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14 de julho de 2026

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Justiça absolve vereador acusado de agredir ex-namorada em MT

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Vítima mudou versão durante audiência e Ministério Público pediu a absolvição do parlamentar

A Justiça absolveu o vereador de Barra do Bugres Laércio Noberto Júnior (PL), conhecido como Júnior Chaveiro, da acusação de violência doméstica e determinou sua soltura. A decisão foi tomada após a ex-companheira afirmar, durante audiência judicial, que não sofreu agressões. Diante da mudança no depoimento, o Ministério Público se manifestou pela absolvição por entender que não havia provas suficientes para sustentar uma condenação.

O parlamentar havia sido preso preventivamente em abril deste ano, após a mulher denunciar que teria sido agredida depois de os dois deixarem um evento no município. Na ocasião, o boletim de ocorrência registrava lesões apresentadas pela vítima, que também solicitou medidas protetivas.

Com o andamento do processo, entretanto, a ex-companheira alterou sua versão dos fatos perante a Justiça. Sem outros elementos capazes de confirmar a acusação, o Ministério Público concluiu que não existia base probatória para pedir a condenação, entendimento acolhido pelo Judiciário.

O caso provocou repercussão política em Barra do Bugres. Após a prisão, Laércio foi afastado do mandato de vereador e da presidência da Câmara Municipal. O Partido Liberal também anunciou seu afastamento das atividades partidárias e abriu um procedimento interno para avaliar sua permanência na sigla.

Desde o início das investigações, Júnior Chaveiro negou as acusações e afirmou que demonstraria sua inocência durante a tramitação do processo. Com a sentença absolutória, ele foi colocado em liberdade.

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Homem fica nervoso com viatura, é revistado e Cavalaria acha espingarda escondida em alojamento

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Policiais militares da Cavalaria prenderam um homem, de 25 anos, por porte ilegal de arma e uso ilícito de drogas, na noite desta segunda-feira (13.7), na cidade de Peixoto de Azevedo. Na ação, a PM apreendeu uma espingarda, cartuchos de munição para a arma e uma porção de cocaína.

A equipe policial realizava patrulhamento na cidade e encontrou o suspeito em um bar. O homem apresentou comportamento estranho ao se deparar com as viaturas da Cavalaria. Diante da postura, os policiais fizeram a abordagem do suspeito.

Na revista pessoal, os militares encontraram sete cartuchos de calibre 36 e uma porção de substância análoga à cocaína. Questionado sobre as munições, o homem afirmou que possuía uma arma de fogo em seu quarto, no alojamento em que residia.

Os policiais seguiram ao endereço informado pelo suspeito e fizeram buscas no quarto dele, localizando uma espingarda de calibre 36 e mais cinco cartuchos de calibre 12. O suspeito ainda disse que a arma era de origem ilícita e que a usava para caçar.

Diante do flagrante, o suspeito recebeu voz de prisão e foi conduzido à delegacia da cidade para registro da ocorrência e demais providências cabíveis.

Com Assessoria 

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Fim do prazo: EUA ameaçam aplicar ‘tarifaço’ de 25% contra o Brasil por disputa sobre Pix e etanol

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Prazo para o governo americano taxar produtos brasileiros vence nesta quarta (15). Especialistas veem motivação política na nova doutrina de Donald Trump

Sem previsão de acordo à vista, vence nesta quarta-feira (15) o prazo estabelecido pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para definir sobre a aplicação, ou não, da tarifa adicional de 25% sobre a importação de parte dos produtos brasileiros.

Contribuem para dificultar o acordo tanto a negativa do Brasil de negociar mudanças no Pix quanto a oposição dos Estados Unidos (EUA) em aceitar a redução da sobretaxa que o país impõe ao açúcar brasileiro em troca de mudanças na tarifa do etanol que entra no Brasil.

Para especialistas consultados pela Agência Brasil, o tarifaço tem motivação política, e não estritamente econômica. Nesse contexto, serviria como mecanismo de pressão para enquadrar o Brasil na nova doutrina do governo Donald Trump para América Latina.

Apelidada de corolário Trump à Doutrina Monroe, a nova política de segurança dos EUA busca reafirmar a proeminência de Washington no continente frente à ascensão econômica da China.

O professor de direito internacional Paulo Borba Casella, da Universidade de São Paulo (USP), afirmou à Agência Brasil que os EUA “não disfarçam” que a medida tem motivação política, dificultando o fechamento de um acordo.

Casella relembrou que Trump chamou o Brasil de país “desagradável” e que o tarifaço proposto é uma forma de “interferir na política interna”.

“Qualquer negociação e possível acordo dependem de interesse e boa vontade recíprocas. Na medida em que isso não seja encontrado por parte deles, ficaria difícil de alcançar algum entendimento”, concluiu.

Usando a Seção 301 da legislação estadunidense, o USTR alega “prática desleal” do Brasil em relação ao Pix, etanol, desmatamento ilegal, entre outros pontos.

Realinhamento da América Latina

O professor de relações internacionais do Ibmec-SP Alexandre Pires destacou que o governo Trump tem “endurecido” a postura com países que não estão alinhados às políticas de Washington, o que incluiria o Brasil.

“A Casa Branca busca realinhar o Hemisfério Ocidental aos EUA e afastá-lo da influência econômica e tecnológica chinesa. O Brasil nos últimos 20 anos fortaleceu seus laços com a China, diante de um fechamento cada vez maior dos parceiros tradicionais, Europa e América do Norte”, disse.

São Paulo (SP), 14/07/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Alexandre Pires, professor de relações internacionais e economia do Ibmec SP. Foto: Alexandre Pires/Arquivo Pessoal

Alexandre Pires, professor de relações internacionais e economia do Ibmec SP – Foto: Alexandre Pires/Arquivo Pessoal

Para Alexandre Pires, apesar de o Brasil também praticar o protecionismo comercial em algumas áreas, o contexto internacional está mais politizado e tenso, colocando as práticas brasileiras “sob escrutínio”.

“O desejo dos EUA é a eliminação das barreiras comerciais brasileiras em relação às empresas americanas, mas não é algo factível no curtíssimo prazo”, completou o professor.

Em resposta às acusações dos EUA de prática comercial “desleal” por parte do Brasil, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, rebateu cada uma das alegações do USTR.

“Isso [o tarifaço] oneraria uma relação bilateral de comércio e investimento que é claramente importante para ambos os lados, ao mesmo tempo que reduziria o espaço para o diálogo mais capaz de produzir resultados práticos”, afirmou Vieira.

Etanol e açúcar

Uma das exigências dos EUA é que o Brasil elimine tarifas de importação para o etanol produzido no país norte-americano, o que poderia prejudicar os produtores brasileiros.

O governo vem pedindo para manter o etanol fora das negociações, apesar de sugerir que os EUA retirem, em troca, as tarifas sobre o açúcar produzido no Brasil.

“O governo vem defendendo que o etanol não seja tratado nessa discussão. É uma pena que outras pessoas pensem diferente para que o etanol americano possa entrar no mercado brasileiro com facilidade”, afirmou o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.

Rosa destacou que o setor é estratégico, principalmente para o Nordeste, e lembrou que o açúcar brasileiro enfrenta fortes barreiras para entrar no mercado americano.

“Nosso açúcar tem sobretaxa nos Estados Unidos de quase 100%. Não dá para dissociar as duas cadeias”, disse a jornalistas dias atrás. A posição do governo é defendida pelas associações de produtores de cana brasileiros.

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia, a União Nacional do Etanol de Milho e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) argumentam que a queda das importações de etanol americano não decorre apenas de tarifas, mas principalmente da expansão da produção nacional.

Para o professor da USP Paulo Borba Casella, o debate em torno do etanol nas negociações com os EUA reforça a tese de que o objetivo é criar problemas políticos para o Brasil.

“Tem razão de não negociar a questão do etanol, a menos que tirassem a sobretaxa do açúcar brasileiro. Afinal de contas, é uma situação equivalente, tendo como base o mesmo produto”, comentou o professor, que também é presidente do Instituto de Direito Internacional e Relações Internacionais de São Paulo (IDIRI).

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Fórum LIDE Mato Grosso reúne Eike Batista, Leandro Karnal e Caio Coppolla em Cuiabá no dia 29 de julho

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Evento discutirá liderança, empreendedorismo e economia; pré-inscrições gratuitas estão abertas com vagas limitadas.

O Fórum LIDE Mato Grosso – Liderança e Empreendedorismo 2026 será realizado no dia 29 de julho, a partir das 8h, no Espaço Reali do Buffet Leila Malouf, em Cuiabá. As pré-inscrições gratuitas já estão disponíveis, com vagas limitadas.

O evento reunirá empresários, executivos, investidores, autoridades e lideranças nacionais para debater os principais desafios do ambiente de negócios brasileiro. Entre os destaques da programação estão o empresário Eike Batista, fundador do Grupo EBX, que falará sobre inovação, investimentos e desenvolvimento econômico; o historiador e escritor Leandro Karnal; o comentarista político Caio Coppolla, que abordará o cenário político e econômico nacional e seus impactos na competitividade brasileira; e o economista Pablo Spyer, sócio da XP Inc e âncora da Jovem Pan, conhecido como “Tourinho de Ouro”, com mais de três décadas de experiência em mercados de capitais.

“Mato Grosso tem protagonismo na economia brasileira e é o cenário ideal para esse debate”, destacou o presidente do LIDE Mato Grosso, Igor Taques.

As inscrições podem ser feitas pelo link: forms.gle/N9Woie8eNcpv64qA8

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