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9 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Setor produtivo pede posicionamento favorável do Ministério da Agricultura ao PL 5.122/2023 – MAIS SOJA

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) esteve nesta terça-feira (27.05), juntamente com a Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (AMPA) e a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA), em reunião com o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, para tratar do endividamento rural e solicitar apoio do Ministério da Agricultura à aprovação do Projeto de Lei nº 5.122/2023, nos termos do relatório aprovado hoje na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal.

Durante o encontro, foi reforçada a importância de que a Pasta seja interlocutora firme no âmbito do Governo Federal, contribuindo para que o projeto avance com urgência, segurança jurídica e aderência à realidade enfrentada no campo.

O PL 5.122/2023, que deverá ser votado ainda hoje no Plenário do Senado e, posteriormente, seguir para análise da Câmara dos Deputados, é considerado pelas entidades medida urgente para reorganizar dívidas rurais, preservar a capacidade de pagamento dos produtores e garantir a continuidade da atividade agropecuária.

Dados do Derop/Bacen, com base no Sicor, indicam que, em abril de 2026, o saldo de crédito rural problemático já alcançava R$ 186,5 bilhões no Brasil e R$ 21,8 bilhões em Mato Grosso. No estado, esse volume representa cerca de 20,2% do saldo total do crédito rural, considerando as operações problemáticas e aquelas em curso normal. O cenário evidencia a gravidade do endividamento rural mato-grossense e tende a se agravar consideravelmente no fechamento de maio, diante da natural concentração de vencimentos em 30 de abril.

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Em documento entregue ao ministro, a Aprosoja MT defendeu que o avanço do projeto ocorra com critérios técnicos, objetivos e compatíveis com a realidade do setor, sem exigências burocráticas, filtros artificiais ou condicionantes que possam inviabilizar, na prática, a aplicação da política pública.

O relatório aprovado na CAE representa avanço importante por reconhecer a necessidade de impedir que normas infralegais, regulamentos posteriores ou exigências excessivas reduzam o alcance da futura lei. Para o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, o produtor não pode ser anunciado como beneficiário de uma medida de apoio e, ao final, ser excluído por critérios desconectados da forma como as perdas produtivas, climáticas e econômicas se materializam no campo.

“O produtor precisa de uma solução que funcione na prática. Não basta aprovar uma política pública se, depois, os critérios impedirem quem mais precisa de acessar a linha especial de financiamento. A Aprosoja MT, a AMPA e a ABRAPA estiveram com o ministro da Agricultura para pedir que a Pasta se posicione favoravelmente ao PL 5.122/2023 e contribua, dentro do governo, para uma resposta concreta ao endividamento rural”, destacou ele.

As entidades defendem que o texto final mantenha os critérios previstos no relatório aprovado na CAE, considerados fundamentais para que a medida contemple os produtores impactados pelo endividamento. Entre eles, estão a inclusão de operações contratadas, emitidas ou formalizadas até 31 de dezembro de 2025; a vedação à exigência de garantias adicionais; a suspensão de cobranças enquanto o produtor solicita a renegociação; e a garantia de que a adesão à medida não inviabilize novas contratações de crédito rural.

Para o presidente Aprosoja MT, a discussão não se limita à renegociação de dívidas. Trata-se da sobrevivência econômica de produtores, da manutenção da produção, da próxima safra e de toda a cadeia que depende da agropecuária. “Não há recuperação da atividade sem retomada da capacidade de pagamento do produtor rural. A postergação de uma solução concreta aprofunda o endividamento, compromete fornecedores, cooperativas, revendas, municípios e toda a economia que gira em torno da produção agropecuária”, reforçou ele.

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A Aprosoja Mato Grosso seguirá acompanhando a tramitação do PL 5.122/2023 e atuando para que o texto seja aprovado sem retrocessos, com regulamentação que preserve o alcance da medida e impeça que critérios posteriores esvaziem a política ou excluam os produtores que precisam da renegociação.

Fonte: Aprosoja/MS



 

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Sustentabilidade

El Niño aumenta incertezas sobre safra 2026/27 e impulsiona preços da soja em setembro

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Foto: Canal Rural Mato Grosso

As incertezas sobre os impactos do El Niño na safra 2026/27 estão entre os principais fatores que sustentam a valorização da soja neste início de setembro. Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o movimento de alta, já observado em agosto, ganhou força nos primeiros dias deste mês.

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Além das preocupações climáticas, os preços encontram suporte na maior demanda asiática pela soja dos Estados Unidos e na intensificação dos conflitos no Oriente Médio.

No Brasil, as atenções se voltam especialmente para as condições climáticas necessárias para o avanço da nova temporada.

A possibilidade de impactos do El Niño aumenta as incertezas em torno do desenvolvimento da safra 2026/27. Ao mesmo tempo, produtores brasileiros aguardam volumes mais significativos de chuva para iniciar as atividades de campo.

De acordo com o Cepea, esse cenário tem afastado vendedores das negociações envolvendo grandes volumes de soja, contribuindo para dar sustentação às cotações no mercado doméstico.

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A evolução das condições climáticas, portanto, passa a ter peso importante sobre o comportamento dos produtores e do mercado à medida que os trabalhos da nova temporada se aproximam.

Demanda externa limita avanço dos preços

Apesar do cenário de valorização, o Cepea aponta que a alta no mercado brasileiro foi limitada pela redução da demanda internacional pela soja nacional.

O movimento é considerado comum neste período do ano, quando o mercado se aproxima da entrada da safra dos Estados Unidos e compradores passam a direcionar maior atenção para a oferta norte-americana.

Ainda assim, as exportações brasileiras acumulam desempenho recorde em 2026. Entre janeiro e agosto, o país embarcou 89,86 milhões de toneladas de soja em grão, o maior volume já registrado para o período.

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Sustentabilidade

TRIGO/CEPEA: Importações recuam; colheita avança no Brasil – MAIS SOJA

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As importações brasileiras de trigo recuaram em agosto, em meio ao avanço da colheita no País. Segundo o Cepea, apesar da redução das compras externas, a oferta doméstica de trigo de melhor qualidade segue limitada.

De acordo com pesquisadores do Cepea, as expectativas de menor produção, tanto em nível nacional quanto global, o avanço das cotações internacionais e a oferta limitada no mercado spot continuam sustentando os preços domésticos, tanto do trigo em grão quanto dos derivados.

No campo, o Centro de Pesquisas destaca que a colheita segue avançando no Brasil, com progresso registrado em diferentes estados produtores.

Fonte: Cepea

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FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Custos no campo disparam e produtores recorrem ao consórcio rural para proteger o caixa – MAIS SOJA

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A alta dos fertilizantes e a pressão crescente sobre os custos de produção estão levando produtores rurais a rever a forma como financiam seus investimentos. Diante de despesas operacionais mais elevadas e da necessidade de preservar recursos para a próxima safra, o consórcio rural tem ganhado espaço como alternativa para aquisição de máquinas, equipamentos e ativos produtivos sem a contratação imediata de crédito tradicional. Outra opção é a compra também destes equipamentos semi novos. 

Segundo Leonardo Baldez Augusto, economista, educador financeiro e fundador da ISF Crédito, um ecossistema com um hub de soluções, serviços e produtos financeiros, a mudança reflete uma preocupação cada vez maior do agronegócio com planejamento financeiro e gestão de caixa. 

“O produtor rural está mais atento à preservação de liquidez. Quando fertilizantes, defensivos e outros insumos passam a consumir uma parcela maior do orçamento, manter recursos disponíveis para o custeio da atividade se torna uma prioridade. O consórcio rural surge justamente como uma ferramenta que permite investir sem gerar o mesmo impacto financeiro de uma operação de crédito convencional inclusive com a opcão de comprar implentemos e máquinas usadas”, afirma.

Custos mais altos desafiam planejamento da próxima safra

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A preocupação dos produtores não é por acaso. Estudo recente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) aponta que muitos agricultores adiaram a compra de fertilizantes para a safra 2025/2026 devido a restrições financeiras. A estratégia, porém, acabou expondo parte do setor a preços mais elevados posteriormente, aumentando os custos de produção e pressionando as margens das propriedades rurais.

O movimento ocorre em um momento de atenção redobrada sobre a rentabilidade da atividade agrícola. Além dos custos dos insumos, produtores continuam convivendo com oscilações nos preços das commodities e incertezas que afetam cadeias globais de suprimento.

Para o economista, esse conjunto de fatores tem provocado uma mudança importante na forma como os investimentos são planejados. “Nos últimos anos, muitos produtores priorizavam a expansão da capacidade produtiva. Hoje, a preocupação está mais concentrada em equilibrar crescimento, investimento e saúde financeira. A gestão do caixa passou a ocupar um papel central nas decisões do agronegócio”, diz.

Consórcio rural avança como alternativa de investimento

Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) mostram que o segmento de máquinas agrícolas liderou o desempenho do consórcio entre os veículos pesados em 2025. As contemplações alcançaram 49 mil operações no período, enquanto os créditos disponibilizados somaram R$12,33 bilhões, crescimento de 38,1% em relação ao ano anterior.

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O avanço demonstra que produtores têm utilizado o consórcio não apenas como instrumento de aquisição patrimonial, mas também como ferramenta de planejamento financeiro. “O consórcio rural permite ao produtor estruturar investimentos de médio e longo prazo sem comprometer recursos que serão necessários para o custeio da produção. Em muitos casos, essa previsibilidade financeira se torna tão importante quanto a própria aquisição do equipamento”, afirma o educador.

Segundo o empresário, a modalidade também reduz a dependência exclusiva de financiamentos bancários, especialmente em períodos de maior cautela na tomada de crédito.

Plano Safra reforça debate sobre financiamento no campo

O tema também ganhou relevância nas discussões para o próximo Plano Agrícola e Pecuário. Em documento apresentado ao governo federal, a CNA propôs a ampliação dos recursos destinados ao setor e defendeu medidas voltadas ao fortalecimento da saúde financeira dos produtores rurais.

A entidade sugere a disponibilização de R$623 bilhões para o Plano Safra 2026/2027 e destaca a necessidade de ampliar mecanismos que garantam acesso ao crédito e sustentabilidade financeira para a produção agropecuária.

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Para especialistas, o debate evidencia que a estratégia financeira será tão importante quanto a eficiência produtiva nos próximos ciclos agrícolas. “O agronegócio brasileiro continua altamente competitivo, mas o produtor precisa administrar riscos cada vez mais complexos. Quem conseguir combinar produtividade, planejamento financeiro e preservação de caixa estará mais preparado para atravessar períodos de volatilidade e aproveitar oportunidades futuras”, afirma Baldez.

Gestão financeira ganha protagonismo no agronegócio

A combinação entre custos elevados de produção, necessidade de investimento constante e maior atenção ao fluxo de caixa tem levado produtores a diversificar suas estratégias financeiras.

Nesse contexto, o consórcio rural vem deixando de ser visto apenas como uma modalidade de compra parcelada para assumir um papel mais estratégico dentro do planejamento patrimonial das propriedades. “Hoje, a decisão financeira não passa apenas por comprar ou não comprar um equipamento. A pergunta é como fazer isso preservando a capacidade operacional da fazenda. O produtor que entende essa lógica tende a construir operações mais resilientes e preparadas para os desafios dos próximos anos”, conclui o profissional.

Sobre Leonardo Baldez

Leonardo Baldez Augusto é economista, empreendedor e fundador e CEO do Ecossistema ISF Soluções Financeiras, empresa que possui um Hub de soluções, serviços e produtos financeiros.

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À frente da ISF Consórcio, operação exclusiva em parceria com o Banco do Brasil, lidera a maior estrutura de vendas de consórcio do país, com crescimento consistente e atuação em escala nacional. O grupo também reúne a Guia Consórcio, plataforma multibandeiras integrada a escritórios de investimento, e a ISF Crédito, fintech parceira do BNDES voltada ao financiamento produtivo.

Sua atuação é voltada à estratégia, governança, crescimento sustentável e desenvolvimento de pessoas, unindo tecnologia, cultura comercial e visão de longo prazo para democratizar o acesso a soluções financeiras eficientes no Brasil.

Para mais informações, acesse instagram.com ou pelo linkedin.

Sugestão de fonte: clique aqui

Sobre o ISF Soluções Financeiras

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O Ecossistema ISF Soluções Financeiras, empresa que possui um Hub de soluções, serviços e produtos financeiros especializado em crédito, consórcio e meios de pagamento voltado a micro, pequenas e médias empresas. Fundado em 2009, atua na estruturação de soluções financeiras para capital de giro, aquisição de equipamentos e expansão empresarial.

Com mais de 16 anos de atuação, o grupo já contribuiu para a liberação de mais de R$ 500 milhões em crédito, atendendo milhares de empreendedores em todo o país.

A empresa opera por meio de diferentes frentes, incluindo a ISF Consórcio, dedicada ao planejamento patrimonial e aquisição de bens sem juros, e a ISF Crédito, voltada à intermediação de financiamentos produtivos e soluções financeiras para empresas.

Para mais informações acesse o site ou pelo instagram.

Fonte: Assessoria de imprensa

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