Sustentabilidade
Por que o manejo de boro voltou ao centro das discussões no agro – MAIS SOJA

Foto de capa: Assessoria
Em um cenário de maior pressão por produtividade e racionalização de custos no campo, o manejo de micronutrientes voltou a ganhar atenção dentro das estratégias agronômicas das lavouras brasileiras. Entre eles, o boro tem ocupado espaço crescente nas discussões técnicas devido à sua participação em processos importantes para o desenvolvimento das plantas e à deficiência histórica observada nos solos do País.
Segundo dados do setor, mais de 90% dos solos brasileiros apresentam deficiência de boro, condição que pode comprometer desde o crescimento radicular até processos fisiológicos ligados ao florescimento, enchimento de frutos e formação produtiva das culturas, com impactos que podem ultrapassar em mais de 30% a perda de produtividade, dependendo da cultura e das condições de solo. O tema vem sendo debatido principalmente em culturas como soja, milho, algodão, café, citrus e cana-de-açúcar, especialmente em regiões onde o produtor busca elevar resultado sem ampliar a área cultivada.
“O boro, participa de funções essenciais para o desenvolvimento da planta. Existe até uma expressão bastante utilizada no setor, que o descreve como ‘o macro dos micronutrientes’, justamente pelo impacto que pode gerar na produtividade”, afirma Lauren Menandro, engenheira agrônoma e gerente de Produtos de Solo da ICL. Além da influência no desenvolvimento radicular, o micronutriente também está relacionado à germinação de sementes e à melhor formação dos grãos e frutos. Em áreas deficientes, os efeitos podem aparecer no crescimento vegetativo, na formação produtiva e no potencial final das lavouras, mesmo quando outros nutrientes estão equilibrados.
Outro fator que vem ampliando o debate é a percepção de que o boro granulado não deve mais ser tratado como uma commodity uniforme. Diferentes fontes e processos de produção interferem diretamente na disponibilidade do nutriente na solução do solo e em sua permanência ao longo do ciclo das culturas, influenciando a resposta agronômica observada no campo.
“Por muito tempo o mercado tratou o boro como se fosse tudo igual, mas não é. Diferentes fontes e processos produtivos determinam como esse nutriente vai se comportar no solo e quanto dele estará efetivamente disponível para a planta ao longo do ciclo”, explica Lauren. Na avaliação da engenheira agrônoma, fatores como solubilidade, curva de liberação e permanência no solo passaram a ter peso maior nas recomendações agronômicas, principalmente em ambientes mais desafiadores ou em culturas com maior exigência nutricional.
Um dos desafios do setor, aponta Lauren, ainda é diferenciar conceitos como solubilidade e disponibilidade. Enquanto a solubilidade indica quanto do boro pode ser dissolvido em determinados extratores, a disponibilidade está relacionada à quantidade efetivamente presente na solução do solo para ser absorvida pelas raízes no momento de necessidade da cultura. “A disponibilidade depende da interação entre produto e ambiente. Fatores como fonte do nutriente, processo de produção, textura do solo, regime de chuvas, teor de matéria orgânica e objetivo agronômico influenciam diretamente a resposta no campo”, explica.
Retorno econômico e manejo mais técnico
A discussão ganha ainda mais relevância em um momento em que o produtor passou a analisar os investimentos de forma mais criteriosa, priorizando tecnologias com maior previsibilidade de retorno econômico. Com base em preços atuais de boro no mercado e retorno em produvidade, dependendo da cultura e das condições de manejo, o retorno de investimento médio é de R$ 15 para cada R$ 1 investido em boro.
“Hoje existe uma necessidade muito grande de racionalizar os investimentos, mas também de evitar cortes que possam comprometer o potencial produtivo da lavoura. O boro entra justamente nessa discussão”, afirma Lauren. Para ela, o avanço técnico observado nos últimos anos também tem contribuído para uma visão mais estratégica dos micronutrientes, especialmente em sistemas de produção mais intensivos.
Esse movimento tem levado empresas do setor a desenvolver soluções voltadas para diferentes realidades agronômicas. Na ICL, por exemplo, produtos como Produbor e MIB Boro vêm sendo utilizados em estratégias distintas de fornecimento do micronutriente, considerando fatores como perfil da cultura, dinâmica de liberação e características de cada ambiente produtivo. Segundo a companhia, o objetivo é equilibrar oferta e permanência do elemento no solo ao longo do ciclo.
Lauren explica que a demanda observada em culturas anuais pode ser diferente daquela encontrada em cultivos perenes, bem como, tipos de solo, ou diferentes regimes de chuva, exigindo recomendações específicas. Áreas com baixos teores de boro normalmente demandam estratégias mais voltadas à reposição, enquanto áreas já equilibradas podem trabalhar manejos de manutenção ao longo das safras, especialmente em ambientes sujeitos a maior volume de precipitação. “Hoje existe uma compreensão maior de que não há um manejo único que funcione para todas as situações. Solo, cultura, clima e objetivo produtivo precisam entrar nessa conta”, comenta.
Aplicação foliar não substitui construção de fertilidade
Outro desafio apontado pelo setor envolve a conscientização sobre a recomendação correta do micronutriente. Embora muitos produtores utilizem aplicações foliares como estratégia complementar, o que é muito importante para altas produtividades, especialistas alertam que, isoladamente, elas podem não ser suficientes para suprir toda a demanda da planta ao longo do ciclo.
“A aplicação foliar tem seu papel e é fundamental para altas produtividades, mas ela não substitui o fornecimento de boro via solo quando falamos de construção de fertilidade e oferta contínua do nutriente” destaca Lauren.
Sobre a ICL
ICL Group Ltd. é uma empresa global líder em minerais especializados, que desenvolve soluções impactantes para os desafios de sustentabilidade da humanidade nos mercados de alimentos, agricultura e indústria. Utiliza seus recursos exclusivos de bromo, potássio e fosfato, sua força de trabalho profissional global e sua P&D focada em sustentabilidade e recursos de inovação tecnológica para impulsionar o crescimento da empresa em seus mercados finais. A empresa emprega mais de 12,5 mil pessoas em todo o mundo e sua receita em 2024 totalizou aproximadamente US$ 6,8 bilhões. Suas ações são listadas duplamente na Bolsa de Valores de Nova Iorque e na Bolsa de Valores de Tel Aviv (NYSE e TASE: ICL).
A ICL atua no Brasil, de diferentes formas, desde a década de 1960, oferecendo um portfólio completo de soluções para atender às necessidades de agricultores e clientes industriais. São fertilizantes de eficiência aprimorada e de liberação gradual, micronutrientes para solo e foliares, macronutrientes secundários, ação fisiológica, tratamento via sementes, adjuvantes e produtos biológicos. A empresa controla também as marcas Aminoagro e Dimicron. Na área de Food and Phosphate, produz ácido fosfórico purificado, fosfatos para uso industrial e alimentício e misturas de ingredientes e aditivos alimentícios. Com 11 unidades de produção e quatro centros de inovação, onde conduz pesquisa e desenvolvimento de produtos e tecnologias, a ICL soma 1,8 mil colaboradores no País.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Complexo de fungos causadores de doenças de solo desafia produtividade do algodão – MAIS SOJA

O Brasil é o maior exportador e o terceiro maior produtor mundial de algodão. Para que a safra brasileira continue em ascensão, é fundamental que o produtor esteja atento aos diversos desafios fitossanitários. “Em sistemas de cultivo contínuo, o acúmulo de patógenos de plantas transmitidos pelo solo, como os causadores da podridão de carvão e da podridão radicular seca, aumenta a pressão dessas doenças e compromete severamente a produtividade dessa importante cultura”, alerta Thalles Cardoso Mattoso, engenheiro agrônomo e especialista em desenvolvimento de mercado da Biotrop, empresa líder em soluções naturais e biológicas para a agricultura.
A podridão de carvão, causada por Macrophomina phaseolina, destrói os tecidos subterrâneos, provocando necrose, escurecimento e apodrecimento das raízes, o que bloqueia o fluxo de água e nutrientes para o resto da planta, entre outros danos, enquanto a podridão seca, causada pelo Fusarium solani, apodrece e resseca as raízes. Com menos raiz funcional, a planta absorve menos água e nutrientes, murcha, cresce menos e pode tombar e morrer, principalmente na germinação e emergência.
“Não podemos nos esquecer da ação devastadora do Rhizoctonia solani, um dos patógenos mais agressivos do algodão no Brasil, que provoca lesões e estrangulamento na região do colo da plântula, promovendo tombamento e morte da planta”, reforça o engenheiro agrônomo.
A saída para combater estas doenças está em realizar um rígido manejo preventivo da lavoura para proteger as plantas do algodão da ação destes e de outros fungos logo no início. “A recomendação, para estes e outros desafios que podem ocorrer na lavoura, é fazer bom planejamento pré-cultivo, com rotação de culturas, uso de cultivares resistentes e preparo do solo, além do tratamento de sementes e uso do sulco de semeadura com soluções fungicidas, nematicidas e inseticidas”, orienta Thalles Mattoso. “São em situações como estas, onde é exigido um manejo eficiente para atacar os patógenos, que os biológicos se destacam como ferramentas estratégicas.”
Entre as soluções biológicas disponíveis no mercado, o Biomagno, bionematicida e biofungicida desenvolvido pela Biotrop, se destaca por promover amplo espectro de ação contra os fungos causadores da podridão seca, podridão de carvão e tombamento. As bactérias presentes em sua formulação protegem as raízes disputando espaço e liberando lipopeptídeos antimicrobianos, o que impede as doenças de se instalarem.
“Quando incluído no tratamento de sementes ou no sulco de plantio, Biomagno entra em contato com o sistema radicular inicial da plântula do algodão e começa a se multiplicar e a colonizar seu sistema, com efeito que perdura durante todo o ciclo da cultura”, detalha o especialista da Biotrop. “O Biomagno é a única solução biológica que contém uma cepa de Bacillus thuringiensis, cujas toxinas promovem a morte de juvenis e ovos de nematoides”, conta o profissional.
“O manejo biológico é estratégico para a proteção das plantas contra os fungos. Além de contribuir para o desenvolvimento esperado da lavoura, os biológicos têm mínimo impacto ambiental. Ao incluir biológicos no manejo, estamos falando em maior rentabilidade por hectare ao final do ciclo”, conclui Thalles Mattoso.
Sobre a Biotrop
De origem brasileira e com atuação integralmente voltada a soluções biológicas e naturais para o agronegócio, a BIOTROP é reconhecida entre as líderes do segmento. Guiada por um forte DNA de inovação, conta com Centros de pesquisa no Brasil e no exterior, além de modernos Centros Avançados de Multiplicação de Microrganismos em Curitiba (PR) e Jaguariúna (SP). Com uma ampla rede de distribuidores parceiros no Brasil e em forte expansão internacional, oferece aos agricultores de diferentes países tecnologias que impulsionam uma agricultura sustentável, produtiva e rentável. Desde 2023, integra o Grupo BioFirst, líder global em tecnologias biológicas e naturais, presente em mais de 70 países. Mais informações: clique aqui.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
El Niño pode encarecer insumos e frete das empresas em 2027 – MAIS SOJA

O impacto do El Niño na economia brasileira deve extrapolar o calendário meteorológico e pressionar os custos operacionais do setor produtivo ao longo de 2027. O quarto boletim do Painel El Niño 2026–2027, elaborado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), aponta 95% de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro de 2026. A previsão indica chuva acima da média no Sul e estiagem em faixas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Apesar de o pico climático ocorrer no fim deste ano, a transmissão do choque de oferta para a planilha das empresas será defasada. Estudo do Banco Central sobre episódios anteriores mostra que o impacto na alimentação no domicílio acumula mais de 11 pontos percentuais em quatro trimestres. Já relatórios do BC e estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI) projetam alta média de até 5% nos preços internacionais das commodities agrícolas em 12 meses. No campo logístico, o desequilíbrio afeta a navegação nos rios do Norte e o tráfego rodoviário no Sul, encarecendo os fretes.
Para Dema Oliveira, CEO e fundador da Goshen Land, a maior vulnerabilidade das companhias está no descompasso entre o evento climático e o reajuste das tabelas de suprimentos. “O clima muda primeiro, e o custo chega depois, quando a quebra de safra, o frete mais caro e o reajuste dos contratos se espalham pela cadeia. Quem olha só para o calendário do clima percebe o problema tarde”, afirma.
O executivo ressalta que o risco operacional raramente está restrito ao endereço da empresa, concentrando-se na cadeia estendida de suprimentos. A falta de visibilidade sobre a origem primária das matérias-primas expõe os negócios desafios imprevisíveis. “Muitas companhias conhecem bem o fornecedor direto, mas não sabem de onde vêm os insumos dele. É nesses elos mais distantes que a dependência de uma única região aparece. Um insumo agrícola que encarece, uma estrada comprometida ou uma matéria-prima mais difícil de repor chegam ao negócio como atraso, despesa extra e aperto no caixa, mesmo para quem opera longe das áreas atingidas”, explica.
Para conter riscos sem comprometer a liquidez, a orientação é mapear os insumos críticos, calcular o tempo de reposição (lead time) e buscar rotas e fornecedores alternativos. Formar estoques de segurança reduz a chance de parada de fábrica, mas imobiliza capital e eleva custos de armazenagem. Além disso, a recomendação é renegociar antecipadamente os contratos com transportadoras, fornecedores e seguradoras, ajustando cláusulas de reajuste e força maior antes que a volatilidade se consolide.
Na prática, a estruturação dessa blindagem operacional exige um plano de ação em três etapas imediatas. Primeiro, a auditoria da cadeia de suprimentos deve classificar os itens por grau de essencialidade e vulnerabilidade geográfica, identificando previamente matérias-primas substitutas com homologação técnica pronta para uso.
Em seguida, as empresas precisam estabelecer acordos operacionais flexíveis (SLA) e diversificar as rotas de escoamento, prevendo a migração do modal aquaviário para o rodoviário ou vice-versa em momentos de seca severa ou enchente. Por fim, recomenda-se a criação de um comitê multifuncional de gerenciamento de riscos que monitore mensalmente indicadores pluviométricos e índices de frete, permitindo acionar compras antecipadas de oportunidade antes das escaladas de preço.
“O que a empresa precisa saber é quais itens não podem ficar sem, quais são difíceis de substituir e quanto custaria, em dias parados e em margem, reagir só depois que o problema aparecer”, conclui o especialista.
Sobre a Goshen Land
A Goshen Land é uma empresa especializada em expansão de negócios. Fundada por Dema Oliveira, ex-executivo da Samsung e da TIM, desenvolveu a metodologia das “7 Inteligências da Expansão” para apoiar empresas em estratégias de crescimento sustentável. Apenas em 2025, mais de 600 organizações passaram por seus programas, que, segundo a empresa, contribuíram para a geração de R$ 3 bilhões em receitas entre os negócios atendidos. Entre as organizações que já participaram de suas iniciativas estão Unilever, Claro, TIM, Caixa Econômica Federal e Bradesco.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Glufosinato de amônio: atenção às condições de aplicação – MAIS SOJA

O uso do glufosinato de amônio tem se expandido nos sistemas agrícolas, impulsionado por seu amplo espectro de controle e pela eficácia no manejo de espécies daninhas de difícil controle, como buva e capim-amargoso. Essas características têm consolidado o herbicida como uma importante alternativa ao glifosato na dessecação pré-semeadura de culturas como soja e milho. Além disso, diante do avanço da resistência de plantas daninhas ao glifosato, o glufosinato de amônio assume papel estratégico no manejo de espécies como caruru, capim-pé-de-galinha e capim-amargoso, contribuindo para a diversificação dos mecanismos de ação empregados nos programas de controle.
Entretanto, para alcançar resultados satisfatórios de controle, é fundamental observar alguns cuidados relacionados ao posicionamento do herbicida e às condições de aplicação. Pesquisas demonstram que a eficácia do glufosinato de amônio é maior quando as aplicações são realizadas sobre plantas daninhas pequenas, nos estádios iniciais de desenvolvimento. Nessa fase, as plantas apresentam maior suscetibilidade ao herbicida, favorecendo o controle e reduzindo o risco de escapes.
Figura 1. Planta de caruru em período recomendado para o controle pós-emergente.
Quando inserido em programas de dessecação sequencial, o glufosinato de amônio desempenha um papel importante no manejo de espécies daninhas de difícil controle. Conforme observado por Bianchi, Sturmer e Somavilla (2018), o controle da trapoeraba, por exemplo, é mais eficiente quando são realizadas aplicações sequenciais de herbicidas. Nesse caso, a primeira aplicação é composta pela associação de glifosato + 2,4-D (1.458 g e.a. + 1.340 g e.a. ha⁻¹), seguida de uma segunda aplicação com glufosinato de amônio (500 g ha⁻¹). Além de atuar sobre plantas debilitadas e em fase de rebrote, a dessecação sequencial permite atingir plantas daninhas localizadas em camadas mais inferiores do dossel, que podem sobreviver à primeira aplicação em decorrência do chamado “efeito guarda-chuva”, exercido pelas plantas maiores, que limita a interceptação e a chegada do ingrediente ativo aos alvos.
Entretanto, para alcançar resultados satisfatórios com o uso do glufosinato de amônio na dessecação pré-semeadura, além do posicionamento adequado do herbicida em relação às espécies-alvo, é fundamental observar as condições ambientais no momento da pulverização. Fatores como intensidade luminosa, estádio de desenvolvimento das plantas daninhas, condições de crescimento e horário da aplicação podem interferir na resposta ao herbicida (HRAC-BR, 2026). Isso ocorre porque o glufosinato de amônio apresenta ação fotodependente, ou seja, sua eficácia está relacionada à presença de luz. Dessa forma, recomenda-se priorizar horários de aplicação que proporcionem maior exposição das plantas à radiação solar nas horas seguintes à pulverização, favorecendo a ação do herbicida (Braz et al., 2025).
Figura 2. Mecanismo de ação do glufosinato de amônio e fatores que influenciam sua eficácia no controle de plantas daninhas.

Quando aplicado em condições de baixa luminosidade, o glufosinato de amônio pode apresentar menor eficácia, uma vez que a inibição da enzima glutamina sintetase (GS) pode não desencadear o acúmulo expressivo de espécies reativas de oxigênio (EROs). Consequentemente, há menor comprometimento das membranas celulares e menor ocorrência de necrose dos tecidos foliares, reduzindo a eficiência de controle das plantas daninhas (Braz et al., 2025).
Vale destacar que o uso do glufosinato de amônio exige conhecimento técnico e atenção a diferentes aspectos do manejo, incluindo tecnologia de aplicação, monitoramento do desenvolvimento das plantas daninhas e avaliação das condições ambientais no momento da pulverização. Quando corretamente posicionado e aplicado sob condições adequadas, o herbicida constitui uma importante ferramenta para o manejo de espécies daninhas de difícil controle, contribuindo para diversificar as estratégias e os mecanismos de ação empregados nos programas de controle.

Referências:
BIANCHI, M. A.; STURMER, H.; SOMAVILLA, J. C. ESTRATÉGIAS DE CONTROLE PARA TRAPOERABA. CCGL. Boletim Técnica, n. 65, 2018. Disponível em: < https://upherb.com.br/ebook/boletim_t%C3%A9cnico_65.pdf >, acesso em: 03/11/2026.
BRAZ, G. B. P. et al. CAPIM-PÉ-DE-GALINHA: FUNDAMENTOS E RECOMENDAÇÕES PARA MANEJO. FEPAF, Cap. 7, Cuidados com a tecnologia de aplicação para o êxito no controle químico de capim-pé-galinha, 2025. Disponível em: < https://www.fepaf.org.br/loja/fepaf/livro-virtual-e-book/capim-pe-de-galinha-fundamentos-e-recomendacoes-para-manejo/ >, acesso em: 03/11/2026.
HRAC-BR. GLUFOSINATO: MECANISMO DE AÇÃO E CONDIÇÕES AMBIENTAIS. Comitê de Ação a Resistência aos Herbicida, 2026. Disponível em: < https://www.hrac-br.org/post/glufosinato-mecanismo-de-acao-e-condicoes-ambientais >, acesso em: 03/11/2026.

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