticos e de mercado.

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Homem é preso suspeito de desmatar área para extrair minério de garimpo ilegal em MT

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Um garimpo ilegal foi fechado na zona rural de Nossa Senhora do Livramento, a 42 km de Cuiabá, e um homem de 52 anos foi preso em flagrante no local por crime ambiental nessa quarta-feira (14). Equipes do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA) e do Batalhão de Operações Especiais (Bope) realizaram a ação após receberem uma denúncia sobre extração irregular de minério na Comunidade Pirapora.

Segundo a polícia, ao chegar ao local, os militares encontraram diversas pessoas que fugiram para a mata. O suspeito, apontado como proprietário do terreno, foi abordado e admitiu não possuir autorização para a extração de minério nem para o desmatamento da área.

Durante a operação, realizada com rondas a pé e apoio de drone, os policiais flagraram acampamentos improvisados e áreas degradadas. No local foram apreendidos motobombas, equipamentos de dragagem, geradores de energia, galões com combustível, equipamentos de internet, itens de mineração e máquinas pesadas como tratores.

Devido ao difícil acesso, os equipamentos de grande porte e difíceis de transportar foram inutilizados no local, enquanto os de fácil remoção foram levados à delegacia para registro do boletim de ocorrência.

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Garimpo ilegal na TI Sararé avança 3 anos após decisão e União é cobrada para plano emergencial

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