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7 de outubro de 2026

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Quando uma palavra pública fere muito além da política

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Há frases que ultrapassam a disputa eleitoral. Não porque definam uma eleição, mas porque revelam o cuidado ou a falta dele com que determinados agentes políticos tratam temas profundamente sensíveis.

Foi o que ocorreu durante a convenção estadual do PL em Mato Grosso, quando o presidente da legenda, Ananias Filho, nesta última quarta-feira, 22 de julho, ao defender o empenho do partido em uma eleição passada, afirmou que “Deus deu uma mão e levou uns lá para cima”, ao fazer referência a deputada federal Amália Barros, que faleceu em maio de 2024, aos 39 anos, após complicações de saúde. A vaga acabou sendo ocupada pelo primeiro suplente, Nelson Barbudo.

É possível que a intenção da fala tenha sido apenas exaltar a mobilização eleitoral do partido. Mas, na política, intenção e efeito nem sempre caminham juntos.

Prova inconteste de que palavras importam, ainda mais quando pronunciadas por quem preside um partido. Pois políticos precisam medir declarações e entender o peso da palavra pública. Sobretudo, o impacto que pode causar uma declaração malfeita. Assim, dirigentes partidários e líderes têm o dever de manter o decoro e prestar contas por erros verbais. Mesmo em situações que supostamente não tenha existido a intenção.

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Ao associar uma morte precoce à dinâmica eleitoral e à vontade divina, a declaração provocou desconforto e indignação entre mulheres que atuam na política e entre movimentos que acompanham o debate sobre participação feminina nos espaços de poder.

A questão central não é discutir a fé de ninguém. Também não é transformar um deslize verbal em uma sentença definitiva sobre quem o pronunciou.

O ponto é outro. É compreender que mulheres que conseguem romper barreiras históricas para ocupar cargos de representação carregam trajetórias marcadas por desafios que vão muito além das urnas.

A política brasileira ainda convive com baixa representação feminina, episódios recorrentes de violência política de gênero e dificuldades concretas para que mulheres permaneçam em posições de liderança. Nesse contexto, qualquer manifestação pública que possa sugerir naturalização, banalização ou instrumentalização da morte de uma parlamentar inevitavelmente produz repercussões que extrapolam o ambiente partidário.

Talvez por isso tenha causado surpresa a ausência de uma reação pública mais imediata de outras lideranças presentes ao evento, especialmente daqueles que conviveram politicamente com Amália Barros ou que hoje buscam ocupar o espaço político construído por ela.

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Líderes políticos não são cobrados apenas pelas decisões que tomam. São cobrados, sobretudo, pelas palavras que escolhem. Principalmente, aquelas que possuem um peso que não desaparecem quando terminam as entrevistas coletivas.

Elas permanecem. Podem inspirar. Podem unir. Podem reparar. Mas também podem ferir.

Em tempos de polarização, talvez uma das maiores demonstrações de grandeza política não seja justificar uma frase infeliz, mas reconhecer que determinadas palavras jamais deveriam ter sido pronunciadas.

E pedir desculpas não diminui uma liderança. Ao contrário, em muitos casos, é justamente o que a fortalece.

Marisa Batalha é jornalista e faz faz parte do coletivo Mulheres MT Até Quando?

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Eleitorado deu recado sobre segurança e custo de vida nas urnas, avalia cientista político da UnB

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Professor Jeferson Ramos aponta avanço conservador no Congresso, pressão por mudanças no STF e indefinição no 2º turno presidencial

Nas eleições de 2026, o crescimento da participação de partidos mais conservadores no Congresso Nacional e no governo dos estados foi interpretado como uma resposta do eleitorado sobre pautas do dia a dia. A avaliação é do economista, doutor em ciência política e professor da Universidade de Brasília (UnB) Jeferson Ramos dos Santos.

Brasília (DF), 06/10/2026  - economista, doutor em ciência política e professor da Universidade de Brasília (UnB), Jeferson Ramos dos Santos.
Foto: Jeferson Ramos/Arquivo pessoal

Professor Jeferson Ramos dos Santos avalia que o cenário permanece aberto e competitivo para 25 de outubro Foto: Jeferson Ramos/Arquivo pessoal

Ele explica que as campanhas regionais priorizaram temas como segurança pública, custo de vida, valores e família, que se consolidaram como pautas dominantes nas regiões onde foram eleitos senadores, deputados estaduais e federais e governadores. 

“Os temas foram bastante relevantes. É um recado muito claro do eleitorado, mas as temáticas não foram abordadas de forma adequada pelo governo federal”, avaliou o especialista ouvido pelo jornalismo da Rádio Nacional.

Críticas ao STF

Para o economista, a recente crise no Supremo Tribunal Federal (STF)  pesou menos na hora do voto, ficando mais de lado nas disputas eleitorais.

“Embora tenha sido uma temática relevante, que saiu na mídia e deixou a imagem do Supremo um pouco comprometida, o STF não vai às urnas. Por isso, o impacto eleitoral direto foi menor”, disse o analista.

Apesar disso, o STF deve ser alvo das discussões legislativas no Senado Federal, com a nova configuração de maioria conservadora, segundo Jeferson. “Nos próximos quatro anos, veremos o desenho institucional do Supremo sofrer algumas alterações, a extensão do poder individual de cada ministro e, eventualmente, até a limitação do mandato [dos ministros da Suprema Corte].”

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Fim da escala 6×1

No Brasil, a pauta trabalhista mais discutida neste ano é o fim da escala 6×1, que tem votação prevista para esta semana, como confirmado pelo presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). 

Porém, com a alteração expressiva na composição da Câmara e do Senado, o professor Jeferson Ramos dos Santos acredita que o ritmo de votação e o perfil das propostas tendem a mudar.

“O quadro político mudou sensivelmente. Geralmente, quando há incertezas, vemos nas casas legislativas uma postergação até que o quadro fique mais claro e os atores [blocos e lideranças parlamentares] se posicionarem. Então, não acho incomum se o fim da 6×1 tomasse um pouquinho mais de tempo para ir a plenário”, disse.

Disputa presidencial

De acordo com resultados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os candidatos Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) vão para o segundo turno da disputa pela vaga presidencial com a menor diferença já registrada em um primeiro turno eleitoral.

São cerca de 2,22 milhões de votos (1,87 ponto percentual) favoráveis ao candidato Flávio.

O professor universitário percebe que o cenário permanece aberto e competitivo para 25 de outubro, data em que os brasileiros voltam às urnas para decidir quem vai comandar o Brasil entre 2027 e 2030.

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“Temos 2% de diferença entre os candidatos e uma abstenção recorde. São algumas dezenas de milhões de eleitores que não se posicionaram. Então, a campanha está aberta e, a partir desta semana, uma nova eleição se colocada na praça.”

Agendas legislativas

O resultado final da disputa presidencial pode ter impacto na agenda da nova legislatura da Câmara e do Senado Federal, a partir de 1º de fevereiro de 2027, prevê o especialista.

“A agenda, se mais conservadora, pode caminhar menos para temas trabalhistas e, talvez, para uma agenda de valores e mais focada em segurança pública. Mas o resultado da eleição presidencial vai ter impacto para reequilibrar um pouco essas pautas legislativas ou para empurrá-las ainda mais à direita”, estima o professor Jeferson Ramos dos Santos.

O horário eleitoral para o segundo turno voltará nesta sexta-feira (9). Os candidatos à Presidência da República e aos governos de seis estados mais o Distrito Federal poderão fazer propaganda até 23 de outubro, dois dias antes do pleito final.

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Prefeitura de Cuiabá realiza mutirão do Outubro Rosa com mamografias e exames gratuitos no CER Pascoal Ramos

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Ação “Mulheres em foco, saúde em ação” oferta Papanicolau, testes rápidos de ISTs, vacinação e terapias de bem-estar; veja como participar

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realiza neste sábado (10) uma ação especial em alusão ao Outubro Rosa, com serviços gratuitos de prevenção, exames e atendimentos no Centro Especializado em Reabilitação (CER) Pascoal Ramos. A programação será realizada das 7h às 15h e é aberta à comunidade.

Com o tema “Mulheres em foco, saúde em ação”, a iniciativa busca ampliar o acesso da população aos cuidados preventivos e reforçar a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama e de outras doenças que afetam a saúde da mulher.

Durante a ação, serão oferecidos serviços de solicitação de mamografia, coleta e/ou agendamento de exame preventivo do colo do útero (Papanicolau), além de aferição de pressão arterial, verificação de glicemia e saturação de oxigênio e atualização da caderneta de vacinação.

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A programação também inclui testagem rápida para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), orientações sobre alimentação saudável, atividade física, vacinação e exames preventivos, além de serviços de relaxamento e bem-estar, como massagem miofascial e relaxamento terapêutico com aplicação de luz infravermelha.

A ação será realizada em parceria pelas equipes do CER II Pascoal Ramos, UDR Coxipó, IST e Atenção Básica de Saúde, reunindo diferentes áreas da rede municipal para levar informação, prevenção e atendimento à população.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que o Outubro Rosa é um período de mobilização para incentivar as mulheres a manterem os cuidados com a própria saúde e não deixarem os exames preventivos para depois.

SERVIÇO
Data: 10 de outubro de 2026 (sábado)
Horário: 7h às 15h
Local: CER II Pascoal Ramos

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Governador defende modelo de gestão de MT para o Brasil: “É isso que nós fazemos aqui e queremos para o país”

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Otaviano Pivetta afirma que responsabilidade fiscal e redução do custo da máquina pública são caminhos para diminuir o peso do Estado sobre o trabalhador

O governador Otaviano Pivetta afirmou, em entrevista à CNN Brasil, nesta terça-feira (6.10), que o modelo de gestão adotado em Mato Grosso, desde 2019, pode servir de referência para o Brasil. Segundo ele, a responsabilidade fiscal, a redução do custo da máquina pública e a busca por maior eficiência do Estado são caminhos para diminuir o peso da estrutura pública sobre o trabalhador e criar condições para o país avançar.

“É isso que nós fazemos aqui em Mato Grosso e o que queremos para o Brasil. Precisamos de um Governo Federal que tenha responsabilidade fiscal, que não gaste de forma irresponsável e que tenha coragem para fazer as reformas de que o país precisa”, afirmou Otaviano Pivetta.

Entre as medidas adotadas em Mato Grosso estão o fortalecimento das regras de responsabilidade fiscal, a revisão dos incentivos fiscais, a reedição do Fundo de Transporte e Habitação (Fethab) e a reforma administrativa.

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Para o governador, esse conjunto de ações representa um modelo de gestão baseado no equilíbrio das contas, na eficiência e em resultados. “É preciso diminuir o tamanho da máquina pública, fazer o Estado custar e pesar menos sobre o trabalhador. Em Mato Grosso, nós fazemos isso com responsabilidade e foco em resultados. Eu represento um modelo de gestão de resultados e é isso que queremos para o Brasil”, disse.

Otaviano Pivetta também defendeu que a estrutura pública esteja voltada para a prestação de serviços e a realização de obras necessárias ao desenvolvimento.

“A máquina pública tem que servir para prestar os serviços e fazer as obras necessárias para o país prosperar, e não para ficar segurando, travando o desenvolvimento. O Estado precisa estar a serviço da população e do desenvolvimento”, concluiu.

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