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Paraná deve colher 21,78 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, projeta Deral

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Safra de erva-mate no Rio Grande do Sul deve chegar a 310 mil toneladas em 2026

A safra 2026 de erva-mate no Rio Grande do Sul deve alcançar cerca de 310 mil toneladas de folhas verdes em quase 30 mil hectares de ervais. A abertura oficial da colheita foi realizada nesta quinta-feira (28), em Machadinho, no norte do estado. Segundo os dados apresentados no evento, a produção está distribuída em 173 municípios e mais de 7 mil propriedades rurais.
A erva-mate (Ilex paraguariensis) integra uma cadeia produtiva com peso regional no estado. De acordo com as informações divulgadas durante a Festa da Colheita da Erva-Mate, o Rio Grande do Sul concentra cinco polos ervateiros e é o maior beneficiador da matéria-prima no país, com pelo menos 163 indústrias ativas.
Durante a abertura da safra, representantes do setor destacaram a necessidade de ampliar mercados, diversificar produtos derivados e elevar padrões de qualidade e produtividade. O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, Márcio Madalena, afirmou que a cadeia vive um novo momento, com foco em agregação de valor e expansão comercial.
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Um dos pontos centrais do evento foi a recente Indicação Geográfica (IG) da erva-mate de Machadinho, oficializada em novembro de 2025 pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A certificação abrange dez municípios e reforça a rastreabilidade, a identidade regional e a diferenciação comercial do produto.
No Fórum da Erva-Mate, a pesquisadora do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Gerusa Steffen, apresentou resultados sobre o uso de Trichoderma nos cultivos. Segundo ela, o fungo atua desde a germinação até a fase produtiva, com efeito sobre proteção radicular, mitigação de estresses climáticos e suporte à fertilidade e à umidade do solo.
Esses fatores técnicos ganham relevância para um setor distribuído em milhares de propriedades e dependente de produtividade, qualidade industrial e abertura de mercado para ampliar renda e competitividade.
Com área próxima de 30 mil hectares e presença em 173 municípios, a erva-mate mantém importância agrícola e agroindustrial no Rio Grande do Sul. A evolução da safra, do consumo e da inserção em novos mercados dependerá do avanço em pesquisa, padronização de qualidade e estratégias de agregação de valor já indicadas por entidades do setor.
Fonte: agricultura.rs.gov.br
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Agro Mato Grosso
MPT alega risco à saúde de trabalhadores e pede fim do uso do glifosato em lavouras do país

O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou, no último dia 22 de maio, uma Ação Civil Pública (ACP) contra a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a União para pedir a proibição do uso do agrotóxico glifosato nas lavouras do país. O processo considera os graves riscos à saúde dos trabalhadores e ao meio ambiente do trabalho pela aplicação do defensivo agrícola. A ação tramita na Justiça do Trabalho com pedido de tutela de urgência.
A Ação Civil Pública (ACP) foi ajuizada pelo Grupo Especial de Atuação Finalística (GEAF) da Coordenadoria Nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho e da Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (Codemat) do MPT.
O grupo é integrado pelos procuradores do Trabalho Joaquim Nascimento, Leomar Daroncho, Bruno Choairy Cunha de Lima (Mato Grosso) e Edson Beas Rodrigues Júnior, pelo subprocurador-geral do Trabalho Pedro Luiz Serafim da Silva e pela subprocuradora-geral do Trabalho Ileana Neiva Mousinho.
Na ação, o MPT pede, em caráter urgente e definitivo, o cancelamento de todos os registros de agrotóxicos à base de glifosato, além da proibição da produção, importação, exportação, comercialização e utilização desses produtos no país. A instituição também pede que a União e a Anvisa sejam obrigadas a impedir novas autorizações e promover a retirada das substâncias do mercado brasileiro.
Segundo o MPT, a permanência do glifosato no mercado expõe milhões de trabalhadores, empregados ou proprietários, especialmente os do setor rural, a riscos considerados incompatíveis com os direitos fundamentais à saúde, à vida e a um ambiente de trabalho seguro.
Evidências científicas
A ação destaca que há evidências científicas sobre os efeitos nocivos do produto, incluindo associação com diferentes tipos de câncer, como mama, tireoide e linfoma não-Hodgkin, além de infertilidade, desregulação hormonal, abortos, malformações congênitas e partos prematuros. O documento também cita estudos que relacionam a exposição ao glifosato a transtornos neurológicos, como autismo e déficit de atenção.
Além de estudos do Instituto Nacional do Câncer (INCA) e da Fiocruz, que apontam que a exposição representa risco, mesmo em pequenas doses, para trabalhadores rurais e suas famílias, o MPT reforça que, desde 2015, a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC) classifica o glifosato como provável cancerígeno para humanos.
O MPT considera como muito relevante a despublicação, no final de 2025, do estudo publicado pela revista científica Regulatory Toxicology and Pharmacology, de 2000, que era usado para justificar a autorização do uso por agências regulatórias. O estudo assegurava que o glifosato não seria cancerígeno. A revista encontrou falhas graves no estudo, que perdeu a credibilidade.
Em 2015, a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC) classificou o glifosato como provável cancerígeno para humanos, principalmente linfoma não-Hodgkin.
Exposição e falta de proteção
De acordo com o MPT, trabalhadores rurais são expostos ao agrotóxico a partir da inalação, do contato com a pele e da ingestão de alimentos, frequentemente de forma contínua e sem condições adequadas de proteção. A ACP afirma ainda que o Estado brasileiro falha em adotar medidas efetivas de proteção à população trabalhadora, o que viola os princípios constitucionais da prevenção e da precaução.
A ação destaca ainda que os impactos do glifosato atingem de forma mais intensa grupos considerados vulneráveis, como trabalhadores rurais, indígenas, mulheres em idade reprodutiva, crianças e recém-nascidos, devido à exposição prolongada e às condições precárias de proteção no ambiente laboral.
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Mapas mostram concentração de cervejarias no Sul e no Sudeste

Mapas elaborados pela Embrapa Territorial para o Anuário da Cerveja 2026 mostram que as cervejarias brasileiras estão concentradas principalmente nas regiões Sul e Sudeste. Segundo o material publicado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o país tinha mais de 44 mil cervejarias registradas em 2025, distribuídas em 794 municípios. O levantamento também aponta a relação entre a localização das indústrias e áreas produtoras de cereais de inverno, como a cevada.
De acordo com o analista Rafael Mingoti, da Embrapa Territorial, o mapa de calor indica elevada concentração de cervejarias no entorno das capitais do Sul e do Sudeste. Em Minas Gerais, porém, a maior presença de estabelecimentos aparece no Sul do estado, e não na região metropolitana de Belo Horizonte. O levantamento também destaca o Noroeste do Rio Grande do Sul e o Oeste de Santa Catarina, áreas ligadas ao cultivo de cereais de inverno.
O anuário informa que São Paulo liderava o número de estabelecimentos registrados em 2025, com 452 unidades. Na sequência aparecem Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Paraná. A capital paulista concentrava 61 cervejarias, o maior total entre os municípios. O documento também registra 25 cidades com dez ou mais cervejarias e densidade média nacional de uma cervejaria para cada 108.794 habitantes. Santa Catarina lidera esse indicador, com uma unidade para cada 32.625 habitantes.
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Para o agro, o dado central está na matéria-prima. Segundo o pesquisador Aloisio Vilarinho, da Embrapa Trigo, o Brasil ainda não é autossuficiente em cevada cervejeira e precisaria ampliar a produção em quatro vezes para atender a demanda de 2,3 milhões de toneladas. Pela legislação brasileira, a cerveja deve ter ao menos 55% de malte de cevada na formulação.
A Embrapa informa que trabalha há 50 anos no desenvolvimento de cultivares de cevada cervejeira. No Sul, o excesso de chuvas antes da colheita tem comprometido a qualidade do grão. Por isso, as pesquisas avançam tanto em materiais mais tolerantes a doenças e à germinação pré-colheita quanto em cultivares irrigadas adaptadas ao Cerrado.
Os mapas reforçam a concentração industrial da cadeia cervejeira e indicam, do lado agrícola, espaço para expansão da produção de cevada no país. A viabilidade desse avanço depende de adaptação varietal, manejo e redução do risco climático, segundo as informações técnicas apresentadas pela Embrapa.
Fonte: embrapa.br
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