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Novas tecnologias garantem potência, precisão e alta eficiência no manejo da lavoura

Em um cenário de custos elevados, margens mais apertadas e janelas de aplicação cada vez mais curtas, aplicar defensivos e fertilizantes no momento certo se tornou tão importante quanto plantar e colher. Para aumentar a eficiência das operações e reduzir desperdícios, fabricantes de máquinas agrícolas têm investido em tecnologias capazes de ampliar a precisão das aplicações sem comprometer a capacidade operacional.
Cada litro de produto, cada hora de máquina e cada decisão tomada dentro da lavoura têm impacto direto no resultado da safra. Por isso, equipamentos com recursos de automação, inteligência artificial e conectividade vêm ganhando espaço nas propriedades rurais.
As novidades incluem pulverizadores mais potentes, barras de aplicação maiores, sistemas inteligentes capazes de identificar plantas daninhas em tempo real e plataformas que permitem monitorar as operações à distância.
De acordo com Vinícius Dalcin, responsável pelo marketing de produtos para aplicação da John Deere, o objetivo é criar equipamentos preparados para a realidade do campo brasileiro. “A John Deere tem uma nova série de pulverizadores e distribuidores de nutrientes sólidos, a série 400R, que foi desenvolvida aqui no Brasil para a nossa condição tropical”, afirma.

Mais capacidade e qualidade de aplicação
Os novos equipamentos foram projetados para aumentar a eficiência das operações e oferecer maior precisão durante as aplicações, um fator cada vez mais importante diante dos custos de produção e da necessidade de aproveitar melhor cada insumo utilizado na lavoura.
A qualidade da pulverização influencia diretamente o resultado do manejo, especialmente quando as janelas de aplicação são curtas e qualquer falha pode comprometer a produtividade da safra.
Para atender essa demanda, a nova geração de máquinas recebeu atualizações em diferentes componentes e sistemas embarcados, com foco na uniformidade e no controle das aplicações.
Dalcin destaca que as melhorias contribuíram para elevar o padrão de trabalho dos equipamentos. “A qualidade de trabalho que esse equipamento traz também está superior, por exemplo, com as bombas centrífugas a qualidade de aplicação através da válvula PWM com pulsação a 15 Hz”, ressalta.
Os pulverizadores também ganharam mais potência, chegando a 300 cavalos. Com transmissão inteligente, os motores trabalham na menor rotação necessária para cada operação, reduzindo o consumo de combustível e aumentando a eficiência operacional.

Barras maiores aumentam rendimento no campo
Outro avanço está relacionado à capacidade de cobertura da área. As barras de pulverização passaram a alcançar até 40 metros de largura, permitindo ampliar o rendimento das operações.
O aumento da largura possibilita cobrir mais área em cada passada da máquina, reduzindo o número de deslocamentos necessários durante a aplicação.
Para Dalcin, o ganho é perceptível quando comparado aos modelos anteriores. “Quando você compara com uma barra de 36 metros, na mesma passada você já está ganhando mais de 10% de eficiência, aplicando 10% mais área”, frisa ao projeto Mais Milho.
A estabilidade das barras também foi aprimorada. Um novo quadro central com pistões ativos ajuda a manter a estrutura na altura adequada mesmo em terrenos com desníveis, favorecendo a uniformidade da aplicação.
Com isso, a máquina consegue permanecer mais tempo na distância ideal em relação ao alvo, reduzindo perdas e aumentando a qualidade do trabalho realizado.

Inteligência artificial reduz desperdícios
A utilização de inteligência artificial é uma das principais apostas para aumentar a eficiência das aplicações agrícolas. O sistema embarcado nos pulverizadores faz a identificação de plantas daninhas em tempo real e direciona o produto apenas para os pontos onde existe necessidade de controle.
Na prática, a tecnologia substitui parte das aplicações em área total por aplicações localizadas, reduzindo desperdícios e melhorando o aproveitamento dos defensivos.
Os resultados observados em campo apontam uma redução significativa no consumo de produtos durante as operações.
“Isso gera economias médias aí que a gente tem de testes de campo em torno de 53% e dependendo o nível de infestação de ervas pode chegar até 93%”, relata Dalcin ao Canal Rural Mato Grosso.
A tecnologia atua acionando individualmente grupos de bicos de pulverização conforme a presença das plantas daninhas identificadas durante o deslocamento da máquina.

Câmeras ampliam precisão das leituras
Para garantir que a identificação das plantas daninhas aconteça com precisão mesmo em condições adversas, o sistema recebeu melhorias importantes no conjunto de câmeras.
Os novos pulverizadores contam com câmeras instaladas na parte frontal do equipamento, além das já distribuídas ao longo da estrutura.
A mudança permite antecipar a leitura das áreas que receberão a aplicação e reduzir possíveis interferências causadas pela poeira gerada durante a operação.
“Quando a gente pega a aplicação real lá no campo, aonde a gente está trabalhando até 25 quilômetros por hora com esse equipamento, então a gente gera um turbilhamento de poeira”, explica Dalcin.
Para manter a eficiência da identificação, o sistema passou a contar com câmeras posicionadas estrategicamente na parte frontal e nas laterais da máquina. “Essas câmeras laterais conseguem fazer essa leitura antecipada e garantir a eficiência da aplicação com qualidade quando chegar lá no quadro central”, pontua o responsável da área de marketing de produtos para aplicação John Deere.
Outra novidade é o ajuste eletrônico do vão livre da máquina. O operador pode elevar a altura do pulverizador de 1,70 metro para 1,93 metro diretamente da cabine em cerca de 90 segundos, facilitando operações em culturas mais altas, como o milho.
Distribuição de nutrientes e monitoramento remoto
As inovações não se limitam aos pulverizadores. A nova geração de distribuidores de nutrientes sólidos também recebeu atualizações voltadas para desempenho e qualidade operacional.
O equipamento conta com transmissão inteligente capaz de realizar aplicações em velocidades de até 40 quilômetros por hora, mantendo a uniformidade da distribuição. A capacidade operacional pode superar 100 hectares por hora. Além disso, o distribuidor possui capacidade para 6,3 metros cúbicos ou até oito toneladas de produto, dependendo da densidade do material utilizado, e largura de distribuição de até 36 metros.
A conectividade também ganhou espaço dentro das operações agrícolas. O monitoramento remoto permite acompanhar o desempenho das máquinas em tempo real, facilitando a tomada de decisões diretamente do campo.
Para Bruno Gherardi, agrônomo de soja, milho e algodão da John Deere para a América Latina, o acesso imediato às informações ajuda a aumentar a eficiência das operações. “O monitoramento remoto permite ao produtor acessar dados em tempo real, agilizando decisões diretamente do campo. Isso significa mais eficiência, mais produção”, diz à reportagem.
Na avaliação do especialista, a tecnologia tem papel importante para ampliar a produtividade de forma sustentável e contribuir para o crescimento da produção agrícola. “O que a John Deere está fazendo é cumprir a sua missão de contribuir para esse aumento de produção e de produtividade com sustentabilidade que ao final vai gerar um valor agregado não só para o produtor, mas para toda economia”, conclui.

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Seapi reúne cadeia da citricultura em Pareci Novo para prevenir greening

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) participou, na segunda-feira (22/6), de uma reunião em Pareci Novo, no Vale do Caí, para tratar de ações estratégicas de prevenção ao greening. O encontro reuniu agricultores, viveiristas, comerciantes, indústrias, associações e representantes de órgãos públicos. A iniciativa teve como foco evitar a disseminação da doença na citricultura gaúcha.
Com o tema “Juntos contra o Greening”, a reunião foi organizada pela prefeitura de Pareci Novo, com apoio da Seapi e da Emater-RS/Ascar. Também participaram representantes de municípios vizinhos, como Harmonia, Maratá e São Sebastião do Caí. Segundo o material divulgado, o público presente demonstrou interesse no tema e relatou dificuldades na prevenção de novos focos da doença.
A ação conjunta teve como objetivo prevenir o greening/HLB e conter sua disseminação no Rio Grande do Sul. De acordo com a Seapi, a doença é considerada a mais grave a atingir plantas cítricas, ataca todos os tipos de citros e não tem tratamento eficiente para plantas infectadas.
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Participaram da agenda o diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Seapi, Ricardo Felicetti, e o diretor do Departamento de Infraestrutura e Usos Múltiplos da Água da Seapi, Darci Lauermann. Felicetti informou que, na reunião, foi apresentado o plano de emergência adotado após o foco de greening identificado em Palmitinho, já contornado, além de demandas da cadeia produtiva e dificuldades relatadas por produtores, como a entrada de mudas irregulares de outros estados.
No monitoramento mais recente, em 8 de junho, equipes do Departamento de Defesa Vegetal da Seapi e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atuaram em Palmitinho, no Médio Alto Uruguai. Em um raio de 500 metros da propriedade onde o foco foi identificado, foram vistoriados 42 imóveis e erradicadas 178 plantas. Em um raio ampliado de 2,4 quilômetros, mais 480 imóveis foram vistoriados, com erradicação adicional de 23 árvores cítricas.
Segundo a Seapi, a situação do greening/HLB no Rio Grande do Sul está sob controle. A secretaria ficou responsável por marcar uma nova agenda para elaborar propostas de combate à doença e de melhoria das condições de produção para a citricultura gaúcha.
Fonte: agricultura.rs.gov.br
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Conab detalha abastecimento de Cozinhas Solidárias em encontro em Teresina

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) participou nesta terça-feira (23) do Encontro das Cozinhas Solidárias, em Teresina, com uma palestra sobre o abastecimento das unidades com produtos da agricultura familiar e sobre o novo termo de execução do programa. O evento ocorreu entre segunda-feira (22) e terça-feira (23), com foco em segurança alimentar, participação social e agricultura familiar.
A apresentação foi conduzida pelo superintendente regional da Conab no Piauí, Danilo Viana. Segundo ele, o encontro foi uma oportunidade para ajustar procedimentos, ouvir as cozinhas e as organizações fornecedoras e alinhar critérios técnicos de execução, com o objetivo de garantir a aplicação integral dos recursos conforme os planos de atendimento.
A programação foi realizada no Centro de Guadalupe, na Vila Operária, em Teresina, e incluiu mesa de abertura, falas institucionais, painéis temáticos, debate com participantes e plenária de encaminhamentos sobre o trabalho das cozinhas e a relação com parceiros institucionais. A atividade foi organizada pela Cáritas Arquidiocesana de Teresina, com participação de órgãos federais e estaduais, além de representantes das cozinhas habilitadas.
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Em 2026, a Conab consolidou o atendimento a 21 Cozinhas Solidárias no Piauí. Desse total, 10 estão em Teresina, 3 em Altos, 2 em Picos e 1 em cada um dos municípios de Campo Maior, Campo Largo do Piauí, Campinas do Piauí, Cristalândia do Piauí e Parnaíba. As unidades recebem alimentos para o preparo de refeições destinadas à população em situação de vulnerabilidade social.
Para abastecer essas cozinhas, 12 organizações da agricultura familiar foram selecionadas para fornecer alimentos de forma contínua ao longo de 2026. De acordo com a Conab, a medida garante o escoamento da produção dos agricultores familiares e integra a produção local ao atendimento das demandas das cozinhas.
Com apoio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), está previsto investimento superior a R$ 6,75 milhões na compra de cerca de 442 toneladas de alimentos para as Cozinhas Solidárias no estado. Mensalmente, as unidades podem receber até 17 tipos de produtos, entre eles arroz, feijão, farinha de mandioca, frutas, hortaliças, carne bovina, frango, caprino, peixes e ovos.
O encontro em Teresina reuniu a rede de execução do programa no Piauí em um momento de alinhamento técnico para o atendimento das cozinhas e para a continuidade das compras da agricultura familiar em 2026.
Fonte: gov.br
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Mapa instala armadilha em Taubaté para monitorar praga em palmeiras

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) instalou, na semana passada, uma armadilha em uma área da Universidade de Taubaté (Unitau), no interior de São Paulo, para verificar a presença ou ausência de Rhynchophorus ferrugineus, conhecido como bicudo-vermelho-das-palmeiras. A espécie é classificada como praga quarentenária ausente no Brasil, mas há suspeitas de que possa ter sido introduzida no país.
A instalação foi conduzida pelo Departamento de Sanidade Vegetal (DSV) da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, com apoio das unidades regionais do ministério em Guaratinguetá e São José do Rio Preto. O Departamento de Agronomia da Unitau também acompanha os trabalhos.
Segundo o ministério, a armadilha utiliza atrativos sexual e alimentar para capturar possíveis exemplares da praga. O ponto de instalação foi escolhido por reunir condições adequadas de segurança e pela presença de plantas hospedeiras. O dispositivo permanecerá no local por três meses, prazo equivalente à durabilidade da isca atrativa, e o monitoramento será feito semanalmente.
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De acordo com o Mapa, o bicudo-vermelho-das-palmeiras pode atingir coqueiros, dendezeiros e tamareiras, culturas de importância econômica. As larvas escavam galerias no interior do estipe e alcançam o meristema apical, responsável pelo crescimento da planta. Com isso, os danos comprometem a formação de novas folhas e podem levar à morte da palmeira.
O ministério informou ainda que, caso surjam novas suspeitas, outras armadilhas poderão ser instaladas em diferentes localidades do estado de São Paulo. Paralelamente, o DSV elabora um plano de contingência para viabilizar o monitoramento em larga escala e a adoção de medidas de controle em caso de detecção oficial da praga.
A ação em Taubaté integra o monitoramento fitossanitário conduzido pelo Mapa diante da suspeita de introdução de uma praga ainda não registrada oficialmente no Brasil.
Fonte: gov.br
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