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16 de setembro de 2026

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Conab estima safra recorde de 360,1 milhões de toneladas de grãos em 2025/26

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Foto: Agência de Notícias do Paraná

A produção brasileira de grãos na safra 2025/26 deve alcançar 360,112 milhões de toneladas, segundo o 10º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado nesta terça-feira (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Se confirmada, a colheita será 2,2% maior do que a registrada no ciclo anterior, com acréscimo de 7,8 milhões de toneladas.

O crescimento é sustentado, principalmente, pela expansão da área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares. Já a produtividade média das lavouras deve permanecer praticamente estável, em 4.311 quilos por hectare.

Milho: segunda safra avança, mas colheita segue abaixo da média

A Conab projeta uma produção total de 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26, alta de 0,4% em relação ao ciclo passado.

A colheita da primeira safra está praticamente concluída, com produção estimada em 29,6 milhões de toneladas. Já a segunda safra, responsável pela maior parte do volume nacional, alcançou 38,9% da área colhida, índice inferior à média dos últimos cinco anos.

Segundo a Conab, Mato Grosso apresentou condições climáticas favoráveis durante o desenvolvimento das lavouras, favorecendo a produtividade. Em contrapartida, veranicos registrados entre abril e maio afetaram parte das áreas de Goiás, Minas Gerais e Piauí.

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A expectativa é de uma produção de 109,43 milhões de toneladas na segunda safra. Para a terceira safra, a projeção é de 2,7 milhões de toneladas, embora a escassez de chuvas em estados como Sergipe e Alagoas venha limitando o desenvolvimento das lavouras.

Soja alcança produção recorde

A soja, cuja colheita já foi finalizada em todo o país, deve registrar uma produção recorde de 180,6 milhões de toneladas, volume 5,3% superior ao obtido na safra anterior.

De acordo com a Conab, o resultado foi impulsionado pelo aumento de 2,7% da área cultivada, aliado ao uso de tecnologia pelos produtores e às condições climáticas favoráveis ao longo do ciclo.

Algodão ganha produtividade

Para o algodão, a estimativa é de uma produção de 4,06 milhões de toneladas de pluma.

Atualmente, 8,1% da área já foi colhida, enquanto 78,4% das lavouras estão em fase de maturação e 13,5% em formação de maçãs.

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Mesmo com uma redução de 3,2% na área plantada, que ficou próxima de 2 milhões de hectares, a cultura deve apresentar ganho de 2,8% na produtividade, favorecida pelas boas condições climáticas.

Arroz, feijão e trigo têm queda na produção

Entre as culturas destinadas ao abastecimento interno, o arroz teve a colheita encerrada com produção estimada em 11,1 milhões de toneladas, uma redução de 13,1% frente à safra anterior. A queda é atribuída principalmente à diminuição da área cultivada.

No caso do feijão, a expectativa é de uma produção de 3 milhões de toneladas, volume 1,4% menor que o registrado no ciclo passado.

Apesar das reduções, a Conab avalia que a oferta continuará suficiente para atender à demanda do mercado brasileiro.

Já o trigo, principal cultura de inverno, está na reta final do plantio. A Companhia projeta uma produção de 6 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 23,5% em relação à safra passada. O recuo reflete tanto a redução da área semeada quanto a expectativa de menor produtividade.

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Conab ajusta estoques e exportações

O levantamento também trouxe atualizações para o quadro de oferta e demanda dos principais produtos agrícolas.

No milho, a revisão da produção elevou a estimativa para o estoque de passagem da safra 2025/26, que agora deve ficar em 14,5 milhões de toneladas ao fim de janeiro de 2027.

Para o algodão, a Conab aumentou a expectativa de exportações para 3,38 milhões de toneladas de pluma, o que deverá resultar em um estoque final de 2,67 milhões de toneladas.

Já na soja, o estoque final foi ajustado para 8,8 milhões de toneladas, refletindo o aumento tanto do processamento interno quanto das exportações. A Companhia estima esmagamento de 62,57 milhões de toneladas e embarques de 116,3 milhões de toneladas ao longo da temporada.

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Soja e milho exigem cuidado antes da semeadura para evitar falhas na lavoura

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Foto: Reprodução/Aprosoja Mato Grosso

Falhas na implantação podem começar antes mesmo da semeadura da soja e do milho. Em Mato Grosso, a qualidade das sementes, a umidade do solo e a regulagem dos equipamentos estão entre os fatores que precisam ser observados nesta etapa da safra.

No caso das sementes, os índices de germinação e vigor precisam ser conferidos antes da semeadura, assim como a procedência do produto adquirido. A avaliação ganha importância porque a qualidade da semente está diretamente ligada ao estabelecimento das plantas. O produtor também precisa considerar as condições da área e o momento de colocar o material no solo.

Para o vice-presidente Oeste da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Gilson Antunes de Melo, a atenção começa na compra. “O ideal é que o produtor compre uma semente de boa qualidade, de empresas idôneas que estão a tempo no mercado”, afirma.

Ele também orienta que o produtor confira os índices de germinação e vigor do material antes do plantio. A avaliação pode apontar a necessidade de cuidados adicionais antes da semeadura.

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Umidade do solo entra na decisão

O que chega à fazenda também precisa ser avaliado antes de ir para a lavoura. Quando há dúvida sobre a qualidade, a orientação é solicitar a coleta de uma amostra e encaminhá-la para análise. As sementes adquiridas pelos produtores passam por coleta e análise para verificar os índices de qualidade. No Semente Forte, da Aprosoja MT, as amostras são coletadas por técnicos habilitados pelo Registro Nacional de Sementes e Mudas (RENASEM) e encaminhadas a laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

“Na hora que a semente chega na fazenda, o ideal é que chame o supervisor da Aprosoja MT da região para que colete essa semente. Se tiver dúvidas, mande para o laboratório antes de realizar o plantio”, diz Gilson.

O resultado da análise ajuda a definir o tratamento das sementes. A decisão sobre quando semear também passa pela condição encontrada no solo, principalmente pela presença de umidade.

“Com o resultado de qualidade em mãos, o produtor pode tomar decisão em relação ao tratamento do material, e também, decidir qual o melhor momento para plantar levando em consideração a umidade do solo, fator que contribui para uma boa germinação”, completa.

A preparação não termina na semente, conforme a entidade. A regulagem dos equipamentos de plantio também faz parte dos cuidados previstos para a semeadura. A Aprosoja MT orienta que o produtor planeje as etapas do plantio, considerando a qualidade das sementes, o tratamento do material, a umidade do solo e a regulagem dos equipamentos.

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Disputa por arroz aumenta e saca chega perto de R$ 90 no RS

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Foto: Paulo Lanzetta

A concorrência entre os mercados interno e externo tem sustentado os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), negócios destinados à exportação foram realizados nos últimos dias a valores próximos de R$ 90 pela saca de 50 quilos no Porto do Rio Grande.

As negociações estiveram relacionadas ao fechamento de cargas para navios e estimularam produtores a ampliar a oferta do cereal, principalmente nas regiões mais próximas ao terminal portuário.

Ao mesmo tempo, parte das indústrias voltadas ao mercado doméstico reduziu a atuação nas negociações diante da dificuldade para acompanhar os preços pagos nas operações destinadas à exportação.

Exportação disputa arroz com indústrias

Segundo o Cepea, a concorrência pelo produto ocorre em um momento de maior demanda das indústrias por matéria-prima, reforçando a sustentação das cotações.

O movimento também é acompanhado pela expectativa de compras governamentais, outro fator que mantém os agentes atentos e contribui para a firmeza dos preços do arroz em casca no estado.

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Beneficiamento de arroz avança no Rio Grande do Sul

A maior procura por matéria-prima ocorre após o beneficiamento de arroz avançar no Rio Grande do Sul em agosto.

Além da movimentação no campo e nas indústrias, os preços ao consumidor também registraram alta no período, segundo o Cepea.

Com exportadores e indústrias domésticas disputando o cereal e a expectativa de atuação do governo no mercado, as cotações do arroz em casca permanecem firmes no estado.

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Safra 2026/27 de grãos pode atingir recorde de 366,6 milhões de toneladas

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projetou nesta terça-feira (15) produção recorde de 366,6 milhões de toneladas de grãos na safra 2026/27. Se confirmada, a colheita ficará 4,9 milhões de toneladas acima das 361,7 milhões de toneladas estimadas para 2025/26, avanço de 1,4% entre os ciclos. Os números foram apresentados no evento “Perspectivas para a Agropecuária Safra 2026/27”, realizado em parceria com o Banco do Brasil.

Segundo a Conab, o crescimento da safra será sustentado pela expansão da área cultivada, apesar da previsão de queda na produtividade média nacional. A área plantada com grãos deve avançar 2,3%, de 83,45 milhões para 85,35 milhões de hectares. Já o rendimento médio deve recuar 0,9%, de 4.335 para 4.296 quilos por hectare.

Na soja, a estatal prevê novo recorde de produção, com 181,64 milhões de toneladas em 2026/27, alta de 0,7% ante as 180,41 milhões de toneladas estimadas para 2025/26. A área deve crescer 1,4%, para 49,31 milhões de hectares, enquanto a produtividade média é projetada em 3.683 quilos por hectare, queda de 0,8%.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

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Para o milho, considerando as três safras, a produção deve subir 2,8%, de 144,01 milhões para 148,0 milhões de toneladas. A área cultivada tende a crescer 4,9%, para 23,70 milhões de hectares, compensando a queda de 2,0% na produtividade média, estimada em 6.244 quilos por hectare. A Conab avalia que o consumo doméstico é impulsionado principalmente pela indústria de etanol de milho, enquanto as exportações devem permanecer em patamar elevado.

No algodão em pluma, a estimativa é de 4,16 milhões de toneladas, aumento de 0,3%. A área deve avançar 3,7%, para 2,09 milhões de hectares, e a produtividade é projetada em 1.986 quilos por hectare, recuo de 3,2%. A Conab indica a demanda externa como principal sustentação da cadeia.

Entre as culturas com retração, o arroz deve somar 10,76 milhões de toneladas, queda de 2,9%, e o feijão, 2,93 milhões de toneladas, recuo de 0,7%.

Nas estimativas da Conab, a safra 2026/27 combina expansão de área e redução de rendimento médio. O movimento mantém a perspectiva de recorde para os grãos, com avanço em soja, milho e algodão, enquanto arroz e feijão devem registrar recuo na produção.

Fonte: Estadão Conteúdo

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