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9 de setembro de 2026

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Safra de erva-mate no Rio Grande do Sul deve chegar a 310 mil toneladas em 2026

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A safra 2026 de erva-mate no Rio Grande do Sul deve alcançar cerca de 310 mil toneladas de folhas verdes em quase 30 mil hectares de ervais. A abertura oficial da colheita foi realizada nesta quinta-feira (28), em Machadinho, no norte do estado. Segundo os dados apresentados no evento, a produção está distribuída em 173 municípios e mais de 7 mil propriedades rurais.

A erva-mate (Ilex paraguariensis) integra uma cadeia produtiva com peso regional no estado. De acordo com as informações divulgadas durante a Festa da Colheita da Erva-Mate, o Rio Grande do Sul concentra cinco polos ervateiros e é o maior beneficiador da matéria-prima no país, com pelo menos 163 indústrias ativas.

Durante a abertura da safra, representantes do setor destacaram a necessidade de ampliar mercados, diversificar produtos derivados e elevar padrões de qualidade e produtividade. O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, Márcio Madalena, afirmou que a cadeia vive um novo momento, com foco em agregação de valor e expansão comercial.

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Um dos pontos centrais do evento foi a recente Indicação Geográfica (IG) da erva-mate de Machadinho, oficializada em novembro de 2025 pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A certificação abrange dez municípios e reforça a rastreabilidade, a identidade regional e a diferenciação comercial do produto.

No Fórum da Erva-Mate, a pesquisadora do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Gerusa Steffen, apresentou resultados sobre o uso de Trichoderma nos cultivos. Segundo ela, o fungo atua desde a germinação até a fase produtiva, com efeito sobre proteção radicular, mitigação de estresses climáticos e suporte à fertilidade e à umidade do solo.

Esses fatores técnicos ganham relevância para um setor distribuído em milhares de propriedades e dependente de produtividade, qualidade industrial e abertura de mercado para ampliar renda e competitividade.

Com área próxima de 30 mil hectares e presença em 173 municípios, a erva-mate mantém importância agrícola e agroindustrial no Rio Grande do Sul. A evolução da safra, do consumo e da inserção em novos mercados dependerá do avanço em pesquisa, padronização de qualidade e estratégias de agregação de valor já indicadas por entidades do setor.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Colheita de milho nos EUA avança para 5%, informa USDA

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou nesta terça-feira (8) que a colheita da safra de milho 2026/27 no país alcançou 5% até o último domingo. O ritmo supera os 4% registrados no mesmo período do ano passado e os 3% da média dos últimos cinco anos. O relatório também atualizou as condições das lavouras de soja, trigo e algodão.

Segundo o USDA, 56% da safra de milho apresentava condição boa ou excelente, com recuo de 1 ponto porcentual em relação à semana anterior. Um ano antes, esse índice era de 68%.

O relatório mostrou ainda que 96% das lavouras de milho estavam na fase de formação de grãos, ante 94% no ano passado e na média de cinco anos. A parcela com formação de dentes chegou a 76%, acima dos 72% observados tanto um ano antes quanto na média quinquenal. Já as áreas maduras somavam 25%, contra 24% no ano passado e 23% na média.

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Na soja, 58% da safra estava em condição boa ou excelente, sem variação na comparação semanal. No mesmo período do ano passado, o índice era de 64%. O USDA informou também que 26% das lavouras apresentavam queda de folhas, acima dos 20% registrados há um ano e na média de cinco anos.

Para o trigo de primavera, a colheita atingiu 86%, ante 83% no ano passado e o mesmo percentual da média quinquenal. No trigo de inverno, o plantio chegou a 2%, abaixo dos 4% observados no mesmo período do ano passado e dos 5% da média de cinco anos.

No algodão, 34% da safra estava em condição boa ou excelente, queda de 5 pontos porcentuais na semana. Um ano antes, essa parcela era de 54%. O USDA apontou ainda que 96% das lavouras tinham formado maçãs, em linha com o ano passado e a média de cinco anos. A abertura de maçãs alcançou 40%, ante 38% no ano passado e na média, enquanto a colheita chegou a 7%, igual ao registrado há um ano e acima dos 6% da média quinquenal.

Os números do USDA indicam avanço da colheita do milho e do trigo de primavera nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que mostram mudança nas condições das lavouras de milho e algodão e estabilidade na soja.

Fonte: Estadão Conteúdo

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CNA defende critérios alinhados ao Brasil em conferência global da soja

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) levou à Conferência da Round Table on Responsible Soy (RTRS) 2026 a defesa de que os critérios internacionais de sustentabilidade para a soja considerem os instrumentos previstos na legislação brasileira. O tema foi discutido nos dias 3 e 4 de setembro, em Amsterdã, na Holanda, durante encontro que reuniu representantes de diferentes elos da cadeia global da oleaginosa.

O presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Endrigo Dalcin, participou do painel “Datas de Corte em um panorama de sustentabilidade em evolução”. A discussão abordou critérios adotados por legislações, padrões de sustentabilidade e compromissos voluntários.

Segundo Dalcin, o aumento no número de exigências eleva a complexidade para produtores e empresas inseridos nas cadeias internacionais de fornecimento. “Mais uma data de corte é ruim para o setor”, afirmou.

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Na avaliação apresentada no debate, a discussão sobre sustentabilidade precisa considerar o conjunto de instrumentos existentes no Brasil. Dalcin citou o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Programa de Regularização Ambiental (PRA) como mecanismos relevantes para a adequação ambiental das propriedades rurais.

Ele também destacou avanços na análise dos cadastros, com a incorporação de inteligência artificial por meio do CAR 2.0. Para o representante da CNA, os critérios internacionais devem dialogar com os instrumentos previstos na legislação brasileira e com os mecanismos de regularização das propriedades.

Durante o painel, Dalcin mencionou práticas adotadas por produtores brasileiros, como o uso crescente de insumos biológicos, a adoção de tecnologias no manejo e a busca por maior produtividade. “A produção brasileira deve ser apresentada no cenário internacional considerando o conjunto dessas práticas. Temos que mostrar para o mundo que produzimos uma soja muito sustentável”, disse.

A Conferência RTRS 2026 também discutiu novas exigências do comércio internacional e mecanismos para ampliar a rastreabilidade da soja ao longo da cadeia. A programação incluiu ainda temas como carbono, agricultura regenerativa, inteligência artificial e novas tecnologias aplicadas às cadeias de suprimentos.

A participação da CNA na conferência concentrou-se na defesa de critérios de sustentabilidade e rastreabilidade que considerem os instrumentos legais e tecnológicos já adotados no Brasil para a produção de soja.

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Fonte: cnabrasil.org.br

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Agro Mato Grosso

Com colheita acima de 97%, ritmo do algodão em MT supera média dos últimos cinco anos

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A colheita do algodão em Mato Grosso chegou a 97,30% da área plantada até 4 de setembro, em um ritmo superior à média dos últimos cinco anos (95,24%) e ao registrado na safra passada (92,23%). Em apenas uma semana, o avanço foi de 8,64 pontos percentuais, impulsionado pela conclusão dos trabalhos em diversas propriedades do Estado.

O Noroeste e o Médio-Norte apresentam os melhores índices de produtividade nesta reta final, de acordo com o levantamento de campo do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), ligado à Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), em parceria com o Imea. O desempenho dessas duas regiões contribuiu para sustentar os bons resultados estaduais, apesar das diferenças observadas entre os polos produtores.

Nas usinas, o beneficiamento da fibra também avança em ritmo acelerado. O algodão processado mantém padrão comercial competitivo, sem grandes prejuízos à qualidade, embora tenham sido registrados casos pontuais de pluma manchada.

Com a colheita na fase final, a Ampa orienta os produtores a concentrarem os esforços no manejo de pós-colheita. Entre as prioridades estão a retirada dos fardos das lavouras, a eliminação das soqueiras para reduzir a presença do bicudo-do-algodoeiro e o preparo do solo para a próxima safra.

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Agro MT