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Governo de MT firma R$ 90 milhões em convênios para obras em 10 municípios do Alto Rio Paraguai

Recursos serão destinados a pavimentação, educação, habitação, drenagem, praças e equipamentos públicos, com foco em demandas apresentadas pelas prefeituras
O Governo de Mato Grosso firmou, nesta quinta-feira (25.6), convênios e autorizações de investimentos que somam cerca de R$ 90 milhões com 10 municípios da região do Alto Rio Paraguai. As assinaturas ocorreram durante reunião com prefeitos no Palácio Paiaguás, em Cuiabá.
Os recursos contemplam obras de asfalto urbano, asfalto novo em estradas, recuperação viária, construção e reforma de unidades escolares, habitação e equipamentos públicos.
O governador Otaviano Pivetta destacou o modelo de gestão e a ampliação dos repasses aos municípios.
“De 2019 para cá, nós mudamos o jeito de governar e implantamos um novo modelo de gestão. Os recursos passaram a ser aplicados a partir das demandas apresentadas pelos prefeitos e parlamentares, atendendo às necessidades de cada município. Vamos ampliar esse trabalho porque entendemos que o melhor que o Estado pode fazer é levar os recursos diretamente aos municípios para que as obras e os serviços cheguem com mais rapidez à população”, afirmou.
O prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson, destacou a parceria com o Governo do Estado.
“Somos muito gratos pela parceria que o Governo do Estado tem tido com os municípios de Mato Grosso ao longo desses sete anos. Os convênios vêm trazendo melhorias importantes de infraestrutura urbana, atendendo bairros que ainda não têm asfalto e regiões produtoras. São obras de microrrevestimento e recuperação da malha viária que dão mais vida útil às estradas e ruas. Então, é uma parceria que, além de Tangará, alcança vários outros municípios e tem feito diferença na ponta”, disse.
Convênios firmados
Em Alto Paraguai, o convênio prevê microrrevestimento asfáltico e sinalização viária em diversas vias da sede e do distrito de Capão Verde, com investimento de R$ 1,6 milhão.
Em Arenápolis, o investimento é de R$ 2,4 milhões para reforma da Escola Municipal 25 de Outubro.
Em Campo Novo do Parecis, os recursos somam R$ 25,4 milhões, sendo R$ 10,2 milhões para construção de escola de educação infantil e R$ 15,2 milhões para subsídio habitacional do programa SER Família Habitação.
Em Diamantino, os investimentos somam R$ 17,3 milhões, sendo R$ 15,8 milhões para construção de escola com 12 salas e R$ 1,4 milhão para reforma da Escola Municipal Décio Furigo.
Em Nortelândia, os convênios somam R$ 7,6 milhões para asfalto urbano e canalização de cursos d’água.
Em Nova Marilândia, o investimento é de R$ 1,4 milhão para construção da Praça Primavera.
Em Nova Maringá, serão aplicados R$ 3,3 milhões para asfalto novo na Estrada Boa Sorte.
Em Nova Olímpia, o valor é de R$ 3 milhões para microrrevestimento e sinalização viária em vias urbanas.
Em Porto Estrela, os investimentos somam R$ 4,5 milhões para construção de complexo poliesportivo e asfalto urbano.
Em Tangará da Serra, os investimentos ultrapassam R$ 23 milhões em asfalto urbano, recuperação viária e drenagem urbana.
Participaram da agenda os deputados federais Juarez Costa e Fábio Garcia; os deputados estaduais Chico Guarnieri, Paulo Araújo e dr João; o presidente da AMM, Emerson Máximo (Maninho); o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho; a secretária de Estado de Educação, Flávia Emanuelle de Souza Soares; o presidente da MTPar, Wenner Santos; além de prefeitos da região do Alto Rio Paraguai.
Agro Mato Grosso
Mosca-da-raiz (Delia sanctijacobi) tem primeiro registro em soja no Brasil

Presença do inseto causando danos significativos em lavouras comerciais acende alerta sobre manejo de praga emergente
A mosca-da-raiz (Delia sanctijacobi) foi registrada pela primeira vez em soja no Brasil. A ocorrência envolveu lavouras comerciais no Rio Grande do Sul, com danos em raízes, cotilédones e hastes de plântulas. O ataque reduziu o estande de plantas e chegou a cerca de 30% em áreas de Saldanha Marinho e Cruz Alta (DOI: 10.37486/2675-1305.ec08019).
Os pesquisadores Glauber R. Stürmer, Delmar B. dos Santos, Nayane S. França, Henrique Pozebon e Jonas A. Arnemann relataram a presença da praga em soja durante o início da safra de verão 2025/2026. Os exemplares usados na confirmação vieram de lavouras em Saldanha Marinho e Cruz Alta. As áreas haviam recebido semeadura entre 9 e 11 de outubro, após cultivos de aveia-preta, Avena strigosa, e ervilhaca, Vicia sativa.
Os sintomas compatíveis com danos de mosca-da-raiz apareceram em várias lavouras comerciais no Rio Grande do Sul. Os cientistas informam sobre observações em lavouras de soja em Passo Fundo, Carazinho, Saldanha Marinho e Cruz Alta. Também houve registro em melancia em Santa Maria. Nas lavouras de soja, os pesquisadores observaram consumo de cotilédones durante a emergência. Esse dano provocou falhas no estabelecimento inicial da cultura.
Identificação da espécie
A identificação da espécie ocorreu por caracteres morfológicos e por sequenciamento de DNA. As amostras permaneceram em etanol a 96% até a identificação e a extração de DNA. O Laboratório Agronômica de Diagnóstico Fitossanitário, em Porto Alegre, realizou as análises moleculares. Duas sequências nucleotídicas obtidas de larvas apresentaram mais de 99,82% de similaridade com Delia sanctijacobi em comparação no banco NCBI. As sequências de Saldanha Marinho e Cruz Alta foram depositadas no GenBank sob os números PX963737 e PX963848.
A larva causa o dano principal. Ela alimenta-se de sementes, raízes e plântulas. Depois do ataque inicial às raízes, a larva abre galerias em estruturas vegetativas, como bulbos e hastes de plântulas. No caso da soja, o estudo registrou dano em raízes, perfuração de haste e redução de estande.
Hábito polífago
Delia sanctijacobi possui hábito polífago. A espécie já tinha associação com várias culturas comerciais, entre elas milho, feijão, melão, abóbora, trigo, linho, cebola, alho, berinjela, alfafa, girassol e couve-flor. O inseto ocorre na América do Sul e aparece com maior frequência em regiões frias do continente, incluindo Argentina, Chile, Peru e Uruguai.
No Brasil, a primeira ocorrência de Delia sanctijacobi havia sido relatada em brócolis, na Região Sul. Depois, a espécie recebeu registro em tomateiro. Não havia registro da praga causando danos em soja no país.
Diferença de dano
Os pesquisadores não observaram diferença de dano entre lavouras Bt e não Bt. Esse ponto indica a necessidade de estudos específicos sobre manejo da praga na cultura. Os cientistas destacam a dificuldade de identificação de espécies do gênero Delia. As espécies apresentam semelhança morfológica, e a diferenciação exige avaliação detalhada. O uso de marcadores moleculares pode melhorar a detecção e apoiar decisões de manejo.
Dificuldade no manejo
O manejo tende a apresentar dificuldade. A larva alimenta-se de raízes ou cotilédones e depois penetra na haste da planta. Nessa posição, ela fica fora do alcance de muitas pulverizações. Os pesquisadores informam a existência de 192 ingredientes ativos e 2.032 inseticidas comerciais registrados para uso em soja no Brasil, mas nenhum deles com recomendação específica para o controle da mosca-da-raiz.
Neonicotinoides, piretroides, carbamatos e organofosforados usados contra pragas primárias da soja podem ter efeito sobre a espécie, principalmente quando a aplicação atinge a base da haste. Ainda assim, os cientistas apontam a necessidade de novos estudos para avaliar a eficiência de controle. Há também a possibilidade de uso de nematoides entomopatogênicos como alternativa descrita para espécies de Delia. Práticas culturais, como a variação do período de preparo do solo, também podem afetar o tamanho da população infestante.
Agro Mato Grosso
programa da Aprosoja MT garante imparcialidade em processos de classificação de grãos

Nos últimos quatro anos de registro, o programa já atendeu mais de 5.900 solicitações no estado
Do plantio à comercialização dos grãos de soja e milho, há muitos processos de controle de qualidade dos produtos. A classificação é uma das etapas mais importantes do processo final, pois é nela que são avaliados os níveis de umidade, os grãos avariados e as impurezas. Para trazer mais segurança aos produtores rurais, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) implementou, em 2017, o programa Classificador Legal, que tem o objetivo de assegurar o cumprimento dos padrões oficiais estabelecidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
Apesar de o MAPA regulamentar e fixar os níveis adequados para a classificação, durante o processo de avaliação dos grãos podem ocorrer divergências e resultados errôneos, afetando as operações comerciais. Desde quando se passou a computar os atendimentos através de ordens de serviço, em 2021, a Aprosoja já atendeu 5.976 solicitações em todo o estado.
Esses números refletem a confiança do produtor rural no programa, afirmou o vice-coordenador da Comissão de Defesa Agrícola da Aprosoja MT, Gilson Antunes de Melo. Ele também destacou que já utilizou o Classificador Legal e que as empresas envolvidas nas negociações dos grãos respeitam os resultados apresentados pelos profissionais do programa.
“O Classificador Legal é um balizador da qualidade dos grãos de soja e milho. É um programa de ótima qualidade e muita confiança. Quando o Classificador Legal chega à propriedade, nós que temos armazém, por exemplo, percebemos que o classificador contratado pelas tradings já respeita e admite que a classificação feita pelo Classificador Legal é imparcial. No nosso caso, sempre que o classificador veio, melhorou a nossa classificação de grãos”, disse.
O programa pode ser acionado sempre que o produtor rural tiver a necessidade de verificar a qualidade dos grãos ou quando estiver em dúvida quanto aos resultados obtidos por uma das partes envolvidas na comercialização. Nesses casos, a atuação dos técnicos do programa permite uma avaliação imparcial, fundamentada na legislação e nas instruções normativas vigentes.
Quando o objetivo é verificar a qualidade do produto entregue, o classificador realiza as aferições técnicas dos grãos, permitindo que os parâmetros analisados estejam em conformidade. Já em situações de discordância quanto aos resultados da classificação, o profissional atua como árbitro e mediador, promovendo uma análise independente que contribui para a resolução do conflito e para a transparência das negociações.
Desde o início do programa, a Região Norte de Mato Grosso foi a que mais acionou o serviço, com 2.364 chamados, seguida pela Região Sul, com 1.464, Região Oeste, com 964, e, por último, a Região Leste, com 771 chamados.
A irmã do associado ao núcleo de Sorriso, Antonio Luiz Piva, Aline Piva, foi a responsável por acionar e acompanhar o trabalho de um classificador. Ela contou a experiência que teve ao utilizar o programa por meio do Canal do Produtor.
“Aqui a gente utilizou o serviço do Classificador Legal recentemente, e foi ótimo. Na verdade, foi além do esperado. Estávamos com um problema na classificação durante um carregamento. Fiz uma solicitação pelo Canal do Produtor e entrei em contato com o classificador da região. Ele se prontificou e veio até mais rápido do que eu imaginava. Chegando aqui, foi muito ágil, seguiu todo o protocolo, conversou com as partes envolvidas e acompanhou o processo. Foi muito bom, porque ele traz transparência para a classificação”, explicou.
A experiência de Aline, na Fazenda Piva, foi tão positiva que ela afirmou ter conseguido resolver o problema. Além disso, o profissional explicou todo o processo, demonstrando cada etapa da classificação. Ela também afirmou que está indicando o serviço para colegas e vizinhos.
O engenheiro agrônomo Rafael Alari Tonetto, que trabalha com o produtor Mauro Donisete, do núcleo Araguaia Xingu, contou que também acionou e acompanhou o trabalho do Classificador Legal. Segundo ele, houve inconsistências com uma empresa, mas a situação foi resolvida. O programa trouxe mais clareza aos resultados obtidos na medição, reforçando a importância de acionar o classificador sempre que surgirem dúvidas.
“O Classificador Legal traz um pouco mais de clareza para nós na classificação. A disponibilidade dele foi muito boa, assim como a solicitude. Conversamos com ele à tarde e, no outro dia pela manhã, ele já estava na fazenda. É o que eu sempre digo: se houver dúvida, essa é uma ferramenta que está disponível pela Aprosoja MT. Isso faz com que a gente tenha um pouco mais de segurança dentro da classificação, porque sabemos que ela pode ser bastante subjetiva”, disse.
Os classificadores atuam de forma imparcial para garantir o melhor resultado no processo de classificação. Com profissionais distribuídos por todo o estado, a Aprosoja MT oferece mais segurança nas transações comerciais e mais confiabilidade aos produtores rurais que utilizam o programa. Para acionar o serviço, o agricultor pode abrir uma ordem de serviço por meio do Canal do Produtor, pelo telefone (65) 3027-8100.
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Governo dá 24h para bancos bloquearem contas e dinheiro de sites de apostas irregulares

Conselho Monetário Nacional (CMN) regulamenta decreto e nova regra entra em vigor no dia 28 de agosto. Dinheiro apreendido irá para a Segurança Pública
O Conselho Monetário Nacional (CMN) regulamentou o decreto que permite bloquear contas e impedir transações financeiras de operadores de apostas de quota fixa que atuem sem autorização.
O governo busca dificultar a operação de sites e empresas consideradas irregulares e estabelece regras para bancos e instituições de pagamento cumprirem as determinações do governo. Embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha assinado o decreto na semana passada, o CMN precisava regulamentar a medida.
Com entrada em vigor em 28 de agosto, a resolução nº 5320, aprovada nesta quinta-feira (25), determina que as instituições do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) bloqueiem as contas até 24 horas após receberem uma notificação da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda.
Como funciona
A regra vale para pessoas físicas e jurídicas que explorem apostas de quota fixa sem autorização legal.
O procedimento começa quando a SPA identifica uma operação irregular. A secretaria emite um auto de constatação e, após isso, envia uma notificação de bloqueio às instituições financeiras e de pagamento.
Com a ordem recebida, bancos e instituições deverão bloquear contas vinculadas aos operadores identificados.
Contas que podem ser bloqueadas:
- Contas de depósito à vista;
- Contas de poupança;
- Contas de pagamento pré-pagas;
- Contas de registro.
Dinheiro retido
Após o bloqueio, os valores existentes nas contas ficam indisponíveis. A regra também determina que sejam recusadas novas transações destinadas, direta ou indiretamente, a essas contas quando houver relação com a atividade irregular de apostas.
Na prática, o objetivo é impedir que operadores não autorizados movimentem recursos pelo sistema financeiro enquanto o processo administrativo ou judicial estiver em andamento.
Possíveis desbloqueios
O bloqueio não é necessariamente definitivo. As contas poderão ser liberadas caso uma decisão administrativa final reconheça que o titular não deveria ter sido atingido pela medida.
Também poderá haver desbloqueio após a conversão dos valores em depósito judicial, conforme previsto na regulamentação.
Por outro lado, se houver decisão judicial confirmando o perdimento dos recursos, as instituições deverão encerrar as contas dos titulares.
Destino dos valores
Quando houver determinação judicial de perda dos valores, o dinheiro será destinado ao Fundo Nacional de Segurança Pública, ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
A medida faz parte das regras criadas para combater operadores clandestinos de apostas e foi prevista após mudanças na legislação de combate ao crime organizado.
Nova regra
A norma do CMN regulamenta dispositivo incluído na Lei nº 14.790/2023 pelo Marco Legal do Combate ao Crime Organizado, além do Decreto nº 13.033/2026, que definiu as atribuições da SPA.
O CMN é formado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan; pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo; e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.
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