Politica
TRE mantém investigação contra aliado de prefeito por suposta compras de votos

Conteúdo/ODOC – O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) decidiu manter a quebra de sigilo bancário, telefônico e telemático de Guilherme Henrique de Oliveira Costa, diretor do SAAE (Sistema Autônomo de Água e Esgoto) de Chapada dos Guimarães, em investigação que apura possível esquema de compra de votos e caixa dois nas eleições de 2024. A decisão foi unânime e publicada nesta segunda-feira (23).
Guilherme é apontado como uma das peças-chave do suposto esquema de aliciamento de eleitores que teria favorecido a candidatura do atual prefeito, Osmar Froner (União Brasil), e do vice-prefeito Carlos Eduardo. A denúncia foi feita por Fabiana Nascimento (PSDB), ex-vereadora e candidata derrotada ao cargo de prefeita, por meio de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE).
Segundo a ação, o grupo teria estruturado uma rede de pagamentos a eleitores — no valor de R$ 1.000 por família — em troca de apoio político. Guilherme, proprietário do restaurante Guilas Grill, seria o responsável por intermediar os repasses. Um dos elementos citados como prova é uma transferência bancária de R$ 3 mil feita por ele ao ex-coordenador de campanha Rogério de Araújo Pereira, que confirmou ter repassado dinheiro a eleitores.
A relatora do caso, juíza Juliana Maria da Paixão Araújo, considerou que a decisão de primeira instância, proferida pelo juiz Renato Filho, foi devidamente fundamentada e amparada por indícios concretos de irregularidades. O argumento da defesa de Guilherme, que alegava falta de justa causa para uma medida tão invasiva, não foi acatado pelo colegiado.
Na decisão, o TRE também rejeitou a alegação de que o caso deveria ser analisado por outro relator e reforçou que o mandado de segurança não se aplica a decisões interlocutórias devidamente motivadas, como a que determinou a quebra de sigilo do investigado.
A investigação inclui ainda a solicitação de documentos da OSCIP Associação de Gestão e Programas (AGAP), entidade contratada pela prefeitura durante o ano eleitoral. Há suspeitas de que a organização tenha sido usada para desviar recursos públicos com fins eleitorais. A Justiça determinou que sejam entregues os contratos, folhas de pagamento e relatórios financeiros no prazo de 20 dias.
Embora tenha autorizado medidas como a quebra de sigilos, o juiz eleitoral negou o pedido de busca e apreensão nas residências dos investigados, por entender que não há elementos suficientes para justificar a medida. O magistrado argumentou que, no momento, ações menos invasivas são mais adequadas e suficientes para a coleta de provas.
A decisão reforça o avanço das investigações sobre possíveis irregularidades no pleito municipal de Chapada dos Guimarães, e coloca em xeque a legalidade da nomeação de Guilherme ao cargo de diretor do SAAE — apontada por Fabiana Nascimento como suposta “recompensa” por sua atuação no esquema.
Agro Mato Grosso
Max Russi admite apoio da AL para criação de cidade: “Força do agro” MT

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB), avaliou que há ambiente político favorável para a criação de um novo município em Mato Grosso, a partir de uma área localizada entre Diamantino e São José do Rio Claro.
A proposta, que ainda não foi formalizada, tem sido chamada informalmente de “Gilmarlândia”, em referência ao ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal, cuja família possui propriedades na região apontada para sediar a futura cidade.
Max Russi participou, no último domingo (22), de um encontro promovido pelo produtor rural Eraí Maggi, que reuniu lideranças políticas e representantes do setor produtivo para discutir a viabilidade do projeto. Segundo o parlamentar, caso a proposta chegue oficialmente ao Legislativo, há condições políticas para que avance.
De acordo com o presidente da Assembleia, a história de Mato Grosso mostra que muitos municípios surgiram a partir do fortalecimento do agronegócio e do aumento da população atraída pelo desenvolvimento econômico. Para ele, o movimento articulado em torno do Eraí segue esse mesmo caminho e conta com diálogo junto ao Governo do Estado, à Assembleia e a outros poderes.
A área cogitada para a implantação do município deverá ser desmembrada de Diamantino e São José do Rio Claro e fica a cerca de 150 km ao norte da cidade natal do ministro Gilmar Mendes, em um ponto estratégico no entroncamento das rodovias MT-249 e MT-010, nas proximidades de uma usina e de um rio.
Segundo Eraí Maggi, a proposta tem como foco atender famílias de trabalhadores rurais que vivem nas propriedades do entorno, levando serviços básicos como educação, saúde, infraestrutura, habitação e opções de lazer. Apesar das articulações políticas já existentes, a ideia ainda não foi apresentada formalmente às câmaras municipais nem à Assembleia Legislativa e segue em fase inicial..
VEJA VIDEO:
Ver essa foto no Instagram
Politica
PL de autoria de Max Russi reconhece Folia de Reis como patrimônio histórico de MT

O texto ainda reconhece a cidade de Dom Aquino como a capital mato-grossense das Folias de Reis
Em sessão ordinária desta quinta-feira (19) foi aprovado em segunda votação o Projeto de Lei 1875/2025, de autoria do deputado Max Russi (PSB), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que declara a tradicional Folia de Reis como integrante do patrimônio histórico, artístico e cultural de Mato Grosso. O projeto também reconhece o município de Dom Aquino como a “Capital Mato-grossense das Folias de Reis”.
“Nós precisamos valorizar e incentivar iniciativas que fortaleçam a Folia de Reis, uma tradição cultural presente em diversos municípios de Mato Grosso. É uma manifestação que faz parte da cultura brasileira, e o nosso estado não é diferente. O objetivo é fortalecer, preservar e dar ainda mais reconhecimento a essa festa”, ressaltou Max Russi.
A tradicional festa ocorre em diversos municípios do estado e é uma das mais emblemáticas do país, trazendo à vida a passagem bíblica da visita dos Três Reis Magos ao menino Jesus.
A cidade de Dom Aquino preserva práticas, cantos, trajes, instrumentos e saberes que se mantêm vivos graças à atuação diligente de mestres e brincantes, como são chamados os festeiros.
Com a aprovação da lei, os municípios poderão adotar medidas de incentivo, como a prioridade em programas estaduais de apoio à cultura tradicional e popular, promoção de eventos, festivais e mostras anuais em parceria com o poder executivo municipal, universidades, centros culturais e entidades civis; apoio a ações que incentivem a participação de jovens e a transmissão do saber tradicional.
O projeto segue agora para a sanção do governador Mauro Mendes.
Agro Mato Grosso
Governo de MT nega que liminar isenta empresa de Blairo Maggi de imposto

O governador Mauro Mendes negou que o produtor rural e ex-governador Blairo Maggi tenha privilégio de isenção fiscal por decisão judicial. Segundo ele, nenhuma lei estadual ampara o benefício fiscal a exportadores por meio de liminar.
“Não existe [liminar]. A lei é muito clara com relação a isso [regras para isenção ou redução de imposto]. As pessoas desconhecem a legislação. Mato Grosso tem um regime tributário que para você exportar é preciso pagar ICMS”, disse.
A informação sobre a liminar (decisão judicial provisória) a favor da empresa de Blairo Maggi foi divulgada há alguns dias pelo senador Jayme Campos (União Brasil). Conforme ele, a tal liminar retirava a obrigação da Amaggi de pagar o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).
O Fethab é uma taxa cobrada exclusivamente de produtores rurais em Mato Grosso. Nasceu com o objetivo de gerar fonte de investimento para a infraestrutura, mas passou por várias modificações ao longo dos anos.
Conforme o governador, existem as opções para as empresas exportadores em Mato Grosso de pagar ou o Fethab ou o ICMS. Alguns optam pelo fundo, outras criam um conta corrente fiscal para permanecer a contribuir pelo ICMS.
“Não é preciso nenhuma liminar para isso. O ICMS que é pago tem que ser devolvido pela Lei Kandir. Algumas empresas optaram por pagar o ICMS, fazer conta corrente para exportação e se ficar algum saldo, pleitear a exportação”, disse.
Business24 horas agoDo mar à terra: investimento do BNDES fortalece pesca artesanal e agricultura familiar em SP
Business12 horas agoPrêmio Brasil Artesanal 2026: veja prazos para cachaça, doce de leite e azeite
Sustentabilidade24 horas agoMercado de soja segue lento e com preços recuando no Brasil; Chicago e dólar caem – MAIS SOJA
Sustentabilidade23 horas agoRetração vendedora e escoamento externo sustentam cotações do arroz – MAIS SOJA
Business11 horas agoRota do café transforma produtores em anfitriões e atrai turistas no ES; conheça 10 experiências
Business23 horas agoCom queda na agricultura, CNA prevê recuo no faturamento do agro em 2026
Business8 horas agoChina acelera cota e acende alerta para exportações de carne bovina do Brasil
Business7 horas agoSilagem de milho: entenda as diferenças e saiba qual tipo escolher para a fazenda















