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23 de julho de 2026

Sustentabilidade

Custos da nova safra de soja sobem e preocupam produtores brasileiros – MAIS SOJA

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O primeiro mês cotado, em Chicago, fechou a quinta-feira (28) em US$ 11,94/bushel ficando no mesmo valor de uma semana antes. Enquanto isso, o plantio da soja, no dia 24/05, atingia a 79% da área esperada nos EUA, contra a média de 68% para a data. Do total semeado, 49% havia germinado, contra 40% na média.

O mercado está atento ao término do plantio nos EUA e ao clima nas regiões produtoras, porém, na semana, mais uma vez, pesou os desencontros relativos à guerra no Oriente Médio. Enquanto em um dia EUA e Irã falam em avanço nas negociações de paz, no outro dia trocam ataques armados, deixando o mundo em suspense. Com isso, o mercado se mantém volátil, girando próximo aos US$ 12,00/bushel nestas últimas semanas. Para se ter uma ideia, neste dia 28/05 o petróleo voltou a subir forte, ganhando mais de 2% no dia, com o brent atingindo o valor de US$ 85,62/barril, porém, para agosto o produto chegou a US$ 92,64/barril.

Isso puxa para cima os preços do óleo de soja em Chicago. Entre os dias 22 e 28 de maio a libra-peso ganhou 3,7%, fechando o dia 28 em 76,70 centavos, a mais alta cotação desde o dia cinco do corrente mês.

E no Brasil, com o câmbio entre R$ 5,00 e R$ 5,05 por dólar em boa parte da semana, os preços da oleaginosa subiram um pouco, chegando a R$ 114,00/saco nas principais praças gaúchas e entre R$ 102,00 e R$ 115,00/saco nas demais praças nacionais.

Com a colheita encerrada, o mercado se volta para as perspectivas da futura safra, cujo início da semeadura se dará em setembro. Neste sentido, análises sobre o comportamento dos custos de produção se tornam mais pertinentes. Assim, no Mato Grosso, segundo o Imea e o Senar, em abril o custo de produção continuou subindo.

“O custeio da soja, para a safra 2026/27, foi projetado em R$ 4.286,89 por hectare, com alta de 1,88% em relação a março deste ano. O principal fator desse aumento foi a elevação das despesas com fertilizantes, sendo que os custos com defensivos agrícolas avançaram 2,17%. O levantamento aponta que a aquisição de insumos para a próxima safra ainda está em andamento, o que mantém o custo de produção como um dos principais pontos de atenção para o produtor rural neste momento”.

Por outro lado, em termos de Brasil, “a safra 2026/27 de soja já custa, ao produtor brasileiro, 5,7 sacos por hectare a mais do que a média dos últimos sete anos. Se comparada ao ano anterior, que já foi uma safra bastante cara para o sojicultor, o aumento é de 2,8 sacos. Quem puxa esse aumento de custos mais elevados é o fertilizante. Assim, a safra 2026/27 está se consolidando como a mais cara da última década. Para uma propriedade de 500 hectares, o custo extra, em relação ao ano passado, chega a 1.400 sacos só de insumos. Soma-se a isso um fator que há meses vem alertando o mercado. Trata-se da redução na adubação feita pelos produtores, visando diminuir os custos de produção, mesmo que isso comprometa a produtividade final. Desta forma, o custo cai porque o produtor aplica menos adubo” (cf. Agrinvest Commodities).

Ora, com menor produtividade, preços estacionados em baixa e custos gerais em alta, as margens dos produtores ficam muito baixas, quando não negativas em casos de clima ruim, como constantemente vem ocorrendo no Rio Grande do Sul, por exemplo. A situação do sojicultor em geral já está difícil, pior ficará diante de produtividades baixas. Portanto, o momento exige muita cautela e gerenciamento por parte dos produtores nacionais.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

Quais são as biotecnologias disponíveis na cultura da soja e como tem revolucionado a cultura. – MAIS SOJA

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A partir de 1996, surgiu a primeira biotecnologia para a cultura da soja, inicialmente as biotecnologias erão desenvolvidas focadas no controle de plantas daninhas, por esse motivo, atualmente, existe uma grande quantidade de biotecnologias aprovadas no Brasil com essa característica. Posteriormente, outras biotecnologias foram desenvolvidas transferindo a planta outras qualidades para auxiliar os produtores no controle de insetos, doenças e mitigação ao déficit hídrico. Hoje, as principais tecnologias disponíveis no mercado são:

  1. Roundup Ready® (RR): Confere tolerância ao herbicida glifosato por meio da inserção do gene CP4-EPSPS, permitindo o controle eficiente de plantas daninhas de folhas estreitas e largas.
  2. Intacta RR2 PRO® (IPRO): Combina tolerância ao glifosato com resistência a lagartas por meio da proteína Cry1Ac.
  3. Intacta 2 Xtend® (Xtend): Apresenta resistência a um número maior de lagartas por meio das proteínas Cry1Ac, Cry1A.105 e Cry2Ab2, além de tolerância aos herbicidas glifosato e dicamba, ampliando as opções de manejo de plantas daninhas.
  4. Conkesta Enlist E3® (CE): Tolerância aos herbicidas glifosato, glufosinato de amônio e 2,4-D sal colina, expressa as proteínas Cry1F e Cry1Ac.
  5. HB4®: Desenvolvida para aumentar a tolerância ao estresse hídrico (seca).
  6. Liberty Link® (LL): Confere tolerância ao herbicida glufosinato de amônio por meio do gene PAT.
  7. Cultivance® (CV): Proporciona tolerância aos herbicidas do grupo das imidazolinonas, por meio do gene CSR1-2.
  8. STS (Sulfonylurea Tolerant Soybean): Confere maior tolerância aos herbicidas do grupo das sulfonilureias.
  9. BLOCK®: Tecnologia desenvolvida pela EMBRAPA voltada ao aumento da tolerância à ferrugem-asiática da soja.

A figura 1 apresenta um resumo geral das principais biotecnologias genéticas da soja no Brasil e suas respectivas resistências ou tolerâncias.

Figura 1. Perfil de tolerância a herbicidas, doenças, pragas e estresse hídrico das principais biotecnologias de soja disponíveis no mercado brasileiro.

De modo geral, é fundamental que produtores e técnicos compreendam a interação entre cultivar, ambiente e manejo, buscando informações confiáveis geradas por pesquisas, assistência técnica, empresas de sementes e experimentos em campo (on farm), avaliando na sua lavoura as principais cultivares de soja semeadas na região e os novos lançamentos, criando assim um banco de dados que servirá como base para uma escolha mais assertiva da cultivar ideal.

Referências bibliográficas.

WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 202


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Sustentabilidade

Crédito rural registra redução nas contratações ao final do Plano Safra 2025/26 – MAIS SOJA

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O encerramento do Plano Safra 2025/26 confirma um cenário de maior restrição ao crédito rural em Mato Grosso do Sul. O ciclo foi concluído com R$ 14,64 bilhões contratados, volume 22,3% inferior ao registrado na safra anterior.

Segundo levantamento da Aprosoja/MS, foram contratados R$ 943,8 milhões em junho de 2026 no Estado, resultado 22,3% inferior ao registrado em maio do mesmo ano e 40,1% menor em comparação com junho de 2025.

O ambiente financeiro mais restritivo observado no encerramento da safra é resultado da redução das operações de custeio, investimento e, principalmente, comercialização, refletindo uma maior seletividade na concessão de crédito rural.

O Plano Safra 2026/27 iniciou seu ciclo em 1º de julho, com crescimento de 1,7% no volume total de recursos em relação ao ciclo anterior, totalizando R$ 622,4 bilhões. No entanto, esse aumento não supera a inflação acumulada no período, o que resulta em redução do volume de crédito em termos reais.

Assim, apesar da redução das taxas de juros nas principais linhas oficiais, a ampliação do acesso ao crédito dependerá da disponibilidade de recursos subsidiados, da capacidade de equalização pelo Governo Federal e da situação financeira dos produtores. Esses fatores continuarão sendo determinantes para o ritmo das contratações ao longo da safra 2026/27.

O boletim completo pode ser acessado aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja/MS

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Sustentabilidade

Estudo analisa os impactos da infraestrutura logística sobre a produção agrícola de Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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Mato Grosso do Sul representa aproximadamente 9% da produção nacional de soja, consolidando-se como o 5º maior produtor do grão no Brasil. Em relação ao milho segunda safra, o Estado ocupa a 4ª posição no ranking nacional, sendo responsável por cerca de 8,1% da produção brasileira. Apesar da relevância da produção de soja e milho no cenário nacional, a infraestrutura logística ainda representa um dos principais desafios para o escoamento da produção agrícola em Mato Grosso do Sul. Conforme análise apresentada pela Aprosoja/MS, o custo do frete pode representar até 60% do valor do milho e até 25% do valor da soja.

Atualmente, o Estado escoa cerca de 80% da produção agrícola por rodovias, 2% por ferrovias e o restante por hidrovias. De acordo com estudo elaborado por economistas da Aprosoja/MS, essa concentração no modal rodoviário eleva os custos logísticos, aumenta a demanda sobre a malha viária e reduz a competitividade da produção sul-mato-grossense.

A análise também indica que os modais ferroviário e hidroviário apresentam vantagens estruturais em relação ao modal rodoviário. Entretanto, a competitividade desses modais depende de fatores como a infraestrutura disponível, o estágio de desenvolvimento da malha logística, o processo de devolução de concessões e o nível de concorrência entre os diferentes modais de transporte.

Com investimentos estimados em R$ 50 bilhões até 2035, estão previstas a duplicação e as melhorias da BR-163, a implantação da Nova Ferroeste, ligando Maracaju (MS) ao Paraná, a concessão da Hidrovia do Rio Paraguai e os projetos associados à Rota Bioceânica. Conforme estimativas apresentadas no estudo, essas iniciativas possuem potencial para reduzir em até 26% os custos de transporte.

Ainda conforme a análise apresentada no estudo, a execução desses projetos poderá contribuir para ampliar a eficiência do transporte de cargas, reduzir os custos logísticos e fortalecer a competitividade da produção de soja e milho em Mato Grosso do Sul.

O estudo completo pode ser acessado aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Carolina Toffanetto (estagiária de Comunicação Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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