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Produtor deve redobrar os cuidados diante da previsão de ciclone, ventos e deslizamentos

Um ciclone começa a se formar neste final de semana e deve atingir grande parte da Região Sul, com destaque para o centro-norte do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e centro-sul do Paraná. Com a previsão de volumes elevados de chuva, as atividades no campo, especialmente nos cultivos de inverno, podem ser interrompidas.
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O produtor deve ficar atento ao risco de alagamentos e deslizamentos de terra, principalmente em áreas mais vulneráveis do interior do Rio Grande do Sul. Além disso, a chuva intensa também deve atrasar a colheita do milho segunda safra em áreas do oeste catarinense e sul do Paraná.
Risco de incêndios em outras regiões
Enquanto o Sul lida com o excesso de água, em boa parte do Sudeste, Centro-Oeste e região do Matopiba, o cenário é o oposto. Segundo alerta da Defesa Civil, o tempo seco e quente deve predominar entre segunda (30/6) e quarta-feira (2), aumentando o risco de focos de incêndio. O produtor deve evitar qualquer tipo de manejo com fogo neste período.
Por outro lado, a colheita do algodão segue tranquila nessas regiões, com condições climáticas favoráveis.
Chuva persiste, geada preocupa o produtor
Entre os dias 3 e 7 de julho, a chuva tende a dar uma trégua no Sul, mas a umidade do solo ainda será um entrave para as operações em campo. O risco de geadas associadas à chuva volumosa anterior pode forçar replantio de cultivos de inverno, como trigo e cevada, em algumas áreas.
De 8 a 12 de julho, o clima segue mais seco nas demais regiões do país. Isso deve beneficiar os trabalhos de colheita do algodão e do café no Norte, Nordeste e Sudeste. O maior alerta continua sendo para o Sul, onde as chuvas penalizam o andamento das lavouras, afetando diretamente o ritmo da produção agrícola, especialmente no Rio Grande do Sul.
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Agudo recebe oficina sobre prevenção de desastres climáticos no meio rural

A oficina “Riscos no Campo e Planejamento Comunitário” foi realizada nesta quinta-feira (14), na Câmara de Vereadores de Agudo, no Rio Grande do Sul, com foco em planejamento para prevenir, reduzir e enfrentar desastres climáticos no meio rural. A atividade reuniu agricultores, extensionistas, representantes da defesa civil, bombeiros, estudantes e agentes públicos em um município atingido pelos eventos extremos de maio de 2024.
Segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Agudo e outros cinco municípios — Santa Maria, Faxinal do Soturno, Dona Francisca, Restinga Seca e Paraíso do Sul — foram incluídos na ação porque tiveram áreas rurais fortemente afetadas pelo desastre climático registrado em maio de 2024.
A oficina foi ministrada por Abner Willian Quintino de Freitas, mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Tecnologias da Informação e Gestão em Saúde da Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre e fundador da startup Hopeful, sediada no Parque Científico e Tecnológico da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). De acordo com a organização, a empresa atua desde 2017 com treinamento de indivíduos e instituições em situações de desastre.
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O projeto é coordenado pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA), da Seapi, com participação da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul/Associação Sulina de Crédito e Assistência Rural (Emater/RS-Ascar), além de instituições de pesquisa, saúde pública e universidades. Em Agudo, também estão em andamento ações financiadas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs), como a recuperação de matas ciliares e a instalação de uma unidade demonstrativa de sistema agroflorestal.
Na parte técnica, o treinamento aborda procedimentos antes, durante e após desastres, além de práticas de conservação de solo e água, uso de bioinsumos e sistemas agroflorestais. A proposta é fortalecer a capacidade de resposta das comunidades rurais e acelerar a recuperação produtiva de áreas atingidas.
A oficina integra o projeto “Uma só saúde na agropecuária: diagnóstico e resiliência a desastres no contexto das mudanças climáticas no Estado do Rio Grande do Sul”, coordenado pelo pesquisador José Reck Júnior, do DDPA. Segundo a Seapi, uma nova oficina deve ser realizada ainda em 2026 e uma publicação técnica será produzida ao fim do projeto.
Fonte: agricultura.rs.gov.br
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SLC registra aumento de quase 5% na produtividade, mas tem queda no faturamento

A SLC Agrícola aumentou a área de produção da safra 2025/26 em 12,8% ante o ciclo anterior, alcançando 830,3 mil hectares, anunciou a empresa ao lançar seus resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026.
A soja permanece como a principal cultura da companhia, respondendo por 51,1% da área total, com 424,6 mil hectares, e produtividade estimada em 4.146 kg por hectare (69 sacas/ha), 4,7% acima do registrado na última temporada.
Contudo, a SLC registrou seis fazendas com produtividade acima de 4.800 kg por hectare (80 sacas/ha).
Em relação ao balanço dos três primeiros meses do ano, houve queda de 2,7% no faturamento ante ao mesmo período de 2025, com receita líquida de R$ 2,3 bilhões. De acordo com a empresa, o decréscimo se deve ao menor volume faturado de algodão em pluma, soja e caroço de algodão no trimestre.
“Neste trimestre, o faturamento da soja foi impactado pelo mix de fazendas, cuja produtividade foi abaixo da média geral da companhia”, salienta a SLC.
A empresa ainda salienta que o desempenho observado no faturamento da soja no primeiro trimestre reflete um evento pontual, não representativo do desempenho anual, com expectativa de normalização ao longo dos próximos períodos, à medida que a melhor produtividade das demais regiões seja incorporada aos resultados.
Assim, o lucro líquido no primeiro trimestre foi de R$ 236,1 milhões, refletindo a redução do lucro bruto, além do aumento das despesas.
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O EBITDA ajustado no primeiro trimestre foi de R$ 695,2 milhões, com margem de 30,7%, refletindo queda de 26,3% na comparação anual. “Esse desempenho foi impactado principalmente pela redução no resultado bruto das culturas, especialmente da soja, além do aumento das despesas administrativas e comerciais”, justifica a SLC.
A empresa avalia que a compressão de margem tende a ser revertida, com o faturamento de volumes de fazendas com maior produtividade nos próximos trimestres. A geração de caixa livre apresentou melhora de 4,6%, ainda que negativa, refletindo a sazonalidade do período e a maior necessidade de capital de giro para pagamentos de insumos da safra.
Irrigação e insumos
Durante o primeiro trimestre de 2026, a SLC Agrícola deu início à segunda fase das obras de irrigação na Fazenda Piratini, localizada em Jaborandi, na Bahia, com escavações para os reservatórios e canais de irrigação.
Atualmente, a companhia conta com 19 mil hectares irrigados, com previsão de alcançar 53 mil hectares nos próximos anos, ampliando a previsibilidade produtiva, rentabilidade e a valorização das terras.
Por fim, a empresa ressalta que já realizou a compra de 100% dos fosfatados e 85% do cloreto de potássio, com 4,3% de aumento em dólar, tendo como base o planejamento agrícola da safra 2026/27. Os defensivos também já foram adquiridos, com 74,3% do volume necessário, e com queda de 6,3% em dólar.
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Endividamento e desafios da pecuária marcam abertura do Acricorte

Endividamento, desafios e união do setor produtivo mato-grossense foram os três pontos que marcaram a abertura da 6ª edição do Acricorte, principal evento técnico da pecuária brasileira, em Cuiabá, nesta quinta-feira (14). Organizado pela Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), o encontro deve reunir mais de quatro mil pessoas, entre produtores, técnicos e especialistas, em torno de uma vitrine tecnológica que conta com mais de 70 estandes.
O evento segue até sexta-feira (15) no Centro de Eventos do Pantanal. De acordo com o presidente da Acrimat, Luís Fernando Conte, o Acricorte não é apenas conhecimento, mas também a capacidade do produtor se reinventar e se adaptar.
“Falar de pecuária em Mato Grosso é falar de história. Nos últimos três anos enfrentamos uma das crises mais severas do setor com margens apertadas, mas conseguimos sobreviver, superar com resiliência”, disse.
A situação de endividamento dos produtores rurais brasileiros se soma à situação vivida por toda a nação, salientou o presidente do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), Nilson Leitão. “Cerca de metade da população brasileira está endividada. No setor produtivo são mais de R$ 120 bilhões. Vivemos uma tempestade perfeita que envolve ainda questões internacionais. O Brasil é um país que tem jeito, mas a ausência da política causa miséria”.

Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, o que torna o setor cada vez mais forte a cada crise “é a união”. Na sua avaliação “a união é o que faz a diferença. Não somos políticos, mas temos que fazer política para superar todos os desafios. À medida que nos unimos nos fortalecemos para superar os desafios”.
Presente na abertura do Acricorte, o governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, salientou que “a pecuária mato-grossense representa um orgulho para nós”. Ele reafirmou o compromisso do estado em “continuar melhorando a vida de todos os mato-grossenses”. “Mato Grosso se transformou em um país exportador”.
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