Connect with us
17 de junho de 2026

Sustentabilidade

Culturas alternativas de inverno, como canola e carinata, ganham força para proteger a rentabilidade no Sul – MAIS SOJA

Published

on


A paisagem do inverno agrícola na região Sul do Brasil passa por uma transformação visual e estratégica significativa. Tradicionalmente dominadas pelo verde das lavouras de trigo, as propriedades rurais começam a dividir espaço com o amarelo vibrante de espécies como a canola e a carinata. A mudança de comportamento do produtor não significa o abandono do cereal, mas reflete um movimento inteligente de gestão de risco financeiro e agronômico desenhado para proteger o caixa da fazenda durante a estação mais fria do ano.

O cenário de oscilação nos preços de venda do trigo e os altos custos de produção acenderam um alerta no campo. O gerente de Desenvolvimento de Mercado e Produtos da Fortgreen (empresa de nutrição vegetal e tecnologia de aplicação) no Brasil e Paraguai, João Vidotto, que também é especialista em Ecofisiologia de Cultivos e mestrando em Produção Vegetal, acompanhou de perto essa movimentação durante visitas recentes ao Rio Grande do Sul.

Vidotto conta que o agricultor percebeu que depender de uma única cultura eleva muito a exposição do negócio. A estratégia adotada agora é destinar uma parcela da propriedade para novas opções comerciais, criando uma trava de segurança econômica que equilibra a rentabilidade final caso uma das commodities sofra uma queda brusca de valor.

A força da canola e a novidade sustentável

Dentro dessa diversificação de inverno, a canola se consolida como a principal escolha. Dados e estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apontam que a espécie oferece uma excelente oportunidade de rotação de culturas para o agricultor brasileiro. O seu cultivo ajuda a diminuir a proliferação de doenças radiculares que costumam afetar a soja no verão, deixando a área limpa, protegida e muito mais produtiva para a safra principal.

Em paralelo ao avanço da canola, a carinata surge nas fazendas sulistas como uma novidade de altíssimo valor agregado. Essa espécie rústica atende diretamente ao crescente mercado global de sustentabilidade e ganha tração por ser utilizada como matéria-prima de excelência para a produção de combustível renovável de aviação.

A inserção dessas novas culturas não anula a importância histórica e comercial do trigo, mas funciona como uma ferramenta para diluir o risco da safra. Vidotto explica que ao destinar um terço da sua área total para a canola, por exemplo, o produtor protege o investimento geral.

“Caso o trigo passe por um momento de desvalorização aguda, o agricultor conta com outra fonte de renda forte para garantir o giro financeiro e manter a estrutura da propriedade operando de forma saudável”, explica.

O segredo mora na nutrição

A transição para novas espécies de inverno exige um preparo técnico rigoroso por parte do produtor rural. Quem experimenta a canola pela primeira vez precisa entender que a fisiologia dessa planta difere bastante dos grãos tradicionais.

“Apesar de ser uma cultura reconhecida pela sua rusticidade e por exigir menos intervenções gerais de manejo, ela possui exigências nutricionais extremamente específicas. A principal delas é a altíssima extração de boro do solo, um micronutriente fundamental para o desenvolvimento estrutural e para a floração da planta”, pontua Vidotto.

O sucesso desse cultivo é altamente influenciado pelo manejo desse elemento. Isso porque, conforme enfatiza o especialista da Fortgreen, a canola extrai volumes muito maiores de boro em comparação com lavouras consolidadas como a soja e o milho.

Nesse sentido, o manejo com a nutrição foliar focada em entregar esse micronutriente de forma cirúrgica é a chave para que a planta expresse seu potencial produtivo. “Entender essa dinâmica metabólica é o passo definitivo para garantir que a estratégia comercial de diversificação de área se transforme em produtividade real e dinheiro no bolso do agricultor”, finaliza Vidotto.

Sobre a Fortgreen

Há mais de 20 anos, a Fortgreen se dedica a transformar a agricultura por meio de soluções inovadoras em nutrição e tecnologia de aplicação. Presente em sete países (Brasil, Paraguai, Bolívia, Colômbia, Romênia, Reino Unido e Polônia), a empresa se destaca pelo desenvolvimento de tecnologias de ponta e pelo suporte técnico altamente especializado.

Desde 2019 faz parte do Grupo Origin Enterprises PLC, fortalecendo o compromisso com pessoas, pesquisa, inovação e qualidade para atender às demandas do campo com excelência.

A infraestrutura conta com um moderno parque fabril de 10 mil m² em Paiçandu (PR) e de 6,3 mil m² em Varginha (MG), além de centros de distribuição estratégicos em todo o Brasil, garantindo eficiência e proximidade com o produtor rural.

Saiba mais em www.fortgreen.com.br

Fonte:  Assessoria de imprensa



 

Continue Reading

Sustentabilidade

Proteína da soja começa a ganhar valor no mercado brasileiro – MAIS SOJA

Published

on


A soja começa a ser olhada não apenas pelo volume produzido, mas também pelos atributos que carrega dentro do grão. Proteína, óleo e aminoácidos ganham importância em segmentos da cadeia produtiva, ampliando o interesse por características ligadas ao valor nutricional e industrial da matéria-prima — movimento que começa a despertar atenção também no Brasil.

Pesquisas conduzidas por José Marcos Gontijo Mandarino, pesquisador da Embrapa Soja, mostram que atributos como proteína e óleo têm influência direta sobre o valor industrial do grão, especialmente no rendimento do farelo utilizado na nutrição animal. A Embrapa Suínos e Aves também trata o tema com importância, pois o farelo de soja é uma das principais fontes proteicas para aves e suínos, podendo representar entre 65% e 70% da proteína das formulações nutricionais, dependendo do sistema produtivo.

Em mercados como Estados Unidos e Canadá, produtores já recebem bonificações por soja com características específicas, incluindo maior teor de proteína, variando entre 5% e 15%, a depender do contrato. No Brasil, embora essa remuneração ainda não seja uma prática consolidada, especialistas apontam que a qualidade intrínseca do grão tende a ganhar relevância econômica — movimento semelhante ao que ocorreu na cadeia do leite, onde atributos ligados à qualidade passaram a influenciar a remuneração do produtor.

Durante muito tempo, a armazenagem foi vista quase exclusivamente como proteção de volume. Mas começa a crescer uma discussão sobre qualidade do grão entregue à indústria. Se atributos como proteína e aminoácidos passam a ter mais valor, armazenar bem deixa de ser detalhe operacional e passa a fazer parte da estratégia econômica do produtor”, afirma Elton Stadler, CEO da Provent Brasil, empresa fabricante do Sistema de Exaustão Cycloar.

Mas há um detalhe pouco percebido nessa mudança: não basta colher um bom grão. É preciso preservar sua qualidade depois da colheita. Em um Estudo da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) apontou que, após seis meses de armazenagem, silos sem controle adequado do ambiente, apresentaram aumento de 58,4% nos grãos ardidos14,5% nos fermentados, além de redução no teor de proteína e maior perda de massa dos grãos. É nesse contexto que sistemas de exaustão contínua, como o Cycloar, vem ganhando espaço nas unidades armazenadoras, há mais de 30 anos. A tecnologia atua na redução do calor acumulado, da condensação e do excesso de umidade dentro dos silos, ajudando a preservar características importantes do grão ao longo do armazenamento.

O produtor pode ter um ativo valioso nas mãos e não perceber. Se o mercado começa a olhar mais proteína e qualidade intrínseca, preservar isso dentro do silo passa a ter impacto direto no bolso do produtor”, conclui Stadler.

Fonte: Assessoria de imprensa


Continue Reading

Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Cotações seguem pressionadas por ampla oferta – MAIS SOJA

Published

on


Os preços do arroz em casca voltaram a recuar no Rio Grande do Sul, interrompendo a reação observada no início do mês. De acordo com o Cepea, a pressão esteve atrelada à ampla disponibilidade do cereal e às dificuldades na comercialização do arroz beneficiado, fatores que reduziram o suporte da demanda externa e dos mecanismos de apoio à comercialização promovidos pela Conab.

Segundo o Centro de Pesquisas, embora a demanda internacional tenha permanecido ativa, oferecendo alternativas de comercialização a parte dos produtores, seu impacto sobre os preços foi limitado. Ao mesmo tempo, as dificuldades na venda do arroz beneficiado continuaram a restringir a atuação compradora das indústrias, reforçando a pressão sobre o cereal em casca.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

Continue Reading

Sustentabilidade

ALGODÃO/CEPEA: Preço interno segue mais vantajoso que paridade de exportação – MAIS SOJA

Published

on


Pelo sexto mês consecutivo, os preços do algodão em pluma continuam em baixa no mercado doméstico, mas ainda apresentam vantagem quando comparados à paridade de exportação.

Neste contexto, segundo o Cepea, enquanto alguns vendedores se mostram capitalizados e focados no cumprimento dos contratos a termo, mantendo-se firmes em suas posições, outros aproveitam para liquidar o saldo remanescente da temporada 2024/25. Com a redução dos preços internacionais, parte dos agentes também adota uma postura mais flexível, em busca de novas negociações.

Pesquisadores do Cepea destacam que lotes da safra 2025/26 já começam a chegar ao mercado spot, com destaque para origens de São Paulo e da Bahia.

Do lado da demanda, de acordo com o Cepea, indústrias ainda buscam adquirir a matéria-prima a valores inferiores, fundamentados no baixo desempenho de suas vendas. Comerciantes, por sua vez, realizam fechamentos pontuais diante de uma postura cautelosa, buscando negócios “casados”.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT