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Colheita de milho segue atrasada e algodão engatinha em Mato Grosso

A colheita do milho segunda safra 2024/25 em Mato Grosso alcançou 26,99% nesta semana. Apesar do avanço semanal de 12,91 pontos percentuais no cereal, ao se olhar para os trabalhos no algodão estes ainda engatinham, chegando a tímidos 0,21% dos 1,5 milhão de hectares destinados à fibra nesta temporada.
Ao se comparar com a safra 2023/24 a colheita do milho em Mato Grosso está 35,41 pontos percentuais atrasada.
O atraso no milho é observado, inclusive, ainda em relação à média dos últimos cinco anos, que neste mesmo período, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em relatório divulgado nesta sexta-feira (27), é de 43,92%.
O atraso observado no milho, explica o Instituto, é, em grande parte, em decorrência do início tardio da semeadura da soja, fato que acabou impactando no cultivo do cereal.
Outro fato para o avanço não ter sido maior durante a semana, salienta o Imea, foram “as pancadas de chuvas que ocorreram em boa parte das regiões”.
Até esta sexta-feira, a região médio-norte havia colhido 35,81% da sua área de milho, enquanto a noroeste 30,84%. O norte do estado já colheu 29,57% do grão e o nordeste do estado 23,89%, enquanto o oeste chegou a 23,45% da sua área.
As regiões mais atrasadas são o centro-sul com 19,33% e o sudeste com apenas 9,97%.
Algodão: mais atrasado da série histórica
Em relação ao algodão, o atraso é de 0,98 pontos percentuais no comparativo com o ciclo 2023/24. Quanto à média das últimas cinco safras, essa é de 2,04%.
Conforme o Imea, o percentual observado de colheita da fibra se mostra o “mais atrasado da série histórica do Instituto, o que é resultado das chuvas tardias que atingiram o estado em junho, o que postergou o início da colheita por parte de alguns produtores”.
Até o momento apenas três regiões das seis produtoras de algodão iniciaram a colheita. Na região nordeste já foram colhidos 0,96%, na sudeste 0,54% e no médio-norte 0,12%.
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Oferta restrita mantém preços do feijão em alta na primeira quinzena de outubro

As cotações do feijão seguiram valorizadas na primeira quinzena de outubro, com destaque para o tipo preto, em meio à menor disponibilidade de produto e à oferta limitada de lotes de melhor qualidade. Segundo o Indicador de Preços do Feijão, calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), os preços permaneceram sustentados em importantes regiões produtoras, mesmo com demanda enfraquecida e negociações pontuais.
No período, o feijão preto acumulou alta de 9,72%. Entre os tipos carioca, o produto de qualidade superior avançou 0,69%, enquanto o intermediário subiu 1,35%. No acumulado de 2026, as valorizações chegam a 87,96% para o feijão preto, 36,23% para o carioca de melhor padrão e 38,06% para o intermediário.
No feijão carioca peneira 12 e nota 9 ou superior, a valorização foi puxada pela menor disponibilidade de lotes e pela retenção de produto com maior umidade pelos vendedores. O Centro-Noroeste Goiano registrou alta de 2,02%, seguido pelo Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, com 1,65%, e pelo Noroeste Mineiro, com 1,62%. Em Barreiras (BA), houve recuo de 0,68%, e em Sorriso (MT), de 0,91%.
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No segmento de notas 8 e 8,5, a pressão sobre os preços foi maior. As principais quedas ocorreram no Leste Goiano, com 3,46%, em Sorriso (MT), com 2,33%, e no Distrito Federal, com 2,08%. Em Itapeva (SP), a cotação subiu 2,32%, com preferência dos compradores por lotes de melhor padrão.
O feijão preto tipo 1 manteve trajetória de valorização. Sorriso (MT) apresentou alta de 3,30%, Curitiba (PR), incluindo os Campos Gerais, avançou 1,42%, e o Oeste Catarinense, 0,92%. A Metade Sul do Paraná recuou 0,46%.
No campo, o avanço da primeira safra 2026/2027 segue no radar do mercado. Até sexta-feira (9), a semeadura nacional alcançava 18,1% da área prevista, abaixo dos 21,1% registrados no mesmo período de 2025. Segundo projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apresentadas pelo Cepea, a produção nacional deve atingir 2,93 milhões de toneladas em 2026/27, redução de 0,7% em relação à safra anterior. Os estoques finais estão projetados em 135,8 mil toneladas, alta de 37,9%, volume equivalente a 2,7 semanas de consumo interno.
No curto prazo, a oferta restrita e a menor disponibilidade de lotes de qualidade superior seguem dando sustentação às cotações, sobretudo do feijão preto e do carioca de melhor padrão. Para o carioca intermediário, a demanda enfraquecida mantém pressão sobre os preços, enquanto o ritmo do plantio, as condições climáticas e a entrada das novas safras seguem no centro da formação do mercado.
Fonte: cnabrasil.org.br
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Chicago fecha em baixa avaliando colheita nos EUA e demanda fraca

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão desta segunda-feira (19) com preços mais baixos. O mercado foi pressionado pela expectativa de avanço da colheita nos Estados Unidos e dos sinais de fraca demanda para o cereal.
Os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 4,67, baixa de 7,25 centavos, ou 1,52% em relação ao fechamento anterior. Os contratos de milho com entrega em março fecharam a US$ 4,80 1/2, recuo de 6 centavos, ou 1,23% em relação ao fechamento anterior.
As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 672.475 toneladas na semana encerrada no dia 15 de outubro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).Na semana anterior, haviam atingido 1.313.733 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 1.324.992 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1° de setembro, as inspeções somam 9.131.468 toneladas, contra 9.345.710 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.A previsão indica um tempo predominante mais seco no Meio-Oeste nos próximos dias, o que deve contribuir para a continuidade da colheita. Os operadores aguardam a atualização do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre o andamento dos trabalhos, prevista para esta segunda-feira.Business
avanço da colheita nos EUA e clima favorável provocam nova queda em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em queda nesta segunda-feira (19) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), acumulando seis sessões consecutivas de perdas. O avanço da colheita nos Estados Unidos e a previsão de condições climáticas favoráveis nas regiões produtoras voltaram a pressionar os preços.
O mercado aposta no avanço dos trabalhos em campo para a conclusão da maior safra de soja da história dos Estados Unidos. Os dados atualizados sobre as condições das lavouras seriam divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) às 17h.
Durante o dia, exportadores privados norte-americanos anunciaram a venda de 261 mil toneladas de soja para destinos não revelados e de outras 114 mil toneladas para a China. Apesar dos negócios, a demanda não foi suficiente para sustentar uma recuperação das cotações, diante da preferência de fundos e especuladores pela liquidação de posições.
As inspeções de exportação de soja dos Estados Unidos somaram 2.001.750 toneladas na semana encerrada em 15 de outubro, conforme relatório semanal do USDA. O volume superou as 1.109.385 toneladas registradas na semana anterior.
Preços da soja em Chicago
Os contratos futuros da soja em grão com entrega em novembro fecharam em queda de 7,75 centavos de dólar, ou 0,61%, a US$ 12,53 1/2 por bushel. Já a posição janeiro recuou 7 centavos de dólar, ou 0,54%, para US$ 12,68 3/4 por bushel.
Entre os subprodutos, os contratos do farelo de soja com vencimento em dezembro caíram US$ 2,30, ou 0,64%, para US$ 354,80 por tonelada.
No mercado de óleo de soja, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 66,69 centavos de dólar por libra-peso, com perda de 0,44 centavo, equivalente a 0,65%.
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