Connect with us
17 de julho de 2026

Sustentabilidade

Por que o manejo de boro voltou ao centro das discussões no agro – MAIS SOJA

Published

on


Foto de capa: Assessoria

Em um cenário de maior pressão por produtividade e racionalização de custos no campo, o manejo de micronutrientes voltou a ganhar atenção dentro das estratégias agronômicas das lavouras brasileiras. Entre eles, o boro tem ocupado espaço crescente nas discussões técnicas devido à sua participação em processos importantes para o desenvolvimento das plantas e à deficiência histórica observada nos solos do País.

Segundo dados do setor, mais de 90% dos solos brasileiros apresentam deficiência de boro, condição que pode comprometer desde o crescimento radicular até processos fisiológicos ligados ao florescimento, enchimento de frutos e formação produtiva das culturas, com impactos que podem ultrapassar em mais de 30% a perda de produtividade, dependendo da cultura e das condições de solo. O tema vem sendo debatido principalmente em culturas como soja, milho, algodão, café, citrus e cana-de-açúcar, especialmente em regiões onde o produtor busca elevar resultado sem ampliar a área cultivada.

“O boro, participa de funções essenciais para o desenvolvimento da planta. Existe até uma expressão bastante utilizada no setor, que o descreve como ‘o macro dos micronutrientes’, justamente pelo impacto que pode gerar na produtividade”, afirma Lauren Menandro, engenheira agrônoma e gerente de Produtos de Solo da ICL. Além da influência no desenvolvimento radicular, o micronutriente também está relacionado à germinação de sementes e à melhor formação dos grãos e frutos. Em áreas deficientes, os efeitos podem aparecer no crescimento vegetativo, na formação produtiva e no potencial final das lavouras, mesmo quando outros nutrientes estão equilibrados.

Outro fator que vem ampliando o debate é a percepção de que o boro granulado não deve mais ser tratado como uma commodity uniforme. Diferentes fontes e processos de produção interferem diretamente na disponibilidade do nutriente na solução do solo e em sua permanência ao longo do ciclo das culturas, influenciando a resposta agronômica observada no campo.

“Por muito tempo o mercado tratou o boro como se fosse tudo igual, mas não é. Diferentes fontes e processos produtivos determinam como esse nutriente vai se comportar no solo e quanto dele estará efetivamente disponível para a planta ao longo do ciclo”, explica Lauren. Na avaliação da engenheira agrônoma, fatores como solubilidade, curva de liberação e permanência no solo passaram a ter peso maior nas recomendações agronômicas, principalmente em ambientes mais desafiadores ou em culturas com maior exigência nutricional.

Um dos desafios do setor, aponta Lauren, ainda é diferenciar conceitos como solubilidade e disponibilidade. Enquanto a solubilidade indica quanto do boro pode ser dissolvido em determinados extratores, a disponibilidade está relacionada à quantidade efetivamente presente na solução do solo para ser absorvida pelas raízes no momento de necessidade da cultura. “A disponibilidade depende da interação entre produto e ambiente. Fatores como fonte do nutriente, processo de produção, textura do solo, regime de chuvas, teor de matéria orgânica e objetivo agronômico influenciam diretamente a resposta no campo”, explica.

Retorno econômico e manejo mais técnico

A discussão ganha ainda mais relevância em um momento em que o produtor passou a analisar os investimentos de forma mais criteriosa, priorizando tecnologias com maior previsibilidade de retorno econômico. Com base em preços atuais de boro no mercado e retorno em produvidade, dependendo da cultura e das condições de manejo, o retorno de investimento médio é de R$ 15 para cada R$ 1 investido em boro.

“Hoje existe uma necessidade muito grande de racionalizar os investimentos, mas também de evitar cortes que possam comprometer o potencial produtivo da lavoura. O boro entra justamente nessa discussão”, afirma Lauren. Para ela, o avanço técnico observado nos últimos anos também tem contribuído para uma visão mais estratégica dos micronutrientes, especialmente em sistemas de produção mais intensivos.

Esse movimento tem levado empresas do setor a desenvolver soluções voltadas para diferentes realidades agronômicas. Na ICL, por exemplo, produtos como Produbor e MIB Boro vêm sendo utilizados em estratégias distintas de fornecimento do micronutriente, considerando fatores como perfil da cultura, dinâmica de liberação e características de cada ambiente produtivo. Segundo a companhia, o objetivo é equilibrar oferta e permanência do elemento no solo ao longo do ciclo.

Lauren explica que a demanda observada em culturas anuais pode ser diferente daquela encontrada em cultivos perenes, bem como, tipos de solo, ou diferentes regimes de chuva, exigindo recomendações específicas. Áreas com baixos teores de boro normalmente demandam estratégias mais voltadas à reposição, enquanto áreas já equilibradas podem trabalhar manejos de manutenção ao longo das safras, especialmente em ambientes sujeitos a maior volume de precipitação. “Hoje existe uma compreensão maior de que não há um manejo único que funcione para todas as situações. Solo, cultura, clima e objetivo produtivo precisam entrar nessa conta”, comenta.

Aplicação foliar não substitui construção de fertilidade

Outro desafio apontado pelo setor envolve a conscientização sobre a recomendação correta do micronutriente. Embora muitos produtores utilizem aplicações foliares como estratégia complementar, o que é muito importante para altas produtividades, especialistas alertam que, isoladamente, elas podem não ser suficientes para suprir toda a demanda da planta ao longo do ciclo.

“A aplicação foliar tem seu papel e é fundamental para altas produtividades, mas ela não substitui o fornecimento de boro via solo quando falamos de construção de fertilidade e oferta contínua do nutriente” destaca Lauren.

Sobre a ICL

ICL Group Ltd. é uma empresa global líder em minerais especializados, que desenvolve soluções impactantes para os desafios de sustentabilidade da humanidade nos mercados de alimentos, agricultura e indústria. Utiliza seus recursos exclusivos de bromo, potássio e fosfato, sua força de trabalho profissional global e sua P&D focada em sustentabilidade e recursos de inovação tecnológica para impulsionar o crescimento da empresa em seus mercados finais. A empresa emprega mais de 12,5 mil pessoas em todo o mundo e sua receita em 2024 totalizou aproximadamente US$ 6,8 bilhões. Suas ações são listadas duplamente na Bolsa de Valores de Nova Iorque e na Bolsa de Valores de Tel Aviv (NYSE e TASE: ICL).

A ICL atua no Brasil, de diferentes formas, desde a década de 1960, oferecendo um portfólio completo de soluções para atender às necessidades de agricultores e clientes industriais. São fertilizantes de eficiência aprimorada e de liberação gradual, micronutrientes para solo e foliares, macronutrientes secundários, ação fisiológica, tratamento via sementes, adjuvantes e produtos biológicos. A empresa controla também as marcas Aminoagro e Dimicron. Na área de Food and Phosphate, produz ácido fosfórico purificado, fosfatos para uso industrial e alimentício e misturas de ingredientes e aditivos alimentícios. Com 11 unidades de produção e quatro centros de inovação, onde conduz pesquisa e desenvolvimento de produtos e tecnologias, a ICL soma 1,8 mil colaboradores no País.

Fonte: Assessoria de imprensa


Continue Reading

Sustentabilidade

Ceema: Trigo dispara em Chicago e atinge maior valor em dois anos com menor safra nos EUA desde 1970 – MAIS SOJA

Published

on


Trigo: Em Chicago, o primeiro mês cotado viu sua cotação disparar no dia 15/07, batendo em US$ 6,77/bushel. Esta foi a mais alta cotação desde o dia 31 de maio de 2024, portanto, há mais de dois anos. Lembrando que ainda no final de junho o bushel do cereal esteve cotado em US$ 5,69. Ou seja, em cerca de 15 dias úteis o bushel do cereal ganhou mais de um dólar em Chicago. Já o fechamento desta quinta-feira (16) ficou em US$ 6,74/bushel, contra US$ 6,11 uma semana antes. Aqui, além das questões climáticas mundiais, e a redução da produção nos EUA e problemas climáticos locais (a colheita de trigo nos EUA, prevista para apenas 41,8 milhões de toneladas neste ano, será a menor desde 1970/71), tem-se, ainda, o recrudescimento do conflito entre Rússia x Ucrânia, o qual passou a pesar sobre este mercado, já que a região do Mar Negro é forte produtora e exportadora do cereal.

Por sua vez, o relatório de oferta e demanda, do dia 10/07, reduziu ainda mais a safra estadunidense, com a mesma ficando estimada, agora, em 41,8 milhões de toneladas. Os estoques finais estadunidenses igualmente recuaram, caindo para 19,7 milhões para o ano 2026/27. Já a produção mundial ficou mantida em 820 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais globais seriam de 272,8 milhões, perdendo cerca de três milhões de toneladas sobre junho. A produção da Argentina ficou estimada em 21 milhões de toneladas, enquanto a brasileira em 6,7 milhões. Com isso, estima-se que o Brasil irá importar 7,2 milhões de toneladas neste novo ano comercial.

Aliás, em relação a Argentina, os agricultores locais estão vendendo uma quantidade excepcionalmente baixa de sua nova safra de trigo, mesmo com o plantio avançando rapidamente, informou a Bolsa de Grãos de Rosário, isso devido a preços mais baixos e uma preocupação crescente com a oferta futura. Os agricultores argentinos já teriam semeado 82% da área prevista pelo governo para a safra de trigo 2026/27. No entanto, as vendas da nova safra atingiram apenas 2 milhões de toneladas até o momento, um dos inícios mais fracos da última década. A bolsa informou que o volume contratado representa apenas 10,5% da produção prevista, ficando abaixo da média de cinco anos que é de 16,6% para esta fase. Do trigo já vendido, 690.000 toneladas ainda não têm preço fixado. De fato, os preços do trigo a ser entregue após a colheita caíram acentuadamente. O contrato de dezembro caiu de cerca de US$ 231,00 por tonelada, no final de abril e meados de maio, para cerca de US$ 206,00 no início de julho, levando os agricultores a desacelerar as vendas em vez de fechar negócios a preços mais baixos. Em tal contexto, a Argentina pode acabar com estoques maiores de trigo se as exportações não continuarem fluindo. A Bolsa estimou os estoques finais de 2025/26 em cerca de 4,5 milhões de toneladas, o maior nível desde 2014/15, mesmo com a demanda interna estimada em 9,2 milhões de toneladas e as exportações em um recorde de 19 milhões de toneladas. A Argentina também enfrenta uma concorrência mais acirrada no exterior. Seu preço de exportação do trigo está agora em cerca de US$ 227,00/tonelada, próximo ao de fornecedores rivais, enquanto as grandes safras do Hemisfério Norte estão pressionando os preços globais.

Já no Brasil, a forte redução de área semeada neste ano, somada a possibilidade de problemas climáticos graves devido ao super-El Niño, esperado a partir da primavera, manteve aquecido o mercado. Os preços, junto aos principais produtores nacionais (RS e PR), giraram entre R$ 70,00 e R$ 71,00/saco, porém, lembramos que tais preços já estão estacionados nestes níveis há três semanas nos dois estados. Vale destacar que, em condições normais de clima, o recente boletim da Conab reduziu ainda mais a produção nacional de trigo, com a mesma ficando em apenas 6 milhões de toneladas, após 7,9 milhões no ano anterior. Portanto, bem menos do que o relatório do USDA indicou no último dia 10/07. A área total nacional estaria em 2,04 milhões de hectares, contra 2,44 milhões no ano anterior, ou seja, um recuo de 400.000 hectares plantados com o cereal.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


undefined

FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

Continue Reading

Sustentabilidade

Ceema: Soja em Chicago volta a superar os US$ 12,00/bushel impulsionada por tensões globais e clima nos EUA – MAIS SOJA

Published

on


O primeiro mês cotado, em Chicago, voltou a superar os US$ 12,00/bushel nesta semana, após 35 dias úteis abaixo deste teto. No dia 14/07 o bushel atingiu a US$ 12,07. Já o fechamento desta quinta-feira (16) ficou em US$ 11,95, contra US$ 11,79 uma semana antes. Registrar, também, que o farelo chegou a bater em US$ 323,10/tonelada curta no dia 10/07, recuando posteriormente e fechando o dia 16/07 em US$ 322,90. E o óleo de soja voltou a superar o teto dos 70 centavos de dólar por libra-peso, batendo em 73,04 nos dias 13 e 14 de julho e fechando esta quinta-feira (16) em 72,43 centavos.

O movimento de alta se dá em função das novas tensões bélicas entre Rússia e Ucrânia; ao novo aumento nos preços do petróleo devido ao fracasso do cessar-fogo no Oriente Médio; e a um clima mais quente e seco no Meio-Oeste estadunidense, embora neste último caso a situação tenha melhorado um pouco nesta semana.

O relatório de oferta e demanda do USDA, anunciado no dia 10/07, foi até baixista para o mercado, porém, acabou não tendo este efeito na prática. O mesmo aumentou a futura colheita dos EUA, para o ano 2026/27, em um milhão de toneladas, com ela ficando estimada em 121,8 milhões de toneladas. Já os estoques finais naquele país foram mantidos em 8,4 milhões. As produções da Argentina e do Brasil foram mantidas em 50 e 186 milhões de toneladas respectivamente. Já a produção mundial passou a 441,7 milhões de toneladas e os estoques finais mundiais ficaram em 124,2 milhões. As importações chinesas foram aumentadas para 115 milhões de toneladas, após 114 milhões em junho.

Por sua vez, as condições das lavouras estadunidenses de soja melhoraram um pouco, atingindo, no dia 12/07, 65% entre boas a excelentes, contra 70% um ano atrás. Outras 27% estavam regulares e 8% estavam entre ruins a muito ruins. Na data indicada, 50% das lavouras estavam na fase de florescimento, contra 34% da semana anterior, 45% do mesmo período do ano passado e 44% da média. Já em formação de vagens estavam 19% das lavouras, contra 9% da semana anterior, 14% em 2025 e 13% na média.

Enquanto isso, o esmagamento de soja nos EUA, no mês de junho, foi de 5,83 milhões de toneladas, segundo informou a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas nesta semana. O volume superou em 16% o esmagado em junho de 2025. Já os estoques estadunidenses de óleo de soja ficaram em 1,5 bilhão de libras, testando as mínimas em oito meses.

E aqui no Brasil, os preços da soja se mantiveram firmes, ensaiando novas altas as quais não se sustentaram devido ao fortalecimento do Real perante o dólar. Efetivamente, a moeda brasileira voltou para R$ 5,07 por dólar, após R$ 5,20 dias atrás.

Com isso, as principais praças gaúchas ficaram em R$ 122,00/saco, enquanto no restante do país as principais regiões registraram valores entre R$ 113,00 e R$ 124,00/saco. Um ano atrás, no Rio Grande do Sul se praticava R$ 121,00 e no restante do país valores entre R$ 107,00 e R$ 125,00/saco. Ou seja, os valores atuais estão praticamente idênticos aos de 12 meses atrás, consolidando uma perda real média (considerando a inflação do período) aos produtores de soja no país.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


undefined


 

FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

Continue Reading

Sustentabilidade

Safras & Mercado estima queda de 20% na área de trigo do Brasil em 2026 – MAIS SOJA

Published

on


A safra brasileira de trigo em 2026 deve registrar redução de 20% na área plantada, segundo nova estimativa de Safras & Mercado. A consultoria projeta o cultivo de 1,905 milhão de hectares no país, contra os 2,381 milhões de hectares da temporada anterior. A produção potencial é estimada em 5,855 milhões de toneladas, recuo de 27,9% frente às 8,120 milhões de toneladas colhidas no ciclo anterior. O rendimento médio nacional também deve cair, de 3.410 quilos por hectare para 3.073 quilos por hectare, retração de 9,9%.

Para o especialista de inteligência de mercado de Safras & Mercado, Elcio Bento, a redução da área reflete uma mudança de comportamento do produtor diante de um cenário econômico mais adverso. Segundo ele, a piora da relação entre custos de produção e preços do trigo foi o principal fator por trás da decisão de reduzir a semeadura.

A alta dos fertilizantes, sobretudo os nitrogenados, impulsionada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, encareceu a implantação da lavoura, enquanto os preços seguiram pressionados pela ampla oferta global e pela concorrência do cereal importado. “É uma das piores relações de troca da história recente da triticultura brasileira”, afirmou o analista.

Bento também relembra que após anos seguidos de margens reduzidas ou negativas, os produtores chegaram à safra 2026 mais endividados e com menor capacidade de investimento, o que dificultou o acesso ao crédito rural. Outro ponto destacado é a ausência de uma política de seguro agrícola suficientemente robusta e confiável.

“Muitos produtores avaliaram que o retorno esperado da cultura não compensava a exposição financeira diante da possibilidade de perdas provocadas por eventos climáticos extremos, reduzindo o incentivo para ampliar a área ou investir em tecnologias de maior custo”, disse Bento.

Para o analista, se a produção de 5,855 milhões de toneladas se confirmar, o Brasil deverá ampliar as importações de trigo para mais de 8 milhões de toneladas, especialmente em um cenário de El Niño, que aumenta o risco de perdas de produtividade e de qualidade dos grãos.

Produção do Rio Grande do Sul deve cair mais de 33%

No Rio Grande do Sul, maior produtor nacional, a área caiu 28,6%, para 750 mil hectares. A produção potencial recuou 33,3%, para 2,4 milhões de toneladas; o rendimento médio passou de 3.428,6 kg/ha para 3.200 kg/ha (-6,7%). No Paraná, segundo maior polo produtor, a área diminuiu 13,5%, para 740 mil hectares, com produção estimada em 2,2 milhões de toneladas, queda de 21,4%, e produtividade de 2.973 kg/ha (-9,2%).

Retrações também foram registradas nos demais estados. Em Santa Catarina, a área recuou 13,6%, para 95 mil hectares, com produção de 300 mil toneladas (-21,1%). Em São Paulo, a área também caiu 13,6%, para 95 mil hectares, e a produção somou 320 mil toneladas (-19,0%).

Em Minas Gerais, a área diminuiu 10,7%, para 125 mil hectares, mas a produção teve a maior queda entre os estados, de 40,0%, para 330 mil toneladas. O reflexo disso, segundo Bento, é o impacto da estiagem sobre as lavouras de trigo sequeiro.

Em Goiás e no Distrito Federal, a área recuou 11,8%, para 75 mil hectares, com produção de 230 mil toneladas (-22,0%). No Mato Grosso do Sul, a área caiu 20,0%, para 20 mil hectares, e a produção somou 50 mil toneladas (-28,6%). Na Bahia, tanto a área quanto a produção recuaram 16,7%, para 5 mil hectares e 25 mil toneladas, respectivamente.

Conforme Bento, as estimativas representam o potencial produtivo inicial e ainda não consideram eventuais perdas climáticas, exceto em Minas Gerais e Goiás, onde a estiagem já afetou parte das lavouras de sequeiro. Nos demais estados, a projeção reflete principalmente a redução dos investimentos em tecnologia e uma postura mais cautelosa dos produtores.

Autor/Fonte: Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Agência Safras)

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT