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4 de maio de 2026

Sustentabilidade

Demanda por crédito no agro ultrapassa R$ 1 trilhão e atrai nova geração de investidores – MAIS SOJA

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O agronegócio brasileiro ultrapassou a marca de R$1 trilhão em demanda por crédito em 2024, segundo o Boletim de Finanças Privadas do Agro, publicado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Esse número revela não apenas a força do setor na economia nacional, mas também evidencia um desequilíbrio histórico no acesso ao capital, ainda fortemente concentrado em grandes produtores e mecanismos tradicionais de financiamento rural.

Nesse contexto, um novo ecossistema começa a ganhar protagonismo, o das agfintechs, startups que combinam tecnologia e soluções financeiras para atender as especificidades do campo. Aliadas às plataformas de investimento coletivo, essas empresas vêm abrindo novas rotas de crédito, mais descentralizadas, flexíveis e inclusivas.

A ascensão das agfintechs no Brasil rural
Segundo o relatório Radar Agtech Brasil 2024, elaborado pela Embrapa em parceria com a SP Ventures e a Homo Ludens Research, o número de agfintechs no país chegou a 97 empresas neste ano, crescimento de 14,1% em relação a 2023. O levantamento, que monitora o ecossistema desde 2019, confirma que o Brasil se consolida como um dos pólos mais promissores de inovação agrícola no mundo.

As soluções são diversas: antecipação de recebíveis via CPR digital, crédito peer-to-peer, seguro paramétrico baseado em dados climáticos e plataformas integradas de gestão financeira e risco. Essas inovações têm potencial para atender desde pequenos produtores familiares até grandes cooperativas agroindustriais.

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O mercado de capitais também chegou ao campo
Além das agfintechs, o mercado de capitais passa a ser uma alternativa real para o financiamento do agro. A Resolução CVM 88, em vigor desde 2022, permite a realização de ofertas públicas de até R$15 milhões por meio de plataformas de investimento coletivo reguladas, como a Arara Seed, primeira plataforma do Brasil dedicada exclusivamente a agro, food e climate tech.

Esse ambiente regulado abriu espaço para novas estruturas de financiamento, como Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) pulverizados, Notas Comerciais lastreadas em recebíveis rurais e CPRs, democratizando o acesso a capital para startups, pequenas empresas e produtores que antes estavam fora do radar dos grandes bancos.

Investir no agro é investir no futuro da sustentabilidade
O movimento também reflete uma mudança no perfil dos investidores. Se antes a prioridade era exclusivamente a rentabilidade, hoje há uma clara inclinação por investimentos com impacto/propósito. Projetos com foco em clima, rastreabilidade de alimentos, agricultura regenerativa e soluções de descarbonização vêm atraindo desde investidores institucionais até pessoas físicas em busca de impacto positivo.

“O desafio do agro hoje não é apenas produzir em escala, mas inovar com responsabilidade, rastreabilidade e menor impacto ambiental. Essa nova lógica abre espaço para investimentos mais descentralizados e alinhados aos valores do investidor moderno”, destaca Henrique Galvani, CEO da Arara Seed.

Com aportes acessíveis e potencial de alto retorno, o agro se torna um campo fértil para quem busca diversificar a carteira com ativos reais e sustentáveis.

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O agro como vetor de inovação e impacto
A tendência é clara: nos próximos anos, bilhões deverão ser investidos em soluções que envolvem inteligência artificial aplicada ao campo, biológicos, monitoramento climático, agroflorestas e plataformas digitais de crédito e seguro rural.

O Brasil, por sua vocação agrícola e diversidade de biomas, tem uma posição privilegiada para liderar essa transição global rumo a um modelo de produção mais eficiente, tecnológico e regenerativo.

“Com um ecossistema em expansão, demanda reprimida por crédito e startups cada vez mais preparadas para escalar, o agronegócio brasileiro se posiciona como um dos setores mais promissores para quem deseja unir impacto e retorno financeiro”, conclui Galvani.

Sobre a Arara Seed
Fundada em junho de 2022 em Ribeirão Preto (SP), a Arara Seed nasceu com o propósito de transformar o acesso a capital para startups do agronegócio, sendo a primeira plataforma de investimentos coletivos com tese dedicada exclusivamente ao Agro, Food e Climate Tech no Brasil. Regulamentada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), por meio da Instrução CVM 88, a Arara conecta investidores a negócios promissores — todos selecionados por meio de um criterioso processo de avaliação. Com metas ambiciosas, a plataforma pretende captar R$ 200 milhões para o setor até 2030, contribuindo para um ecossistema mais inovador, sustentável e resiliente no campo.

Fonte: Assessoria de Imprensa Arara Seed

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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Com demanda aquecida, valor do grão segue firme

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Mesmo diante da safra recorde, estimada em 180 milhões de toneladas, os preços da soja seguem firmes no Brasil. A sustentação vem das aquecidas demandas interna e externa, e também do avanço das cotações dos derivados.

Segundo o Cepea, no mercado internacional, o conflito no Oriente Médio e a consequente valorização do petróleo reforçam o movimento de alta no Brasil, à medida que esse cenário eleva a atratividade do biodiesel e, consequentemente, a demanda por óleo de soja, principal matéria-prima do biocombustível.

No campo, a colheita alcançou 92,1% da área, segundo a Conab, embora persistam diferenças regionais relevantes. No Sul, os trabalhos seguem mais lentos: Santa Catarina atingiu 71% e o Rio Grande do Sul, 65%, ambos abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. No Matopiba, o ritmo permanece heterogêneo. Tocantins praticamente concluiu a atividade, com 98% da área já colhida, enquanto Maranhão (65%) e Bahia (90%) apresentam atraso em relação à safra anterior.

No Piauí, os trabalhos alcançam 96%, desempenho próximo ao do mesmo período de 2025. Na Argentina, chuvas pontuais nas principais regiões interrompem temporariamente a colheita e mantêm o ritmo irregular. Nos Estados Unidos, a recente chuva no Meio-Oeste trouxe alívio climático, mas limitou temporariamente as atividades de campo. Ainda assim, a semeadura atingiu 23% da área projetada para a safra 2026/27 até 26 de abril, superando o ano passado e a média dos últimos cinco anos.

Fonte: Cepea

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Sustentabilidade

Colheita de soja no Rio Grande do Sul atinge 79% da área, e milho chega a 92%

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A colheita da safra de verão no Rio Grande do Sul perdeu ritmo na semana passada devido ao excesso de umidade e à frequência de precipitações. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS-Ascar), divulgada nesta segunda-feira (4), a soja foi colhida em 79% da área semeada de 6.624.988 hectares, enquanto o milho alcançou 92% dos 803.019 hectares cultivados.

No caso da soja, a Emater/RS-Ascar informou que 20% das áreas restantes estão em maturação e 1% ainda em enchimento de grãos. Nas lavouras tardias, a entidade registrou aumento na presença de percevejos e de doenças como a ferrugem-asiática.

A produtividade média estadual da oleaginosa está estimada em 2.871 quilos por hectare. O órgão ressalta, no entanto, que há variações regionais expressivas, com perdas superiores a 50% em áreas afetadas anteriormente por restrição hídrica. No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos recuou 1,68% e foi fixado em R$ 115,25.

  • Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!

Para o milho, o avanço semanal foi de 1 ponto porcentual. A Emater/RS-Ascar atribui a evolução mais lenta à priorização de outras culturas e às chuvas. A produtividade média projetada é de 7.424 quilos por hectare, favorecida pela recuperação hídrica em áreas de safrinha. A cotação da saca de 60 quilos permaneceu estável em R$ 58,19.

No milho para silagem, a colheita chegou a 89%, com rendimento médio de 37.840 quilos por hectare. Já o arroz entrou em fase final de retirada das lavouras, com 93% da área de 891.908 hectares colhida. Segundo a Emater/RS-Ascar, a umidade do solo e dos grãos reduziu a eficiência operacional das máquinas em pontos específicos. A produtividade estimada é de 8.744 quilos por hectare, e o preço médio da saca de 50 quilos subiu 0,26%, para R$ 60,93.

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Os dados indicam que o ritmo da colheita no Estado segue condicionado às condições climáticas de curto prazo, especialmente nas áreas ainda remanescentes de soja e arroz, onde a umidade elevada pode continuar limitando a operação de campo e a qualidade final dos grãos.

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Sustentabilidade

MILHO/CEPEA: Liquidez segue limitada; preços têm leves ajustes

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As negociações seguiram pontuais nas principais regiões de produção e comercialização de milho do Brasil, na semana passada. Pesquisadores do Cepea indicam que, enquanto compradores priorizaram a utilização dos estoques negociados antecipadamente e seguiram atentos à colheita da safra verão, vendedores, limitaram a oferta de lotes, preocupados com a irregularidade do clima no período. Neste contexto, segundo pesquisadores do Cepea, os preços registraram leves ajustes, prevalecendo as ofertas e as demandas regionais.

Entre as praças paulistas, leves valorizações foram observadas, sustentadas pela restrição de vendedores. Já no Sul e no Centro-Oeste, as quedas prevaleceram. De acordo com o Cepea, a pressão veio do avanço da colheita da safra de verão do cereal nos estados do Sul, dos elevados estoques de passagem e também da colheita robusta da soja no Centro-Oeste. Esse contexto faz com que produtores tenham maior interesse e necessidade em negociar o cereal, ainda que em patamares relativamente estáveis.

Fonte: Cepea



 

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