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17 de junho de 2026

Sustentabilidade

Soja sobe em Chicago com expectativa de demanda chinesa e mudança na curva de prêmios – MAIS SOJA

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Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta terça-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Especulações de que a China estaria voltando a comprar soja dos Estados Unidos garantiram a recuperação.

“Mercado volta a operar em alta diante das expectativas envolvendo a demanda chinesa e também de novos acordos comerciais entre EUA e União Europeia, fatores que acabam trazendo uma percepção de demanda mais forte para a soja”, explica o analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira.

Neste momento, o Brasil segue com forte ritmo de exportações e preços ainda competitivos nos portos, cenário que deve permanecer ao menos até meados de julho. “Contudo, a curva de prêmios começa a mudar de maneira mais significativa a partir de agosto, com diferenças mais substanciais entre os prêmios brasileiros e americanos”, ressalta o analista.

Hoje, por exemplo, os prêmios nos bids de Paranaguá estão variando entre US$ 1,00 e US$ 1,10 sobre Chicago nos contratos de agosto e setembro. Já no Golfo americano, os prêmios permanecem na faixa de 86 a 75 cents de dólar por bushel. “Esta diferença acaba colocando o flat price brasileiro entre US$ 6 e US$ 13 por tonelada acima do produto americano, podendo ser ainda maior nos contratos de setembro”, acrescenta.

Segundo Silveira, essa disparidade tende a influenciar diretamente as decisões de compra da China e de outros players internacionais ao longo do segundo semestre, favorecendo uma concentração maior da demanda no mercado americano, justamente durante a entrada da nova safra dos EUA.

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 10,75 centavos de dólar, ou 0,96%, a US$ 11,30 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,34 1/2 por bushel, com elevação de 11,00 centavos de dólar ou 0,97%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 2,80 ou 0,92% a US$ 304,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 72,92 centavos de dólar, com perda de 1,45 centavo ou 1,94%.

Autor/Fonte: Dylan Della Pasqua / Safras News

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Cotações seguem pressionadas por ampla oferta – MAIS SOJA

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Os preços do arroz em casca voltaram a recuar no Rio Grande do Sul, interrompendo a reação observada no início do mês. De acordo com o Cepea, a pressão esteve atrelada à ampla disponibilidade do cereal e às dificuldades na comercialização do arroz beneficiado, fatores que reduziram o suporte da demanda externa e dos mecanismos de apoio à comercialização promovidos pela Conab.

Segundo o Centro de Pesquisas, embora a demanda internacional tenha permanecido ativa, oferecendo alternativas de comercialização a parte dos produtores, seu impacto sobre os preços foi limitado. Ao mesmo tempo, as dificuldades na venda do arroz beneficiado continuaram a restringir a atuação compradora das indústrias, reforçando a pressão sobre o cereal em casca.

Fonte: Cepea



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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

ALGODÃO/CEPEA: Preço interno segue mais vantajoso que paridade de exportação – MAIS SOJA

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Pelo sexto mês consecutivo, os preços do algodão em pluma continuam em baixa no mercado doméstico, mas ainda apresentam vantagem quando comparados à paridade de exportação.

Neste contexto, segundo o Cepea, enquanto alguns vendedores se mostram capitalizados e focados no cumprimento dos contratos a termo, mantendo-se firmes em suas posições, outros aproveitam para liquidar o saldo remanescente da temporada 2024/25. Com a redução dos preços internacionais, parte dos agentes também adota uma postura mais flexível, em busca de novas negociações.

Pesquisadores do Cepea destacam que lotes da safra 2025/26 já começam a chegar ao mercado spot, com destaque para origens de São Paulo e da Bahia.

Do lado da demanda, de acordo com o Cepea, indústrias ainda buscam adquirir a matéria-prima a valores inferiores, fundamentados no baixo desempenho de suas vendas. Comerciantes, por sua vez, realizam fechamentos pontuais diante de uma postura cautelosa, buscando negócios “casados”.

Fonte: Cepea



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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

El Niño pode reduzir produtividade em até 15%, afirma especialista; veja como se preparar para a safra 2026/27 – MAIS SOJA

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A alta probabilidade de formação de um forte fenômeno El Niño entre os meses de junho e julho acendeu um alerta crítico para o agronegócio brasileiro. O fenômeno meteorológico deve impactar diretamente o planejamento da safra de grãos 2026/27. Projeções técnicas apontam que a intensidade do evento esperado para o segundo semestre assemelha-se à do último grande El Niño registrado no biênio 2014/2015, trazendo potencial para atrasar os plantios e reduzir a produtividade das lavouras em até 15%.

O El Niño de 2026 deve dividir o território nacional em extremos meteorológicos severos. Enquanto a região Sul do país enfrentará chuvas volumosas acima da média e riscos severos de enchentes, as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste sofrerão com temperaturas historicamente elevadas, secas intensas, estiagens prolongadas e maior vulnerabilidade a incêndios florestais.

Diante desse cenário de alto risco para a produção nacional, o especialista em fisiologia vegetal Leandro Barcelos, consultor agronômico por trás do recorde nacional de produtividade de soja do CESB (Comitê Estratégico Soja Brasil) de 2025, ressalta que o impacto climático pode ser severamente mitigado se o produtor focar na construção e no manejo correto do perfil do solo. Barcelos destaca que ainda há tempo para o produtor rural adotar manejos que minimizem drasticamente os prejuízos.

Massa radicular: proteção contra a seca e as enchentes

O método defendido pelo consultor, batizado de “A Raiz da Solução”, foca no equilíbrio químico profundo da terra e no estímulo do sistema radicular das plantas. De acordo com Barcelos, uma estrutura de solo corrigida e um sistema radicular agressivo e profundo funcionam como uma blindagem eficiente tanto para cenários de seca extrema quanto de enchentes.

“O produtor não pode controlar o clima, mas pode controlar o ambiente onde a raiz se desenvolve. Quando construímos um perfil de solo profundo, livre de impedimentos químicos como o alumínio e fisicamente estruturado, nós induzimos a planta a buscar água e nutrientes em camadas profundas. A planta com o sistema radicular robusto e quimicamente equilibrada tem maior sustentação mecânica e vigor fisiológico para suportar períodos de seca ou de encharcamento e de baixa luminosidade”, afirmou.

Embora o El Niño traga cenários opostos para o mapa do Brasil, Barcelos defende que a base do manejo preventivo para as duas situações de estresse é exatamente a mesma: a descompactação e a construção do perfil profundo de solo.

  • No Centro-Norte (Combate à Seca): O foco é eliminar travas químicas para aprofundar as raízes. “Para a gente suportar um El Niño, seja com muita chuva ou pouca chuva, nós temos que ter sistema radicular na nossa planta. A raiz é a boca da planta e ela bebe nutrientes, ela não come. Mesmo num período de 20 ou 30 dias sem chover, a 50 ou 60 centímetros de profundidade existe umidade. O gesso e o calcário condicionam o solo e tiram o alumínio tóxico que impede o crescimento da raiz, permitindo que ela acesse essas reservas profundas”, explicou Barcelos.
  • Na Região Sul (Combate ao Encharcamento): O excesso de água expulsa o oxigênio do solo, o que impede a respiração radicular e força a planta a produzir etileno, hormônio que acelera a morte do tecido vegetal. “O problema de 80% das fazendas do Brasil hoje é a compactação. No Sul, o solo precisa estar descompactado para que a água infiltre rapidamente e vá embora, evitando o alagamento. Um solo perfeito precisa absorver e infiltrar até 100 mm de chuva em uma hora, sem formar poças.”
“O solo é o motor, o restante é a turbina”

O especialista utiliza uma analogia automotiva precisa para explicar por que investimentos isolados em insumos de alta tecnologia falham quando a estrutura da terra é negligenciada no planejamento da safra.

“Não adianta pegar uma Ferrari e botar em terra esburacada, não dá para correr. O solo é o motor. Se nós tivermos um motor ruim, essa máquina não vai andar. A semente de alto vigor, os micronutrientes, a adubação foliar, a adubação como um todo, são como se fossem uma turbina. Agora, adianta a gente turbinar um motor fundido? Não adianta, aí é que ele termina de fundir. Primeiro a gente faz o motor.”

Segundo o criador do método A Raiz da Solução, focar exclusivamente em sementes certificadas sem corrigir o perfil do solo impede que a planta expresse seu potencial genético, gerando custos altos que sequer se pagam diante de uma crise climática.

Estratégias práticas imediatas recomendadas pelo especialista

Para enfrentar as adversidades do El Niño na safra 2026/27, Barcelos elenca orientações estratégicas indispensáveis para o planejamento imediato das fazendas, independentemente da região do país:

  • Análise e Diagnóstico do Perfil de Solo: Avaliar as camadas subsuperficiais (de 20 a 40 cm e 40 a 60 cm) para identificar travas químicas, como a presença de alumínio tóxico, que impedem o crescimento da raiz.
  • Uso de Calcário e Gesso: Utilizar a gessagem e a calagem de forma estratégica para carregar cálcio em profundidade, neutralizar o alumínio e permitir que o sistema radicular explore o máximo volume de solo possível.
  • Estímulo Fisiológico e Nutrição Vegetal Equilibrada: Adotar manejos que priorizem o equilíbrio químico e estimulem os hormônios vegetais ligados ao crescimento radicular, aumentando a resiliência da planta contra os estresses bióticos e abióticos.
  • Descompactação Física Mecânica: Utilização de equipamentos como o subsolador para quebrar as camadas compactadas do solo e restabelecer a aeração e a capacidade de infiltração rápida da água.
  • Construção de Matéria Orgânica e Sistema de Plantio Direto: Adoção de plantas de cobertura (como braquiária, crotalária e ervilhaca) para gerar palhada abundante, protegendo a superfície e aumentando a capacidade de retenção de umidade.
  • Atenção à Janela de Plantio: Com a previsão de atrasos causados pela estiagem no Centro-Norte ou pelo excesso de umidade no Sul, o produtor precisará de plantas que arranquem com alto vigor inicial para compensar o encurtamento da janela ideal.

“O segredo para romper os tetos tradicionais de produtividade e garantir estabilidade em anos difíceis está abaixo da linha da superfície. Na biologia e na química do solo, quando trabalhamos o sistema com palhada e vida bacteriana, um mais um não é dois, um mais um passa a ser três. A palha amortece o impacto da chuva forte para não compactar a superfície, e a matéria orgânica funciona como uma verdadeira caixa d’água no solo, capaz de reter até 20 vezes o seu próprio peso em água. O produtor não pode controlar o clima, mas pode controlar o ambiente onde a raiz se desenvolve. Fazendo o manejo correto, nós conseguimos enfrentar qualquer adversidade climática: podemos perder um pouco de potencial, mas sempre colheremos bem e com lucratividade no final. O clima vai desafiar o agricultor em 2026, mas quem investir na biologia, na fisiologia e na raiz colherá os resultados em 2027.”

Quem é Leandro Barcelos?

Especialista em fisiologia vegetal com mais de 40 anos de vivência no campo, Leandro Barcelos é o consultor agronômico por trás do recorde nacional de produtividade de soja do CESB 2025.

Natural do Rio Grande do Sul e filho de produtores, trilhou uma jornada resiliente: de produtor rural a caminhoneiro, estudando ciência das plantas na cabine do caminhão após enfrentar perdas severas pela seca. Essa trajetória o levou a desenvolver um método exclusivo chamado A Raiz da Solução, que permite colher acima de 100 sc/ha em diversas regiões do Brasil.

Referência técnica validada por milhares de alunos e cases de sucesso espalhados por todo o país, ele transformou o desafio do estresse hídrico na marca histórica de 135,49 sc/ha na Fazenda Santa Bárbara (SC), consolidando-se como uma das maiores autoridades em produtividade e resiliência climática no agronegócio brasileiro.

Fonte: Assessoria de imprensa


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