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Clima nos EUA e tensão comercial pressionam a soja em Chicago

Os contratos futuros da soja operam em queda na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) no meio do pregão desta terça-feira (8). A retração nos preços do grão e do farelo é atribuída principalmente ao clima favorável ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, que reforça expectativas de uma oferta global robusta. Ao mesmo tempo, as cotações mistas do óleo refletem a cautela dos investidores diante de incertezas no cenário comercial internacional.
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Condições das lavouras de soja nos EUA
De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), 66% das lavouras de soja estavam classificadas como boas ou excelentes até o dia 6 de julho, mantendo o mesmo patamar da semana anterior. Outros 27% permanecem em condição regular, enquanto 7% estão entre ruins e muito ruins. O bom desempenho da safra norte-americana limita os ganhos e pressiona o mercado, que já observa um cenário de ampla oferta mundial.
Negociações
Além das condições climáticas, o mercado também é afetado pelas novas rodadas de negociações comerciais envolvendo os Estados Unidos e grandes parceiros, como China e União Europeia. O temor é que possíveis impasses ou redirecionamentos nas relações comerciais impactem negativamente a demanda internacional pela soja norte-americana.
No grão, o contrato para novembro de 2025 era negociado a US$ 10,17 ¾ por bushel, recuo de 3,00 centavos ou 0,29%. Já o vencimento imediato registrava US$ 10,24 ½ por bushel, com perda de 7,00 centavos ou 0,67%. No mercado de derivados, o farelo para dezembro de 2025 era cotado a US$ 284,90 por tonelada, com queda de US$ 1,00 ou 0,34%. Por outro lado, o óleo de soja para o mesmo mês marcava 53,78 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 0,07 centavo ou 0,12%.
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Moro ficou mais pobre na política: patrimônio cai 34% desde 2022

Sergio Moro (PL) declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 1,03 milhão ao registrar sua candidatura ao governo do Paraná. O valor é 34,78% menor que os R$ 1,58 milhão informados em 2022, quando foi eleito senador pelo estado.
A diferença entre as duas declarações chega a R$ 552,7 mil. Entre os bens informados neste ano estão imóveis, veículo, aplicações financeiras, recursos no exterior e participação societária.
Em 2026, Moro declarou R$ 185,9 mil em uma conta no exterior e R$ 239,7 mil em fundos de investimento vinculados ao Itaú. Também aparecem um apartamento em Curitiba, avaliado em R$ 238,4 mil, e um Volkswagen Tiguan declarado por R$ 155 mil.
Em 2022, o senador havia informado R$ 392,7 mil em recursos no exterior e R$ 389,7 mil em investimentos no Itaú, além de dois apartamentos em Curitiba. Naquele ano, o patrimônio total declarado somava R$ 1,58 milhão.
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Ucrânia: brasileiros se alistam pela internet

Um rapaz que morava em Primavera do Leste foi morto na guerra da Ucrânia após pisar em uma mina terrestre, e isso me causou grande inquietude. Como assim? Como alguém pode sair do conforto de sua casa para enfrentar uma luta em outro país? Enquanto muitos fogem da guerra, outros vão ao encontro dela?
Eu fiquei sabendo da morte por meio de um rapaz que conheci e que estava prestando serviços na minha casa. Nós tínhamos combinado um trabalho, e ele o remarcou por conta da morte do cunhado, o que, por si só, já era uma fatalidade.
Quando ele foi realizar o trabalho, eu, mais do que depressa, fui prestar meus sentimentos e perguntei o motivo da morte. Quase caí dura no chão quando ele disse que o rapaz havia morrido na guerra.
Confesso que, em um primeiro momento, pensei que ele estivesse tirando onda com a minha cara, por conta da situação inusitada e para lá de irreal, já que moramos no Brasil e não estamos em guerra com ninguém.
Como jornalismo e curiosidade caminham juntos, fui tentar entender o que estava acontecendo, e ele relatou algo assustador e preocupante. Algo que beira a ficção quando olhamos pela perspectiva de uma pessoa comum.
Segundo ele, o rapaz sempre teve o sonho de ser militar e de lutar em uma guerra. Então, foi seduzido por postagens nas redes sociais e se alistou no exército pela internet, com a promessa de pagamento mensal de R$ 25 mil, livre de qualquer custo.
E essa adesão de brasileiros não é novidade, tanto que o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) emitiu alertas severos sobre o risco de morte, desaparecimento ou ferimentos graves nos combates. Tudo para tentar evitar que jovens brasileiros caiam nessa teia de aliciamento e assinem contratos para se juntar às trincheiras internacionais.
O nome do jovem morto, caso alguém queira procurar informações, como eu fiz depois da conversa, é Patrick Steffan Cavalcante. Segundo meu conhecido, ele tinha pouco mais de 20 anos, morava em Primavera do Leste e trabalhava com maquinários agrícolas. Eu procurei informações sobre ele na internet e encontrei também uma conta no LinkedIn, na qual ele figura como operador de máquina em Sapezal.
Agora, o que restou foram parentes brasileiros desolados, que não sabem se um dia poderão velar o corpo do parente, uma vida jovem perdida e nenhuma restituição financeira ou pagamento.
Caroline Rodrigues é jornalista há mais de 20 anos, mestre em Comunicação, escreve sobre temas diversos, fala de tudo e se especializou em muitos nadas. Veja mais artigos em: https://seguindoforadalinha.substack.com_
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Moraes barra visita de filhos a Bolsonaro no Dia dos Pais após violação de regras

Defesa do ex-presidente pediu autorização “excepcional”, mas ministro manteve suspensão após Flávio Bolsonaro publicar carta do pai nas redes sociais
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou neste sábado (8) um pedido para que o ex-presidente Jair Bolsonaro receba os filhos no Dia dos Pais em sua casa, onde ele cumpre a pena de 27 anos e três de reclusão a qual foi condenado por liderar uma tentativa de golpe de Estado.
O ministro citou decisão anterior, em que suspendeu todas as visitas a Bolsonaro, com a exceção da equipe médica e de advogados. A medida foi tomada diante do descumprimento das condições para a prisão domiciliar, afirmou ministro.
A proibição das visitas ocorreu após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência nas eleições deste ano, ter publicado nas redes sociais uma carta manuscrita assinada pelo pai.
Moraes entendeu o ato como uma violação da proibição de acesso às redes sociais por Bolsonaro, seja diretamente ou por meio de terceiros, uma das condições para a concessão da prisão domiciliar ao ex-presidente.
Moraes declarou “prejudicado” o pedido para que os filhos visitassem Bolsonaro no Dia dos Pais, já que qualquer visita se encontra suspensa.
Os advogados de Bolsonaro haviam pedido autorização “em caráter excepcional” para que ele recebesse seus filhos Carlos, Flávio e Jair Renan no período da tarde do próximo domingo (9). A defesa afirmou que a medida permitiria “preservar os vínculos familiares e importante dimensão da convivência entre pai e filhos”.
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