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Acre reforça calendário do vazio sanitário da soja e alerta para medidas de combate à ferrugem asiática

O governo do Acre, por meio do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), publicou a Portaria nº 266/2026, que estabelece as medidas fitossanitárias para prevenção e controle da ferrugem asiática da soja durante a safra 2026/2027.
A normativa define o período do vazio sanitário, o calendário de semeadura, as regras para o cadastramento das propriedades produtoras e as responsabilidades de produtores rurais e responsáveis técnicos no monitoramento da doença.
Conforme o calendário do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o vazio sanitário no Acre será realizado entre 22 de junho e 20 de setembro de 2026. Nesse período, fica proibida a presença de plantas vivas de soja em qualquer estágio de desenvolvimento, incluindo plantas voluntárias, conhecidas como tigueras ou guaxas, que deverão ser eliminadas por controle mecânico ou químico.
Segundo o Idaf, a medida faz parte do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS) e tem como objetivo interromper o ciclo do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática, considerada a doença de maior impacto econômico para a cultura da soja.
A portaria também estabelece que a semeadura da soja poderá ser realizada entre 21 de setembro de 2026 e 8 de janeiro de 2027. Além disso, os produtores deverão realizar o cadastramento anual das propriedades e das unidades de produção no Sistema de Defesa Agropecuária e Florestal (Sisdaf), permitindo ao Idaf intensificar as ações de monitoramento, inspeção e fiscalização.
Outra determinação é a proibição do cultivo de soja em sucessão à soja na mesma área e no mesmo ano agrícola, prática que contribui para reduzir a sobrevivência do fungo e fortalecer o manejo integrado da doença.
Os produtores e responsáveis técnicos também deverão monitorar continuamente as lavouras e comunicar imediatamente ao Idaf qualquer suspeita de ferrugem asiática. Em caso de confirmação, deverão ser adotadas as medidas fitossanitárias recomendadas pelo órgão para evitar a disseminação da doença.
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Congresso nacional fortalece protocolos de resgate e atendimento a vítimas de acidentes de trânsito

Evento reúne representantes de 26 estados, Distrito Federal e quatro países para troca de experiências e capacitação em técnicas de salvamento e atendimento pré-hospitalar
66A troca de experiências entre bombeiros militares, profissionais da saúde, gestores públicos e especialistas de diferentes estados brasileiros durante o 2º Congresso Nacional de Emergência e Segurança Viária (Conesv) tem contribuído para o fortalecimento e a padronização dos protocolos de atendimento às vítimas de acidentes de trânsito em todo o país.
Realizado no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá, o congresso reúne representantes de 26 estados e do Distrito Federal, além de participantes internacionais, para discutir estratégias voltadas à redução dos sinistros de trânsito, ao aperfeiçoamento das técnicas de resgate e atendimento pré-hospitalar, bem como ao fortalecimento da integração entre as instituições responsáveis pelas operações de salvamento.
Ao longo dos três dias de programação, os participantes aprimoram seus conhecimentos por meio dos cursos Stop The Bleed e Rescue Training, voltados às técnicas de atendimento pré-hospitalar e de resgate em ocorrências de média e alta complexidade. O evento também promove desafios técnicos que simulam situações reais de acidentes de trânsito, como o Desafio Nacional de Salvamento Veicular e Trauma e o Holmatro Experience, permitindo que as equipes coloquem em prática os conhecimentos adquiridos.
A tenente-coronel BM Marielle Paula Voltarelli Rodrigues, do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), explica que as atividades foram planejadas para reproduzir, com o máximo de fidelidade, as condições enfrentadas pelas equipes nas ocorrências do dia a dia. “No Desafio de Trauma, por exemplo, as equipes dispõem de apenas 15 minutos para avaliar a cena, identificar as lesões e realizar todo o atendimento à vítima, seguindo protocolos técnicos rigorosos. A proposta é reproduzir, com o máximo de fidelidade, as condições encontradas em ocorrências reais”, disse.
Segundo a oficial, cada cenário é cuidadosamente elaborado para proporcionar uma experiência imersiva e tornar o treinamento ainda mais eficiente. “O cenário tem justamente esse objetivo: ser o mais realístico possível. Pensamos em cada detalhe, com árvores, folhas, galhos e todos os elementos que podem estar presentes em uma ocorrência real. Quanto mais próximo da realidade conseguimos tornar a prova, maior é a qualidade do treinamento. Embora seja uma competição, ela representa uma importante oportunidade de capacitação para as equipes”.
Ela destaca ainda que os cenários permanecem em sigilo até o início das provas e contam com vítimas simuladas caracterizadas por uma equipe especializada em maquiagem realística. “As vítimas ficam escondidas até o momento da prova, porque todo o cenário precisa ser uma surpresa para os competidores. Existe uma equipe especializada responsável pela maquiagem realística, reproduzindo diferentes tipos de lesões para que os participantes possam identificá-las e conduzir o atendimento exatamente como fariam em uma ocorrência real”.
Já no Holmatro Experience, os participantes enfrentam cenários que simulam operações de resgate em acidentes envolvendo veículos de grande porte, como ônibus e carretas, possibilitando o aperfeiçoamento das técnicas de salvamento nesse tipo de ocorrência.
Para a 2º sargento BM Larissa Gomes, do Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo (CBMES), a participação no congresso vai além da competição e representa uma oportunidade permanente de aperfeiçoamento profissional. “Participar desses desafios é um estímulo para o nosso aprendizado constante e para a nossa atualização. Observar os colegas trabalhando, competir e trocar experiências com bombeiros de outros estados faz toda a diferença. A gente faz novas amizades e leva muito conhecimento para casa”, garantiu.
Segundo a militar, a rotina do salvamento exige elevado preparo técnico e equilíbrio emocional. “No nosso trabalho, a gente não tem muita margem para errar. Quando um erro acontece, as consequências podem ser graves. Por isso, o treinamento constante é essencial para reduzir falhas e garantir um atendimento cada vez mais seguro”,
A busca pelo aperfeiçoamento também mobiliza equipes de outras regiões do país. O 3º sargento BM Guilherme Alves Queiros Souza, do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), explica que a preparação para o congresso envolve treinamentos frequentes baseados em cenários semelhantes aos enfrentados no serviço operacional.
“Nossa equipe é formada por militares da região Norte de Minas Gerais. Realizamos treinamentos simulando tanto as provas quanto as ocorrências do dia a dia, sempre buscando desenvolver as melhores técnicas para retirar as vítimas com qualidade e no menor tempo possível”, afirmou.
Além da troca de experiências entre profissionais brasileiros, o congresso reúne participantes de Portugal, Argentina, Peru e Costa Rica, que compartilham conhecimentos, protocolos e boas práticas fortalecendo a cooperação internacional e contribuindo para a evolução dos serviços de emergência. O 2º Conesv se encerra nesta sexta-feira (26.6).
Com Assessoria
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Homem entra em luta corporal com a PM e acaba baleado durante ação contra o tráfico

: Trio que comandava venda de drogas em Cáceres foi desarticulado pelo 6º Batalhão. Denúncias anônimas podem ser feitas pelo 190
Dois homens e uma mulher foram presos, na manhã desta sexta-feira (26.6), por policiais militares do 6º Batalhão, em Cáceres (220 km de Cuiabá). As equipes recolheram treze porções de substância análogas à pasta base de cocaína e R$ 350 em espécie. Na ação, um homem foi baleado, após agredir os militares.
Durante o policiamento tático em decorrência da Operação Território Livre, as equipes receberam informações de que uma residência no bairro Jardim Guanabara era um ponto de compra e venda de entorpecentes de integrantes de uma facção criminosa.
No local, as equipes abordaram um homem, de 22 anos e uma mulher, de 25 anos, que alegaram ser do município de Cláudia. Um terceiro suspeito, de 35 anos, tentou fugir pelo corredor do imóvel, sendo detido.
No momento da abordagem, o suspeito passou agredir os militares e tentou desarmar um policial. Na ocasião, ele foi baleado, correu para uma região de mata e foi novamente detido.
O suspeito foi socorrido por uma equipe de saúde e encaminhado ao Hospital Regional do município. Na casa, os militares localizaram os entorpecentes e a quantia em dinheiro. A dupla foi encaminhada à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
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Como ficaram os preços de soja na última sexta-feira de junho? Mercado se volta aos números do USDA

O mercado brasileiro de soja encerrou a sexta-feira (26) com pouca movimentação e cotações praticamente estáveis. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, produtores e compradores adotaram uma postura cautelosa diante da expectativa pelos relatórios que serão divulgados na próxima semana pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Enquanto a Bolsa de Chicago e o dólar registraram leves quedas, os prêmios de exportação permaneceram em patamares elevados, ajudando a sustentar os preços no mercado brasileiro.
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De acordo com Silveira, os produtores permaneceram afastados das negociações, enquanto os compradores também demonstraram pouco interesse em fechar novos negócios. O analista destaca que a expectativa pelos números do USDA reduziu o ritmo das negociações ao longo do dia.
Apesar da baixa liquidez, Silveira observa que algumas negociações ocorreram em Goiás, onde lotes maiores chegaram a ser comercializados.
Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): manteve em R$ 129,00
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 130,00
- Cascavel (PR): manteve em R$ 125,00
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 115,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 117,00
- Rio Verde (GO): desceu de R$ 117,00 para R$ 116,00
- Paranaguá (PR): manteve em R$ 136,00
- Rio Grande (RS): manteve em R$ 136,00
Chicago
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja encerraram o pregão com leves perdas, reduzindo parte dos ganhos acumulados ao longo da semana.
A principal pressão veio da forte queda do petróleo, favorecida pelo aumento do fluxo de embarcações no Estreito de Ormuz, movimento que provocou realização de lucros após a forte alta registrada no pregão anterior.
Além disso, o mercado segue acompanhando a demanda chinesa pela soja norte-americana e as condições de desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos.
Os investidores também ajustam suas posições antes da divulgação dos relatórios do USDA, marcada para terça-feira (30). O departamento apresentará os dados de área plantada da safra 2026/27 e os estoques trimestrais norte-americanos na posição de 1º de junho.
USDA
A expectativa do mercado é que o USDA indique uma área plantada de 85,37 milhões de acres, acima dos 84,7 milhões de acres projetados na intenção de plantio divulgada em março e superior aos 81,215 milhões de acres cultivados em 2025.
Para os estoques trimestrais, a estimativa é de 1,051 bilhão de bushels em 1º de junho. Em 1º de março, os estoques eram de 2,105 bilhões de bushels, enquanto no mesmo período do ano passado totalizavam 1,008 bilhão de bushels.
Contratos futuros de soja
No fechamento da sessão, os contratos da soja para julho recuaram 1,25 centavo de dólar (0,11%), encerrando a US$ 11,26 3/4 por bushel. O vencimento agosto caiu 0,50 centavo (0,04%), para US$ 11,36 1/2 por bushel.
Entre os subprodutos, o farelo de soja para julho recuou US$ 1,20 (0,38%), fechando a US$ 307,00 por tonelada. Já o óleo de soja com vencimento em julho avançou 0,49 centavo de dólar (0,69%), encerrando a 71,30 centavos de dólar por libra-peso.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,25%, sendo negociado a R$ 5,1674 para venda e a R$ 5,1654 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1559 e a máxima de R$ 5,1879. Na semana, a valorização foi de 0,07%.
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