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23 de julho de 2026

Sustentabilidade

Setor produtivo pede posicionamento favorável do Ministério da Agricultura ao PL 5.122/2023 – MAIS SOJA

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) esteve nesta terça-feira (27.05), juntamente com a Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (AMPA) e a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA), em reunião com o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, para tratar do endividamento rural e solicitar apoio do Ministério da Agricultura à aprovação do Projeto de Lei nº 5.122/2023, nos termos do relatório aprovado hoje na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal.

Durante o encontro, foi reforçada a importância de que a Pasta seja interlocutora firme no âmbito do Governo Federal, contribuindo para que o projeto avance com urgência, segurança jurídica e aderência à realidade enfrentada no campo.

O PL 5.122/2023, que deverá ser votado ainda hoje no Plenário do Senado e, posteriormente, seguir para análise da Câmara dos Deputados, é considerado pelas entidades medida urgente para reorganizar dívidas rurais, preservar a capacidade de pagamento dos produtores e garantir a continuidade da atividade agropecuária.

Dados do Derop/Bacen, com base no Sicor, indicam que, em abril de 2026, o saldo de crédito rural problemático já alcançava R$ 186,5 bilhões no Brasil e R$ 21,8 bilhões em Mato Grosso. No estado, esse volume representa cerca de 20,2% do saldo total do crédito rural, considerando as operações problemáticas e aquelas em curso normal. O cenário evidencia a gravidade do endividamento rural mato-grossense e tende a se agravar consideravelmente no fechamento de maio, diante da natural concentração de vencimentos em 30 de abril.

Em documento entregue ao ministro, a Aprosoja MT defendeu que o avanço do projeto ocorra com critérios técnicos, objetivos e compatíveis com a realidade do setor, sem exigências burocráticas, filtros artificiais ou condicionantes que possam inviabilizar, na prática, a aplicação da política pública.

O relatório aprovado na CAE representa avanço importante por reconhecer a necessidade de impedir que normas infralegais, regulamentos posteriores ou exigências excessivas reduzam o alcance da futura lei. Para o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, o produtor não pode ser anunciado como beneficiário de uma medida de apoio e, ao final, ser excluído por critérios desconectados da forma como as perdas produtivas, climáticas e econômicas se materializam no campo.

“O produtor precisa de uma solução que funcione na prática. Não basta aprovar uma política pública se, depois, os critérios impedirem quem mais precisa de acessar a linha especial de financiamento. A Aprosoja MT, a AMPA e a ABRAPA estiveram com o ministro da Agricultura para pedir que a Pasta se posicione favoravelmente ao PL 5.122/2023 e contribua, dentro do governo, para uma resposta concreta ao endividamento rural”, destacou ele.

As entidades defendem que o texto final mantenha os critérios previstos no relatório aprovado na CAE, considerados fundamentais para que a medida contemple os produtores impactados pelo endividamento. Entre eles, estão a inclusão de operações contratadas, emitidas ou formalizadas até 31 de dezembro de 2025; a vedação à exigência de garantias adicionais; a suspensão de cobranças enquanto o produtor solicita a renegociação; e a garantia de que a adesão à medida não inviabilize novas contratações de crédito rural.

Para o presidente Aprosoja MT, a discussão não se limita à renegociação de dívidas. Trata-se da sobrevivência econômica de produtores, da manutenção da produção, da próxima safra e de toda a cadeia que depende da agropecuária. “Não há recuperação da atividade sem retomada da capacidade de pagamento do produtor rural. A postergação de uma solução concreta aprofunda o endividamento, compromete fornecedores, cooperativas, revendas, municípios e toda a economia que gira em torno da produção agropecuária”, reforçou ele.

A Aprosoja Mato Grosso seguirá acompanhando a tramitação do PL 5.122/2023 e atuando para que o texto seja aprovado sem retrocessos, com regulamentação que preserve o alcance da medida e impeça que critérios posteriores esvaziem a política ou excluam os produtores que precisam da renegociação.

Fonte: Aprosoja/MS



 

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Sustentabilidade

Quais são as biotecnologias disponíveis na cultura da soja e como tem revolucionado a cultura. – MAIS SOJA

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A partir de 1996, surgiu a primeira biotecnologia para a cultura da soja, inicialmente as biotecnologias erão desenvolvidas focadas no controle de plantas daninhas, por esse motivo, atualmente, existe uma grande quantidade de biotecnologias aprovadas no Brasil com essa característica. Posteriormente, outras biotecnologias foram desenvolvidas transferindo a planta outras qualidades para auxiliar os produtores no controle de insetos, doenças e mitigação ao déficit hídrico. Hoje, as principais tecnologias disponíveis no mercado são:

  1. Roundup Ready® (RR): Confere tolerância ao herbicida glifosato por meio da inserção do gene CP4-EPSPS, permitindo o controle eficiente de plantas daninhas de folhas estreitas e largas.
  2. Intacta RR2 PRO® (IPRO): Combina tolerância ao glifosato com resistência a lagartas por meio da proteína Cry1Ac.
  3. Intacta 2 Xtend® (Xtend): Apresenta resistência a um número maior de lagartas por meio das proteínas Cry1Ac, Cry1A.105 e Cry2Ab2, além de tolerância aos herbicidas glifosato e dicamba, ampliando as opções de manejo de plantas daninhas.
  4. Conkesta Enlist E3® (CE): Tolerância aos herbicidas glifosato, glufosinato de amônio e 2,4-D sal colina, expressa as proteínas Cry1F e Cry1Ac.
  5. HB4®: Desenvolvida para aumentar a tolerância ao estresse hídrico (seca).
  6. Liberty Link® (LL): Confere tolerância ao herbicida glufosinato de amônio por meio do gene PAT.
  7. Cultivance® (CV): Proporciona tolerância aos herbicidas do grupo das imidazolinonas, por meio do gene CSR1-2.
  8. STS (Sulfonylurea Tolerant Soybean): Confere maior tolerância aos herbicidas do grupo das sulfonilureias.
  9. BLOCK®: Tecnologia desenvolvida pela EMBRAPA voltada ao aumento da tolerância à ferrugem-asiática da soja.

A figura 1 apresenta um resumo geral das principais biotecnologias genéticas da soja no Brasil e suas respectivas resistências ou tolerâncias.

Figura 1. Perfil de tolerância a herbicidas, doenças, pragas e estresse hídrico das principais biotecnologias de soja disponíveis no mercado brasileiro.

De modo geral, é fundamental que produtores e técnicos compreendam a interação entre cultivar, ambiente e manejo, buscando informações confiáveis geradas por pesquisas, assistência técnica, empresas de sementes e experimentos em campo (on farm), avaliando na sua lavoura as principais cultivares de soja semeadas na região e os novos lançamentos, criando assim um banco de dados que servirá como base para uma escolha mais assertiva da cultivar ideal.

Referências bibliográficas.

WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 202


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Sustentabilidade

Crédito rural registra redução nas contratações ao final do Plano Safra 2025/26 – MAIS SOJA

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O encerramento do Plano Safra 2025/26 confirma um cenário de maior restrição ao crédito rural em Mato Grosso do Sul. O ciclo foi concluído com R$ 14,64 bilhões contratados, volume 22,3% inferior ao registrado na safra anterior.

Segundo levantamento da Aprosoja/MS, foram contratados R$ 943,8 milhões em junho de 2026 no Estado, resultado 22,3% inferior ao registrado em maio do mesmo ano e 40,1% menor em comparação com junho de 2025.

O ambiente financeiro mais restritivo observado no encerramento da safra é resultado da redução das operações de custeio, investimento e, principalmente, comercialização, refletindo uma maior seletividade na concessão de crédito rural.

O Plano Safra 2026/27 iniciou seu ciclo em 1º de julho, com crescimento de 1,7% no volume total de recursos em relação ao ciclo anterior, totalizando R$ 622,4 bilhões. No entanto, esse aumento não supera a inflação acumulada no período, o que resulta em redução do volume de crédito em termos reais.

Assim, apesar da redução das taxas de juros nas principais linhas oficiais, a ampliação do acesso ao crédito dependerá da disponibilidade de recursos subsidiados, da capacidade de equalização pelo Governo Federal e da situação financeira dos produtores. Esses fatores continuarão sendo determinantes para o ritmo das contratações ao longo da safra 2026/27.

O boletim completo pode ser acessado aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja/MS

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Sustentabilidade

Estudo analisa os impactos da infraestrutura logística sobre a produção agrícola de Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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Mato Grosso do Sul representa aproximadamente 9% da produção nacional de soja, consolidando-se como o 5º maior produtor do grão no Brasil. Em relação ao milho segunda safra, o Estado ocupa a 4ª posição no ranking nacional, sendo responsável por cerca de 8,1% da produção brasileira. Apesar da relevância da produção de soja e milho no cenário nacional, a infraestrutura logística ainda representa um dos principais desafios para o escoamento da produção agrícola em Mato Grosso do Sul. Conforme análise apresentada pela Aprosoja/MS, o custo do frete pode representar até 60% do valor do milho e até 25% do valor da soja.

Atualmente, o Estado escoa cerca de 80% da produção agrícola por rodovias, 2% por ferrovias e o restante por hidrovias. De acordo com estudo elaborado por economistas da Aprosoja/MS, essa concentração no modal rodoviário eleva os custos logísticos, aumenta a demanda sobre a malha viária e reduz a competitividade da produção sul-mato-grossense.

A análise também indica que os modais ferroviário e hidroviário apresentam vantagens estruturais em relação ao modal rodoviário. Entretanto, a competitividade desses modais depende de fatores como a infraestrutura disponível, o estágio de desenvolvimento da malha logística, o processo de devolução de concessões e o nível de concorrência entre os diferentes modais de transporte.

Com investimentos estimados em R$ 50 bilhões até 2035, estão previstas a duplicação e as melhorias da BR-163, a implantação da Nova Ferroeste, ligando Maracaju (MS) ao Paraná, a concessão da Hidrovia do Rio Paraguai e os projetos associados à Rota Bioceânica. Conforme estimativas apresentadas no estudo, essas iniciativas possuem potencial para reduzir em até 26% os custos de transporte.

Ainda conforme a análise apresentada no estudo, a execução desses projetos poderá contribuir para ampliar a eficiência do transporte de cargas, reduzir os custos logísticos e fortalecer a competitividade da produção de soja e milho em Mato Grosso do Sul.

O estudo completo pode ser acessado aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Carolina Toffanetto (estagiária de Comunicação Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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