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24 de junho de 2026

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Termômetros caem para 14°C a partir de hoje (24) e Defesa Civil emite alerta em Cuiabá

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Capital deve registrar os dias mais gelados do ano até o próximo sábado. Órgão pede atenção especial com idosos, crianças e proíbe aquecedores improvisados

Defesa Civil orienta população diante da queda de temperatura em Cuiabá

Com a massa de ar frio avançando sobre a região Centro-Oeste e provocando queda acentuada das temperaturas em Cuiabá, a Defesa Civil Municipal reforçou as orientações à população e segue monitorando as condições meteorológicas na capital. A previsão do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/INPE) indica mínimas de até 14°C entre esta terça-feira (23) e sábado (27), período que deve registrar os dias mais frios do ano até o momento.

De acordo com o boletim, esta terça-feira (23) terá temperatura variando entre 19°C e 26°C, com predomínio de céu parcialmente nublado. A mudança mais significativa ocorre a partir de quarta-feira (24), quando os termômetros devem registrar mínima de 14°C e máxima de 20°C, com possibilidade de chuva isolada. Na quinta-feira (25), a mínima permanece em 14°C, enquanto a máxima não deve ultrapassar 22°C.

Na sexta-feira (26), o tempo segue com predominância de nebulosidade, com temperaturas entre 16°C e 26°C. Já no sábado (27), a tendência é de elevação gradual das temperaturas, com mínima de 18°C e máxima de 30°C, além de períodos de sol entre nuvens.

O secretário municipal de Defesa Civil, coronel Alessandro Borges, destacou que o órgão acompanha continuamente os boletins meteorológicos e reforça a importância da adoção de medidas preventivas durante os dias mais frios.

“Embora Cuiabá seja conhecida pelas altas temperaturas, a chegada dessa massa de ar frio exige atenção, especialmente com crianças, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade. A orientação é que a população acompanhe as atualizações dos órgãos oficiais e adote os cuidados necessários para preservar a saúde e a segurança de todos”, afirmou.

Entre as recomendações da Defesa Civil estão a revisão de telhados, calhas e ralos para evitar infiltrações, a separação prévia de agasalhos e cobertores e a atenção especial às pessoas mais sensíveis às mudanças climáticas. Durante o período de frio, também é recomendado manter o corpo aquecido, hidratar-se adequadamente e evitar o uso de fogueiras, braseiros ou aquecedores improvisados em ambientes fechados.

Após a passagem da frente fria, a expectativa é de dias mais secos e ensolarados, com redução da umidade relativa do ar. Nesse cenário, a Defesa Civil orienta a população a reforçar a hidratação, evitar exposição prolongada à fumaça e à poeira e não realizar queimadas, prática que configura crime ambiental.

O novo boletim reforça a sequência de mudanças climáticas registradas neste mês. No último dia 10 de junho, Cuiabá esteve entre os municípios mato-grossenses incluídos em alerta amarelo de tempestades emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com previsão de chuvas intensas, rajadas de vento e possibilidade de granizo. Agora, o destaque é a chegada da massa de ar frio, que deve provocar uma das quedas mais expressivas de temperatura do ano na capital.

A Defesa Civil Municipal segue acompanhando a evolução das condições meteorológicas e orienta que, em caso de emergência, a população entre em contato com o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 ou com a Defesa Civil pelo número 199.

Com Assessoria 

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Mato Grosso dá salto na ciência com entrega de Centro de Inovação em Várzea Grande

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Governador Otaviano Pivetta inaugura o complexo nesta tarde (25). Espaço possui ambientes inteligentes e equipamentos de ponta para pesquisadores

O governador Otaviano Pivetta inaugura nesta quinta-feira (25.6), às 14h30, o Centro de Inovação do Parque Tecnológico Mato Grosso, em Várzea Grande. Um dos mais importantes empreendimentos voltados à ciência, tecnologia e inovação do Estado, após dez anos de planejamento, estruturação e execução.

O Centro de Inovação recebeu investimento aproximado de R$ 25 milhões e conta com uma moderna estrutura de 3.920,31 m2 de área construída, com três pavimentos, ambientes inteligentes, laboratórios especializados e equipamentos de alta performance destinados à pesquisa e inovação.

Serviço

O quê: Inauguração do Centro de Inovação do Parque Tecnológico Mato Grosso

Quando: Quinta-feira, (25.6)

Onde: Av. Projetada A, s/n, bairro Chapéu do Sol – Várzea Grande

Horário: 14h30

Com Assessoria

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Agro Mato Grosso

Incêndios em propriedades rurais: como o produtor deve agir para se proteger MT

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Além dos danos ambientais e econômicos, registro formal da ocorrência e produção de provas são fundamentais para resguardar o produtor de possíveis responsabilizações indevidas

Os incêndios em áreas rurais representam uma das maiores ameaças ao patrimônio, à produção agrícola e à preservação ambiental. Além dos prejuízos causados ao solo, às lavouras, aos animais e às estruturas das propriedades, o produtor rural também pode enfrentar questionamentos e processos relacionados à origem do fogo. Diante desse cenário, especialistas e produtores reforçam a importância de agir rapidamente após uma ocorrência para registrar os fatos e garantir proteção jurídica.

De acordo com o vice-coordenador da Comissão de Sustentabilidade da Aprosoja Mato Grosso, Nathan Belusso, ainda existe muita desinformação sobre a relação entre o produtor rural e as queimadas. Segundo ele, a ideia de que os incêndios são provocados, em sua maioria, pelos produtores não condiz com a realidade do campo.

“A agricultura brasileira sofre diariamente com desinformações e ataques infundados. Na questão das queimadas, uma das principais falácias é que o produtor seria responsável pela maioria dos incêndios. Na prática, o produtor é um dos maiores prejudicados, porque o fogo destrói a matéria orgânica do solo, compromete a fertilidade, reduz a produtividade e ainda coloca em risco lavouras, máquinas, animais e vidas humanas”, afirma.

Belusso destaca que muitos produtores investem em ações preventivas e estruturas de combate inicial ao fogo, como brigadas próprias, tanques de água, tratores e grades para contenção das chamas. Ainda assim, quando um incêndio atinge a propriedade, algumas medidas devem ser tomadas imediatamente.

A principal orientação é comunicar oficialmente os órgãos competentes e registrar a ocorrência por meio de um boletim de ocorrência (BO), detalhando o local, a data e as possíveis circunstâncias do incêndio. Outra medida recomendada é a elaboração de uma ata notarial em cartório, documento que registra formalmente a situação encontrada na propriedade após o incidente.

“É importante que o produtor faça o boletim de ocorrência e, se possível, solicite uma ata notarial para documentar os danos e as circunstâncias do incêndio. Isso ajuda a evitar acusações indevidas de crime ambiental e garante que ele tenha elementos para comprovar que também foi vítima da situação”, explica Belusso.

Segundo o representante da Aprosoja MT, muitos incêndios têm origem acidental ou natural, especialmente durante o período seco, quando as altas temperaturas, a baixa umidade e até mesmo a incidência de raios favorecem o surgimento de focos de fogo em áreas de vegetação.

Prejuízos que vão além da área queimada  

O delegado coordenador do Núcleo Vale do Guaporé da Aprosoja MT, Yuri Nunes Cervo, conhece de perto os impactos causados pelos incêndios. Em 2020, sua propriedade enfrentou um dos maiores incêndios já registrados na região, com chamas que avançaram por áreas de reserva e exigiram dias de combate intenso.

Segundo ele, o controle do fogo mobilizou praticamente toda a equipe da fazenda, que utilizou abafadores, bombas costais, caminhonetes com reservatórios de água e diversos equipamentos para tentar conter as chamas em uma área de mata fechada.

“Foram mais de três dias consecutivos de combate dentro da mata. O fogo avançava tanto pelas copas das árvores quanto pela camada de palhada acumulada no solo, o que dificultava identificar onde as chamas estavam se propagando. O calor, a fumaça e as mudanças constantes do vento tornavam a situação extremamente perigosa”, relata.

Além dos danos imediatos, Yuri destaca que o fogo compromete anos de investimentos em conservação do solo. Práticas como o cultivo consorciado, o uso de cobertura vegetal, a integração com a pecuária e a aplicação de insumos biológicos perdem grande parte da sua eficiência quando a matéria orgânica é consumida pelas chamas.

“Quando o fogo atinge uma área produtiva, ele destrói todo um trabalho realizado para melhorar a qualidade do solo. São perdas relacionadas à matéria orgânica, à microbiota, à ciclagem de nutrientes, ao armazenamento de umidade e a diversos outros fatores que influenciam diretamente a produtividade”, explica.

Além dos prejuízos econômicos, ele ressalta os riscos à segurança dos trabalhadores, dos animais e das estruturas da propriedade, como alojamentos, residências e galpões.

Documentação pode evitar problemas futuros  

Para os produtores, os danos provocados pelo fogo muitas vezes não terminam quando as chamas são controladas. Em alguns casos, mesmo sendo vítima da situação, o proprietário pode enfrentar questionamentos ou investigações sobre a origem do incêndio.

Por isso, é recomendado que o produtor reúna o máximo possível de informações e evidências logo após a ocorrência. Fotografias, vídeos, registros da atuação das equipes de combate, testemunhos e documentos oficiais podem ser fundamentais para demonstrar a origem do incêndio e as medidas adotadas para conter o avanço das chamas.

“Além de lidar com os prejuízos causados pelo fogo, o produtor precisa se preocupar com a segurança jurídica. Registrar os fatos e manter toda a documentação organizada é essencial para comprovar que ele adotou as medidas necessárias e que também foi afetado pela ocorrência”, ressalta Belusso.

Yuri lembra ainda que a prevenção continua sendo a principal ferramenta para reduzir riscos. Segundo ele, produtores rurais têm investido constantemente em capacitação, treinamento de brigadas, integração com o Corpo de Bombeiros e disponibilização de equipamentos para o combate aos incêndios.

“O produtor é o maior interessado em preservar tanto as áreas produtivas quanto as áreas de reserva. Por isso, participa de cursos, mantém contato direto com os órgãos de combate ao fogo e investe em ações preventivas. A preservação é uma necessidade para quem vive da terra”, conclui.

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Agro Mato Grosso

MT supera 20% da colheita de milho e mantém avanço safra 25/26

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A colheita do milho da safra 2025/26 em Mato Grosso alcançou 20,86% da área projetada para o estado. Os dados constam no novo boletim do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), publicado na segunda-feira (22), e apontam que os trabalhos no campo avançaram 9,57 pontos percentuais (p.p.) na terceira semana de junho, mantendo Mato Grosso à frente do ritmo registrado no mesmo período da safra passada, quando o percentual colhido era de 14,08%.

De acordo com o Imea, o avanço da colheita se deve às condições climáticas observadas ao longo das últimas semanas, que têm permitido o andamento das operações nas principais regiões produtoras.

O Médio-Norte de Mato Grosso lidera a colheita, entre as regiões, com 29,92% da área já retirada das lavouras. Na outra ponta está a região Sudeste, que registra 5,48% da área colhida.

“Essas safras e regiões foram os principais pontos de atenção ao longo de todo o desenvolvimento. As regiões Sudeste e Nordeste apresentaram impactos decorrentes de uma colheita mais tardia da soja e, consequentemente, de uma semeadura também mais tardia do milho. Ainda assim, são regiões que vêm apresentando bom potencial produtivo”, afirmou Milena Bezerra, analista de mercado no Imea.

Ainda segundo Milena, o Médio-Norte se destaca com quase 30% de toda a área colhida, pois a região é tanto influenciada pela semeadura, que começa primeiro, como também pela capacidade operacional.

Produção estimada

De acordo com o último levantamento do Imea, a produtividade média do milho é de 120,28 sacas por hectare. Em fevereiro, março e abril, a estimativa de produtividade era de 116,61 sacas por hectare. Em maio, o índice subiu para 118,71 sacas por hectare. Já a produção estimada à atual safra está em 53,35 milhões de toneladas.

Outro destaque é a consolidação da expectativa de uma das maiores safras de milho da história de Mato Grosso na safra 25/26. Isso porque a área cultivada foi mantida em 7,39 milhões de hectares.

Enquanto isso, a comercialização do milho ocorre em ritmo mais moderado nas lavouras mato-grossenses. Dados do boletim mostram que, até a terceira semana de junho, os produtores negociaram 47,32% da produção estimada da safra 25/26. O resultado representa avanço em relação aos meses anteriores, quando o índice era de 31,02% em fevereiro, 34,33% em março, 39,51% em abril e 45,84% em maio.

Em relação à safra 2026/27, mais de 4,50% da produção de milho estimada para o próximo ciclo já foi comercializada. A venda antecipada mostra uma evolução observada no último quadrimestre. Em fevereiro, o percentual era de 0,05%, passando para 0,60% em março, 1,55% em abril e 2,69% em maio. (com Assessoria/IMEA)

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