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22 de junho de 2026

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El Niño preocupa mercado do milho enquanto preços seguem pressionados pela segunda safra

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Milho

A confirmação da atuação do El Niño no Brasil acendeu um alerta para a próxima temporada de milho, ao mesmo tempo em que o avanço da colheita da segunda safra continua pressionando os preços do cereal no mercado interno.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o fenômeno climático pode comprometer o calendário de plantio em importantes regiões produtoras, enquanto a maior oferta mantém as cotações em baixa.

De acordo com o Cepea, a pressão exercida pelos compradores, tanto no mercado interno quanto nos portos, continua influenciando os preços do milho na maior parte das regiões acompanhadas pela instituição. Em algumas praças produtoras, as médias registradas até o dia 18 deste mês já são as menores de 2026 em termos nominais.

Os pesquisadores explicam que consumidores seguem abastecidos no curto prazo e acompanham o avanço da colheita da segunda safra antes de fechar novos negócios. Além disso, a recente queda dos preços internacionais reduziu a paridade de exportação, incentivando compradores a adiarem aquisições.

Do lado da oferta, produtores que não precisam gerar caixa imediatamente ou liberar espaço nos armazéns seguem limitando as vendas, o que reduz o ritmo das negociações.

El Niño pode afetar o plantio

Na avaliação do Cepea, a atuação do El Niño pode trazer impactos importantes para a próxima safra.

O fenômeno tende a aumentar o volume de chuvas na região Sul, o que pode dificultar a semeadura do milho de verão. Já no Centro-Oeste, a previsão é de chuvas irregulares e temperaturas mais elevadas. Caso o plantio da safra de verão seja atrasado, a segunda safra de milho poderá ser semeada fora da janela considerada ideal, aumentando os riscos para a produção.

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Companhia Nacional de Abastecimento investe R$ 3,1 milhões em aquisição de alimentos no Pará

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizou, nesta quinta-feira (18), em Belém (PA), uma série de ações voltadas ao abastecimento e à agricultura familiar no Pará. A programação incluiu investimento de R$ 3,1 milhões no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), entrega de oito mini colheitadeiras, quatro kits de maquinários agrícolas e a conclusão de obras na Unidade Armazenadora (UA) Ananindeua. Segundo a estatal, a modernização recuperou 17,5 mil toneladas de capacidade de armazenagem.

De acordo com a Conab, os recursos do PAA serão usados na destinação de 147,2 toneladas de alimentos, além de 23,5 mil mudas frutíferas e 18,8 toneladas de sementes crioulas para comunidades quilombolas e assentados da reforma agrária. A estatal informou que, desde 2023, aprovou 328 projetos no Pará, com mais de R$ 96,3 milhões em investimentos, atendimento a mais de 8,3 mil famílias produtoras e estimativa de aquisição de cerca de 12,2 mil toneladas de alimentos em 94 municípios.

Entre os atos formalizados, a Associação Estadual de Agricultores e Guardiões da Agrobiodiversidade na Amazônia (Aefaga), de Igarapé-Açu, assinou termo de pactuação de aproximadamente R$ 615 mil para fornecer 18,7 toneladas de sementes crioulas e 23,5 mil mudas. A ação, segundo a fonte, atenderá 385 famílias agricultoras em Ananindeua, Santa Luzia do Pará e Viseu.

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Na mecanização, a Conab entregou oito mini colheitadeiras do Programa Arroz da Gente e quatro kits do Programa Mecaniza+ para organizações de agricultores familiares, assentados, ribeirinhos e agroextrativistas em municípios como Belém, Cametá, Altamira e Marabá. Segundo o material divulgado, os equipamentos do Mecaniza+ têm potencial para elevar em até 30% a produtividade no campo.

Na armazenagem, a estatal informou investimento de R$ 4,6 milhões, desde 2023, na UA Ananindeua. A fonte afirma que a capacidade passou de 2,5 mil toneladas para 21 toneladas após as intervenções, mas também registra recuperação de 17,5 mil toneladas, sem detalhar esse dado de forma consistente. A Conab também anunciou pregão eletrônico para obras de pavimentação no local.

O material ainda informa que, entre 2023 e 2026, o Programa de Venda em Balcão comercializou cerca de 3,6 toneladas de milho no Pará, com aproximadamente 1,3 mil atendimentos a cerca de 190 clientes.

Segundo a Conab, os investimentos também preveem quase R$ 500 mil para pavimentação e instalação de 127 placas fotovoltaicas na unidade de Ananindeua. O material divulgado não detalha prazos de conclusão dessas etapas nem esclarece a divergência numérica sobre a capacidade final de armazenagem.

Fonte: gov.br

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Ferrovia avança em Mato Grosso com entrega dos primeiros 162 quilômetros entre Rondonópolis e Dom Aquino

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Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

A ferrovia que promete aproximar a produção mato-grossense dos portos brasileiros avançou mais uma etapa neste sábado (20). Com a entrega dos primeiros 162 quilômetros entre Rondonópolis e Dom Aquino, o projeto da Ferrovia Estadual de Mato Grosso inicia sua operação e amplia a capacidade logística de um dos principais corredores do agronegócio nacional.

O trecho inaugurado integra a expansão da Malha Norte e conecta Rondonópolis ao novo terminal ferroviário instalado às margens da BR-070, em Dom Aquino. Nesta primeira fase, o investimento soma R$ 5 bilhões.

Considerada a primeira ferrovia estadual em construção no país e a maior em execução, a obra deverá alcançar mais de 740 quilômetros de extensão quando concluída, ligando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde e passando por 16 municípios mato-grossenses. O projeto também prevê um ramal para Cuiabá.

As obras começaram em novembro de 2022 e mobilizaram cerca de 5 mil trabalhadores. Somente na construção do terminal ferroviário foram gerados mais de 800 empregos diretos e indiretos.

Ligação com os portos

A nova estrutura aproxima os trilhos das principais regiões produtoras de grãos do estado e reforça a ligação de Mato Grosso com o Porto de Santos, principal porta de saída das exportações brasileiras.

O terminal de Dom Aquino foi projetado para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, principalmente soja e milho. As operações entram agora em fase de testes e preparação para o início das atividades em escala comercial.

Durante a inauguração, o governador Otaviano Pivetta relacionou a entrega da ferrovia aos investimentos em infraestrutura realizados no estado.

“Mato Grosso é um exemplo do que o Brasil pode fazer. Enquanto a Rumo construiu 162 quilômetros de ferrovia, nós vamos concluir mais de 7 mil quilômetros de asfalto novo nas rodovias estaduais até o final do ano. Investimos R$ 28 bilhões em infraestrutura para melhorar a vida do nosso povo”.

geraldo alckmin ferrovia estadual de mato grosso Foto Valdenio Vieira SEAUD-PR
Foto: Valdenio Vieira/SEAUD-PR

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, destacou a necessidade de ampliar a participação das ferrovias no transporte nacional. “Vamos precisar de muita ferrovia para transportar o desenvolvimento do Brasil”.

Segundo ele, o crescimento da produção agrícola exige investimentos em infraestrutura para garantir competitividade.

“O Brasil, que era importador de alimentos há 70 anos, hoje está entre os três maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo. Nós precisamos chegar aos portos. E, para chegar aos portos, precisamos de ferrovia”, disse o vice-presidente.

Próximas etapas

O trecho entregue representa apenas a primeira fase do projeto ferroviário. Quando concluída, a Ferrovia Estadual deverá formar um novo corredor logístico para o escoamento da produção agrícola do médio-norte mato-grossense.

O presidente da Rumo, Pedro Palma, afirmou que a obra é resultado de um planejamento de longo prazo e de um modelo que permitiu viabilizar os investimentos necessários. “A visão de futuro é importante, mas ela não basta. É preciso conhecimento, parceria e coragem para transformar projetos em realidade”.

Para o presidente do conselho de administração da Cosan, Rubens Ometto, a ferrovia amplia a conexão da produção mato-grossense com os mercados nacional e internacional. “Esse projeto conecta a produção de Mato Grosso ao Porto de Santos e ao mundo. É a verdadeira ferrovia do grão, que também traz fertilizantes, exporta algodão e movimenta a indústria do etanol”.

Em Dom Aquino, a expectativa é que a nova estrutura impulsione a atividade econômica local. Conforme o prefeito Carlim Amarelo, a chegada da ferrovia insere o município em uma importante rota logística. “Dom Aquino passa a integrar uma importante rota logística nacional, ampliando oportunidades para produtores, empresas e para toda a população”.


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Prêmios de exportação do óleo de soja seguem perto das mínimas históricas, aponta Cepea

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Os prêmios de exportação do óleo de soja registraram recuperação na última semana, mas continuam em patamares historicamente baixos, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A avaliação considera a série histórica iniciada pela instituição em junho de 2004.

De acordo com os pesquisadores, o cenário é resultado da ampla oferta de óleo de soja na América do Sul e de uma demanda por biodiesel no Brasil abaixo das expectativas do mercado, fatores que seguem pressionando as cotações no mercado internacional.

Apesar desse contexto, o Cepea destaca que a queda dos prêmios também tem um efeito positivo para o setor exportador. Com preços mais competitivos, o óleo de soja brasileiro ganha espaço no mercado externo, impulsionando os embarques.

Na avaliação do centro de pesquisas, o maior volume exportado ajuda a reduzir a pressão sobre o mercado interno, limitando os impactos baixistas sobre os preços praticados no Brasil.

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