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4 de maio de 2026

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Produtores de soja ‘seguram’ estoques em busca de melhores preços

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A semana iniciou com forte volatilidade no mercado internacional, impulsionada pela alta significativa do óleo de soja em Chicago, que continuou sua escalada de preços iniciada na sexta-feira, acumulando um crescimento de aproximadamente 15%. Este movimento é reflexo direto do aumento nos mandatos de biocombustíveis para 2026 e 2027 nos Estados Unidos, decidido pela Agência de Proteção Ambiental do país.

Ao elevar os mandatos de biocombustíveis para os próximos dois anos, a medida deve impulsionar a demanda por biodiesel, o que, por sua vez, pode levar a um aumento nos preços do derivado e, consequentemente, sustentar os preços da soja em grão.
 

Conforme o analista e consultor de Safras & Mercado, Rafael Silveira, o mercado apresenta um forte volume comprador no curto prazo, podendo buscar a região dos US$ 10,80 por bushel. “Contudo, este movimento não implica necessariamente em uma nova tendência de alta para o grão, visto que o avanço recente foi impulsionado principalmente pela valorização do óleo de soja”, destaca. “No grão, o mercado segue operando dentro de um range estreito de aproximadamente 40 centavos de dólar no curto prazo”, acrescenta.

A última resistência relevante está localizada na faixa dos US$ 10,80 por bushel. “As médias móveis, por sua vez, não oferecem sinalizações claras neste momento”, adverte o analista. Portanto, mesmo que no curto prazo o viés seja positivo, ainda não há uma tendência bem definida. “O mercado permanece lateralizado, com volatilidade pontual e sem direção firme”, frisa.

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No mercado físico brasileiro, as negociações de grande volume foram escassas, com o dólar fraco prejudicando as cotações, enquanto os participantes aguardam oportunidades mais favoráveis. “A indústria tem dado um desacelerada nas compras, as tradings têm se mantido fora do mercado e produtor vem segurando os estoques para tentar melhores preços”, finaliza o consultor.

 

(Com informações do Canal Rural)

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Exportações de soja crescem 5,9% no primeiro trimestre, segundo Conab

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Foto: R.R. Rufino/Embrapa

As exportações brasileiras de soja avançaram no primeiro trimestre de 2026 e já superam em 5,92% o volume embarcado no mesmo período de 2025. O movimento acompanha o ritmo da colheita, que já atinge cerca de 88,1% da área cultivada, segundo o Boletim Logístico de abril da Companhia Nacional de Abastecimento.

No caso do milho, o crescimento é ainda mais expressivo: os embarques acumulados até março registram alta de 15,25% na comparação anual. Para a primeira safra, a colheita já ultrapassa metade da área plantada.

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O escoamento de grãos segue concentrado nas regiões Centro-Oeste e Sul, com destaque para Mato Grosso, principal estado exportador.

Para a soja, o Arco Norte respondeu por 39% dos embarques no trimestre. Na sequência aparecem o porto de Santos (SP), com 36,2%, e Paranaguá (PR), com 18,3%.

No milho, o padrão se repete. O Arco Norte lidera com 34,9% das exportações, seguido por Santos (29,1%) e Rio Grande (RS), com 16%.

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Fretes sobem com avanço da colheita

O aumento no volume transportado impactou diretamente os custos logísticos. Segundo a Conab, os fretes subiram nas principais rotas do país, pressionados pela demanda e por fatores como combustível e gargalos operacionais.

No Centro-Oeste, Goiás registrou as maiores altas, com fretes até 35% mais caros em rotas com origem em Cristalina. Em Mato Grosso, o avanço da colheita no Vale do Araguaia elevou os custos em até 10%, mesma variação observada em Mato Grosso do Sul.

No Distrito Federal, os preços subiram até 12%, acompanhando o pico da colheita da soja.

Sudeste e Sul também registram alta nos custos

No Paraná, os fretes aumentaram até 11%, com destaque para a região de Ponta Grossa, impactada por custos operacionais e combustíveis.

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Em São Paulo, as tarifas subiram até 30% em relação a março, enquanto Minas Gerais registrou elevação mais moderada, de até 10%. No caso do café, o transporte voltou a ganhar força, especialmente em rotas para o sul mineiro.

Com o deslocamento de transportadores para o Centro-Oeste, o Nordeste também apresentou elevação nos fretes. No oeste da Bahia, região produtora de soja, os valores subiram até 19%.

O Maranhão registrou a maior alta percentual, com aumento de até 23%, principalmente no escoamento da soja no sul do estado. Já no Piauí, as cotações ficaram mais estáveis, com variação máxima de 8%.

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Mato Grosso deve gerar R$ 206 bilhões no campo e liderar agronegócio em 2026

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Com 15% da produção nacional, estado supera potências como Minas Gerais e São Paulo no Valor Bruto da Produção

Mato Grosso segue como o Estado que mais produz no agronegócio brasileiro. A estimativa para 2026 aponta um Valor Bruto da Produção (VPB) agropecuário de R$ 206 bilhões, cerca de 15% de tudo do que o Brasil gera no campo. Os dados são do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e foram compilados pelo DataHub (Centro de Dados Econômicos de Mato Grosso) da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

O VBP representa o valor total da produção agropecuária, calculado com base no volume produzido e nos preços de mercado, ou seja, é o valor bruto total da produção rural antes de qualquer processamento industrial.

Minas Gerais aparece em segundo lugar, com R$ 167 bilhões (12,09%), seguida por São Paulo com R$ 157 bilhões (11,36%), Paraná com R$ 150 bilhões (10,86%) e Goiás com R$ 117 bilhões (8,45%).

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A base dessa liderança está na diversidade e no volume da produção estadual. A soja responde por 43% do que Mato Grosso produz no campo, seguida pelo milho com 21,67% e pela bovinocultura com 17,96%. O estado ocupa o primeiro lugar nacional na produção de soja, milho, algodão e bovinos.

Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, o resultado reforça o papel do agronegócio como vetor de geração de renda para a população do Estado. O setor agropecuário de Mato Grosso gerou, no mercado de trabalho, um saldo positivo de 9.066 novos empregos formais nos dois primeiros meses de 2026.

“Tão importante quanto ver o volume de recursos que o agronegócio movimenta é perceber como isso se transforma em oportunidades concretas, chegando à ponta com a geração de emprego e renda para a população de Mato Grosso”, afirma.

No cenário nacional, a estimativa do VBP agropecuário brasileiro para 2026 é de R$ 1,38 trilhão.

Com Assessoria 

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Semana começa com calorão e céu aberto em Cuiabá

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A semana em Cuiabá deve seguir o roteiro já conhecido pelos moradores: calor forte, pouca trégua e aumento gradual de nuvens ao longo dos dias. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há chance de chuva isolada a partir de sexta-feira (8), mas até lá o destaque continua sendo o tempo seco e as altas temperaturas.

Nesta segunda-feira (4), os termômetros variam entre 23°C e 34°C, com umidade oscilando de 25% a 70%. O céu permanece claro pela manhã, com poucas nuvens à tarde e à noite. Os ventos são fracos, podendo ter rajadas moderadas no período mais quente do dia.

Na terça-feira (5), o calor aumenta um pouco mais, podendo alcançar 35°C. A mínima segue em 23°C, com umidade entre 35% e 70%. O dia começa com poucas nuvens, mas a nebulosidade cresce ao longo das horas, deixando o céu encoberto no período da noite.

Entre quarta (6) e quinta-feira (7), o cenário muda pouco: temperaturas elevadas, variação de nuvens e ventos fracos a moderados. Na sexta-feira (8), há previsão de mudança no tempo, com aumento da umidade e possibilidade de pancadas isoladas de chuva.

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