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23 de julho de 2026

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Gefron e Polícia Federal apreendem 1,5 tonelada de cocaína em operação no Pará

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Ação baseada em informações de inteligência também resultou na apreensão de veículos, arma de fogo e prisão de quatro suspeitos

*REPRESSÃO AO TRÁFICO*
*Gefron atua com a Polícia Federal em operação que apreende 1,5 tonelada de cocaína no Pará*
Carga de cocaína e bens apreendidos representam prejuízo estimado de R$ 38,6 milhões à facção criminosa

A atuação integrada do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT), com a Polícia Federal resultou na apreensão de mais de 1,5 tonelada de cloridrato de cocaína, nesta quinta-feira (23.7), nos municípios de São Félix do Xingu e Tucumã, no Pará.

A apreensão foi possível após o compartilhamento de informações de inteligência entre as duas forças de segurança. Com a confirmação dos dados, as equipes montaram uma ação coordenada que levou à interceptação de um caminhão-baú utilizado para transportar o entorpecente.

Durante a abordagem, os policiais localizaram a droga escondida em um compartimento oculto no teto do veículo, que seguia de São Félix do Xingu para Tucumã. A ação impediu que a carga chegasse ao destino e desarticulou mais uma tentativa de abastecimento do tráfico de drogas.

Além da cocaína, foram apreendidos um caminhão frigorífico, um caminhão boiadeiro, três caminhonetes, uma motocicleta e um revólver.

Os quatro suspeitos, os veículos, a arma de fogo e a droga foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Redenção (PA), onde foram adotadas as medidas legais cabíveis.

A apreensão ocorreu durante uma ação integrada entre o Gefron e a Polícia Federal, baseada no compartilhamento de informações de inteligência e na atuação conjunta das equipes no combate ao tráfico de drogas e aos crimes transfronteiriços.

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Polícia Civil empossa novos delegados nesta sexta (24) com foco no interior de MT

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Onze delegados e uma escrivã assumem os cargos e passam por curso de formação de cinco meses antes de integrarem as delegacias pelo estado

A Polícia Civil de Mato Grosso realiza nesta sexta-feira (24.7), a cerimônia de assinatura do Termo de Posse de novos policiais civis.

 

Serão empossados doze servidores, sendo onze delegados e uma escrivã, que passarão pelo curso de formação técnico-profissional ministrado pela Academia de Polícia Civil de Mato Grosso. Após a capacitação com duração de cinco meses, os policiais serão lotados nas delegacias do interior do estado.

 

A solenidade contará com a presença da secretária de Estado de Segurança Pública, Coronel Susane, da delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, entre outras autoridades convidadas.

 

 

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Bombeiros estabilizam trabalhador que despencou de 4 metros de altura em Primavera do Leste

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Vítima sofreu corte na cabeça e precisou de medicação na veia para alívio da dor antes de ser levada ao hospital

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) socorreu, na tarde desta quarta-feira (22.7), um trabalhador de 32 anos que sofreu uma queda de aproximadamente quatro metros de altura, em Primavera do Leste (a 235 km de Cuiabá).

A equipe da 6ª Companhia Independente Bombeiro Militar (6ª CIBM) foi acionada para atender a ocorrência em um estabelecimento comercial, onde o trabalhador realizava um serviço quando sofreu a queda.

Ao chegar ao local, os militares encontraram a vítima deitada, consciente e orientada. O homem apresentava queixa de dor na perna direita e um ferimento na sobrancelha esquerda, com sangramento ativo.

Durante o atendimento pré-hospitalar, a equipe realizou os procedimentos conforme protocolo, incluindo imobilização, curativo no ferimento, acesso venoso periférico e administração de analgesia para alívio da dor.

Após ser estabilizada, a vítima foi encaminhada para uma unidade de saúde. Não há informações sobre as causas do acidente.

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Quando uma palavra pública fere muito além da política

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Há frases que ultrapassam a disputa eleitoral. Não porque definam uma eleição, mas porque revelam o cuidado ou a falta dele com que determinados agentes políticos tratam temas profundamente sensíveis.

Foi o que ocorreu durante a convenção estadual do PL em Mato Grosso, quando o presidente da legenda, Ananias Filho, nesta última quarta-feira, 22 de julho, ao defender o empenho do partido em uma eleição passada, afirmou que “Deus deu uma mão e levou uns lá para cima”, ao fazer referência a deputada federal Amália Barros, que faleceu em maio de 2024, aos 39 anos, após complicações de saúde. A vaga acabou sendo ocupada pelo primeiro suplente, Nelson Barbudo.

É possível que a intenção da fala tenha sido apenas exaltar a mobilização eleitoral do partido. Mas, na política, intenção e efeito nem sempre caminham juntos.

Prova inconteste de que palavras importam, ainda mais quando pronunciadas por quem preside um partido. Pois políticos precisam medir declarações e entender o peso da palavra pública. Sobretudo, o impacto que pode causar uma declaração malfeita. Assim, dirigentes partidários e líderes têm o dever de manter o decoro e prestar contas por erros verbais. Mesmo em situações que supostamente não tenha existido a intenção.

Ao associar uma morte precoce à dinâmica eleitoral e à vontade divina, a declaração provocou desconforto e indignação entre mulheres que atuam na política e entre movimentos que acompanham o debate sobre participação feminina nos espaços de poder.

A questão central não é discutir a fé de ninguém. Também não é transformar um deslize verbal em uma sentença definitiva sobre quem o pronunciou.

O ponto é outro. É compreender que mulheres que conseguem romper barreiras históricas para ocupar cargos de representação carregam trajetórias marcadas por desafios que vão muito além das urnas.

A política brasileira ainda convive com baixa representação feminina, episódios recorrentes de violência política de gênero e dificuldades concretas para que mulheres permaneçam em posições de liderança. Nesse contexto, qualquer manifestação pública que possa sugerir naturalização, banalização ou instrumentalização da morte de uma parlamentar inevitavelmente produz repercussões que extrapolam o ambiente partidário.

Talvez por isso tenha causado surpresa a ausência de uma reação pública mais imediata de outras lideranças presentes ao evento, especialmente daqueles que conviveram politicamente com Amália Barros ou que hoje buscam ocupar o espaço político construído por ela.

Líderes políticos não são cobrados apenas pelas decisões que tomam. São cobrados, sobretudo, pelas palavras que escolhem. Principalmente, aquelas que possuem um peso que não desaparecem quando terminam as entrevistas coletivas.

Elas permanecem. Podem inspirar. Podem unir. Podem reparar. Mas também podem ferir.

Em tempos de polarização, talvez uma das maiores demonstrações de grandeza política não seja justificar uma frase infeliz, mas reconhecer que determinadas palavras jamais deveriam ter sido pronunciadas.

E pedir desculpas não diminui uma liderança. Ao contrário, em muitos casos, é justamente o que a fortalece.

Marisa Batalha é jornalista e faz faz parte do coletivo Mulheres MT Até Quando?

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