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Colheita do milho alcança 11% da área em Mato Grosso

A colheita do milho 2025/26 em Mato Grosso avançou significativamente em todas as regiões e alcançou 11,29% da área semeada. Na semana a variação dos trabalhos foi de 5,44 pontos percentuais, com destaque para o médio-norte que registrou uma evolução de 7,46 pontos percentuais.
No comparativo com o ciclo passado, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), os trabalhos seguem adiantados. No mesmo período em 2025, o estado contava com apenas 7,20% da área colhida. Entretanto, em relação à média das últimas cinco safras, os trabalhos em campo estão “atrasados”. A média é de 13,35%.
A expectativa é que Mato Grosso colha um pouco mais de 53 milhões de toneladas de milho na temporada 2025/26. O volume representa uma queda de 3,76% em comparação com a safra passada. Contudo, conforme a série histórica do Imea, caminha para ser a segunda maior produção.
Médio-norte lidera colheita do milho
O médio-norte lidera os trabalhos com 16,56% da área cultivada colhida. A projeção é que a região colha 19,8 milhões de toneladas de milho.
As regiões noroeste e norte surgem em seguida com 12,76% e 12,14% de suas respectivas áreas colhidas, enquanto o nordeste aparece com 9,41%.
No oeste do estado as máquinas já passaram por 7,70% das lavouras e no centro-sul em 6,45%. Já no sudeste em 3,30%.
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Expectativa de safra recorde derruba preços do milho no Brasil

Os preços do milho seguem pressionados na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Mesmo com a colheita da segunda safra ainda concentrada em poucos estados, a expectativa de aumento significativo da oferta nas próximas semanas já influencia o comportamento do mercado.
Segundo pesquisadores do Cepea, compradores têm adotado uma postura cautelosa diante das perspectivas de uma safra volumosa. A estratégia tem sido limitar novas aquisições e aguardar possíveis quedas mais acentuadas nas cotações à medida que a colheita avance pelo país.
Do lado da oferta, produtores e vendedores demonstram maior flexibilidade nas negociações. Para acelerar o escoamento do cereal neste início de colheita, muitos têm reduzido os preços pedidos ou ajustado prazos de entrega e condições de pagamento.
Estimativas reforçam pressão sobre o mercado
A retração dos consumidores também foi reforçada pelas projeções mais recentes divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Os relatórios indicam aumento da produção brasileira na safra 2025/26 e crescimento da oferta global na temporada 2026/27, cenário que amplia a percepção de abundância no mercado.
No Brasil, o avanço das estimativas é resultado da recuperação da safra de verão, que apresentou desempenho superior ao inicialmente esperado. Já no cenário internacional, países como a Índia devem ampliar a produção de milho, contribuindo para o crescimento da oferta global.
Estoques mundiais ganham reforço
Além da perspectiva de maior produção, o mercado acompanha o aumento dos estoques mundiais do cereal, fator que também contribui para limitar reações nos preços.
Para analistas do Cepea, a combinação entre avanço da colheita brasileira, projeções mais otimistas para a produção global e estoques mais confortáveis mantém o viés de pressão sobre as cotações no curto prazo.
Com isso, o mercado deve seguir atento ao ritmo da colheita da segunda safra e ao comportamento da demanda nas próximas semanas, fatores que serão determinantes para a formação dos preços durante o restante da temporada.
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Exportações de carne bovina de Mato Grosso crescem 64,5% em receita e batem recorde para maio

Mato Grosso faturou US$ 440,72 milhões em maio com as exportações de carne bovina, valor 64,53% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado e recorde para meses de maio. O resultado é considerado recorde para o mês e o melhor de 2026 nos embarques da proteína.
Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o desempenho também superou o resultado de abril em 7,83%, reforçando o avanço das vendas internacionais da carne bovina mato-grossense ao longo do ano.
Além da receita recorde, o volume exportado também apresentou crescimento. Em maio, Mato Grosso embarcou 87,10 mil toneladas equivalentes carcaça (TEC), alta de 3,55% em relação a abril e de 32,27% na comparação com maio de 2025.
O resultado mantém o estado na liderança nacional da produção e das exportações de carne bovina, impulsionado pela demanda internacional e pela valorização da proteína no mercado externo.
China concentra embarques
A China permaneceu como principal destino da carne bovina produzida em Mato Grosso. O país asiático respondeu por 60,43% de todos os embarques realizados em maio.
Outro fator que contribuiu para o aumento do faturamento foi a valorização da proteína bovina no mercado internacional. O preço médio da carne exportada atingiu US$ 5.060,12 por tonelada equivalente carcaça.
Na avaliação do diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, os números refletem a capacidade do estado de ampliar sua participação no mercado global. “Os resultados demonstram o enorme potencial da pecuária mato-grossense, que alia escala de produção e qualidade do rebanho”.
Ainda segundo Andrade, o estado possui “condições de continuar crescendo e consolidando o estado como referência global na produção de carne bovina”.
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Fim da cota da China deve ditar ritmo do mercado do boi gordo nos próximos meses

O mercado físico do boi gordo encerrou a semana com preços firmes em boa parte das regiões produtoras do país. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, a expectativa de aumento da demanda no curto prazo e as escalas de abate mais encurtadas contribuíram para a valorização da arroba em diversos estados.
Apesar do cenário positivo, Iglesias avalia que o mercado pode passar por ajustes nas próximas semanas. Isso porque frigoríficos já buscam negociar compras em níveis mais baixos em algumas regiões, diante do esgotamento precoce da cota chinesa destinada ao Brasil em 2026. A expectativa é de que o limite seja preenchido entre junho e julho.
Com isso, pode haver redução nos abates e diminuição das bonificações pagas pelo chamado “boi China”, o que tende a limitar movimentos mais expressivos de alta para a arroba nos próximos meses.
Confira as cotações do boi gordo na modalidade a prazo em 11 de junho:
- São Paulo (SP): R$ 355,00, estável.
- Goiás (GO): subiu de R$ 330,00 para R$ 340,00
- Uberaba (MG): avançou de R$ 325,00 para R$ 330,00
- Dourados (MS): passou de R$ 350,00 para R$ 355,00
- Cuiabá (MT): aumentou de R$ 355,00 para R$ 360,00
- Vilhena (RO): avançou de R$ 335,00 para R$ 345,00
Atacado
No atacado, a carne bovina também apresentou desempenho positivo. A boa reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena do mês e a expectativa de maior consumo em junho deram sustentação aos preços. Ainda assim, a proteína bovina segue enfrentando concorrência da carne de frango, considerada mais competitiva para o consumidor.
O quarto dianteiro foi negociado a R$ 21,70 por quilo, alta de 0,93% na semana. Já os cortes do traseiro permaneceram estáveis em R$ 27,00 por quilo.
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Exportações
No mercado externo, as exportações brasileiras seguem em ritmo acelerado. Nos quatro primeiros dias úteis de junho, o país embarcou 62,589 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, gerando receita de US$ 412,1 milhões.
Em comparação com junho de 2025, houve aumento de 56,9% na receita média diária, avanço de 29,8% no volume exportado e valorização de 20,9% no preço médio da tonelada, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.
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