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11 de junho de 2026

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Asiáticos compram menos e impactam nos volumes exportados

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Mesmo com safra recorde, Mato Grosso – maior produtor de soja do Brasil – não contabiliza ganhos no comércio exterior

Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que houve uma ligeira redução no volume exportador de soja, neste ano.

O motivo é a perda de apetite de potenciais compradores: Tailândia, Bangladesh e a transcontinental Turquia.

Como explicam os analistas do Imea, em maio, o Brasil exportou 14,10 milhões de toneladas de soja, volume 4,93% superior ao registrado no mesmo período de 2024.

No acumulado de 2025, as exportações de soja atingiram o recorde de 51,53 mi t, aumento de 2,67% ante ao acumulado de 2024.

Esse crescimento está relacionado à ampla disponibilidade de soja no país, resultado de uma grande temporada.

Destaca-se que, no acumulado de 2025, a China importou 2,38 mi t a mais em comparação com 2024, impulsionando o volume total exportado.

Mesmo com safra recorde, Mato Grosso – maior produtor de soja do Brasil – não contabiliza ganhos no comércio exterior.

Conforme o Instituto, as exportações da soja mato-grossense somaram 4,95 mi t em maio/25, alta de 17,36% ante maio/24.

No entanto, no acumulado do ano, o estado exportou 16,96 mi t, 0,69% inferior ao acumulado de 2024, motivado pela redução das importações por países como Tailândia, Turquia e Bangladesh que juntos totalizaram 0,88 mi t.

Segundo os analistas do Imea, embora as compras chinesas tenham aumentado 12,68%, esse crescimento não foi suficiente para compensar as perdas, resultando na retração das exportações do Estado.

COMERCIALIZAÇÃO – Em maio/25, a comercialização de soja para a safra 2024/25, em Mato Grosso, apresentou um avanço de 5,47 pontos percentuais (p.p.) no comparativo mensal, alcançando 76,02% da produção.

Esse desempenho é pautado pela necessidade dos produtores de fazer caixa e abrir espaço nos armazéns. O progresso no ritmo das vendas só não foi maior devido ao recuo mensal de 1,26% no preço negociado da oleaginosa em maio/25, que fechou na média de R$ 110,64/sc, explicam os analistas.

No que se refere à safra 2025/26, a comercialização da temporada atingiu 14,15% da produção estimada, representando um avanço de 3,44 p.p. em comparação ao mês anterior.

Essa evolução foi impulsionada pela valorização de 1,79% no preço mensal, que ficou na média de R$ 111,93/sc, o que estimulou os produtores a aproveitarem o cenário favorável e intensificarem as vendas.

Destaca-se que a comercialização da safra 2025/26 está 2,36 p.p. abaixo do registrado no mesmo período da safra anterior, reflexo das incertezas em relação à próxima temporada.

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USDA saiu! O que os números indicam para o mercado da soja brasileira?

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Imagem gerada por IA
para o Canal Rural

O novo relatório divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe atualizações importantes para o mercado mundial da soja e reforçou o protagonismo do Brasil na produção global do grão.

Para a safra 2026/27, o USDA projetou produção mundial de soja em 441,34 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo da estimativa de maio, de 441,54 milhões de toneladas. Apesar da pequena variação, o dado que mais chamou a atenção do mercado foi a redução dos estoques finais globais.

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Os estoques mundiais para 2026/27 foram estimados em 124,88 milhões de toneladas, abaixo da expectativa dos analistas, que projetavam 125,3 milhões. Já para a temporada 2025/26, os estoques ficaram em 125,52 milhões de toneladas, também abaixo da previsão média do mercado, de 125,7 milhões.

Brasil

No caso do Brasil, o USDA manteve inalterada a estimativa de produção para a safra 2025/26 em 180 milhões de toneladas. O número ficou ligeiramente abaixo da expectativa do mercado, que apostava em 180,4 milhões de toneladas. Para a safra 2026/27, a projeção segue robusta, com produção estimada em 186 milhões de toneladas.

Argentina

Na Argentina, o USDA elevou a previsão da safra 2025/26 para 50 milhões de toneladas, aumento de 2 milhões de toneladas em relação ao relatório anterior. O mercado esperava uma produção menor, de 48,6 milhões de toneladas. Para 2026/27, a estimativa também permanece em 50 milhões de toneladas.

Demanda chinesa

Do lado da demanda, a China continua como principal motor do consumo global. As importações chinesas foram projetadas em 112 milhões de toneladas para 2025/26 e em 114 milhões de toneladas para 2026/27.

A combinação de estoques globais menores que o esperado e demanda chinesa aquecida tende a manter a atenção dos agentes do mercado sobre os preços da soja. Embora o relatório não tenha trazido grandes mudanças para a produção brasileira, os números indicam um cenário de oferta e demanda que continua sendo monitorado de perto por produtores, exportadores e investidores.

O post USDA saiu! O que os números indicam para o mercado da soja brasileira? apareceu primeiro em Canal Rural.

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Carga milionária de drogas é encontrada em fundo falso de caminhão em Mato Grosso

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Policiais localizaram 251 tabletes de maconha e pasta base durante abordagem na BR-364, em Diamantino

Ação conjunta da Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal (PRF) resultou na apreensão de 251 tabletes de substâncias análogas à maconha e pasta base de cocaína, na tarde desta quarta-feira (10.6), na BR-364, em Diamantino. As drogas estavam escondidas em um fundo falso de um caminhão baú e o motorista do veículo foi preso por tráfico de drogas.

Conforme o boletim de ocorrência, a equipe militar foi acionada por agentes da PRF para abordagem a um veículo em suspeita, que transitava pela rodovia federal, em sentido a Diamantino. Durante conversa inicial com o motorista do caminhão, ele apresentou informações desencontradas sobre o que seria o destino e trajeto de sua viagem.

Ainda na abordagem, os policiais sentiram um forte odor de entorpecente e iniciaram uma vistoria minuciosa ao caminhão, identificando que o automóvel estava com um compartimento oculto na região onde iria a carga.

As equipes retiraram o fundo falso e localizaram a quantia de 199 tabletes de maconha e 52 tabletes de pasta base. O suspeito não se pronunciou sobre qual seria a procedência da droga.

Diante da situação, o suspeito recebeu voz de prisão e o caminhão foi apreendido. Todo o material foi levado para a delegacia mais próxima para registro da ocorrência e demais providências.

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Estado passa a pagar até 4 vezes mais por cirurgias para atrair hospitais privados e zerar fila do SUS

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Nova ‘Tabela SUS Mato Grosso’ conta com R$ 400 milhões em investimentos. Estratégia já reduziu o tempo de espera por procedimentos de 77 para 44 dias

A criação da Tabela SUS Mato Grosso consolidou uma nova estratégia para ampliar a oferta de cirurgias, consultas e exames eletivos no Estado. Desenvolvida pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), a iniciativa tornou a remuneração dos procedimentos mais atrativa do que a tabela nacional e abriu caminho para uma maior participação de hospitais, clínicas e demais prestadores privados no Programa Fila Zero.

“Nosso objetivo é atender a população da melhor forma sempre, pois esse é o papel do Estado. Vamos sempre priorizar pelo bom atendimento aos mato-grossenses e acredito que a nova tabela SUS vai ampliar a capacidade de atendimentos e, principalmente, das cirurgias, reduzindo filas e tempo de espera”, afirmou o governador Otaviano Pivetta.

A nova política de precificação, publicada em abril de 2026, permite que determinados procedimentos sejam remunerados em valores até quatro vezes maiores aos praticados pela tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), conforme a complexidade do atendimento.

Na alta complexidade, os prestadores podem receber até três vezes a média do custo do paciente, além do custeio de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME), que também passaram a contar com incentivo financeiro adicional.

A medida foi criada para ampliar a rede de parceiros e garantir mais agilidade no atendimento da população. “A nova Tabela SUS Mato Grosso representa uma mudança importante na forma como o Estado enfrenta a alta demanda por procedimentos eletivos. Criamos um modelo mais atrativo para os prestadores, ampliando a participação da rede privada e fortalecendo a parceria com municípios e consórcios de saúde. O resultado é mais capacidade de atendimento, mais agilidade e mais acesso para a população mato-grossense”, explicou o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo.

A Tabela SUS Mato Grosso integra a segunda fase do Programa Fila Zero na Cirurgia, que conta com investimento de R$ 400 milhões do Governo do Estado para a realização de 588 mil procedimentos eletivos. O programa está estruturado em três frentes: apoio às propostas apresentadas por municípios e consórcios intermunicipais de saúde, credenciamento direto de unidades privadas e realização de mutirões cirúrgicos na rede estadual.

Com a nova estratégia, o Estado fortalece a parceria com o setor privado e amplia a capacidade de atendimento do SUS em Mato Grosso, beneficiando diretamente os cidadãos que aguardam por cirurgias, consultas e exames especializados.

Os resultados do Fila Zero já demonstram os impactos positivos dessa política pública. Desde o lançamento do programa, já foram realizados mais de 667 mil procedimentos, entre consultas, exames e cirurgias. No mesmo período, o tempo médio de espera por atendimento caiu de 77 para 44 dias, representando uma redução de 42%.

Com Assessoria

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