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Alta em Chicago impulsiona negócios e leva soja perto de R$ 160 nos portos

O mercado brasileiro de soja registrou firmes volumes de negócios nesta quarta-feira (26), tanto nos portos quanto junto à indústria, embora a maior concentração tenha ocorrido via porto. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, ressalta que a forte alta na Bolsa de Chicago levou o produtor a aproveitar as melhores cotações e ampliar a presença nas negociações.
Chicago superou US$ 12,60 por bushel na posição novembro, enquanto os prêmios apresentaram poucos ajustes. No físico, as cotações avançaram com força e o basis local permaneceu bastante fortalecido. “O mercado spot está se aproximando de R$ 160,00 por saca nos portos”, destaca Silveira.
A movimentação também alcançou a safra nova, com fixações diante das boas ofertas. “O produtor veio mais ao mercado e aproveitou o momento”, resume o analista. Segundo Silveira, o dia foi agitado, com lotes negociados no físico diante das cotações elevadas nos bids e da forte alta em Chicago.
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 147,00 para R$ 148,50.
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 148,00 para R$ 149,50.
- Cascavel (PR): subiu de R$ 144,00 para R$ 146,00.
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 138,00 para R$ 141,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 135,00 para R$ 138,00.
- Rio Verde (GO): subiu de R$ 138,00 para R$ 142,00.
- Paranaguá (PR): subiu de R$ 155,00 para R$ 157,00.
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 155,00 para R$ 157,50.
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em forte alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta quarta-feira. A elevação, que ganhou força na parte da tarde e fez os preços atingirem as máximas, foi garantida pelo comportamento dos mercados vizinhos, além dos sinais renovados de continuidade da demanda chinesa.
O conflito no Mar Negro seguiu no radar, resultado em alta superior a 2% no milho e de mais de 6% no trigo. As preocupações com a oferta de produto da Rússia e Ucrânia aumentou após o presidente russo, Vladimir Putin, ameaçar intensificar os ataques à Ucrânia, após concluir que as negociações para alcançar um acordo de paz chegaram a um impasse.
Para completar, os exportadores privados anunciaram uma venda de 333 mil toneladas à China, confirmando que o interesse comprador por parte dos asiáticos segue se voltando para o mercado americano.
Contratos da soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 28,25 centavos de dólar, ou 2,28%, a US$ 12,66 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,90 3/4 por bushel, com elevação de 28,50 centavos de dólar ou 2,27%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 10,10 ou 3,06% a US$ 339,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,74 centavos de dólar, com perda de 0,04 centavo ou 0,05%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,25%, sendo negociado a R$ 5,1528 para venda e a R$ 5,1508 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1405 e a máxima de R$ 5,1650.
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Agro Mato Grosso
Caminhão é apreendido com 1 tonelada de explosivos e 100 kg de mercúrio em MT

Segundo a Polícia Militar, a quantidade apreendida é a maior carga de explosivos já localizada pelos policiais da região. Carga foi localizada durante abordagem na divisa com Rondônia e seria destinada a uma área de garimpo em Roraima.
Cerca de 1 tonelada de explosivos e 100 quilos de mercúrio foram apreendidos durante uma fiscalização em Comodoro, a 677 km de Cuiabá, nesta quarta-feira (26) . Os materiais estavam sendo transportados em um caminhão e, segundo as informações apuradas, seriam levados para um garimpo no estado de Roraima.
Segundo o comandante do 12º Comando Regional da Polícia Militar, tenente-coronel Wesmensandro Rodrigues, os materiais foram encontrados durante uma abordagem de rotina na região de divisa com Rondônia quando abordaram um caminhão. Ele afirmou que a quantidade apreendida é a maior carga de explosivos já localizada pelos policiais da região.
Durante a vistoria da carga, os policiais encontraram os explosivos e o mercúrio, que estavam armazenados em diversos sacos e eram transportados de forma irregular.
O motorista foi detido e, conforme a Polícia Militar, informou aos policiais que os materiais seriam utilizados em uma área de extração ilegal de minério em Roraima.
Após a apreensão, o caminhão e a área ao redor foram isolados devido ao risco provocado pelos explosivos. O esquadrão antibombas do Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi acionado e se deslocou até Comodoro para realizar a perícia e o manuseio seguro dos materiais.
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Gilberto Figueiredo falta a depoimento e CPI nega pedido para ouvi-lo apenas após as eleições

Ex-secretário alegou conflito de agenda com sua campanha a deputado. Deputados deram ultimato e remarcaram oitiva para a próxima quarta-feira (2)
Após ausência, Gilberto Figueiredo é convocado novamente para depor na CPI da Saúde
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde foi comunicada, via ofício – pelo advogado do ex-secretário de Estado de Saúde (SES), Gilberto Figueiredo, o motivo da ausência na oitiva que ficou agendada para essa quarta-feira (26). O presidente da Comissão, deputado estadual Wilson Santos (PSD), fez a leitura do documento, em que o convocado solicitou a redesignação da data para prestar o devido depoimento sobre os contratos e atos administrativos firmados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) no período de 2019 a 2025.
No documento, o investigado informou que não questiona a legitimidade e a seriedade da comissão na condução dos trabalhos. Ele reiterou o seu compromisso de comparecer e colaborar integralmente com a apuração e solicitou o reagendamento da oitiva após o encerramento do período eleitoral, já que é candidato a deputado estadual.
Após a leitura, Wilson Santos consultou os membros da CPI, os deputados estaduais Eduardo Botelho e Beto Dois a Um, em que foi aprovada pela maioria e definida a nova data para a próxima quarta-feira, 2 de setembro, às 14 horas, na Sala Sarita Baracat. “Nós vamos designar para a próxima quarta-feira, no dia 2 de setembro. Fica aprovado”, informou o presidente.
Logo, o colegiado deu andamento aos trabalhos com o depoimento da ex- secretária adjunta da SES, Caroline Campos Dobes, que por meio de seu advogado Ricardo Monteiro, pediu para que a oitiva fosse feita de forma reservada. Ao colocar em votação o pedido por Wilson Santos, os membros acataram o pedido.
Nesta mesma data, também será ouvido o ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres, Onair Azevedo Nogueira, pela CPI da Saúde.
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Senado vota PEC que cria Sistema Único de Segurança e destrava verbas para os estados

Proposta entra na pauta da CCJ na próxima semana. Para acelerar a aprovação, relator rejeitou emendas e manteve texto que endurece o combate às facções criminosas
A Proposta de Emenda à Constituição 18 de 2025, conhecida como PEC da Segurança Pública, entrou na pauta de votação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, com reunião marcada para próxima quarta-feira (2). A informação foi confirmada pela assessoria do presidente da Comissão, o senador Otto Alencar (PSD-BA).
A PEC, de autoria do Poder Executivo, endurece regras para chefes de facções criminosas e estabelece novo pacto federativo entre União, estados e municípios para o enfrentamento ao crime no Brasil.
O relator da matéria, senador Rogério Carvalho (PT-SE), publicou o parecer na terça-feira (25) e manteve, na íntegra, o texto aprovado na Câmara dos Deputados. Segundo ele, a intenção é não “atrasar a votação da matéria”, porque alterações na proposta exigiriam uma nova análise da Câmara.
No parecer, o relator Rogério Carvalho argumenta que a PEC propõe “ampla reforma constitucional da política criminal, da organização policial, da atividade de inteligência, do sistema penitenciário, dos mecanismos de controle institucional e do financiamento do setor”.
O senador sergipano cita o avanço das facções criminosas no Brasil, por meio da “expansão do controle territorial”, como justificativa para alterar o pacto federativo sobre a segurança pública que, segundo ele, se mostrou “frágil” diante da nova realidade do crime.
“Seu modelo altamente descentralizado, em que a política de segurança foi conduzida pelos governos estaduais sem qualquer tipo de governança ou diálogo interfederativo, teve o efeito de permitir que facções, gestadas inicialmente no interior dos presídios estaduais e enraizadas em territórios vulnerabilizados, tornassem-se problema até mesmo de política internacional”, escreveu o relator.
A PEC da Segurança
A PEC propõe, entre outras medidas, a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), alterando o artigo 144 da Carta Magna, que trata da segurança pública.
A proposta inclui que a segurança deve ser exercida “em regime de cooperação federativa” e “por meio da atuação integrada e descentralizada” das diferentes instituições que trabalham com o tema.
“Art. 144-A. Os órgãos de segurança pública articular-se-ão em regime de cooperação federativa, por meio do Sistema Único de Segurança Pública, destinado a assegurar a eficiência da prevenção, da persecução e da execução penal”, define o texto.
Facções e fundos
A PEC estabelece penas mais duras e regimes especiais de prisão para os chefes de facções e milícias, como prisão em unidades de segurança máxima e restrição ou vedação à progressão de penas.
A PEC ainda amplia atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), prevê a criação de polícias municipais e aumenta a vinculação do orçamento público para segurança pública.
Segundo a PEC, 50% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) serão repassados pela União para os estados e municípios, excluídas despesas de custeio e investimento da polícia penitenciária nacional do Funpen.
“As regras de financiamento fortalecem o FNSP e o Funpen, criam vinculações e blindagens orçamentárias e garantem repasses obrigatórios. Essas medidas aumentam a previsibilidade financeira, garantindo a perenidade das ações policiais”, escreveu o relator.
A PEC ainda prevê que 10% do superávit financeiro anual do Fundo Social, ligado ao pré-sal, sejam destinados aos fundos da segurança, “reforçando o financiamento contínuo das políticas nacionais de segurança pública e execução penal”.
A proposta ainda prevê a criação do Sistema de Políticas Penais, responsável pelo sistema prisional brasileiro, e autoriza União, estados e municípios a atuarem conjuntamente na legislação sobre segurança pública, organização de polícias, guardas municipais e sistema socioeducativo.
Emendas rejeitadas
O sergipano ainda rejeitou as quatro emendas apresentadas pelos senadores para alterações no texto.
“Sua alteração nesta fase de tramitação, sem novo debate com os setores impactados, pode gerar insegurança jurídica e desequilíbrio na alocação de recursos”, justificou Carvalho ao rejeitar uma das emendas apresentadas.
Pelo menos outras 13 emendas com sugestões de alterações foram protocoladas após o relator Rogério Carvalho divulgar o parecer à PEC 18 de 2025.
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