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9 de setembro de 2026

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Paraná deve colher 21,78 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, projeta Deral

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O estado do Paraná deve produzir 21,78 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, segundo projeção divulgada pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). O volume representa crescimento de 3% em relação ao número de 21,18 milhões de toneladas no ciclo 2024/25.

A área destinada à cultura foi estimada em 5,738 milhões de hectares, praticamente estável frente aos 5,760 milhões de hectares da safra anterior. Na comparação com o levantamento anterior, houve leve ajuste positivo na produção, que passou de 21,75 milhões para 21,78 milhões de toneladas.

O avanço da safra é sustentado principalmente pela melhora da produtividade. O rendimento médio esperado foi projetado em 3.796 quilos por hectare, acima dos 3.678 quilos por hectare registrados no ciclo passado.

Outras culturas

Já no milho segunda safra, a expectativa é de produção de 17,53 milhões de toneladas, crescimento de 3% frente às 16,95 milhões de toneladas colhidas anteriormente. A área aumentou 7%, alcançando 2,90 milhões de hectares.

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No milho primeira safra, o Deral estima produção de 4,12 milhões de toneladas em 2025/26, alta de 36% sobre as 3,04 milhões de toneladas da temporada anterior. A área plantada avançou 31%, chegando a 364,9 mil hectares, enquanto a produtividade média deve subir para 11.295 quilos por hectare.

Apesar da expansão da área, o rendimento médio do milho safrinha foi projetado em queda, passando de 6.269 para 6.038 quilos por hectare. Segundo o Deral, o recuo está ligado ao atraso no plantio e à maior exposição das lavouras a condições climáticas adversas.

Para o trigo, o cenário é de retração. A produção estimada para a safra 2025/26 é de 2,36 milhões de toneladas, redução de 18% em comparação às 2,86 milhões de toneladas do ciclo anterior.

A área destinada ao cereal deve cair 13%, passando de 826,4 mil para 722 mil hectares. A produtividade média também foi revisada para baixo, projetada em 3.272 quilos por hectare, contra 3.476 quilos por hectare registrados anteriormente.

Os dados do Deral, levantados até o último domingo (25), indicam estabilidade para a soja, avanço do milho e redução da área e da produção de trigo no Paraná. O comportamento climático nas próximas etapas do ciclo seguirá sendo determinante para a consolidação das produtividades previstas.

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Colheita de milho nos EUA avança para 5%, informa USDA

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou nesta terça-feira (8) que a colheita da safra de milho 2026/27 no país alcançou 5% até o último domingo. O ritmo supera os 4% registrados no mesmo período do ano passado e os 3% da média dos últimos cinco anos. O relatório também atualizou as condições das lavouras de soja, trigo e algodão.

Segundo o USDA, 56% da safra de milho apresentava condição boa ou excelente, com recuo de 1 ponto porcentual em relação à semana anterior. Um ano antes, esse índice era de 68%.

O relatório mostrou ainda que 96% das lavouras de milho estavam na fase de formação de grãos, ante 94% no ano passado e na média de cinco anos. A parcela com formação de dentes chegou a 76%, acima dos 72% observados tanto um ano antes quanto na média quinquenal. Já as áreas maduras somavam 25%, contra 24% no ano passado e 23% na média.

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Na soja, 58% da safra estava em condição boa ou excelente, sem variação na comparação semanal. No mesmo período do ano passado, o índice era de 64%. O USDA informou também que 26% das lavouras apresentavam queda de folhas, acima dos 20% registrados há um ano e na média de cinco anos.

Para o trigo de primavera, a colheita atingiu 86%, ante 83% no ano passado e o mesmo percentual da média quinquenal. No trigo de inverno, o plantio chegou a 2%, abaixo dos 4% observados no mesmo período do ano passado e dos 5% da média de cinco anos.

No algodão, 34% da safra estava em condição boa ou excelente, queda de 5 pontos porcentuais na semana. Um ano antes, essa parcela era de 54%. O USDA apontou ainda que 96% das lavouras tinham formado maçãs, em linha com o ano passado e a média de cinco anos. A abertura de maçãs alcançou 40%, ante 38% no ano passado e na média, enquanto a colheita chegou a 7%, igual ao registrado há um ano e acima dos 6% da média quinquenal.

Os números do USDA indicam avanço da colheita do milho e do trigo de primavera nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que mostram mudança nas condições das lavouras de milho e algodão e estabilidade na soja.

Fonte: Estadão Conteúdo

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CNA defende critérios alinhados ao Brasil em conferência global da soja

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) levou à Conferência da Round Table on Responsible Soy (RTRS) 2026 a defesa de que os critérios internacionais de sustentabilidade para a soja considerem os instrumentos previstos na legislação brasileira. O tema foi discutido nos dias 3 e 4 de setembro, em Amsterdã, na Holanda, durante encontro que reuniu representantes de diferentes elos da cadeia global da oleaginosa.

O presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Endrigo Dalcin, participou do painel “Datas de Corte em um panorama de sustentabilidade em evolução”. A discussão abordou critérios adotados por legislações, padrões de sustentabilidade e compromissos voluntários.

Segundo Dalcin, o aumento no número de exigências eleva a complexidade para produtores e empresas inseridos nas cadeias internacionais de fornecimento. “Mais uma data de corte é ruim para o setor”, afirmou.

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Na avaliação apresentada no debate, a discussão sobre sustentabilidade precisa considerar o conjunto de instrumentos existentes no Brasil. Dalcin citou o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Programa de Regularização Ambiental (PRA) como mecanismos relevantes para a adequação ambiental das propriedades rurais.

Ele também destacou avanços na análise dos cadastros, com a incorporação de inteligência artificial por meio do CAR 2.0. Para o representante da CNA, os critérios internacionais devem dialogar com os instrumentos previstos na legislação brasileira e com os mecanismos de regularização das propriedades.

Durante o painel, Dalcin mencionou práticas adotadas por produtores brasileiros, como o uso crescente de insumos biológicos, a adoção de tecnologias no manejo e a busca por maior produtividade. “A produção brasileira deve ser apresentada no cenário internacional considerando o conjunto dessas práticas. Temos que mostrar para o mundo que produzimos uma soja muito sustentável”, disse.

A Conferência RTRS 2026 também discutiu novas exigências do comércio internacional e mecanismos para ampliar a rastreabilidade da soja ao longo da cadeia. A programação incluiu ainda temas como carbono, agricultura regenerativa, inteligência artificial e novas tecnologias aplicadas às cadeias de suprimentos.

A participação da CNA na conferência concentrou-se na defesa de critérios de sustentabilidade e rastreabilidade que considerem os instrumentos legais e tecnológicos já adotados no Brasil para a produção de soja.

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Fonte: cnabrasil.org.br

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Agro Mato Grosso

Com colheita acima de 97%, ritmo do algodão em MT supera média dos últimos cinco anos

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A colheita do algodão em Mato Grosso chegou a 97,30% da área plantada até 4 de setembro, em um ritmo superior à média dos últimos cinco anos (95,24%) e ao registrado na safra passada (92,23%). Em apenas uma semana, o avanço foi de 8,64 pontos percentuais, impulsionado pela conclusão dos trabalhos em diversas propriedades do Estado.

O Noroeste e o Médio-Norte apresentam os melhores índices de produtividade nesta reta final, de acordo com o levantamento de campo do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), ligado à Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), em parceria com o Imea. O desempenho dessas duas regiões contribuiu para sustentar os bons resultados estaduais, apesar das diferenças observadas entre os polos produtores.

Nas usinas, o beneficiamento da fibra também avança em ritmo acelerado. O algodão processado mantém padrão comercial competitivo, sem grandes prejuízos à qualidade, embora tenham sido registrados casos pontuais de pluma manchada.

Com a colheita na fase final, a Ampa orienta os produtores a concentrarem os esforços no manejo de pós-colheita. Entre as prioridades estão a retirada dos fardos das lavouras, a eliminação das soqueiras para reduzir a presença do bicudo-do-algodoeiro e o preparo do solo para a próxima safra.

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Agro MT