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17 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Soja e Derivados: Exportações Históricas e Demanda Doméstica Movimentam o Mercado em Maio – MAIS SOJA

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A liquidez no mercado brasileiro de soja esteve elevada em maio, impulsionada pelo forte ritmo das exportações e pela demanda aquecida da indústria doméstica de processamento. Esse cenário limitou quedas mais expressivas nos preços da oleaginosa, mesmo diante da safra recorde colhida no Brasil e das perspectivas favoráveis para a oferta global, com o avanço da colheita na Argentina e a semeadura nos Estados Unidos.

A colheita está praticamente encerrada no Brasil, o que confirma a safra recorde no País, projetada pelo USDA em 180 milhões de toneladas. Na Argentina, a Bolsa de Cereales informou que a colheita da safra 2025/26 alcançou 97,1% da área, com produção estimada pelo USDA em 48 milhões de toneladas. Nos Estados Unidos, o USDA informou que 87% da área da safra 2026/27 havia sido semeada até 31 de maio, acima dos 80% semeados na média dos últimos cinco anos, com produção estimada em 120,7 milhões de toneladas.

Do lado da demanda, os números dos embarques seguem evidenciando a força da procura pela soja brasileira. Segundo dados da Secex, o Brasil exportou 14,82 milhões de toneladas do grão em maio. Embora o volume tenha recuado 11,5% em relação a abril, permaneceu 5,1% acima do registrado em maio de 2025. No acumulado de janeiro a maio, as exportações somaram 55,07 milhões de toneladas, configurando-se como o maior volume já registrado para esse período.

A receita gerada pelas exportações da oleaginosa alcançou US$ 22,88 bilhões nos cinco primeiros meses de 2026, ficando atrás apenas do recorde de 2023, quando somou US$ 26,54 bilhões. Naquele período, as cotações também superavam as atuais.

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A firme demanda externa também elevou os prêmios de exportação da soja no Brasil, incentivando negociações para embarques entre agosto e outubro deste ano, movimento incomum para este período do ano.

Com isso, no mercado spot, os Indicadores CEPEA/ESALQ Paranaguá e Paraná tiveram médias de R$ 129,36/sc e R$ 123,03/sc de 60 kg em maio, valorizações de 1,4% e de 1,3%, respectivamente. Em relação a maio de 2025, por sua vez, as cotações apresentam quedas de 4,4% e 5,54% em termos reais (IGP-DI de abril/26).

O dólar encerrou o mês a R$ 4,99, com desvalorização de 0,9% frente a abril e de 12,1% na comparação com maio de 2025, favorecendo a competitividade das exportações norte-americanas. Na Bolsa de Chicago (CME Group), o contrato julho/26 da soja em grão registrou média de US$ 11,9434/bushel (US$ 26,33/sc de 60 kg) em maio, com valorização de 2,3% frente a abril e de 13,6% em relação a maio de 2025.

ÓLEO DE SOJA – No caso do óleo de soja, os preços nacionais e internacionais registraram direções opostas. No mercado doméstico, a demanda foi limitada pela cautela das indústrias de biodiesel.

Segundo levantamento do Cepea, os preços do óleo de soja bruto e degomado (com 12% de ICMS) na região de São Paulo recuaram 5,2% de abril para maio; por outro lado, observou-se valorização de 2,3% em um ano, em termos reais, na média de R$ 6.518,48/t em maio.

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Quanto às vendas externas, de acordo com a Secex os embarques alcançaram 192,14 mil toneladas em maio. Embora tenham recuado 1,8% frente a abril, ficaram 35,7% acima dos registrados em maio de 2025. No acumulado de 2026, as exportações totalizam 890,17 mil toneladas, volume 45,2% superior ao observado no mesmo período do ano passado e o maior já registrado para os primeiros cinco meses do ano desde 2023.

No mercado externo, com a forte demanda do setor de biodiesel, os preços do óleo registraram alta significativa no mês de maio, ampliando sua participação nas margens industriais e alterando a composição da rentabilidade da indústria de processamento nos Estados Unidos. De acordo com cálculos do Cepea, há um ano o farelo respondia por 55% da margem de lucro da indústria de processamento nos EUA, enquanto o óleo representava 45%. Neste ano, porém, a participação se inverteu: o óleo passou a responder por 52,79% das margens, enquanto o farelo representou 47,21% nesse mês, evidenciando o maior peso do derivado energético na rentabilidade do processamento.

Nesse cenário, na CME Group (Bolsa de Chicago), o contrato Julho/26 do óleo de soja avançou 8% entre abril e maio, registrando média de US$ 0,7562/lp (US$ 1.667,22/t) e valorização de 54,3% em relação a maio/25, o maior patamar nominal desde julho de 2022.

FARELO DE SOJA – Embora a demanda externa pelo farelo de soja brasileiro tenha sido elevada, a maior disponibilidade do derivado, devido ao aumento no processamento interno, pressionou as cotações. Na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, os preços do farelo de soja tiveram baixas de 1,3% de abril para maio e de 1,6% em relação a
maio/25, em termos reais.

Quanto às exportações, dados da Secex mostram que o Brasil embarcou 2,54 milhões de toneladas em maio, o maior volume para o mês desde 2023. O resultado representa aumentos de 8,6% frente a abril e de 21,09% em relação a maio do ano passado. Entre janeiro e maio, os embarques do derivado somam 10,19 milhões de toneladas, um novo recorde para o período.

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No mercado externo, os preços futuros do farelo de soja foram impulsionados pela expectativa de aumento da procura internacional pelo derivado norte-americano. Diante disso, o contrato de primeiro vencimento do farelo apresentou média nominal de US$ 329,47/tonelada curta (US$ 363,17/t) em maio, altas de 1,5% sobre a de abril e de 13% frente a maio/25, sendo também a maior desde julho/24.

Fonte: CEPEA



 

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Sustentabilidade

Efeitos da compactação do solo vão além da redução do volume de raízes – MAIS SOJA

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A compactação do solo constitui um dos principais fatores limitantes ao crescimento das plantas e, consequentemente, à produtividade das culturas agrícolas. Na soja, além de desempenharem funções essenciais na absorção de água e nutrientes, as raízes estabelecem uma importante relação simbiótica com bactérias do gênero Bradyrhizobium, responsáveis pela fixação biológica de nitrogênio (FBN), que constitui a principal fonte de N para a cultura.

Nesse contexto, a compactação do solo pode provocar uma série de efeitos negativos sobre o desenvolvimento da soja, abrangendo desde a restrição ao crescimento e à distribuição do sistema radicular, limitando o acesso das raízes às camadas mais profundas do solo, até alterações na nodulação e na fixação biológica de nitrogênio. Além disso, condições de compactação podem favorecer ambientes com menor aeração e drenagem, alterando as condições físicas do solo e podendo contribuir para o desenvolvimento de determinados patógenos de solo, de origem fúngica e parasitária.

Esses efeitos podem comprometer a formação dos componentes de produtividade e, consequentemente, o rendimento final da cultura. Entre as principais alterações físicas decorrentes da compactação estão o aumento da densidade e da resistência mecânica do solo e a redução do volume total de poros, especialmente dos macroporos (Debiasi; Santos; Gonçalves, 2021).

Conforme observado por Rosa et al. (2019), o aumento da resistência do solo à penetração decorrente da compactação pode refletir negativamente em diferentes características de crescimento e componentes de produtividade da soja. Os autores observaram alterações em variáveis como altura de plantas, diâmetro do caule, número de legumes e número de folhas, com impactos negativos sobre o desempenho produtivo da cultura.

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Resultados semelhantes foram observados por Savioli et al. (2021). Ao avaliar a influência da compactação do solo sobre os componentes de produtividade da soja, os autores verificaram que o número de legumes (vagens) por planta, o número de grãos por planta e a massa de grãos estiveram entre os componentes mais afetados. Os resultados indicaram influência negativa significativa da compactação sobre esses componentes a partir da densidade do solo de 1,3 g cm⁻³ (Mg m⁻³).

Figura 1. Massa seca de grãos de soja em função de diferentes densidade de solo. (1,1; 1,2; 1,3; 1,4 e 1,5 g cm-3).
Fonte: Savioli et al. (2021)

Esses resultados reforçam a importância das condições físicas do solo para o adequado desenvolvimento da soja e evidenciam os impactos que a compactação pode exercer sobre a formação dos componentes de produtividade e o rendimento final da cultura. Dessa forma, o diagnóstico e o manejo da compactação do solo devem integrar as estratégias de manejo da lavoura, buscando favorecer o crescimento radicular, a exploração do perfil do solo e o aproveitamento de água e nutrientes.

Além dos efeitos diretos sobre o crescimento e a produtividade, a compactação do solo também pode influenciar a capacidade das plantas de tolerar períodos de restrição hídrica. A redução do crescimento radicular e do acesso das raízes às camadas mais profundas pode limitar a exploração de água armazenada no perfil, especialmente durante períodos de déficit hídrico. Assim, o manejo adequado da estrutura do solo constitui uma importante estratégia para melhorar as condições de desenvolvimento da soja e contribuir para maior resiliência da cultura diante de condições de estresse hídrico.



Referências:

DEBIASI, H.; SANTOS, J. C. F.; GONÇALVES, S. L. COMPACTAÇÃO DO SOLO. Embrapa, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/web/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/soja/producao/manejo-do-solo/compactacao-do-solo >, acesso em: 16/09/2026.

ROSA, H. A. et al. INFLUÊNCIA DA COMPACTAÇÃO DO SOLO EM PARÂMETROS PRODUTIVIDOS DA CULTURA DA SOJA. Revista Técnico-Científica do CREA-PR, 2019. Disponível em: < https://revistatecie.crea-pr.org.br/index.php/revista/article/view/548/333 >, acesso em: 16/09/2026.

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SAVIOLI, M. R. et al. Componentes de produção da soja sob níveis de compactação do solo. Acta Iguazu, Cascavel, v.10, n.2, p. 1-12, 2021. Disponível em: < https://e-revista.unioeste.br/index.php/actaiguazu/article/view/26312 >, acesso em: 16/09/2026.

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Exportações e expectativas de compras públicas sustentam preços – MAIS SOJA

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A concorrência entre os mercados interno e externo, somada à expectativa de compras governamentais, mantém os preços do arroz em casca firmes no Rio Grande do Sul.

De acordo com o Cepea, negócios voltados ao fechamento de navios aconteceram a valores próximos de R$ 90/sc de 50 kg, no Porto do Rio Grande (RS), nos últimos dias, levando produtores a ampliar a oferta, especialmente nas regiões próximas ao terminal. Ao mesmo tempo, parte das indústrias domésticas reduziu a atuação diante da dificuldade em acompanhar os valores da exportação.

Segundo o Centro de Pesquisas, a disputa ocorre em um contexto de maior demanda das indústrias por matéria-prima. Em agosto, o beneficiamento de arroz no estado avançou, e os preços ao consumidor também registraram alta.

Fonte: Cepea

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FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Depois de meses de alta, inadimplência dá primeiro sinal de trégua em MT e Cuiabá – MAIS SOJA

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Mato Grosso encerrou agosto de 2026 com uma leve queda na inadimplência dos consumidores no estado, 2,23% na comparação entre julho e agosto. Os números apurados pelo SPC Brasil para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá) mostram que o mês trouxe o primeiro sinal de redução no ano entre quase 1,5 milhão de consumidores mato-grossenses em idade adulta que estão com restrição de crédito.

O mesmo recuo apareceu na quantidade de dívidas em atraso, que caiu 2,38% no mês, mesmo acumulando alta de 8,90% em 12 meses.

Entre os mato-grossenses inadimplentes, o perfil é majoritariamente masculino (53,42% ante 46,56% de mulheres) e concentrado na faixa entre 30 e 49 anos.

O valor médio das dívidas no estado é de R$ 6.119,63, somando-se todos os débitos por consumidor, com tempo médio de atraso de 29,5 meses. Em torno de 35,70% das dívidas estão em aberto entre um e três anos e outras 40,13% ultrapassam os três anos.

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Os bancos concentram a maior fatia dos débitos, com 54,81%, seguidos por comércio, com 21,94%, outros segmentos (10,91%), água e luz (8,17%) e comunicação (4,17%).

Cuiabá

Na capital, aproximadamente 258 mil consumidores adultos apresentaram restrição de crédito em agosto. Na comparação mês a mês, o SPC Brasil apontou queda de 2,52% no total de inadimplentes cuiabanos. Em relação à quantidade de dívidas em atraso, a redução foi de 2,95% no mês.

O perfil dos inadimplentes cuiabanos também é predominantemente masculino (52,10% ante 47,90% de mulheres), com idade média de 45,4 anos — ligeiramente acima da média estadual — e concentração também entre 30 e 49 anos.

Em Cuiabá, o valor médio das dívidas é de R$ 6.631,99, acima da média estadual, com tempo médio de atraso de 30,2 meses. Mais da metade das dívidas da capital, 58,28%, está em aberto há mais de um ano, distribuídas entre as faixas de um a três anos (34,93%), três a quatro anos (17,48%) e quatro a cinco anos (24,35%).

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Os bancos também lideram entre os credores na capital, com 61,09% das dívidas registradas, seguidos por comércio, 14,85%, água e luz (8,76%), outros segmentos (12,33%) e comunicação (2,97%).

“Os números mostram que a inadimplência ainda é uma realidade que pesa no bolso do consumidor cuiabano e mato-grossense, mas o recuo mensal é um indício importante de que as famílias estão conseguindo se reorganizar. Do lado do comércio, isso significa reforçar o diálogo com o cliente, oferecer condições de negociação viáveis e ajudar quem quer voltar a comprar e a pagar em dia. A CDL Cuiabá segue acompanhando esses indicadores para orientar o lojista sobre a melhor forma de negociar com o consumidor”, observou o presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam.

CDL Cuiabá – Com 53 anos de história e cerca de 10 mil empresas associadas, a CDL Cuiabá tem como missão transformar a Capital em um dos melhores lugares para empreender e morar. Com origem no comércio varejista, hoje a entidade representa empresários e empresárias de diferentes setores, oferecendo facilidades como economia operacional, certificação digital, inteligência para concessão de crédito, telefonia móvel, redução de custos com energia e proteção de crédito em parceria com o SPC Brasil.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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