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Duelo embaixo d’água: onça ataca jacaré de surpresa durante caçada em rio no Pantanal de MT; veja vídeo | MT
Flagrante é considerado raro nesta época do ano, quando as onças ficam mais discretas por causa do nível elevado dos rios durante o período de chuvas.
Uma onça-pintada foi flagrada mergulhando em um rio e atacando um jacaré de aproximadamente 35 quilos de surpresa. O registro foi feito pelo biólogo e guia de turismo João Marcelo Rocha Biagini, na região do Rio Três Irmãos, no Parque Estadual Encontro das Águas, entre Poconé e Barão de Melgaço, no Pantanal mato-grossense.
Nas imagens, o felino aparece camuflado na vegetação às margens do rio, aproximando-se da presa com lentidão e precisão. Ele nada silenciosamente até que, em um movimento repentino, ataca o réptil por trás, iniciando uma luta corporal dentro d’água. Em seguida, a onça sai da água com o jacaré na boca (veja vídeo abaixo).
VIDEO:
O registro foi feito na última sexta-feira (13), mesmo dia em que o biólogo flagrou a onça-pintada Medrosa pulando no rio para atacar um jacaré.
Biagini disse que o felino é um macho chamada Bororo. Ele tem 8 anos e pesa cerca de 110 quilos, ou seja, 75 quilos a mais que o jacaré caçado. Segundo o especialista, o flagrante é considerado raro, especialmente nesta época do ano, quando as onças costumam ficar mais discretas devido ao nível elevado dos rios causado pelas chuvas.
“Não dá pra dizer que é comum. Eu passo praticamente toda a temporada no rio com turistas, ano passado fiquei mais de 150 dias, e neste ano devo chegar a quase 200. Já vi bastante coisa, mas tem gente que vem e não vê nenhum ataque. Comecei a temporada no dia 23 de maio e só fui presenciar meu primeiro ataque em junho. Quase 20 dias sem nenhum registro desse tipo, apenas onças caminhando, descansando”, contou.
O felino é um macho chamada Bororo. Ele tem 8 anos e pesa cerca de 110 quilos — Foto: João Marcelo Rocha Biagini
Outro ataque a jacaré
Gigantes do Pantanal: biólogo registra momento exato em que onça ataca jacaré em rio de MT
No mesmo local em que Bororo caçou, a onça-pintada Medrosa foi flagrada atacando um jacaré. Nas imagens feitas pelo biólogo e guia de turismo Marcos Ardevino, é possível ver que o felino está em cima de uma árvore e observa pacientemente o réptil se aproximar.
Logo em seguida, a onça salta em direção ao rio e mergulha para iniciar o ataque. O vídeo mostra os dois animais em uma intensa disputa dentro da água. Apesar da investida da onça, o jacaré conseguiu escapar.
De acordo com Marcos, que trabalha com viagens ao Pantanal há mais de 11 anos, ele e outros grupos que acompanhavam a atividade avistaram Medrosa dormindo sobre uma árvore.
“Nossa, foi incrível ver essa cena, ainda mais assim tão de perto. Essa é a segunda vez que presencio algo assim. O parque encontro das águas é um verdadeiro berçário das onças”, disse Marcos.
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O parque
O Parque Estadual Encontro das Águas está localizado na confluência dos rios Cuiabá e Piquiri, na região de Porto Jofre, entre Poconé e Barão de Melgaço, municípios a 104 e 121 km de Cuiabá. A reserva contempla o maior número de onças-pintadas, com uma extensão de 108 mil hectares.
Os turistas podem passear de barco pelo bioma ao mesmo tempo em que fazem o monitoramento das onças de forma voluntária por meio de fotos e vídeos de diferentes aparições dos felinos.
Os guias orientam que o melhor momento para se deparar com os animais é entre os meses de julho e fim de setembro, quando começa o período da seca, o que faz com que os felinos procurem água e, com isso, ficam expostos às margens dos rios, sendo possível vê-los de uma distância segura.
Agro Mato Grosso
Mesmo com ajustes na safra, MT mantém liderança nacional com apoio de incentivos e crédito

Mato Grosso segue como o maior produtor de grãos do Brasil na safra 2025/2026, mesmo diante de ajustes na estimativa de produção apontados pelo 4º Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quinta-feira (15).
De acordo com o boletim, o estado deve colher cerca de 107,9 milhões de toneladas, mantendo posição estratégica no cenário nacional, apesar da leve redução provocada por fatores climáticos e queda de produtividade, um recuo de 4% em relação à safra recorde do ano passado.
A área cultivada em Mato Grosso alcança 22,76 milhões de hectares, crescimento de 2,1% em relação à safra anterior, o que reforça o protagonismo do estado no Centro-Oeste, região responsável por quase metade da produção brasileira de grãos. A soja segue como principal cultura e com expectativa de colher 48,6 milhões de toneladas, sustentando o desempenho estadual.
Dentre os grãos produzidos no Estado, apenas a produção de sorgo tem previsão de aumento de 13,5% na produção. Isso ocorre pela busca dos produtores rurais por uma cultura de segunda safra mais estável e com menos dependência hídrica diante das incertezas climáticas e da redução da janela de plantio.
Conforme a Conab, irregularidade climática ao longo do ciclo é um dos fatores que devem fazer Mato Grosso ter uma produção 4% menor do que a safra passada. Apesar das chuvas acima da média em dezembro, o boletim registra períodos de estresse hídrico e térmico que afetaram o desenvolvimento e o enchimento dos grãos.
Além disso, mesmo com aumento da área plantada, a produtividade por hectare deve ser 5,9% menor ficando em 4,7 toneladas por hectare, o que reduziu o volume total colhido. O milho, especialmente na segunda safra, apresenta retração de produtividade. Já o algodão registra redução de área e rendimento, influenciada por custos elevados e menor atratividade econômica.
Apesar da soja manter estabilidade e ser a principal cultura do estado, não terá ganhos suficientes para compensar as perdas em outras lavouras.
Como o estado responde por cerca de um terço da produção brasileira de grãos, pequenas variações negativas têm impacto expressivo no volume total produzido.
Para enfrentar esse cenário e garantir a competitividade do setor, o Governo de Mato Grosso tem ampliado um conjunto de políticas públicas voltadas à redução de custos, estímulo à produção e ampliação do acesso ao crédito rural.
Segundo o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, as medidas adotadas pelo governo têm papel decisivo para dar segurança ao produtor rural.
“O governo prorrogou o diferimento do ICMS para fertilizantes até dezembro de 2026, uma medida importante que reduz os custos de produção para os agricultores. Além disso, mantemos incentivos fiscais estratégicos, como o Proalmat, voltado à cadeia do algodão, e ampliamos o acesso ao crédito por meio do Desenvolve Rural, que atende produtores de culturas temporárias, como a soja, com financiamentos que podem chegar a R$ 1,5 milhão”, destacou.
O secretário também ressaltou a importância do MT Garante, mecanismo que facilita o acesso ao crédito ao oferecer garantias complementares, especialmente para pequenos e médios produtores.
“Com o MT Garante, conseguimos reduzir barreiras e permitir que mais produtores tenham acesso a financiamento para investir, modernizar e manter a atividade no campo”, completou.
As ações do Estado buscam dar previsibilidade ao setor agropecuário, que responde por parcela significativa da economia mato-grossense, e garantir que Mato Grosso continue liderando a produção nacional de grãos, mesmo em um cenário de desafios climáticos e de mercado.
Agro Mato Grosso
Homem é preso suspeito de desmatar área para extrair minério de garimpo ilegal em MT

Polícia Militar apreendeu equipamentos de mineração e constatou desmatamento irregular na zona rural de Nossa Senhora do Livramento.
Um garimpo ilegal foi fechado na zona rural de Nossa Senhora do Livramento, a 42 km de Cuiabá, e um homem de 52 anos foi preso em flagrante no local por crime ambiental nessa quarta-feira (14). Equipes do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA) e do Batalhão de Operações Especiais (Bope) realizaram a ação após receberem uma denúncia sobre extração irregular de minério na Comunidade Pirapora.
Segundo a polícia, ao chegar ao local, os militares encontraram diversas pessoas que fugiram para a mata. O suspeito, apontado como proprietário do terreno, foi abordado e admitiu não possuir autorização para a extração de minério nem para o desmatamento da área.
Durante a operação, realizada com rondas a pé e apoio de drone, os policiais flagraram acampamentos improvisados e áreas degradadas. No local foram apreendidos motobombas, equipamentos de dragagem, geradores de energia, galões com combustível, equipamentos de internet, itens de mineração e máquinas pesadas como tratores.
Devido ao difícil acesso, os equipamentos de grande porte e difíceis de transportar foram inutilizados no local, enquanto os de fácil remoção foram levados à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Agro Mato Grosso
Garimpo ilegal na TI Sararé avança 3 anos após decisão e União é cobrada para plano emergencial

Terra Indígena Sararé liderou, em 2024, o ranking das terras indígenas mais desmatadas da Amazônia Legal.
O Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU) cobraram a apresentação imediata de um plano de ação da União e de órgãos federais para combater o garimpo ilegal na Terra Indígena (TI) Sararé, em Mato Grosso.
Segundo o MPF, já se passaram três anos desde a decisão judicial proferida em janeiro de 2022, que determinou que a União e os demais órgãos federais atuassem de forma efetiva no enfrentamento do garimpo ilegal na região. Para o MPF e a DPU, a ausência de medidas concretas tem contribuído para a permanência e o agravamento da atividade criminosa no território indígena.
No curso da ação, foi destacado que cabe à União a responsabilidade exclusiva sobre os recursos minerais e a segurança pública:
- À Agência Nacional de Mineração (ANM), compete o gerenciamento e a fiscalização da atividade mineral;
- Ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a proteção ambiental;
- À Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a tutela da terra indígena;
- E ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a regularização das áreas de reforma agrária no entorno do território.
A reportagem entrou em contato com os órgãos federais citados, mas não obteve retorno até a ultima atualização desta reportagem.

Operação da PF destrói túneis, minas e maquinários na Terra Indígena Sararé (MT)
O território indígena se tornou um dos mais devastados do país em razão da exploração ilegal de ouro, que se intensificou nos últimos dois anos com a presença de integrantes de facção criminosa do Comando Vermelho.
Ao longo de 2025, diversas operações de combate ao garimpo ilegal foram realizadas na região, resultando na destruição de maquinário e de acampamentos utilizados na atividade. Em agosto do mesmo ano, uma operação integrada envolvendo órgãos federais e de três estados foi deflagrada com o objetivo de intensificar o enfrentamento ao garimpo.
A decisão, em 2022, determinou que os réus constituíssem um grupo de trabalho ou uma comissão interinstitucional, além de apresentar e executar um plano de ação integrado. As medidas deveriam abranger as áreas ambientais, de segurança pública e de gerenciamento minerário, além de prever a divulgação periódica, nos canais institucionais, de relatórios situacionais com análise de indicadores ambientais, de segurança pública e de gestão mineral.
Habilitada no processo em junho de 2025 como representante da Associação Indígena Sararé – Katitãurlu, a Defensoria Pública da União passou a atuar em conjunto com o MPF na defesa dos direitos coletivos do povo indígena.
Histórico de devastação
A Terra Indígena Sararé liderou, em 2024, o ranking das terras indígenas mais desmatadas da Amazônia Legal. Entre 2021 e 2024, o desmatamento associado à área cresceu 729%. Os dados constam do relatório Cartografias da Violência na Amazônia 2025, divulgado em novembro de 2025, que analisou nove estados da região.
De acordo com o levantamento, o principal fator associado à devastação é a expansão do garimpo ilegal. O relatório identificou a presença de garimpos ativos dentro da TI Sararé, com o uso de escavadeiras hidráulicas, balsas e bombas de sucção.
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