Business
Financiamento para recuperação de 40 mi de ha de áreas degradadas será detalhado no Fiap 2026

O Fórum Internacional da Agropecuária (Fiap) terá como foco a resposta da agropecuária brasileira à demanda global de alimentos e energia. Comitivas de 15 países, mais a União Europeia, estarão reunidas no evento, que acontece na próxima quinta-feira (18), em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
Entre os convidados, o coordenador do Programa Caminho Verde Brasil, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Pedro Cunto, abordará os destaques da iniciativa, que visa recuperar 40 milhões de hectares de áreas degradadas em áreas de agricultura, pecuária e floresta plantada com alta resiliência e produtividade.

“Para a primeira etapa do programa, nós já temos R$ 30 bilhões disponíveis em dez bancos participantes e já temos, inclusive, projetos se iniciando em Mato Grosso do Sul”, conta.

O Fiap 2026 será organizado e transmitido ao vivo pelo Canal Rural (TV e YouTube). Quem fizer a inscrição neste link e acompanhar o evento pela internet receberá um certificado digital de participação.
A realização do evento é da BR IN Eventos e Canal Rural, com correalização da Famasul. Patrocinam o evento ApexBrasil, Sebrae, CNA/Senar e Friboi, com apoio de Abiec, Governo de Mato Grosso do Sul, Massey Ferguson e CropLife. Linha aérea oficial: Azul.
Serviço
Evento: Fórum Internacional da Agropecuária 2026
Data: 18 de junho de 2026
Horário: 9h (horário de Brasília)
Local: Campo Grande (MS)
Formato: transmissão ao vivo pela TV e YouTube do Canal Rural
Confira a programação completa do evento (no horário de Mato Grosso do Sul):
7h • Recepção
8h • Abertura Oficial — Autoridades
• Marcelo Bertoni — pres. Famasul
• Maurício Saito — pres. Sebrae-MS
• Renato Costa — pres. Friboi
• Laudemir Müller — pres. ApexBrasil
• Eduardo Riedel — governador MS
Painel 1
BRASIL, FONTE DE ALIMENTOS E ENERGIA PARA O FUTURO DO PLANETA
• Roberto Rodrigues — professor e ex-ministro da Agricultura
Painel 2
DNA DA LIDERANÇA: POR DENTRO DA PECUÁRIA NO BRASIL
RAIO X DA PECUÁRIA E SUAS OPORTUNIDADES PELO MUNDO
• Eduardo Pedroso — dir. executivo de Originação JBS
BRASIL NO MERCADO GLOBAL
• Roberto Perosa — pres. executivo Abiec
MÉTRICAS TROPICALIZADAS DA PECUÁRIA
• Camila Estevam — pesquisadora FGV
O FUTURO DA PECUÁRIA BAIXO CARBONO NO BRASIL
• Mariana de Aragão Pereira — chefe-geral Embrapa Gado de Corte
━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━
Painel 3
O ETANOL NA AGENDA DE TRANSIÇÃO ENERGÉTICA E A INSERÇÃO INTERNACIONAL DO BRASIL
• Andréa Veríssimo — dir. Relações Internacionais e Comunicação Unem
━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━
Painel 4
A SOJA BRASILEIRA NA ENGRENAGEM DA ECONOMIA MUNDIAL
• Maurício Buffon — pres. Aprosoja Brasil
━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━
Painel 5
A NOVA EVOLUÇÃO NO AGRO: MAIS PRODUÇÃO E DESMATAMENTO ZERO
• Pedro Cunto — coord. do Programa Caminho Verde Brasil (MAPA)
Painel 6
ACORDO MERCOSUL E UNIÃO EUROPEIA: UMA ANÁLISE ESTRATÉGICA
• Damian Lluna — conselheiro da Embaixada da União Europeia
• Tereza Cristina — senadora
━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━
Painel 7
A TRANSFORMAÇÃO DO CAMPO COM INOVAÇÃO E TECNOLOGIA
• Luis Felli — CEO Global Massey Ferguson
━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━
Painel 8
BIOCOMBUSTÍVEIS: A ENGRENAGEM SUSTENTÁVEL DA NOVA ECONOMIA GLOBAL
• Arnaldo Jardim — vice-presidente da FPA
━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━
Painel 9
ROTA BIOCEÂNICA: O DESPERTAR DO CORREDOR DAS OPORTUNIDADES
• Artur Falette — sec. de estado da Semadesc (governo MS)
━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━
Painel 10
O QUE O MUNDO ESPERA DO BRASIL
• Laudemir Müller — pres. ApexBrasil
• Debate com embaixadores e adidos
━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━
Painel 11
A IMPORTÂNCIA DO BRASIL NO CONTEXTO DA SEGURANÇA ALIMENTAR MUNDIAL
• Jorge Meza — representante da FAO no Brasil
━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━━
Premiação Personagem Soja Brasil
• Destaques entre pesquisadores e produtores da temporada 2025/26
O post Financiamento para recuperação de 40 mi de ha de áreas degradadas será detalhado no Fiap 2026 apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
A dívida do Brasil cresce. Onde está o problema?

As notícias deste fim de semana voltaram a chamar a atenção para o avanço da dívida pública brasileira. É um tema que merece preocupação. Mas o verdadeiro desafio não está apenas no volume da dívida. Está, principalmente, no preço que o Brasil paga para financiá-la.
O custo dos juros já consome uma parcela gigantesca da riqueza nacional. Em vez de direcionar recursos para infraestrutura, logística, educação, inovação e aumento da produtividade, o país destina uma fatia crescente de sua capacidade financeira ao serviço da dívida.
A conta que reduz o crescimento
O Brasil convive com uma das maiores taxas reais de juros do planeta. Isso significa que o Tesouro Nacional precisa oferecer um prêmio elevado para captar recursos, refletindo a percepção de risco sobre a economia.
A dívida, por si só, não explica esse fenômeno. Diversos países possuem níveis de endividamento superiores ao brasileiro e conseguem financiá-los pagando juros muito menores. A diferença está na confiança que inspiram, na previsibilidade das políticas públicas e na solidez de suas instituições.
O orçamento perdeu capacidade de investir
Outro aspecto pouco discutido é a rigidez das contas públicas.
Hoje, a maior parte da arrecadação federal já está comprometida com despesas obrigatórias. O espaço para investimentos tornou-se extremamente reduzido. Dos recursos discricionários restantes, parcela significativa é destinada às emendas parlamentares, que cumprem função política relevante, mas frequentemente se distribuem em milhares de iniciativas de alcance local, com impacto limitado sobre a produtividade da economia.
O resultado é um Estado que investe pouco justamente onde poderia aumentar a competitividade do país.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
O capital segue os incentivos
O investidor faz uma conta simples.
Se os títulos públicos oferecem remuneração elevada e praticamente sem risco de crédito, muitos investimentos produtivos deixam de ser competitivos. Projetos industriais, logísticos, agropecuários e de infraestrutura passam a exigir retornos cada vez maiores para compensar o custo do capital.
Juros elevados deixam de ser apenas um problema do governo. Tornam-se um freio ao crescimento de toda a economia.
Discutimos os efeitos e esquecemos as causas
Ao longo de décadas, o Brasil acumulou despesas obrigatórias, renúncias tributárias, subsídios, vinculações orçamentárias e uma estrutura fiscal extremamente rígida. Sempre que a atividade desacelera, a resposta costuma ser ampliar benefícios, criar exceções ou buscar soluções de curto prazo.
O resultado é uma política econômica que frequentemente exige do Banco Central juros elevados para preservar a estabilidade de preços, enquanto o mercado incorpora um prêmio maior para financiar o Estado.
Forma-se um círculo vicioso: o risco aumenta, os juros sobem, a dívida fica mais cara e o próprio custo da dívida alimenta novas preocupações fiscais.
O debate que o Brasil adia
Talvez esteja na hora de mudar a pergunta.
Em vez de discutir apenas quanto a dívida cresceu, deveríamos perguntar por que o Brasil continua sendo um dos países mais caros do mundo para financiar o próprio Estado.
Essa é uma discussão que sucessivos governos e diferentes Legislaturas adiaram. A agenda de reformas estruturais quase sempre perde espaço para prioridades de curto prazo, disputas políticas e decisões voltadas ao próximo ciclo eleitoral. Enquanto isso, permanecem intocados os fatores que elevam o risco, encarecem o crédito e limitam a capacidade de investimento do país.
O Brasil precisa de um projeto nacional que sobreviva aos mandatos, fortaleça a responsabilidade fiscal, simplifique o Estado, aumente a produtividade e devolva confiança ao investidor.
Enquanto continuarmos administrando apenas as consequências, a dívida continuará crescendo. E, mais grave do que seu tamanho, continuará crescendo o preço que os brasileiros pagam por ela.

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.
O post A dívida do Brasil cresce. Onde está o problema? apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
‘O Brasil tem muito para mostrar de uma nova agricultura’, diz representante da FAO

Embora o Brasil seja reconhecido mundialmente como uma potência na produção de alimentos, o país ainda precisa comunicar melhor os avanços da agropecuária em sustentabilidade. A avaliação é do representante da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) no Brasil, Jorge Meza, que defendeu uma atuação mais estratégica do setor para fortalecer sua credibilidade no cenário internacional.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Durante palestra promovida pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA), Meza afirmou que o desafio não está apenas em mostrar o volume da produção agrícola, mas em evidenciar como os alimentos são produzidos e quais avanços vêm sendo alcançados nas áreas ambiental e social.
“Tem muito para mostrar o Brasil de uma nova agricultura”, afirmou. “É uma potência agroalimentar produtora, mas esses esforços de ser mais ambientalmente adequada e socialmente adequada precisam ganhar mais ênfase na comunicação.”
Produção é reconhecida, mas imagem pode avançar
Segundo Meza, a capacidade produtiva do agronegócio brasileiro já é amplamente conhecida pelos países importadores e por organismos internacionais. Para ele, o próximo passo é consolidar uma narrativa baseada em evidências sobre a evolução das práticas sustentáveis adotadas pelo setor.
Na avaliação do representante da FAO, o Brasil deve participar de forma mais ativa das discussões internacionais sobre mudanças climáticas, biodiversidade e desenvolvimento sustentável, apresentando propostas e demonstrando como a agropecuária pode contribuir para enfrentar esses desafios.
“O setor agrícola tem que desembarcar muito mais forte nessa discussão”, afirmou. Segundo ele, além de fazer parte do debate, o agro também é um dos segmentos mais afetados pelos impactos das mudanças climáticas.
Dados científicos fortalecem a narrativa
Ao responder perguntas dos participantes do evento, Meza afirmou que uma comunicação eficiente depende da construção de indicadores sólidos e reconhecidos internacionalmente.
Para ele, estudos isolados ou experiências pontuais não são suficientes para responder aos questionamentos feitos por consumidores e governos de outros países. O caminho, segundo o representante da FAO, passa pela produção de dados consistentes que permitam demonstrar a evolução da agropecuária brasileira em aspectos como emissões de carbono, conservação ambiental, biodiversidade e adoção de tecnologias sustentáveis.
Na avaliação de Meza, uma base científica construída de forma coordenada entre governo, setor privado e academia teria mais força para sustentar a imagem do agro brasileiro.
“Tendo isso, quem poderia falar o contrário contra o produto Brasil?”, questionou ao defender que a narrativa seja construída sobre evidências, e não apenas sobre percepções.
Proposta é criar indicadores internacionais
Como exemplo, Meza sugeriu que o governo brasileiro proponha, no âmbito da FAO, a criação de uma metodologia internacional para medir a sustentabilidade da agropecuária.
A ideia seria desenvolver indicadores aceitos globalmente para acompanhar temas como redução do desmatamento, uso de bioinsumos, emissões de carbono, conservação da água e proteção da biodiversidade. Segundo ele, métricas padronizadas dariam mais transparência às discussões e permitiriam comparar a evolução dos países com base em critérios técnicos.
“O governo do Brasil poderia solicitar aos outros países membros da organização que se estabeleça um sistema para medir a sustentabilidade do setor agropecuário”, afirmou.
Para Meza, iniciativas desse tipo ajudariam a reduzir disputas de narrativa e fortaleceriam a posição brasileira em negociações e fóruns internacionais, ao demonstrar de forma objetiva os avanços alcançados pela agropecuária nacional.
O post ‘O Brasil tem muito para mostrar de uma nova agricultura’, diz representante da FAO apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Radar Rural debate reação do Brasil ao tarifaço e desafios da safra de soja

A nova edição do Radar Rural já está no ar e reúne dois dos temas que mais movimentam o agronegócio neste momento: a reação do Brasil às tarifas impostas pelos Estados Unidos e os preparativos para a safra de soja 2026/27. O programa é apresentado por Beatriz Gunther e pelo editor do Soja Brasil, Gabriel Almeida.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Na primeira parte, a conversa explica por que o governo brasileiro decidiu acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as tarifas norte-americanas e discute o papel da entidade diante das mudanças no comércio internacional. Nesse contexto, o programa traz uma análise sobre os caminhos escolhidos pelo Brasil e os possíveis desdobramentos dessa estratégia.

O episódio também volta as atenções para a próxima safra de soja. Embora as projeções indiquem uma produção robusta, a rentabilidade continua sendo um desafio, em meio ao aumento dos custos de produção, crédito mais restrito, déficit de armazenagem e às incertezas provocadas pelo retorno do El Niño.
Outro destaque é a preparação dos produtores para o plantio, incluindo temas como monitoramento climático, manejo das lavouras e novas tecnologias para reduzir riscos no campo. A conversa ainda aborda preocupações que ganharam espaço entre os sojicultores, como o avanço dos javalis em áreas de produção e a necessidade de adaptação às mudanças climáticas.
Na reta final, o programa abre espaço para histórias de produtores que transformaram desafios em oportunidades, mostrando exemplos de inovação, sucessão familiar e boas práticas que vêm ajudando a manter a produtividade no campo. O episódio também antecipa os preparativos para a abertura nacional do plantio da soja da safra 2026/27, marcada para o dia 17 de setembro, em Ipiranga do Norte (MT).
O episódio completo já está disponível no canal do Canal Rural no YouTube:
O post Radar Rural debate reação do Brasil ao tarifaço e desafios da safra de soja apareceu primeiro em Canal Rural.
Business21 horas agoRadar Rural debate reação do Brasil ao tarifaço e desafios da safra de soja
Featured20 horas agoMichelle mantém mistério sobre candidatura ao Senado…
Featured19 horas agoPreços da soja sobem em julho, enquanto clima e custos preocupam próxima safra
Featured22 horas agoMedeiros acusa governo de transformar PF em ‘polícia política’
Featured3 horas agoConsumidores podem renegociar dívidas bancárias até o próximo 31 de agosto
Business23 horas agoEntre fundamentos mais sólidos e novas incertezas: o delicado ponto de inflexão do mercado de arroz
Featured21 horas agoMPMT publica discurso emocionante feito durante júri de Carlinhos Bezerra
Business5 horas ago‘O Brasil tem muito para mostrar de uma nova agricultura’, diz representante da FAO















