Connect with us
27 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Setor produtivo pede posicionamento favorável do Ministério da Agricultura ao PL 5.122/2023 – MAIS SOJA

Published

on


A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) esteve nesta terça-feira (27.05), juntamente com a Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (AMPA) e a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA), em reunião com o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, para tratar do endividamento rural e solicitar apoio do Ministério da Agricultura à aprovação do Projeto de Lei nº 5.122/2023, nos termos do relatório aprovado hoje na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal.

Durante o encontro, foi reforçada a importância de que a Pasta seja interlocutora firme no âmbito do Governo Federal, contribuindo para que o projeto avance com urgência, segurança jurídica e aderência à realidade enfrentada no campo.

O PL 5.122/2023, que deverá ser votado ainda hoje no Plenário do Senado e, posteriormente, seguir para análise da Câmara dos Deputados, é considerado pelas entidades medida urgente para reorganizar dívidas rurais, preservar a capacidade de pagamento dos produtores e garantir a continuidade da atividade agropecuária.

Dados do Derop/Bacen, com base no Sicor, indicam que, em abril de 2026, o saldo de crédito rural problemático já alcançava R$ 186,5 bilhões no Brasil e R$ 21,8 bilhões em Mato Grosso. No estado, esse volume representa cerca de 20,2% do saldo total do crédito rural, considerando as operações problemáticas e aquelas em curso normal. O cenário evidencia a gravidade do endividamento rural mato-grossense e tende a se agravar consideravelmente no fechamento de maio, diante da natural concentração de vencimentos em 30 de abril.

Advertisement

Em documento entregue ao ministro, a Aprosoja MT defendeu que o avanço do projeto ocorra com critérios técnicos, objetivos e compatíveis com a realidade do setor, sem exigências burocráticas, filtros artificiais ou condicionantes que possam inviabilizar, na prática, a aplicação da política pública.

O relatório aprovado na CAE representa avanço importante por reconhecer a necessidade de impedir que normas infralegais, regulamentos posteriores ou exigências excessivas reduzam o alcance da futura lei. Para o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, o produtor não pode ser anunciado como beneficiário de uma medida de apoio e, ao final, ser excluído por critérios desconectados da forma como as perdas produtivas, climáticas e econômicas se materializam no campo.

“O produtor precisa de uma solução que funcione na prática. Não basta aprovar uma política pública se, depois, os critérios impedirem quem mais precisa de acessar a linha especial de financiamento. A Aprosoja MT, a AMPA e a ABRAPA estiveram com o ministro da Agricultura para pedir que a Pasta se posicione favoravelmente ao PL 5.122/2023 e contribua, dentro do governo, para uma resposta concreta ao endividamento rural”, destacou ele.

As entidades defendem que o texto final mantenha os critérios previstos no relatório aprovado na CAE, considerados fundamentais para que a medida contemple os produtores impactados pelo endividamento. Entre eles, estão a inclusão de operações contratadas, emitidas ou formalizadas até 31 de dezembro de 2025; a vedação à exigência de garantias adicionais; a suspensão de cobranças enquanto o produtor solicita a renegociação; e a garantia de que a adesão à medida não inviabilize novas contratações de crédito rural.

Para o presidente Aprosoja MT, a discussão não se limita à renegociação de dívidas. Trata-se da sobrevivência econômica de produtores, da manutenção da produção, da próxima safra e de toda a cadeia que depende da agropecuária. “Não há recuperação da atividade sem retomada da capacidade de pagamento do produtor rural. A postergação de uma solução concreta aprofunda o endividamento, compromete fornecedores, cooperativas, revendas, municípios e toda a economia que gira em torno da produção agropecuária”, reforçou ele.

Advertisement

A Aprosoja Mato Grosso seguirá acompanhando a tramitação do PL 5.122/2023 e atuando para que o texto seja aprovado sem retrocessos, com regulamentação que preserve o alcance da medida e impeça que critérios posteriores esvaziem a política ou excluam os produtores que precisam da renegociação.

Fonte: Aprosoja/MS



 

Advertisement
Continue Reading
Advertisement

Sustentabilidade

Preços recebidos pelos produtores rurais gaúchos saltam 7,54% em setembro – MAIS SOJA

Published

on


Os preços recebidos pelos produtores rurais do Rio Grande do Sul registraram um salto expressivo no mês de setembro. Segundo o relatório mensal divulgado pela Assessoria Econômica do Sistema Farsul, nesta segunda-feira (26/10/), o Índice de Preços Recebidos pelos Produtores Rurais (IIPR) subiu 7,54% em relação ao mês anterior. O resultado marca a quarta alta mensal consecutiva e representa a maior variação para o indicador desde fevereiro de 2022.

O grande motor dessa elevação foi a soja, que apresentou avanço de 8,7% no mês, quase quatro vezes superior ao padrão sazonal para o período, atingindo o maior patamar de cotação desde abril de 2023. O arroz também manteve forte ritmo de valorização, subindo 8,4% no mês e acumulando expressiva alta de 52,4% no ano. A sustentação nos preços do cereal é amparada pela projeção de uma redução de 36% nos estoques brasileiros para a próxima safra. Na contramão dos grãos, o boi gordo recuou 3,3%, movimento atribuído a fatores sazonais do mercado pecuário.

Com o resultado de setembro, o IIPR acumula alta de 16,29% no ano e saltou de 4,05% em agosto para 13,73% no acumulado em 12 meses.

Recomposição de perdas

Embora a variação acumulada do IIPR em 12 meses (13,73%) supere com margem o IPCA geral (4,58%) e o IPCA Alimentos e Bebidas (4,66%), a Assessoria Econômica da Farsul pontua que o cenário exige uma análise de longo prazo.

Advertisement

Ao observar o horizonte dos últimos dois anos, constata-se que o preço recebido pelo produtor rural permanece praticamente estável, com leve variação de 0,7%, enquanto os preços dos alimentos ao consumidor final subiram 11,6% no mesmo período. Portanto, a alta recente reflete a recomposição de perdas acumuladas pelo setor produtivo, e não a origem de um novo ciclo inflacionário vindo do campo.

Custos de produção voltam a acelerar

Do lado da porteira para dentro, o Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) registrou alta de 1,44% em setembro, maior avanço mensal desde o mês de abril. No acumulado em 12 meses, o ritmo do IICP praticamente dobrou, passando de 1,65% em agosto para 3,35% em setembro, somando 5,13% no ano.

Os fertilizantes continuam sendo os principais ofensores dos custos, subindo 3,9% no mês e respondendo por mais da metade da variação positiva do índice. No acumulado do ano, o insumo explica mais do que a totalidade da inflação de custos. O impacto foi parcialmente mitigado pela retração nos preços dos defensivos agrícolas.

Além disso, a alta de 17% nas cotações internacionais do petróleo pressionou diretamente o mercado interno de combustíveis. O preço do diesel subiu 5,2% no Rio Grande do Sul em setembro, impulsionado pela defasagem frente à paridade de importação e por restrições pontuais na oferta. A elevação do combustível refletiu imediatamente nos serviços de frete (4,1%) e nos custos das operações mecânicas nas propriedades (2,1%).

Confira o relatório na íntegra.

Advertisement

Fonte: Farsul



 

FONTE

Autor:Farsul

Site: Farsul

Advertisement
Continue Reading

Sustentabilidade

Frente fria deixa chuvas no Centro-Norte e volumes voltam a crescer no Sul no início de novembro – Rural Clima – MAIS SOJA

Published

on


A última semana de outubro começa com chuvas concentradas na faixa mais ao norte do Brasil, após a passagem de uma frente fria pela região Sudeste, segundo o agrometeorologista da Rural Clima, Marco Antonio dos Santos.

No Sul, o tempo abre no início da semana, com pancadas isoladas entre o Paraguai, Mato Grosso do Sul e Paraná. Também há áreas de instabilidade na faixa litorânea do Sudeste e no litoral paranaense. Entre segunda e terça-feira (27), as chuvas devem se concentrar principalmente em Mato Grosso, Goiás, norte de Minas Gerais e na região do Matopiba.

O cenário muda a partir de quarta-feira (28), quando áreas de instabilidade se formam sobre a faixa central do país. “Na quinta-feira, o tempo volta a fechar no Sul do Brasil, em especial no Paraná. Então, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais com muitas chuvas já no final dessa semana”, disse o especialista.

Segundo Santos, os volumes podem atrapalhar os trabalhos no campo. “Todas essas chuvas, como a gente falou na semana passada, podem trazer algumas paralisações no plantio da soja e nas atividades de campo, como a colheita da cana-de-açúcar. Deem muita atenção ao longo dessa semana”, alertou.

Advertisement

Para o fim de semana e, principalmente, o início de novembro, a tendência é de retorno de altos volumes ao Sul do país, com avanço gradual das chuvas para as regiões centrais. O ponto de atenção segue sendo o Matopiba.

De acordo com o agrometeorologista, tanto o modelo americano quanto o europeu indicam poucas chuvas para a região nas próximas semanas, embora o europeu seja um pouco mais úmido. A tendência é de concentração das precipitações entre Santa Catarina, Paraná, Sudeste e Centro-Oeste, alcançando apenas algumas áreas do sul do Matopiba, como o sul do Tocantins, o oeste da Bahia e o extremo sul do Maranhão, além de partes do Pará.

As temperaturas devem subir ao longo da semana, mas sem picos expressivos. “Por conta das chuvas, as temperaturas não sobem tanto, mas é uma semana que vai trazer chuvas em grande parte dessa faixa central do Brasil, chuvas um pouco menores e mais irregulares sobre o Sul, e o final de semana com muita chuva no Sul”, concluiu Santos.

Fonte: Agência Safras



 

Advertisement
FONTE

Autor:Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

Advertisement
Continue Reading

Sustentabilidade

Safra de grãos 2026/27 projeta recordes em São Paulo e no Brasil, aponta Faesp – MAIS SOJA

Published

on


A safra de grãos 2026/27 caminha para novos recordes de produção tanto no cenário paulista quanto no brasileiro. De acordo com análise do Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), fundamentada no 1º Levantamento da Safra de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o avanço da área cultivada justifica o crescimento das projeções para o novo ciclo.

Em São Paulo, a produção total de grãos deve atingir a marca inédita de 12,43 milhões de toneladas, o que representa um incremento de 1,2% (+146,9 mil toneladas) frente ao ciclo 2025/26. Esse resultado é sustentado pela ampliação de 3,5% na área plantada, estimada em 2,84 milhões de hectares, compensando a retração prevista de 2,2% na produtividade média estadual.

Carros-chefes da agricultura paulista, a soja e o milho concentram os maiores volumes do estado, previstos em 5,4 milhões e 5,0 milhões de toneladas, respectivamente.

A soja tem previsão de avanço de 0,3% na colheita (+15,1 mil toneladas) e de 1,9% na área, embora a produtividade aponte recuo de 1,6% diante da postura cautelosa dos produtores em relação a possíveis efeitos do El Niño, fator que atrasou o início da semeadura em relação ao padrão histórico. Já o milho paulista projeta salto de 4,9% na produção (+229,6 mil toneladas), puxado pela expansão de 7,8% da área, com perspectivas positivas para todas as safras, especialmente a primeira.

Advertisement

No panorama de outras culturas em território paulista, o algodão (+6,7%) e o sorgo (+6,1%) destacam-se com estimativas de crescimento. Por outro lado, há projeções de recuo para o feijão (-2,4%), pressionado por perdas em área e produtividade e pelo receio de alterações no regime de chuvas no sudoeste do estado, e para o amendoim (-12,4%), afetado por desestímulo decorrente de altos custos operacionais e cotações desfavoráveis.

BRASIL

No âmbito nacional, o 1º levantamento da Conab estima uma safra brasileira de grãos de 367,1 milhões de toneladas, um aumento de 1,4% (+4,9 milhões de toneladas) sobre o período anterior. A área plantada no país deve avançar 2,3% (alcançando 1,9 milhão de hectares adicionais), enquanto a produtividade média registra ligeira queda de 0,9%.

O milho desponta como a principal alavanca do recorde nacional, com colheita prevista de mais de 148 milhões de toneladas (+2,4%), respondendo isoladamente por 71,7% do incremento total de grãos do país. O quadro reflete o fortalecimento do consumo doméstico para a produção de etanol do cereal, o ritmo consistente das exportações e preços mais vantajosos no mercado em relação a outras culturas. Crescimentos também são esperados para o sorgo (+9,0%), a soja (+0,7%) e o algodão (+0,3%).

Em contrapartida, as lavouras nacionais de arroz (-2,9%) e feijão (-0,7%) apontam retração de volume no país. A leguminosa tem sido desestimulada por ocorrências de mosca-branca em regiões produtoras, enquanto a cadeia orizícola projeta impactos na produtividade em razão de previsões de chuvas excessivas sobre a Região Sul ao longo do ciclo.

Advertisement

Clique aqui para acessar o relatório completo elaborado pelo Departamento Técnico da Faesp. Outras informações relevantes sobre o setor podem ser acessadas através do Painel de Dados da Faesp.

Fonte: CNA



 

FONTE

Autor:CNA

Advertisement

Site: CNA

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT