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8 de setembro de 2026

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Paraná inicia plantio da soja 2026/27 após fim do vazio sanitário

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O plantio da safra de soja 2026/27 já começou em áreas do Paraná, onde parte das regiões encerrou o vazio sanitário em 1º de setembro. Segundo levantamento da AgRural, até quinta-feira (3), as áreas semeadas no estado representavam 0,05% da área estimada para o Brasil, ante 0,02% no mesmo período do ano passado.

De acordo com a AgRural, o início da semeadura no Paraná foi favorecido pelo fim do vazio sanitário e por boas chuvas registradas no começo da semana passada. Com isso, o estado abriu os trabalhos de campo da nova safra de soja.

Em Mato Grosso, o vazio sanitário terminou na segunda-feira (7). A expectativa, segundo a consultoria, é de avanço inicial do plantio em áreas de pivô destinadas ao algodão na segunda safra. Já nas áreas de sequeiro, a maior parte dos produtores aguarda melhora da umidade para dar início à semeadura.

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No milho verão 2026/27, o ritmo também acelerou. A AgRural informou que 17% da área estimada para o Centro-Sul do Brasil estava semeada até quinta-feira (3). Uma semana antes, o índice era de 11%. No mesmo período do ano passado, marcava 12%.

Nesta fase do calendário agrícola, o plantio do milho verão segue concentrado nos estados do Sul. Segundo a consultoria, o avanço é puxado pelo Rio Grande do Sul, como costuma ocorrer nesta época do ano.

Os levantamentos da AgRural indicam início da semeadura da soja no Paraná e avanço mais rápido do milho verão no Centro-Sul, com destaque para os estados do Sul neste começo de safra.

Fonte: Estadão Conteúdo

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El Niño traz riscos regionais à soja na safra 26/27, mas Centro-Oeste pode compensar perdas no Sul

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Foto: Pixabay

O impacto do El Niño sobre a soja brasileira na safra 2026/27 deve ser marcado por diferenças regionais, com maior exposição no Sul e condições potencialmente mais favoráveis no Centro-Oeste. A avaliação consta do relatório Climate Risk – El Niño Outlook for Brazil, da Aon, sistema de notícias em tempo real.

No Rio Grande do Sul, uma das principais áreas produtoras do país, o excesso de chuvas previsto entre outubro de 2026 e fevereiro de 2027 representa o principal ponto de atenção. O cenário pode elevar os riscos de encharcamento do solo, dificuldades operacionais, atraso nas atividades de campo e maior incidência de doenças, dependendo da intensidade e da distribuição das precipitações ao longo do ciclo.

Em contrapartida, o Centro-Oeste tende a apresentar condições mais favoráveis. Em Mato Grosso, responsável por cerca de 30% da produção nacional de soja, a expectativa é de chuvas de verão mais regulares nos últimos meses de 2026 e no primeiro trimestre de 2027. A maior estabilidade hídrica pode reduzir o risco de períodos prolongados de seca e contribuir para a manutenção da produtividade das lavouras.

A dinâmica regional é particularmente relevante para a avaliação do impacto do fenômeno sobre a safra brasileira. Eventuais perdas no Sul podem ser parcialmente compensadas pelo desempenho do Centro-Oeste, reduzindo o risco de que o El Niño provoque uma quebra generalizada da produção nacional.

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Efeitos na soja

Para a soja, portanto, o principal efeito do fenômeno climático tende a ser o aumento da dispersão dos resultados entre regiões e produtores, e não necessariamente uma redução expressiva da produção brasileira como um todo. O comportamento das chuvas, sua distribuição e o estágio de desenvolvimento das lavouras serão determinantes para dimensionar os impactos efetivos sobre a produtividade.

O período entre outubro de 2026 e fevereiro de 2027 deve concentrar o monitoramento dos principais riscos climáticos. Segundo a Aon, é importante acompanhar a ocorrência de chuvas acima da média, avaliar a exposição das lavouras por Estado e estágio de desenvolvimento e realizar testes de estresse para diferentes cenários de perdas.

O cenário também reforça a necessidade de uma gestão mais estruturada do risco climático na cadeia da soja. Além dos impactos diretamente relacionados à produtividade, eventos extremos podem afetar custos, logística, fluxo de caixa, capacidade de financiamento e geração de valor para produtores, tradings, cooperativas e demais agentes da cadeia.

De acordo com projeções do Centro de Previsão Climática (CPC), da Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA), o El Niño deve persistir até abril de 2027, com expectativa de maior intensidade entre outubro e dezembro de 2026. Para a soja brasileira, o acompanhamento da evolução do fenômeno e, principalmente, de seus efeitos regionais será fundamental para antecipar riscos ao longo da safra 2026/27.

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Super El Niño eleva risco desigual para safra 2026/27, diz Aon

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O impacto do El Niño na safra brasileira 2026/27 deve ocorrer de forma desigual entre regiões e culturas, segundo relatório da Aon obtido pelo Broadcast Agro. O estudo indica maior exposição no Sul, sobretudo para trigo, milho de primeira safra e soja. No Sudeste, o foco recai sobre o café, enquanto parte das lavouras do Centro-Oeste pode encontrar condições mais favoráveis.

De acordo com o relatório “Climate Risk – El Niño Outlook for Brazil”, o trigo é a cultura com maior risco imediato para a rentabilidade no curto prazo. A fase crítica de colheita no Sul, região responsável por cerca de 80% da produção nacional, estimada em 7,54 milhões de toneladas, coincide com o pico do fenômeno, previsto para o quarto trimestre de 2026. O estudo cita risco de germinação pré-colheita, perda de valor comercial e surtos de doenças fúngicas.

O histórico usado pela Aon reforça esse quadro. No super El Niño de 2015/16, o trigo registrou o maior volume anual de perdas da série histórica do seguro do grão, com concentração de frequência e severidade de sinistros no Rio Grande do Sul. O Estado reúne mais de 110 dos 220 eventos de perdas registrados entre 2000 e 2021.

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Na cafeicultura do Sudeste, o relatório aponta que episódios de El Niño de moderados a fortes tendem a provocar ondas de calor e mudanças no padrão de precipitação entre o último trimestre de 2026 e o início de 2027. Em Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo, o estresse térmico e hídrico em fases como florada e enchimento dos grãos pode reduzir o rendimento. O estudo cita episódios anteriores com quedas de 20% a 30% na produção em diversos municípios e perdas de receita superiores a R$ 1 bilhão em algumas temporadas.

Para a soja, a Aon vê compensação regional. Enquanto produtores do Rio Grande do Sul têm maior exposição ao encharcamento entre outubro de 2026 e fevereiro de 2027, o Centro-Oeste, liderado por Mato Grosso, tende a ter chuvas de verão mais regulares, sustentando a produtividade média nacional. No milho, o maior risco está na primeira safra do Sul, com floração exposta ao pico de instabilidade e a granizo entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. Já a safrinha deve passar pela fase reprodutiva mais sensível entre abril e maio de 2027, período em que o fenômeno tende a entrar em dissipação.

O relatório também alerta para efeitos sobre infraestrutura e produtividade no Norte e no Nordeste, com estiagem de junho a março, possibilidade de alta de até 40% na incidência de queimadas ante a média histórica e atenção ao escoamento de grãos pelo Arco Norte. Segundo projeções do Centro de Previsão Climática (CPC) da Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA), o El Niño deve se estender até abril de 2027, com 95% de chance de atingir o pico na categoria de super El Niño entre outubro e dezembro de 2026.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Soja ganha ritmo nas vendas, enquanto milho e algodão avançam com cautela em MT

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

A comercialização das principais commodities agrícolas de Mato Grosso apresentou comportamentos distintos em agosto. Enquanto a valorização das cotações internacionais deu impulso aos negócios de soja e algodão, o milho avançou em ritmo mais moderado, diante das incertezas sobre a próxima safra e da menor atuação das indústrias nas compras.

Na soja, a melhora dos preços em Chicago favoreceu tanto a comercialização da safra 2025/26 quanto a antecipação de negócios para o ciclo 2026/27. Os contratos futuros chegaram a superar US$ 13 por bushel, em meio às preocupações com o desenvolvimento das lavouras norte-americanas.

“O movimento contribuiu para a melhora das condições de negociação da safra 2026/27, diante da valorização dos preços no período”, aponta o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Com o cenário externo mais favorável, a comercialização da próxima safra de soja chegou a 39,12% da produção estimada. O resultado representa avanço de 8,89 pontos percentuais em relação a julho e de 11,72 pontos percentuais na comparação com o mesmo período da safra 2025/26.

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O preço médio negociado para a temporada 2026/27 fechou agosto em R$ 121,18 a saca, alta de R$ 10,01 em relação ao mês anterior.

Soja se aproxima do fim das vendas da safra atual

A comercialização da soja 2025/26 também avançou durante agosto e alcançou 96,90% da produção estimada em Mato Grosso. O índice representa crescimento de 3,84 pontos percentuais em relação a julho.

Com quase toda a produção negociada, o ciclo atual se encaminha para o encerramento das vendas. O movimento ocorre em um momento de maior atenção dos produtores às oportunidades oferecidas pelo mercado internacional.

Na safra 2026/27, por outro lado, ainda há uma parcela significativa da produção disponível para comercialização. A valorização registrada em agosto ajudou a ampliar o interesse pelos negócios antecipados.

O avanço das vendas futuras ocorre mesmo antes do início da nova temporada, mostrando que as condições de preço em Chicago tiveram impacto direto sobre a formação das cotações em Mato Grosso. Vale lembrar que o plantio da soja 2026/27 em Mato Grosso está liberado desde esta segunda-feira, 7 de setembro, e segue até o dia 7 de janeiro de 2027.

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milho grão espiga foto pedro silvestre canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Milho avança, mas indústria reduz ritmo das compras

No milho, a comercialização da safra 2025/26 atingiu 74,63% em agosto, avanço de 10,69 pontos percentuais no mês. Apesar do crescimento, o ritmo dos negócios permaneceu gradual.

Um dos fatores que limitou uma aceleração maior foi a menor atuação das indústrias nas aquisições. Com estoques relativamente ajustados às necessidades atuais, as empresas reduziram a pressão pela recomposição das posições.

O preço médio do milho em Mato Grosso ficou em R$ 51,61 a saca. As cotações encontraram sustentação também no mercado internacional, especialmente diante de um cenário mais firme nos Estados Unidos.

A demanda aquecida pelo cereal e a perspectiva de estoques finais mais ajustados deram suporte aos preços. Ao longo de agosto, a piora nas condições das lavouras norte-americanas também aumentou as incertezas sobre o potencial produtivo da safra dos EUA.

Esse ambiente fortaleceu as cotações em Chicago e ajudou a sustentar os preços praticados em Mato Grosso, mesmo com uma atuação mais contida da indústria no mercado estadual.

Incertezas deixam vendas futuras de milho mais lentas

Para a safra 2026/27, a comercialização do milho avançou 4,60 pontos percentuais em agosto e chegou a 15,96% da produção projetada. O preço médio negociado ficou em R$ 50 por saca.

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O ritmo das vendas antecipadas, porém, permanece abaixo do observado na soja. As incertezas relacionadas ao desenvolvimento das lavouras e ao potencial produtivo da próxima temporada fazem com que os produtores adotem uma postura mais cautelosa, ressalta o Imea.

A indefinição sobre o desempenho da próxima safra reduz a disposição para comprometer volumes maiores com antecedência. Dessa forma, os negócios seguem avançando, mas sem uma aceleração expressiva.

O cenário também mostra a diferença entre os mercados. Enquanto a soja encontrou suporte mais direto na valorização dos contratos futuros, o milho ainda depende de uma combinação de fatores internos e externos para ganhar maior força nas negociações.

algodão colheita lavoura foto pedro silvestre canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Algodão tem vendas mais cautelosas na safra atual

A comercialização da pluma de algodão da safra 2025/26 alcançou 75,52% da produção estimada em agosto. O avanço foi de 1,52 ponto percentual em relação ao mês anterior.

Mesmo com a valorização dos preços durante o período, os negócios permaneceram mais cautelosos. Parte dos produtores, segundo o Imea, já tem volumes comprometidos em contratos firmados anteriormente e tem priorizado essas entregas.

A estratégia ocorre em meio às incertezas relacionadas à qualidade da fibra. As condições de chuva registradas durante o ciclo aumentaram a preocupação do setor quanto ao padrão da pluma que será entregue.

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Diante desse cenário, a prioridade tem sido cumprir os contratos já estabelecidos antes de assumir novos compromissos comerciais. Isso ajuda a explicar o ritmo mais contido das negociações, apesar da melhora das cotações.

Valorização da pluma acelera vendas da próxima safra

Para a safra 2026/27, o comportamento foi diferente. A valorização da pluma na Bolsa de Nova York estimulou novas vendas em Mato Grosso, em um momento de preocupação dos produtores com o elevado custo de produção da próxima temporada.

A comercialização avançou 6,61 pontos percentuais em agosto, na comparação com julho, e chegou a 39,34% da produção estimada para o ciclo.

O preço médio negociado no mês foi de R$ 140,46 a arroba, alta de 8,43% em relação a julho. A melhora da remuneração contribuiu para ampliar a disposição dos produtores em fixar parte da produção antecipadamente.

Assim, soja e algodão apresentaram maior avanço nas vendas futuras durante agosto, impulsionados principalmente pela melhora das referências externas. No milho, a combinação entre incertezas produtivas e menor demanda das indústrias manteve os produtores mais seletivos.

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