Connect with us
[wpdts-date]

Business

Exportações de carne bovina de Mato Grosso crescem 64,5% em receita e batem recorde para maio

Published

on


Foto: Reprodução/Freepik

Mato Grosso faturou US$ 440,72 milhões em maio com as exportações de carne bovina, valor 64,53% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado e recorde para meses de maio. O resultado é considerado recorde para o mês e o melhor de 2026 nos embarques da proteína.

Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o desempenho também superou o resultado de abril em 7,83%, reforçando o avanço das vendas internacionais da carne bovina mato-grossense ao longo do ano.

Além da receita recorde, o volume exportado também apresentou crescimento. Em maio, Mato Grosso embarcou 87,10 mil toneladas equivalentes carcaça (TEC), alta de 3,55% em relação a abril e de 32,27% na comparação com maio de 2025.

O resultado mantém o estado na liderança nacional da produção e das exportações de carne bovina, impulsionado pela demanda internacional e pela valorização da proteína no mercado externo.

China concentra embarques

A China permaneceu como principal destino da carne bovina produzida em Mato Grosso. O país asiático respondeu por 60,43% de todos os embarques realizados em maio.

Outro fator que contribuiu para o aumento do faturamento foi a valorização da proteína bovina no mercado internacional. O preço médio da carne exportada atingiu US$ 5.060,12 por tonelada equivalente carcaça.

Na avaliação do diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, os números refletem a capacidade do estado de ampliar sua participação no mercado global. “Os resultados demonstram o enorme potencial da pecuária mato-grossense, que alia escala de produção e qualidade do rebanho”.

Ainda segundo Andrade, o estado possui “condições de continuar crescendo e consolidando o estado como referência global na produção de carne bovina”.


Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

O post Exportações de carne bovina de Mato Grosso crescem 64,5% em receita e batem recorde para maio apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.

Continue Reading

Business

Colheita do milho alcança 11% da área em Mato Grosso

Published

on


Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

A colheita do milho 2025/26 em Mato Grosso avançou significativamente em todas as regiões e alcançou 11,29% da área semeada. Na semana a variação dos trabalhos foi de 5,44 pontos percentuais, com destaque para o médio-norte que registrou uma evolução de 7,46 pontos percentuais.

No comparativo com o ciclo passado, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), os trabalhos seguem adiantados. No mesmo período em 2025, o estado contava com apenas 7,20% da área colhida. Entretanto, em relação à média das últimas cinco safras, os trabalhos em campo estão “atrasados”. A média é de 13,35%.

A expectativa é que Mato Grosso colha um pouco mais de 53 milhões de toneladas de milho na temporada 2025/26. O volume representa uma queda de 3,76% em comparação com a safra passada. Contudo, conforme a série histórica do Imea, caminha para ser a segunda maior produção.

Médio-norte lidera colheita do milho

O médio-norte lidera os trabalhos com 16,56% da área cultivada colhida. A projeção é que a região colha 19,8 milhões de toneladas de milho.

As regiões noroeste e norte surgem em seguida com 12,76% e 12,14% de suas respectivas áreas colhidas, enquanto o nordeste aparece com 9,41%.

No oeste do estado as máquinas já passaram por 7,70% das lavouras e no centro-sul em 6,45%. Já no sudeste em 3,30%.


Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

O post Colheita do milho alcança 11% da área em Mato Grosso apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.

Continue Reading

Business

Fim da cota da China deve ditar ritmo do mercado do boi gordo nos próximos meses

Published

on


Foto: Semagro/MS

O mercado físico do boi gordo encerrou a semana com preços firmes em boa parte das regiões produtoras do país. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, a expectativa de aumento da demanda no curto prazo e as escalas de abate mais encurtadas contribuíram para a valorização da arroba em diversos estados.

Apesar do cenário positivo, Iglesias avalia que o mercado pode passar por ajustes nas próximas semanas. Isso porque frigoríficos já buscam negociar compras em níveis mais baixos em algumas regiões, diante do esgotamento precoce da cota chinesa destinada ao Brasil em 2026. A expectativa é de que o limite seja preenchido entre junho e julho.

Com isso, pode haver redução nos abates e diminuição das bonificações pagas pelo chamado “boi China”, o que tende a limitar movimentos mais expressivos de alta para a arroba nos próximos meses.

Confira as cotações do boi gordo na modalidade a prazo em 11 de junho:

  • São Paulo (SP): R$ 355,00, estável.
  • Goiás (GO): subiu de R$ 330,00 para R$ 340,00
  • Uberaba (MG): avançou de R$ 325,00 para R$ 330,00
  • Dourados (MS): passou de R$ 350,00 para R$ 355,00
  • Cuiabá (MT): aumentou de R$ 355,00 para R$ 360,00
  • Vilhena (RO): avançou de R$ 335,00 para R$ 345,00

Atacado

No atacado, a carne bovina também apresentou desempenho positivo. A boa reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena do mês e a expectativa de maior consumo em junho deram sustentação aos preços. Ainda assim, a proteína bovina segue enfrentando concorrência da carne de frango, considerada mais competitiva para o consumidor.

O quarto dianteiro foi negociado a R$ 21,70 por quilo, alta de 0,93% na semana. Já os cortes do traseiro permaneceram estáveis em R$ 27,00 por quilo.

Exportações

No mercado externo, as exportações brasileiras seguem em ritmo acelerado. Nos quatro primeiros dias úteis de junho, o país embarcou 62,589 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, gerando receita de US$ 412,1 milhões.

Em comparação com junho de 2025, houve aumento de 56,9% na receita média diária, avanço de 29,8% no volume exportado e valorização de 20,9% no preço médio da tonelada, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.

O post Fim da cota da China deve ditar ritmo do mercado do boi gordo nos próximos meses apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Compactação do solo reduz produtividade da soja e desafia lavouras em períodos de seca, diz estudo

Published

on


Foto: Júnior Knoff / IFRS

A compactação do solo tem se consolidado como um dos principais entraves para a produtividade agrícola no Brasil, especialmente em regiões que enfrentam estiagens frequentes. Além de dificultar o crescimento das raízes, o problema reduz a infiltração de água, limita a circulação de ar e compromete a eficiência do sistema de plantio direto, amplamente adotado nas lavouras de grãos.

Com o objetivo de buscar alternativas para minimizar esses impactos, pesquisadores do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), campus Ibirubá, realizaram estudos para avaliar os efeitos da descompactação mecânica associada ao uso de corretivos agrícolas, como calcário e gesso, sobre a qualidade do solo e a produtividade da soja.

As pesquisas foram conduzidas em uma área experimental da instituição e analisaram diferentes estratégias de manejo em sistema de plantio direto. O foco foi entender como práticas voltadas à melhoria da estrutura física do solo podem favorecer a infiltração de água e criar um ambiente mais adequado para o desenvolvimento radicular das plantas.

Correção da acidez alcança camadas mais profundas

Os resultados mostraram que a combinação entre descompactação mecânica e aplicação de calcário apresentou os melhores indicadores de correção da acidez em subsuperfície.

Segundo os pesquisadores, o pH do solo permaneceu mais elevado nas áreas onde o descompactador rotativo foi utilizado em conjunto com a calagem, indicando que o corretivo conseguiu atingir camadas mais profundas do perfil do solo.

Enquanto a aplicação superficial de calcário concentrou seus efeitos nos primeiros 10 centímetros, os tratamentos que incluíram a descompactação apresentaram melhorias observadas até cerca de 15 centímetros de profundidade.

Mais água no solo e ganhos na produtividade

Além dos benefícios químicos, os estudos identificaram avanços relacionados à infiltração de água e ao desempenho da cultura da soja.

As áreas submetidas à descompactação registraram ganhos numéricos de produtividade, com rendimento médio próximo de 200 quilos por hectare acima da média geral do experimento. Também foi observado aumento no peso de mil grãos nos tratamentos que receberam correção do solo.

De acordo com os pesquisadores, a melhoria da estrutura física favorece o armazenamento de água e pode aumentar a capacidade das lavouras de enfrentar períodos de déficit hídrico.

Desafio crescente para o produtor

Para especialistas do setor, o tema ganha importância diante da maior frequência de eventos climáticos extremos e da necessidade de elevar a produtividade sem ampliar a área cultivada.

Segundo Silmo de Ávila, diretor da Agross do Brasil, os resultados refletem uma preocupação cada vez mais presente no campo.

“Hoje, quando o produtor enfrenta estiagens mais frequentes e precisa produzir mais sem ampliar área, olhar para a saúde do solo passou a ser uma questão estratégica. Ver uma instituição como o IFRS estudando os impactos da compactação e avaliando tecnologias voltadas à infiltração de água e preservação do plantio direto reforça a importância de aproximar pesquisa e realidade do campo”, afirma.

Para ele, a adoção de práticas que melhorem a estrutura do solo pode contribuir para a construção de sistemas produtivos mais resilientes.

“O produtor precisa de soluções que tragam resultado prático e ajudem a construir lavouras mais resilientes no longo prazo”, conclui.

Os pesquisadores destacam que o manejo adequado da compactação pode se tornar uma ferramenta importante para preservar o potencial produtivo das lavouras, especialmente em um cenário de maior variabilidade climática e desafios relacionados à disponibilidade de água.

O post Compactação do solo reduz produtividade da soja e desafia lavouras em períodos de seca, diz estudo apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT