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Chicago fecha em baixa avaliando colheita nos EUA e demanda fraca

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão desta segunda-feira (19) com preços mais baixos. O mercado foi pressionado pela expectativa de avanço da colheita nos Estados Unidos e dos sinais de fraca demanda para o cereal.
Os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 4,67, baixa de 7,25 centavos, ou 1,52% em relação ao fechamento anterior. Os contratos de milho com entrega em março fecharam a US$ 4,80 1/2, recuo de 6 centavos, ou 1,23% em relação ao fechamento anterior.
As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 672.475 toneladas na semana encerrada no dia 15 de outubro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).Na semana anterior, haviam atingido 1.313.733 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 1.324.992 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1° de setembro, as inspeções somam 9.131.468 toneladas, contra 9.345.710 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.A previsão indica um tempo predominante mais seco no Meio-Oeste nos próximos dias, o que deve contribuir para a continuidade da colheita. Os operadores aguardam a atualização do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre o andamento dos trabalhos, prevista para esta segunda-feira.Business
Oferta restrita mantém preços do feijão em alta na primeira quinzena de outubro

As cotações do feijão seguiram valorizadas na primeira quinzena de outubro, com destaque para o tipo preto, em meio à menor disponibilidade de produto e à oferta limitada de lotes de melhor qualidade. Segundo o Indicador de Preços do Feijão, calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), os preços permaneceram sustentados em importantes regiões produtoras, mesmo com demanda enfraquecida e negociações pontuais.
No período, o feijão preto acumulou alta de 9,72%. Entre os tipos carioca, o produto de qualidade superior avançou 0,69%, enquanto o intermediário subiu 1,35%. No acumulado de 2026, as valorizações chegam a 87,96% para o feijão preto, 36,23% para o carioca de melhor padrão e 38,06% para o intermediário.
No feijão carioca peneira 12 e nota 9 ou superior, a valorização foi puxada pela menor disponibilidade de lotes e pela retenção de produto com maior umidade pelos vendedores. O Centro-Noroeste Goiano registrou alta de 2,02%, seguido pelo Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, com 1,65%, e pelo Noroeste Mineiro, com 1,62%. Em Barreiras (BA), houve recuo de 0,68%, e em Sorriso (MT), de 0,91%.
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No segmento de notas 8 e 8,5, a pressão sobre os preços foi maior. As principais quedas ocorreram no Leste Goiano, com 3,46%, em Sorriso (MT), com 2,33%, e no Distrito Federal, com 2,08%. Em Itapeva (SP), a cotação subiu 2,32%, com preferência dos compradores por lotes de melhor padrão.
O feijão preto tipo 1 manteve trajetória de valorização. Sorriso (MT) apresentou alta de 3,30%, Curitiba (PR), incluindo os Campos Gerais, avançou 1,42%, e o Oeste Catarinense, 0,92%. A Metade Sul do Paraná recuou 0,46%.
No campo, o avanço da primeira safra 2026/2027 segue no radar do mercado. Até sexta-feira (9), a semeadura nacional alcançava 18,1% da área prevista, abaixo dos 21,1% registrados no mesmo período de 2025. Segundo projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apresentadas pelo Cepea, a produção nacional deve atingir 2,93 milhões de toneladas em 2026/27, redução de 0,7% em relação à safra anterior. Os estoques finais estão projetados em 135,8 mil toneladas, alta de 37,9%, volume equivalente a 2,7 semanas de consumo interno.
No curto prazo, a oferta restrita e a menor disponibilidade de lotes de qualidade superior seguem dando sustentação às cotações, sobretudo do feijão preto e do carioca de melhor padrão. Para o carioca intermediário, a demanda enfraquecida mantém pressão sobre os preços, enquanto o ritmo do plantio, as condições climáticas e a entrada das novas safras seguem no centro da formação do mercado.
Fonte: cnabrasil.org.br
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avanço da colheita nos EUA e clima favorável provocam nova queda em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em queda nesta segunda-feira (19) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), acumulando seis sessões consecutivas de perdas. O avanço da colheita nos Estados Unidos e a previsão de condições climáticas favoráveis nas regiões produtoras voltaram a pressionar os preços.
O mercado aposta no avanço dos trabalhos em campo para a conclusão da maior safra de soja da história dos Estados Unidos. Os dados atualizados sobre as condições das lavouras seriam divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) às 17h.
Durante o dia, exportadores privados norte-americanos anunciaram a venda de 261 mil toneladas de soja para destinos não revelados e de outras 114 mil toneladas para a China. Apesar dos negócios, a demanda não foi suficiente para sustentar uma recuperação das cotações, diante da preferência de fundos e especuladores pela liquidação de posições.
As inspeções de exportação de soja dos Estados Unidos somaram 2.001.750 toneladas na semana encerrada em 15 de outubro, conforme relatório semanal do USDA. O volume superou as 1.109.385 toneladas registradas na semana anterior.
Preços da soja em Chicago
Os contratos futuros da soja em grão com entrega em novembro fecharam em queda de 7,75 centavos de dólar, ou 0,61%, a US$ 12,53 1/2 por bushel. Já a posição janeiro recuou 7 centavos de dólar, ou 0,54%, para US$ 12,68 3/4 por bushel.
Entre os subprodutos, os contratos do farelo de soja com vencimento em dezembro caíram US$ 2,30, ou 0,64%, para US$ 354,80 por tonelada.
No mercado de óleo de soja, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 66,69 centavos de dólar por libra-peso, com perda de 0,44 centavo, equivalente a 0,65%.
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Produção de laranja da Flórida deve cair 23% e EUA aumenta dependência do Brasil

A produção de laranjas da Flórida deve recuar 23% na safra 2027/28. A queda é mais um capítulo no processo de redução estrutural da citricultura norte-americana. Para a consultoria Agro do Itaú BBA, a situação reforça o papel do Brasil como principal fornecedor do suco da fruta para os Estados Unidos.
De acordo com a primeira estimativa do USDA para a nova temporada, a produção do estado deve alcançar apenas 10 milhões de caixas. A retração reflete os impactos acumulados das adversidades climáticas e da disseminação do greening, doença que vem limitando a produtividade dos pomares. Para o cinturão-citrícola brasileiro, o Fundecitrus estima produção de 263,15 milhões de caixas.
A área produtiva de laranja na Flórida também continua em queda. Em 2026, foram registrados 51,3 mil hectares em produção, queda de 24% em relação ao ano anterior. Desde 2015, quando o estado contava com 164 mil hectares produtivos, a retração acumulada já alcança 69%.
Exportações brasileiras
Os embarques brasileiros de suco de laranja ganharam força. Em setembro, as exportações somaram 96 mil toneladas equivalentes em FCOJ (Suco de Laranja Concentrado e Congelado), alta de 78% em relação a agosto e o maior volume mensal dos últimos 23 meses.
No acumulado do primeiro trimestre da safra 2026/27, os embarques cresceram cerca de 12% na comparação anual.
“A contínua redução da capacidade produtiva da Flórida reforça a dependência dos Estados Unidos das importações de suco. Nesse contexto, o Brasil permanece como fornecedor estratégico para o abastecimento do mercado norte-americano e tende a seguir desempenhando papel central no equilíbrio da oferta global”, afirma o analista do Itaú BBA, Wharlhey Nunes.
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