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23 de junho de 2026

Sustentabilidade

Governo lança Plano Safra de R$ 516,2 bilhões para agronegócio – MAIS SOJA

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou, nesta terça-feira (1º), o Plano Safra 2025/2026, com R$ 516,2 bilhões para o financiamento da agricultura e da pecuária empresarial no país. O crédito vai apoiar grandes produtores rurais e cooperativas com R$ 447 bilhões, e produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) com R$ 69,1 bilhões.

O valor é R$ 8 bilhões maior em relação à safra anterior e contempla operações de custeio, comercialização e investimento. As condições variam de acordo com o perfil do beneficiário e o programa acessado.

O crédito de custeio também poderá ser destinado à produção de sementes e mudas de essências florestais, nativas ou exóticas, e ao reflorestamento, com o objetivo de valorizar iniciativas voltadas à preservação ambiental. Ainda nesse contexto, será permitido o financiamento de culturas de cobertura, que ajudam a preservar o solo entre uma safra e outra.

Durante evento no Palácio do Planalto, Lula afirmou que a produtividade agrícola do Brasil está diretamente ligada à capacidade de proteção ao meio ambiente. Para ele, essa compreensão deve permear todo o setor e a sociedade, colocando o país como líder na produção de alimentos.

“O grande sucesso não é só o aumento da capacidade produtiva ou o aumento da quantidade de mercados que nós conseguimos. O grande sucesso é um aprendizado de todos nós. É o aprendizado de que fazer a preservação adequada e necessária ao país, de preservar os nossos rios e os nossos mananciais, de recuperar a terra degradada, a gente vai percebendo, com o tempo, que está produzindo mais em menos hectares”, disse, lembrando que o país ainda tem 40 milhões de hectares de terras degradadas.

“A gente está ganhando mais porque aumentou a qualidade dos produtos que nós estamos plantando, por conta dos avanços genéticos e tecnológicos. E a gente está percebendo que o mundo tinha ojeriza ao Brasil, que era conhecido como país do desmatamento, o país do fogo, do desrespeito. E é essa compreensão que a sociedade brasileira, os empresários, o pequeno e médio agricultor foram tendo que permite que o Brasil passe a ser um país respeitado e, cada vez mais, as pessoas têm menos medo da gente”, acrescentou.

Do total disponibilizado neste Plano Safra, R$ 414,7 bilhões serão para custeio e comercialização e R$ 101,5 bilhões para investimentos. As taxas de juros para custeio e comercialização serão de 10% ao ano para os produtores do Pronamp e de 14% ao ano para os demais produtores. Já para investimentos, as taxas de juros variam entre 8,5% ao ano e 13,5% ao ano, de acordo com o programa.

“Os produtores que adotarem práticas sustentáveis terão acesso a condições diferenciadas, como juros reduzidos”, destacou o governo.

O governo prorrogou para o período de 1º de julho de 2025 a 30 de junho de 2026 a aplicação do desconto de 0,5 ponto percentual na taxa de juros das operações de crédito rural de custeio. A medida vale para produtores enquadrados no Pronamp e para os demais produtores que investirem em atividades sustentáveis, respeitados os limites definidos em cada instituição financeira para o ano agrícola.

Sustentabilidade

Também a partir deste ano, o crédito rural de custeio agrícola passa a exigir as recomendações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), ferramenta que identifica áreas e épocas de plantio com menor risco de perdas devido a eventos climáticos adversos.

Anteriormente, a exigência era restrita a operações de até R$ 200 mil contratadas por pequenos agricultores do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) com enquadramento no seguro rural do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). Agora, ela se estende a financiamentos acima desse valor e a contratos em que o Proagro não é exigido.

“O objetivo é evitar a liberação de crédito fora dos períodos indicados ou em áreas com restrições, e contribuir para maior segurança e sustentabilidade na produção”, explicou o governo. A exceção é para os casos em que não houver zoneamento disponível para o município ou para a cultura agrícola financiada.

O subprograma RenovAgro Ambiental, voltado a práticas agropecuárias ambientalmente sustentáveis, passa a contemplar ainda ações de prevenção e combate a incêndios no imóvel rural, além de recuperação de áreas protegidas. Entre as novidades, está a possibilidade de uso dos recursos para a aquisição de caminhões-pipa ou carretas-pipa e, entre os itens financiáveis, mudas de espécies nativas para a reposição e recomposição de áreas de preservação permanente e reservas legais.

Outras ações

Uma das novas possibilidades do Plano Safra é a ampliação do limite de renda para enquadramento no Pronamp, que passou de R$ 3 milhões para R$ 3,5 milhões por ano, permitindo que mais produtores tenham acesso às condições diferenciadas oferecidas pelo programa.

Outra mudança na edição deste ano do plano é a autorização para o financiamento de rações, suplementos e medicamentos adquiridos até 180 dias antes da formalização do crédito, o que flexibiliza o acesso aos insumos.

Já os programas voltados à modernização e inovação tecnológica no campo ─ ModerAgro e InovAgro ─ foram unificados para simplificar o acesso ao crédito. Com isso, segundo o governo, houve aumento do limite disponível para investimentos em granjas, possibilitando que essas estruturas se mantenham sempre atualizadas em relação à sanidade animal.

O programa de armazenagem (PCA) também foi ampliado. O limite de capacidade por projeto passou de 6 mil para 12 mil toneladas, com o objetivo de melhorar a infraestrutura de estocagem e escoamento da produção rural.

Além disso, o novo ciclo do Plano Safra traz medidas para facilitar a renegociação de dívidas, oferecendo aos produtores que enfrentaram dificuldades em safras anteriores mais flexibilidade para reorganizar passivos e retomar o fluxo produtivo.

Complementando os valores para o setor rural, nesta segunda-feira (30), Lula anunciou o Plano Safra da Agricultura Familiar, com R$ 89 bilhões em recursos e taxas de juros menores [] para o financiamento de pequenos produtores na produção de alimentos, aquisição de máquinas e práticas sustentáveis, como bionsumos, sociobiodiversidade e transição agroecológica.

Fonte: Agência Brasil



 

FONTE

Autor:Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

Site: Agência Brasil

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Sustentabilidade

Clima favorece lavouras e Conab eleva estimativa de produção de algodão para 3,98 Mi de T – MAIS SOJA

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No mês de jun/26, a Conab divulgou o 9º Boletim de Safra, estimando a área nacional de algodão para a safra 25/26 em 2,02 mi de ha, queda de 0,96% ante o relatório de mai/26. Essa redução decorre de ajustes na área de Mato Grosso, realizados com base nas informações coletadas em campo.

Por outro lado, a produtividade do algodão em caroço para o Brasil, foi revisada para cima, alcançando 317,49 @/ha, alta de 1,08% ante mai/26. Consequentemente, a estimativa de produtividade do algodão em pluma avançou para 131,27 @/ha. A revisão positiva da produtividade está associada à adequada disponibilidade hídrica observada durante fases importantes do desenvolvimento das lavouras, especialmente em MT, BA e PI. Aliado a esse cenário, o rendimento de pluma ficou em 41,40%, alcançando um dos maiores patamares da série histórica da Conab. Com isso, a projeção da produção nacional de algodão em pluma foi elevada para 3,98 mi de t na safra 25/26, alta de 0,11% ante mai/26.

Confira os principais destaques do boletim:

  • ALTA: no comparativo entre semanas, o contrato jul/26 na ICE registrou o aumento de 4,31% na semana, encerrando o período sendo cotado a US$ 75,35/lp.
  • NEGATIVO: diante da expectativa do mercado com o início da colheita do algodão, o preço da pluma disponível em MT caiu 0,73% na última semana, e ficou na média de R$ 128,98/@.
  • INCREMENTO: a paridade para dez/26 registrou alta de 2,09% na semana, alcançando R$133,16/@, sustentada pela valorização dos contratos futuros na ICE NY.
Segundo o USDA, a semeadura do algodão da safra 26/27 nos EUA atingiu 91,00% até 21/06.

O avanço foi de 6,00 p.p. em relação à semana anterior e de 1,00 p.p. frente ao mesmo período de 2025. Entre os principais estados produtores, o plantio alcançou 90,00% no Texas, 99,00% no Mississippi, 100,00% no Arkansas e 97,00% na Geórgia. Em relação às condições das lavouras, 53,00% da área americana encontra-se classificadas entre boas e excelentes. No Texas, principal estado produtor do país, apenas 44,00% das lavouras apresentam essa classificação.

Apesar desse percentual ser 9,00 p.p. superior ao mesmo período da safra passada, o estado enfrentou condições menos favoráveis ao desenvolvimento da cultura, reflexo do baixo volume de chuvas observado no mês de maio. Diante disso, o NOAA projeta acumulados entre 50 e 100 mm de chuva nas principais regiões produtoras nas próximas semanas, favorecendo a manutenção da umidade do solo e reduzindo o estresse hídrico.

Fonte: IMEA


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Sustentabilidade

Milho/IMEA: Ritmo da colheita na Argentina e avanço dos trabalhos em Mato Grosso

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Segundo a Bolsa de Cereales, a colheita de milho na Argentina até 18/jul atingiu 48,20% da área prevista para a safra 25/26, avanço de 4,60 p.p. frente à semana anterior. Apesar da aceleração recente, o ritmo segue 3,61 p.p. abaixo do registrado no mesmo período da safra passada, reflexo do alto teor de umidade dos grãos no Centro e Sul de Buenos Aires, fator que limita a operação das máquinas e reduz o ritmo dos trabalhos a campo.

Quanto à produtividade, a média nacional está em 135,67 sc/ha, queda de 0,85% no comparativo semanal, embora ainda se mantenha 20,09% acima da média dos últimos cinco anos. O menor rendimento na última semana decorreu do avanço da colheita nas lavouras tardias no Centro-Norte do país.

Por fim, a Bolsa manteve a produção em 64,00 mi de t, incremento de 30,60% em relação à safra anterior, reforçando a expectativa de safra recorde, cenário que tende a intensificar a pressão baixista sobre os preços do cereal no mercado internacional.

Confira os principais destaques do boletim:

  • BAIXA: diante do avanço da colheita de milho no Brasil os preços na B3 corrente apresentaram queda de 1,07% no comparativo semanal, e encerraram o período na média de R$ 64,04/ sc.
  • QUEDA: com a aumento da oferta de milho em Mato Grosso, o preço do cereal no estado registrou desvalorização de 0,84% quando comparado ao da semana passada.
  • RETRAÇÃO: o preço do milho no indicador Cepea Campinas apresentou um declínio semanal de 1,95%, e o fechou a semana sendo cotado na média de R$ 62,97/sc.
Até a última sexta-feira, a colheita de milho da safra 25/26 em MT atingiu 20,86% da área projetada.

O avanço semanal foi de 9,57 p.p., e 6,78 p.p. à frente do mesmo período da safra passada. Esse avanço foi sustentado pelas boas condições climáticas no estado, que favorecem as operações a campo. Entre as regiões, o Médio-Norte lidera com 29,92% da área colhida, enquanto o Sudeste registra o menor percentual colhido, com 5,48%, reflexo do atraso na semeadura. Cabe destacar que as lavouras em MT têm mostrado bom potencial produtivo, sustentadas pelas condições climáticas favoráveis ao longo do ciclo, que permitiram um bom desenvolvimento das plantas.

Mesmo as regiões Sudeste e Nordeste têm apresentado perspectiva favorável de produtividade, apesar da semeadura tardia, mas, ainda com desempenho inferior ao observado nas regiões cuja semeadura não apresentou atraso. Dessa forma, a expectativa de alto volume do cereal no mercado tem pressionado as cotações no estado, o que tem refletido em um menor ritmo de comercialização pelos produtores.

Fonte: Conab



 

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Sustentabilidade

Com sinais de El Niño, projeção da safra de soja em MT é estimada com queda de 5,20%

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Na última semana, o mercado internacional de soja apresentou movimentos distintos entre seus principais derivados. O farelo de soja exibiu valorização de 0,61%, com preço médio de US$ 303,59/t, reflexo da alta nos preços da soja em Chicago. Por outro lado, o óleo de soja recuou 3,25%, encerrando na média semanal de US$ 72,28/lb. Esse movimento reflete a queda de 12,35% nos preços do petróleo Brent após o anúncio de um acordo entre EUA e Irã, e a reabertura do Estreito de Ormuz.

Em MT, os coprodutos seguiram uma tendência baixista. O farelo de soja apresentou recuo de 0,70% frente a semana anterior, sendo cotado, em média, a R$ 1.535,00/t, enquanto o óleo de soja registrou queda de 0,20% no comparativo semanal, fechando em média de R$ 5.871,60/t. Esse resultado refletiu a desvalorização do dólar frente ao real e a demanda enfraquecida, que mantiveram as cotações dos coprodutos pressionadas no estado ao longo do período.

Confira os principais destaques do boletim:
  • ALTA: impulsionado pelas expectativas de compras chinesas de soja norte-americana, o preço da oleaginosa avançou 0,88% frente à semana anterior, fechando em média de US$ 11,26/bu.
  • AUMENTO: o indicador Prêmio Santos registrou incremento de 10,84% no comparativo semanal, reflexo da maior demanda de grãos nos portos, e encerrou o período na média de ¢US$ 103,75/bu.
  • VALORIZAÇÃO: o preço da soja em MT registrou alta de 0,87% em relação à semana passada, encerrando o período com média de R$ 106,73/sc, o maior valor observado desde o início do ano.
El Niño eleva atenção sobre a safra 26/27 de soja no Brasil.

NOAA confirmou o início dos sinais de El Niño no Oceano Pacífico Equatorial e, com isso, as atenções se voltam aos possíveis impactos na produção agrícola. No Brasil, o fenômeno altera a distribuição das chuvas entre as regiões produtoras, favorecendo o acumulado de precipitações no Sul e aumentando sua irregularidade no Centro-Oeste, Norte e Matopiba. Em MT, o El Niño tende a aumentar o risco de veranicos e déficit hídrico ao longo do ciclo da soja, podendo impactar a semeadura e o desenvolvimento da cultura.

Como resultado, há maior risco de perdas de produtividade e, consequentemente, redução na produção de grãos. Diante desse cenário, a produção estadual está estimada em 48,88 milhões de t para a safra 26/27, recuo de 5,20% ante a temporada anterior. No entanto, a concretização desse cenário dependerá da intensidade do fenômeno ao longo da safra.

Fonte: IMEA

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