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16 de setembro de 2026

Business

Preços de soja apresentam melhora e negociações são registradas no Brasil; saiba as cotações

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Foto: Daniel Popov

O mercado brasileiro de soja teve uma terça-feira (16) mais movimentada, com destaque para os negócios realizados no mercado interno. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as melhores oportunidades vieram da indústria, que em algumas regiões chegou a oferecer preços acima da paridade de exportação, favorecendo a comercialização.

A Bolsa de Chicago apresentou forte volatilidade ao longo do dia, mas encerrou a sessão em alta. O avanço das cotações, aliado à valorização do dólar, abriu espaço para melhores indicações de preços e incentivou a realização de negócios.

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De acordo com Silveira, houve registro de negociações em diversas regiões do país, impulsionadas justamente pelas ofertas mais atrativas da indústria. Nos portos, porém, o ritmo foi mais moderado e não acompanhou o mesmo dinamismo observado no interior.

Do lado do produtor, a postura continua cautelosa. O spread mais elevado e a expectativa por preços ainda melhores fazem com que muitos agricultores mantenham o ritmo de vendas mais lento, comercializando apenas parte dos volumes ainda disponíveis.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 125,00 para R$ 126,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 126,00 para R$ 127,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 120,00 para R$ 120,50
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 111,00 para R$ 112,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 113,00 para R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 112,00 para R$ 114,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 131,50 para R$ 132,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 132,00 para R$ 133,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta terça-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Especulações de que a China estaria voltando a comprar soja dos Estados Unidos garantiram a recuperação.

“O mercado volta a operar em alta diante das expectativas envolvendo a demanda chinesa e também de novos acordos comerciais entre EUA e União Europeia, fatores que acabam trazendo uma percepção de demanda mais forte para a soja”, explica o analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira.

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Neste momento, o Brasil segue com forte ritmo de exportações e preços ainda competitivos nos portos, cenário que deve permanecer ao menos até meados de julho. “Contudo, a curva de prêmios começa a mudar de maneira mais significativa a partir de agosto, com diferenças mais substanciais entre os prêmios brasileiros e americanos”, ressalta o analista.

Os prêmios nos bids de Paranaguá estão variando entre US$ 1,00 e US$ 1,10
sobre Chicago nos contratos de agosto e setembro. Já no Golfo americano, os prêmios permanecem na faixa de 86 a 75 cents de dólar por bushel. “Esta diferença acaba colocando o flat price brasileiro entre US$ 6 e US$ 13 por tonelada acima do produto americano, podendo ser ainda maior nos contratos de setembro”, acrescenta.

Segundo Silveira, essa disparidade tende a influenciar diretamente as decisões de compra da China e de outros players internacionais ao longo do segundo semestre, favorecendo uma concentração maior da demanda no mercado americano, justamente durante a entrada da nova safra dos EUA.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 10,75 centavos de dólar, ou 0,96%, a US$ 11,30 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,34 1/2 por bushel, com elevação de 11,00 centavos de dólar ou 0,97%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 2,80 ou 0,92% a US$ 304,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 72,92 centavos de dólar, com perda de 1,45 centavo ou 1,94%.

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Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,55%, sendo negociado a R$ 5,0895 para venda e a R$ 5,0875 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0420 e a máxima de R$ 5,1030.

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Prefeitura abre chamada pública para compra de alimentos com investimento de R$ 324,8 mil

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MDA

A Prefeitura de Sorriso (MT) abriu uma chamada pública para agricultores familiares interessados em fornecer alimentos ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

O programa permite que o poder público compre alimentos produzidos por agricultores familiares e destine esses produtos a pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade social, por meio de programas e serviços públicos de segurança alimentar.

Em Sorriso, serão investidos R$ 324.899,20 na compra de alimentos da agricultura familiar. Entre os produtos previstos estão frutas, verduras, legumes, mandioca, farinha, mel, ovos, frango caipira, queijo, pães e bolachas caseiras, entre outros.

A chamada pública é destinada a agricultores familiares individuais que moram em Sorriso e possuem o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ativo.

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Os interessados deverão preparar um Projeto de Venda, informando os alimentos que produzem e pretendem fornecer ao programa, além de apresentar a documentação exigida no edital.

Como participar?

Os documentos e o Projeto de Venda deverão ser entregues presencialmente na SEMASA, entre os dias 17 e 30 de setembro de 2026, das 7h às 12h, de segunda a sexta-feira.

Entre os documentos necessários estão CPF, RG ou CNH, extrato do CAF, comprovante de endereço, Projeto de Venda e Declaração de Produção Própria. Quando for o caso, também deverá ser apresentado o CadÚnico atualizado.

Após o prazo de inscrição, a equipe técnica responsável pelo PAA fará a análise dos projetos. Os agricultores habilitados poderão ser chamados para realizar as entregas, conforme a demanda dos programas atendidos e a disponibilidade de recursos.

Local: Rua Marechal Cândido Rondon, nº 2311, Jardim Bela Vista
Prazo: 17 a 30 de setembro
Horário: 7h às 12h
Entrega: presencialmente

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Critérios

O PAA possui critérios de priorização para ampliar a participação de públicos específicos da agricultura familiar, como mulheres, agricultores inscritos no CadÚnico, assentados da reforma agrária, jovens de 18 a 29 anos, pescadores, indígenas, quilombolas, negros e integrantes de povos e comunidades tradicionais.

O edital também estabelece a participação mínima de 50% de mulheres e 60% de fornecedores inscritos no CadÚnico. As compras estão previstas para ocorrer de novembro de 2026 a julho de 2027, ou até que os recursos disponíveis sejam utilizados. O limite de comercialização é de até R$ 15 mil por agricultor, por CAF, em cada ano civil, conforme as regras do programa.

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Soja e milho exigem cuidado antes da semeadura para evitar falhas na lavoura

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Foto: Reprodução/Aprosoja Mato Grosso

Falhas na implantação podem começar antes mesmo da semeadura da soja e do milho. Em Mato Grosso, a qualidade das sementes, a umidade do solo e a regulagem dos equipamentos estão entre os fatores que precisam ser observados nesta etapa da safra.

No caso das sementes, os índices de germinação e vigor precisam ser conferidos antes da semeadura, assim como a procedência do produto adquirido. A avaliação ganha importância porque a qualidade da semente está diretamente ligada ao estabelecimento das plantas. O produtor também precisa considerar as condições da área e o momento de colocar o material no solo.

Para o vice-presidente Oeste da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Gilson Antunes de Melo, a atenção começa na compra. “O ideal é que o produtor compre uma semente de boa qualidade, de empresas idôneas que estão a tempo no mercado”, afirma.

Ele também orienta que o produtor confira os índices de germinação e vigor do material antes do plantio. A avaliação pode apontar a necessidade de cuidados adicionais antes da semeadura.

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Umidade do solo entra na decisão

O que chega à fazenda também precisa ser avaliado antes de ir para a lavoura. Quando há dúvida sobre a qualidade, a orientação é solicitar a coleta de uma amostra e encaminhá-la para análise. As sementes adquiridas pelos produtores passam por coleta e análise para verificar os índices de qualidade. No Semente Forte, da Aprosoja MT, as amostras são coletadas por técnicos habilitados pelo Registro Nacional de Sementes e Mudas (RENASEM) e encaminhadas a laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

“Na hora que a semente chega na fazenda, o ideal é que chame o supervisor da Aprosoja MT da região para que colete essa semente. Se tiver dúvidas, mande para o laboratório antes de realizar o plantio”, diz Gilson.

O resultado da análise ajuda a definir o tratamento das sementes. A decisão sobre quando semear também passa pela condição encontrada no solo, principalmente pela presença de umidade.

“Com o resultado de qualidade em mãos, o produtor pode tomar decisão em relação ao tratamento do material, e também, decidir qual o melhor momento para plantar levando em consideração a umidade do solo, fator que contribui para uma boa germinação”, completa.

A preparação não termina na semente, conforme a entidade. A regulagem dos equipamentos de plantio também faz parte dos cuidados previstos para a semeadura. A Aprosoja MT orienta que o produtor planeje as etapas do plantio, considerando a qualidade das sementes, o tratamento do material, a umidade do solo e a regulagem dos equipamentos.

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Disputa por arroz aumenta e saca chega perto de R$ 90 no RS

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Foto: Paulo Lanzetta

A concorrência entre os mercados interno e externo tem sustentado os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), negócios destinados à exportação foram realizados nos últimos dias a valores próximos de R$ 90 pela saca de 50 quilos no Porto do Rio Grande.

As negociações estiveram relacionadas ao fechamento de cargas para navios e estimularam produtores a ampliar a oferta do cereal, principalmente nas regiões mais próximas ao terminal portuário.

Ao mesmo tempo, parte das indústrias voltadas ao mercado doméstico reduziu a atuação nas negociações diante da dificuldade para acompanhar os preços pagos nas operações destinadas à exportação.

Exportação disputa arroz com indústrias

Segundo o Cepea, a concorrência pelo produto ocorre em um momento de maior demanda das indústrias por matéria-prima, reforçando a sustentação das cotações.

O movimento também é acompanhado pela expectativa de compras governamentais, outro fator que mantém os agentes atentos e contribui para a firmeza dos preços do arroz em casca no estado.

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Beneficiamento de arroz avança no Rio Grande do Sul

A maior procura por matéria-prima ocorre após o beneficiamento de arroz avançar no Rio Grande do Sul em agosto.

Além da movimentação no campo e nas indústrias, os preços ao consumidor também registraram alta no período, segundo o Cepea.

Com exportadores e indústrias domésticas disputando o cereal e a expectativa de atuação do governo no mercado, as cotações do arroz em casca permanecem firmes no estado.

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