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23 de junho de 2026

Sustentabilidade

Época de semeadura visando maximizar o potencial produtivo do milho – MAIS SOJA

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O potencial de produtividade (PP), também conhecido como teto produtivo, é a máxima produtividade atingível em uma lavoura, em um ambiente sem a ocorrência de limitações ou estresses bióticos e abióticos. O PP do milho em condições de sequeiro nas Américas varia de 8 a mais de 15 t ha⁻¹ (GYGA, 2024; www.yieldgap.org).

Quando o objetivo é atingir o potencial produtivo, a época de semeadura (ES) deve ser selecionada com muita rigorosidade. Ela deve permitir que os estágios de pendoamento (VT) até o de grão farináceo (R5) coincidam com os períodos de maior disponibilidade de radiação solar, sempre que não houver limitações hídricas (lavouras irrigadas). Para essa tomada de decisão, é possível utilizar a média histórica de radiação solar de cada região produtora, como ilustram as figuras 1 e 2, que mostram a radiação solar nos meses de dezembro e março, respectivamente

Figura 1. Radiação solar global (MJ m-2 dia-1) média no mês de dezembro, no Brasil, no período de 2006-2021.
Fonte: Equipe Field Crops
Figura 2. Radiação solar global (MJ m-2 dia-1) média no mês de março, no Brasil, no período de 2006-2021.
Fonte: Equipe Field Crops

Nessas figuras, observam-se duas situações:

  • A disponibilidade de radiação solar próxima à linha do Equador é determinada principalmente pela estação seca/chuvosa.
  • Existe uma maior amplitude entre os valores mínimos e máximos de radiação solar nos trópicos, definida pelas estações de inverno e verão, respectivamente (Silva, 2001).

Assim, lavouras localizadas nas regiões Sul e Sudeste, é preciso aumentar os cuidados na escolha da época de semeadura, já que, quando se realiza semeaduras muito antecipadas (julho/agosto) ou tardias (dezembro/janeiro), a radiação solar disponível nos momentos de maior necessidade do milho (VT-R5) é menor.

Em estudos realizados pela Equipe FieldCrops, avaliando a relação entre data de semeadura e produtividade em 601 lavouras semeadas na primeira safra no Rio grande do Sul e Santa Catarina entre 2017/18 e 2021/22, se identificou que a data que maximiza a produtividade de grãos de milho nesses estados é próxima ao dia 11 de setembro (figura 3).

Figura 3. Relação entre a produtividade de milho (t ha-1) e a data de semeadura para as lavouras de milho do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Os círculos cinzas escuro representam as 601 lavouras acompanhadas entre as safras 2017/18 e 2021/22.
Fonte: Equipe Field Crops

Observe-se que quando as lavouras foram semeadas antes do 11 de setembro, ocorreu uma perda de 80 kg ha-1 dia-1, em contrapartida, lavouras com semeadura realizada após essa data perderam 70 kg ha-1 dia-1.

Referências Bibliográficas

PILECCO, I. B. et. al. Ecofisiologia do milho visando altas produtividades. Santa Maria, ed. 2, 2024.

SILVA, M. A. V. Meteorologia e climatologia. Brasília: INMET, ed. 2, 2001.



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Sustentabilidade

Conab: Colheita do algodão ganha ritmo pelo país, mas chuvas pontuais interferem nos trabalhos – MAIS SOJA

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Em MT, a colheita da primeira safra avançou e deve ganhar ritmo nas próximas semanas. As áreas com capulhos abertos seguem em manejo de desfolha para preparação da colheita mecanizada.

Na BA, a colheita avança lentamente, devido à maior proporção de áreas irrigadas e às temperaturas noturnas mais baixas, que tendem a favorecer a qualidade da fibra e a produtividade.

No MA, nos Gerais de Balsas, a colheita da primeira safra foi iniciada. Pequena parcela da segunda safra ainda se encontra em formação de maçãs, com registros de estresse hídrico.
Em MS, na região dos Chapadões, as chuvas da semana favoreceram as lavouras em formação de maçãs e o potencial produtivo.

Houve o início da colheita com produtividades satisfatórias. Na região central, a alta nebulosidade e as chuvas recorrentes prejudicam áreas com capulhos abertos. Em GO, as chuvas no início da semana interromperam momentaneamente a colheita em pontos do sul do estado e causaram leve perda qualitativa na pluma aberta. As demais áreas de sequeiro seguem em maturação, enquanto as lavouras irrigadas de segunda safra apresentam boas
condições.

Em MG, a colheita segue em ritmo lento com produtividades dentro da média esperada. No PI, a colheita iniciou. Apesar do atraso na implantação em relação à safra anterior, as expectativas de produtividade permanecem elevadas. Em SP, as chuvas na ultima semana interferiram na colheita.

Previsão Agrometeorológica (22/06/2026 a 29/06/2026)

N-NE: A parte Norte do AM, RR e Norte do AP devem apresentar os maiores acumulados de chuva. No Sul do PA e no Matopiba, o tempo permanecerá firme, favorecendo a secagem natural do milho segunda safra, mas restringindo as lavouras em enchimento de grãos. Na faixa litorânea da região Nordeste, segue a condição de chuva fraca e isolada, com destaque para o norte do MA e o litoral de PE, PB e AL, favorecendo parte das lavouras do Sealba mais próximas da costa. Nas áreas do interior, a umidade no solo continuará baixa.

CO: Há condição de chuva entre o MS, Oeste e Sul de MT e Sul de GO, até quarta-feira. Os maiores acumulados devem se concentrar entre o Sul de GO, Sudeste de MT e Nordeste de MS, beneficiando as lavouras de sorgo. Nas demais áreas de MT e GO, o tempo seguirá firme, favorecendo a maturação do milho segunda safra e do algodão. Destaque para a queda acentuada das temperaturas, principalmente em MS.

SE: Há previsão de chuva em SP a partir de terça-feira. A partir deste dia, chuvas fracas e isoladas poderão ocorrer em áreas do Triângulo e Sul de MG, RJ e ES. Os principais volumes podem atingir áreas do Norte, Leste, Mantiqueira e Vale do Paraíba em SP e Sul de MG. No geral, as condições serão favoráveis para os cultivos de segunda safra e inverno em SP, Triângulo e Sul de MG. No restante de MG, deve permanecer a condição de restrição hídrica.

S: Há previsão de chuva na segunda-feira, especialmente, no Norte do RS, Centro-Oeste de SC e do PR. A partir de terçafeira, as chuvas diminuirão, apesar de ainda haver chance de chuva fraca no Leste do PR e de SC. As temperaturas permanecerão baixas, com mínimas mais reduzidas no RS, persistindo até a sexta. As condições serão favoráveis para os cultivos de inverno. Pode haver impactos pontuais por geadas ao milho segunda safra no Centro-Sul do PR.

Fonte: Conab


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Autor:Conab

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Sustentabilidade

Milho/Conab: 1ª Safra praticamente concluída e safrinha avança no País – MAIS SOJA

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Milho 1ª Safra – 93,7% colhido.

Em SC, SP, PR, GO, MG e PA, a colheita foi finalizada. No RS, restam áreas pontuais para a finalização da colheita. Na BA, a colheita segue lenta. No PI, a colheita se aproxima da finalização no sudoeste do estado. No MA, a colheita avança em todo o estado.

Milho 2ª Safra 11,0% colhido.

Em MT, a colheita avança nas primeiras áreas semeadas com altas produtividades sendo obtidas.

No PR, o tempo úmido interrompeu a colheita em várias regiões. Em MS, as chuvas favoreceram as lavouras tardias no nordeste do estado. Em GO, as chuvas reduziram a perda de umidade dos grãos. As precipitações ocorridas pouco favoreceram as lavouras, pois o enchimento de grãos já havia encerrado.

Em SP, a colheita foi iniciada. Em MG, as primeiras áreas semeadas têm apresentado bom rendimento, mas muitas áreas semeadas fora da janela ideal não serão colhidas. No TO, a colheita avança com boas produtividades sendo obtidas. No MA, devido ao plantio mais atrasado, a colheita foi iniciada lentamente.

No PI, a colheita já ocorre nas primeiras áreas semeadas. Nas lavouras tardias, a falta das chuvas afeta o potencial produtivo. No PA, a colheita avança nos polos da BR-163 e Redenção, com produtividades satisfatórias. Nos polos de Santarém e Paragominas, muitas áreas se encontram em florescimento e enchimento de grãos, apresentando bom desenvolvimento, favorecidas pelas precipitações.

Fonte: Conab



 

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Sustentabilidade

Trigo/BR: Semeadura avança e chega a 74,3% da área nacional estimada – MAIS SOJA

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No RS, a semeadura avançou em todas as regiões produtoras, favorecida pelas condições adequadas de umidade no solo e pelo tempo firme. As lavouras apresentam emergência regular e boa sanidade.

No PR, há o início de floração. As temperaturas mais baixas favorecem o perfilhamento e contribuem para o bom desenvolvimento. Em SC, a semeadura segue avançando no Oeste e Extremo Oeste, beneficiada pela boa disponibilidade hídrica e pelas temperaturas. As áreas implantadas apresentam emergência uniforme e desenvolvimento vegetativo satisfatório. As condições de elevada umidade favorecem a ocorrência de doenças fúngicas, porém sem registros significativos.

Em SP, as lavouras seguem em bom desenvolvimento. Em MG, com o início da maturação, as lavouras de sequeiro apresentam menor perfilhamento e espigas menores em razão das
temperaturas mais elevadas. As expectativas permanecem favoráveis nas áreas irrigadas.

Em GO, as lavouras apresentam baixa produtividade em decorrência do deficit hídrico ao longo do ciclo. As áreas irrigadas mantêm bom desenvolvimento, com parte das lavouras entrando em pré-florescimento. Em MS, as noites frias e as chuvas regulares favorecem o desenvolvimento da cultura. Na BA, o plantio foi finalizado e as lavouras seguem com bom desenvolvimento.

Fonte: Conab



 

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Autor:Conab

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